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sábado, 23 de dezembro de 2017

“MARCAS DE NASCENÇA NA VISÃO ESPÍRITA”

Muitas pessoas carregam marcas de nascença, chegando a virar até uma identidade pessoal em alguns. E vem a curiosidade sobre a marca, do por que dela. No entanto, a curiosidade é algo inevitável para que tem marca de nascença. No entanto, será que estamos realmente preparados para saber da sua origem?
Na visão espírita as marcas, os sinais, as manchas de nascença, são indícios que evidenciam uma vida anterior, à vida atual, ou seja, é uma evidência da reencarnação.
Quanto maior o trauma, ou ferimento de grande intensidade, e pouco tempo antes da morte, ou qualquer outra causa que afetou profundamente o emocional do indivíduo como uma queimadura, ou ferida, ou determinados tipos de morte trágica, acidentais... Pode deixar marcas que atingem de certa forma o corpo espiritual, isto é, o perispírito; a intensidade emocional do acontecimento, cria uma marca semelhante no perispírito; então as informações que o perispírito carrega, transmite para o corpo que está se formando na gestação, dessa vez com a marca. Ou seja, o Espiritismo nos esclarece que as marcas de nascença existem por causa de experiências vivenciadas com muita intensidade emocional em alguma vida passada, e tais experiências intensas ficam gravadas na consciência do espírito, que não superou tal acontecimento, e assim quando tal espírito reencarna novamente ainda carregando tais lembranças transporta para o corpo físico em forma de marca tais experiências do seu passado na matéria, para superar tais acontecimentos do passado com as experiências adquiridas na vida atual.
Por que não lembramos do acontecimento que causou tais marcas? Por que não lembramos das nossas vidas passadas?
Deus, como um pai que protege os seus filhos, e em Sua Infinita Sabedoria, sabendo que AINDA não somo capazes de superar o nosso passado nem de aceitar o passados das outras pessoas, Lançou o véu do esquecimento sobre nós; o fato de não lembrarmos do passado é porque não seria interessante para nós. As lembranças do passado só vem quando necessitamos realmente e quando Deus permite lembrarmos ou receber informações do nosso passado para o nosso próprio bem, em que vai ter proveito para algum entendimento que estejamos necessitados. E a espiritualidade benfeitora nos informa que nem sempre estamos preparados para saber a origem de tais marcas, que é melhor a vida seguir, e não dar tanta importância para as marcas, porque algumas vezes podemos ficar abalados com tais informações da sua origem, e não sermos maduros o bastante para saber administrar tais informes.
O que se tem a fazer é conviver com tais marcas, no entanto, quando se estiver liberto do corpo físico pelo desencarne, as marcas vão desaparecer do perispírito a medida em que o espírito compreender os fatos e for se depurando, isto é, for removendo as suas impurezas, as suas imperfeições, os seus erros; pois cada vida é uma história, embora acontecimentos tenham marcado o individuo de tal forma que reflete no corpo físico atual, estes fatos tem que ser superados, pois o passado existe para ser aceitado e superado, existe para que o perdão seja exercido tanto para com outros como a si mesmo. A curiosidade bate obviamente, mas é esta curiosidade que diz: “É passado, estou em uma nova vida, em uma nova oportunidade, em uma nova experiência. Isto passou”.
Nós espíritas sabemos que existe algo muito mais importante do que um capricho de curiosidade, que é dedicarmos ao nosso aperfeiçoamento com os ensinos de Jesus Cristo, e assim seguir cada vez mais o caminho do bem, da caridade do amor ao próximo, é compreender a nós mesmos para nos elevarmos e ir depurando, limpado o espírito das suas imperfeições, dos seus erros, sabemos que devemos viver para nos aprimorar sempre deixando para traz os traumas que o espírito carrega, para ir educando-o para o autoprogresso. O que tem que ser motivo de nossa curiosidade é Jesus, que os seus ensinamentos nos ensina a descobrir a nós mesmos, a nos superar, a deslumbrar novos horizontes, a ter a vontade de fazer nossa própria luz brilhar e assim desfazermos das nossas imperfeições e lembranças amargas do passado.
Lembrando que é apenas com a permissão de Deus que podemos saber de algo do passado, ninguém está apto para decifrar o passado de ninguém, apenas se Deus assim o permitir, e Deus só permite quando é necessário. Pois, se for por termos de curiosidade, Ele sabe que não é necessário. Precisamos nos aceitar. Deus sabe o que Faz. E Jesus é o remédio para tudo, pois é com ele que tudo compreendemos.
Blog Jardim Espírita

