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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

“EU NÃO ACREDITO EM DEUS. VOCÊ ACREDITA?

Sim, eu afirmo de forma peremptória que não acredito em Deus segundo os homens O idealizaram, mas em um Deus que fizeram os homens.
Acreditar significa crer, ter ciência de, convencer; contudo quem crê, pode um dia desacreditar. Então, tenho certeza, plena convicção de Sua existência; não como um dogma ou um mistério que não podemos questionar ou dialogar sobre, mas uma verdade lógica pela evidência das coisas. Diria que um percentual muito grande das pessoas acredita na existência de Deus. Pode ser até difícil apresentar tese sobre Sua inexistência; usando evidências científicas, filosóficas e culturais podemos até atingir “um voo curto de galinha”. Todavia, seja qual for sua tese defendida é de bom alvitre sempre respeitar e ouvir a pessoa com quem você dialoga, é uma questão de boa educação.
Ora, como há muitas doenças, seres humanos de vários tipos, posicionamentos sociais, dores e sofrimentos dos mais variáveis, com Deus sendo justo e bom, não poderia ter isso evitado? Pois os mesmos sendo seus filhos, deveria criá-los todos iguais em termos de belezas, riquezas, felicidades, etc., e não uns sofrendo ou mesmo serem tão diferentemente quanto os outros. Há uma injustiça nesse caso. Essa é uma entre tantas argumentações dentro da ciência mecanicista que poderia ser usada. Outra, em uma guerra, um tsunami, ou hecatombe qualquer, por que morre tantas crianças, idosos e/ou pessoa boas que, aparentemente nunca foram voltadas ao mal?
A doutrina reencarnacionista espírita, que propugna a evolução constante e que nada ocorre por acaso, explica de forma objetiva, direta e cristalina o questionamento filosófico sobre de onde viemos, o que estamos aqui fazendo e em função do que aqui fizermos, para onde vamos. E mais, a razão da dor, do sofrimento, do por que da tudo certo para uns e a outros sempre em provações e expiações enormes?
Faço aqui minhas, as palavras de Einstein que, quando perguntado sobre se acreditava em Deus o mesmo disse que acreditava segundo o Deus de Spinoza: um Deus que se revela em si Mesmo na harmonia de tudo que existe e não em Deus que se interessa pelas ações e sorte dos homens. Ademais, devo admitir que sorte é o aproveitar de uma oportunidade, é você estar preparado naquele momento. Não ficar nesses templos lúgubres, rezando, orando sempre e só pedindo e nada doando. Vá em frente, desfrute a vida, Deus o criou para ser feliz. Deus está, além de  nós, na beleza da vida, no som da cachoeira, no voar de um colibri, na harmonia das coisas. Esse Mesmo Deus não precisa perdoar, castigar ou punir. Por Ele ser perfeito em todas as coisas, não sente raiva, mágoa, paixão, malefícios de nós, os humanos. Então, por tudo isso eu não acredito nesse Deus antropomórfico que as pessoas conceberam: um Deus julgador, mosaico, olho por olho, dente por dente, um Deus segundo o meu julgamento. E como Deus sendo causa primária e inteligência suprema criadoras de todas as outras coisas, não posso ou devo julgá-lo ou concebê-lo segundo os meus parâmetros.
Bjs em vossos corações e que Deus esteja conosco agora, hoje e sempre!
Décio Naves