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sábado, 16 de dezembro de 2017

“EUTANÁSIA NOS ANIMAIS! ... PODE-SE ABREVIAR A VIDA DE UM ANIMAL QUE SOFRE? “

1 – O que fazer diante de um animal de estimação, um cachorro, por exemplo, que em avançada idade enfrenta doença de longo curso, a impor-lhe limitações e dores?
R: O mesmo que faríamos por um familiar muito querido: cuidar dele com carinho e atenção, buscando sempre melhorar sua condição de vida e amenizar seus padecimentos.
2 – Não seria razoável praticar a eutanásia, evitando dores maiores para o animal?
R: Se a razão rejeita a eutanásia, em se tratando de familiares queridos em idêntica situação, por que fazê-lo com os animais? A principal objeção à eutanásia humana é o fato de que ela coloca a morte a serviço do homem, não de Deus. Por que seria diferente com os animais?
3 – Sabemos que doenças e dores que afetam os seres humanos envolvem problemas cármicos, algo que não ocorre com os animais. Por que deixá-los sofrer, se nada devem?
R: Nem sempre a dor é um problema cármico. A mulher que dá à luz não está cumprindo um carma. As dores do parto abrem as portas para a sublime experiência da maternidade. A velhice, com as limitações e dores que impõe, longe de representar um carma, prepara o espírito para o retorno ao Além, ajudando-o a superar vícios e paixões que dificultam a adaptação à vida espiritual.
4 – E quanto ao animal?
R: As dores que venha a enfrentar agitam sua consciência embrionária, agilizando o trânsito da animalidade instintiva para o exercício da razão, favorecendo sua promoção a ser pensante, o Espírito. Todos viemos de lá e certamente fomos trabalhados pelas dores do mundo, ao longo de multifárias reencarnações.
5 – Quando um cão é portador de leishmaniose, as autoridades sanitárias impõem a eutanásia, por medida preventiva, evitando que outros animais ou seres humanos sejam contaminados por esse terrível mal. Não é uma medida razoável e justa?
R: E quando o mal atinge um ser humano? Impõe-se a eutanásia? Obviamente, não. O paciente será isolado e tratado, objetivando-se a sua recuperação. O mesmo poderia ser feito com os animais contaminados. Ocorre que as autoridades agem de forma simplista. É mais fácil e barato eliminá-los do que isolá-los e tratá-los. Afinal – considera-se equivocadamente –, são apenas irracionais.
6 – Praticar a eutanásia animal não seria um ato de misericórdia, como recomendou Jesus, lembrando o profeta Oseias: “Misericórdia quero, não sacrifício”?
R: É preciso cuidado com a interpretação dos textos evangélicos. A aplicação correta desse princípio tem sentido inverso. Praticar a misericórdia com os animais seria amenizar suas dores, não sacrificá-los.
7 – André Luiz diz que alguém que desencarna submetido à eutanásia pode ter problemas de adaptação à vida espiritual. O mesmo acontece com os animais?
R: Seu trânsito pela espiritualidade é breve, logo reencarnando, conforme está na questão 600, de O Livro dos Espíritos. Não obstante perdem a oportunidade de agilizar seu desenvolvimento com a dor-evolução.
8 – Fala-se hoje em ortotanásia. Seria aplicável aos animais?
R: Perfeitamente. Seria o comportamento ideal diante de um animal de estimação, em fase terminal. Cuidar bem dele, evitando que sofra, mediante a aplicação de medicamentos específicos, mas não fazer nada para prolongar-lhe a existência. Oportuno deixar a Natureza seguir seu curso, sob a égide de Deus.
Richard Simonetti

Fonte : ESPIRIT BOOK

“VOCÊ RECEBE VISITAS DE ENTES QUERIDOS DESENCARNADOS? ”