Fonte: Mensagem Espírita

“COMO OS ESPÍRITOS VEEM AS BRIGAS POR HERANÇAS?”

Uma das maiores tristezas que pode vivenciar o espírito que acabou de desencarnar é ver e sentir, do plano espiritual, o que seus filhos ou parentes mais próximos fazem pela herança que ele deixou.
Em O Livro dos Espíritos se diz que o espírito desencarnado, que acabou de ascender à pátria espiritual, pode ver e sentir claramente as ações e comportamentos dos seus parentes e das pessoas mais próximas. O espírito pode não apenas ver tudo, como sentir tudo o que acontece. Ele pode captar facilmente o sentimento daqueles que ficaram. Pode sentir a emoção de cada um em seu próprio enterro; pode desvendar as intenções mais ocultas de cada um dos presentes; pode perceber de forma transparente a falsidade daqueles que antes lhe sorriam e agora agradecem sua partida; pode entrever com exatidão o interesse mesquinho daqueles que ficaram na Terra e só pensam em bens e dinheiro; pode também sentir o desprezo que cada pessoa tem por ele, as más intenções e pode captar com clareza o desejo pelo desencarne rápido para que assim o encarnado possa ter acesso a herança.
O recém-desencarnado finalmente percebe as futilidades da vida humana; ele vê como é a vida espiritual e entende como a vida na matéria era apenas um campo de miragens, de ilusão, onde tudo passa e onde nada é eterno. Por isso, ele compreende dentro de si o quanto as brigas terrenas pelo dinheiro, pelo poder, pelas posses, por estar certo, por fazer tudo do seu jeito, pela fama, pelo sucesso, etc… o quanto tudo isso é desnecessário e não traz nada de positivo ao espírito. Ao ter contato com a realidade espiritual ele percebe um universo de infinitas possibilidades que se descortina diante dele… Dessa forma, ele constata o caráter banal e pueril das brigas pelos bens materiais.
O espírito toma consciência de um reservatório infinito de bênçãos espirituais que existe a sua disposição… aquilo que podemos descrever como a paz infinita e a felicidade infinita. Apenas para efeito de comparação, é possível comparar a vida espiritual com um oceano imenso… e as coisas que tanto valorizamos na terra como sendo apenas um copinho de água. Esse copinho de água não mata nossa sede e mesmo depois que o bebemos, após um tempo já estamos com sede novamente. O espírito que percebe seus filhos e parentes brigando pela herança que ele deixou se entristece muito, pois considera essa briga semelhante a duas pessoas se digladiando por um pequeno copinho de água ao lado de um oceano sem limites. Como ainda não percebem o oceano infinito ao seu lado, eles se matam pelo copinho de água que não sacia sua sede. Ao invés de matarem sua sede com as águas sagradas da fonte universal da vida, eles ficam brigando pelo copinho de água, que simbolizam os bens materiais, o sentimento de posse, o egoísmo, o orgulho, a boa fama, o desejo pelo elogio, o desejo pelo afeto, o apoio emocional em coisas e pessoas, as brigas, disputas e exigências que o ego faz para se satisfazer, etc.
O espírito que agora compreende as bênçãos infinitas de Deus vê tudo com tristeza, porém se é um espírito mais elevado, não se deixa abalar por isso… Ele compreende que os encarnados enfurecidos pelas disputas de herança ainda tem um longo caminho pela frente em sua aprendizagem e quanto mais tempo demorarem para perceber a pequenez de tudo isso… mais vão sofrer no vale da lágrimas da existência material. O espírito finalmente consegue compreender o quão estéril são essas brigas… ele vê tudo tal como o adulto percebe a briga de duas crianças que se batem para ver quem vai ficar com o doce… Briga essa que não tem a menor importância diante de tudo o que elas têm pela frente em suas vidas.
Não se esqueça que os espíritos desprendidos da matéria podem ver e sentir tudo o que se passa conosco; eles captam até mesmo nossas mais ocultas intenções. Eles enxergam com clareza nossas falsidades, nossa ganância e o caráter medíocre de nossas disputas pela herança e por todas as demandas da vida material. O que os espíritos costumam dizer a esse respeito é que ninguém deveria se rebaixar por tão pouco… ninguém deveria se materializar mais do que já está materializado… nenhum espírito encarnado deveria se preocupar com questões tão pequenas e grosseiras… e se desentender, se digladiar, se desrespeitar ou ficar aflito para receber os bens daquele que se foi… Isso não apenas entristece o espírito que já não está mais entre nós, como nos degrada moralmente e espiritualmente.

(Hugo Lapa)

“OS ESPÍRITOS PODEM INFLUENCIAR NOSSOS PENSAMENTOS, NOSSOS ATOS E NOSSAS PALAVRAS? ”

Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem. ” A assertiva dos Espíritos a Allan Kardec demonstra que, na maioria das vezes, estamos todos nós - encarnados - agindo sob a influência de entidades espirituais que se afinam com o nosso modo de pensar e de ser, ou em cujas faixas vibratórias respiramos. Isto não nos deve causar admiração, pois se analisarmos a questão sob o aspecto puramente terrestre chegaremos à conclusão de que vivemos em permanente sintonia com as pessoas que nos rodeiam, familiares ou não, das quais recebemos influenciações através das ideias que exteriorizam, dos exemplos que nos são dados, e também que influenciamos com a nossa personalidade e pontos de vista.
Quando acontece de não conseguirmos exercer influência sobre alguém de nosso convívio e que desejamos aja sob o nosso prisma pessoal, via de regra tentamos por todos os meios convencê-lo com argumentos persuasivos de diferente intensidade, a fim de lograrmos o nosso intento.
Natural, portanto, ocorra o mesmo com os habitantes do mundo espiritual, já que são eles os seres humanos desencarnados, não tendo mudado, pelo simples fato de deixarem o invólucro carnal, a sua maneira de pensar e as características da sua personalidade.
Assim, vamos encontrar desde a atuação benéfica de Benfeitores e Amigos Espirituais, que buscam encaminhar-nos para o bem, até os familiares que, vencendo o túmulo, desejam prosseguir gerindo os membros do seu clã familial, seja com bons ou maus intentos, bem como aqueles outros a quem prejudicamos com atos de maior ou menor gravidade, nesta ou em anteriores reencarnações, e que nos procuram, no tempo e no espaço, para cobrar a divida que contraímos.
Por sua vez, os que estão no plano extra físico também se acham passíveis das mesmas influenciações, partidas de mentes que lhes compartilham o modo de pensar, ou de outras que se situam em planos superiores, e, no caso de serem ainda de evolução mediana ou inferior, de desafetos, de seres que se buscam intensamente pelo pensamento, num conúbio de vibrações e sentimentos incessantes.
Essa permuta é contínua e cabe a cada indivíduo escolher, optar pela onda mental com que irá sintonizar.
Portanto, a resposta dos Espíritos a Kardec nos dá uma noção exata do intercâmbio existente entre os seres humanos, seja ele inconsciente ou não, mas, de qualquer modo, real e constante.

Do livro “Obsessão e Desobsessão” - Suely Caldas Schubert.

“A LEI DO RETORNO: AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA.

Dependendo da gravidade dos atos praticados e da condição espiritual de cada um, os Espíritos endividados sofrem após a morte pelos erros cometidos na existência terrestre e, após estágios em regiões de sofrimento no Mundo dos Espíritos, retornam à Terra para completar a expiação das mesmas faltas cometidas.
Quer dizer: sofrem lá e cá pelos mesmos motivos.
Daí não ser totalmente errado o ditado popular: “aqui se faz, aqui se paga”.
Mas já não seriam suficientes, para sua recuperação, as dores e sofrimentos no plano espiritual, após o desencarne?
O Mestre Kardec escreveu sobre isso na Revista Espírita:
Vejamos:
Pergunta (ao guia do médium). Por que a expiação e o arrependimento na vida espiritual não bastam para a reabilitação, sem que sejam necessários a eles acrescentar os sofrimentos corporais?
Resposta. Sofrer num mundo ou num outro, é sempre sofrer, e sofre-se tão longo tempo quanto a reabilitação não seja completa. Esta criança sofreu muito sobre a Terra; pois bem! isso não foi nada em comparação com o que ela sofreu no mundo dos Espíritos. Aqui tinha, em compensação, os cuidados e a afeição dos quais estava cercado. Há ainda esta diferença entre o sofrimento corporal e o sofrimento espiritual, que o primeiro é quase sempre voluntariamente aceito como complemento de expiação, ou como prova para avançar mais rapidamente, ao passo que o outro é imposto.
Mas há outros motivos para o sofrimento corporal: primeiro, é para que a reparação tenha lugar nas mesmas condições em que o mal foi feito; depois, para servir de exemplo aos encarnados. Vendo seus semelhantes sofrerem e disto sabendo a razão, são bem de outro modo impressionados do que saber que são infelizes como Espíritos; podem explicar melhor a causa de seus próprios sofrimentos; a justiça divina se mostra, de alguma sorte, palpável aos seus olhos. Enfim, o sofrimento corporal é uma ocasião, para os encarnados, de exercerem, entre eles, a caridade, uma prova para seus sentimentos de comiseração, e, frequentemente, um meio de reparar os erros anteriores; porque, crede-o bem, quando um infortunado se encontra sobre vosso caminho, não é o efeito do acaso. Para os pais do jovem François era uma grande prova ter um filho nessa triste posição; pois bem! eles cumpriram dignamente seu mandato, e disso serão tanto mais recompensados quanto agiram espontaneamente, pelo próprio impulso de seu coração. Se os Espíritos não sofressem na encarnação, é que não haveria senão Espíritos perfeitos sobre a Terra.
Dessa explicação oferecida pelo Mentor, podemos concluir:
Sofrimento após a morte:
– O sofrimento após o desencarne ocorre por conta dos erros cometidos em vida. Trata-se de uma consequência (Lei de Causa e Efeito) e uma forma de reabilitação do Espírito endividado por meio do corretivo da dor;
– Esse sofrimento após o desencarne favorece seu despertar, levando-o à percepção dos equívocos praticados. O Espírito toma conhecimento dos crimes que praticou e de suas consequências;
– Com o tempo, despertando sua consciência, arrepende-se. A partir desse ponto estará mais preparado para a reabilitação;
O sofrimento continua numa nova reencarnação para:
– Beneficiar o Espírito, retirando-o de zonas de sofrimento no Astral e situando-o entre pessoas que possam ajudá-lo a se recuperar;
– Situar o Espírito devedor junto àqueles a quem prejudicou (já reencarnados), possibilitando, por meio da convivência, a reconciliação com seus adversários;
– Oferecer, aos encarnados que o assistem, uma oportunidade de exercerem a caridade ao receberem com amor o Espírito devedor, muitas vezes, no seio da própria família.
KARDEC RIO PRETO | Fernando Rossit
Referência: Revista Espírita, Allan Kardec, maio de 1867, “O Jovem Francois”

Fonte: Chico de Minas Xavier