Perder um ente querido pode ser uma das dores mais profundas que podemos sentir. Imersos na saudade, na tristeza e muitas vezes na culpa, nos agarramos à memória e nos questionamos se algum dia voltaremos a nos encontrar.
O médium americano James Van Praagh afirma que os espíritos de pessoas queridas estão sempre à nossa volta, olhando por nós e até interferindo em nossas escolhas para tomarmos o caminho certo.
Quando um Espírito, já harmonizado na vida espiritual, recebe uma autorização superior para nos visitar na Terra, naturalmente, não trará qualquer malefício aos encarnados. Sua presença carinhosa poderá apenas despertar “lembranças” nos familiares mais sensíveis que poderão sentir-lhe a presença.
Mas a questão é que muitos dos nossos entes queridos, após desencarnarem, não se desvinculam do ambiente doméstico, podendo afetar negativamente aqueles que permanecem na experiência física.
Há no Movimento Espírita um fato muito interessante, que comprova essa afirmação. Um dos nossos mais queridos oradores, o conhecido médium e tribuno baiano Divaldo Franco, na adolescência, após a morte de um irmão biológico, foi tomado por uma repentina paralisia nas pernas. Durante seis meses, recebeu toda a assistência médica sem qualquer resultado positivo. Os médicos não conseguiam sequer diagnosticar o que exatamente ocorria com o jovem, já que não encontravam quaisquer problemas no campo orgânico.
Até que um prima de Divaldo decidiu recorrer a uma senhora espírita que, prontamente, atendeu ao pedido. A experiente trabalhadora do Cristo estendeu as mãos sobre o rapaz acamado, aplicando-lhe o “passe magnético”, enquanto orava ao Senhor da Vida. Através da mediunidade, percebeu também a presença do irmão desencarnado de Divaldo que, inconscientemente, se lhe vinculara magneticamente, tirando-lhe o movimento das pernas.
Imediatamente após o passe e o afastamento do Espírito enfermo, a senhora gentilmente informou o que estava acontecendo, pedindo ao jovem que se levantasse e andasse, o que, para surpresa de todos, ocorreu com desenvoltura. Divaldo Franco, na época, ainda não era espírita, mas já possuía uma acentuada sensibilidade mediúnica. Após o ocorrido, foi conduzido pela família a uma Casa Espírita, onde iniciou seus estudos doutrinários e seu ministério de amor. E até hoje, aos 85 anos, prossegue viajando pelo mundo, já tendo visitado mais de 60 países, divulgando as diretrizes seguras e abençoadas do Espiritismo.
Como se vê, muitos desencarnados não são conduzidos imediatamente às colônias espirituais; ficam apegados aos plano físico, podendo gerar “obsessões inconscientes”, desconfortos e até desequilíbrios orgânicos, pela lei de sintonia.
A terapêutica da oração, do passe e, principalmente, a renovação do campo mental e emocional do encarnado, através de leituras e palestras edificantes, são recursos preciosos para que os vínculos energéticos sejam retirados e o equilíbrio psicofísico retorne à pessoa espiritualmente afetada.
Aproveitando o ensejo da pergunta, é importante informar, de forma mais generalizada, que somente pode haver um real processo de desobsessão ou libertação espiritual, quando o obsediado (quem sofre a influência) suplantar o obsessor (quem influencia) com sua vibração pessoal, que deve ser alcançada principalmente através da transformação moral e comportamental, proposta pelo Evangelho do Cristo.
PORTAL ESPERA FELIZ | Rossandro Sobrinho
Fonte: Chico de Minas Xavier

“A MORTE É MUITO SOFRIDA? O QUE VAI ACONTECER COMIGO QUANDO EU ESTIVER MORRENDO?”

Há muito cuidado com o nascimento e há muito cuidado com todo o processo do morrer, que pode durar anos. O espírito que desencarna não fica abandonado. Ao contrário, há amparo e orientação; cabe ao espírito aproveitar ou não a oportunidade do amparo.
A morte é conhecida do espírito, mas desconhecida do corpo e da mente. Este desconhecimento é a maior fonte de medo e insegurança frente ao retorno ao plano espiritual. Quando a pessoa morre há o renascimento para o plano espiritual.
As pessoas se perguntam: é muito sofrida esta passagem que chamamos de morte?
A resposta é: normalmente não é sofrida. É um momento intenso, forte e protegido. Porém, existe uma variação muito grande de experiências do morrer. Existe desde o espírito que não tem consciência do desencarne até o espírito que se desliga da vida material terrena com serenidade e dela se afasta. As diferentes condições do pós-morte dependem de alguns fatores, os principais são citados a seguir:
a) o momento e a forma pela qual a morte ocorre.
b) do que foi cultivado (crenças, valores, sentimentos, etc.) durante os anos da encarnação.
c) da cultura em que a pessoa viveu sua encarnação.
Para grande parte da população a morte é uma transição forte, porém suave.  Abaixo reproduzo uma prova desta suavidade (retirada do Livro Nascer Várias Vezes, pag. 201):
“Raymond Moody, pesquisou as experiências de quase morte (EQM) e publicou os resultados em seu livro Vida Depois da Vida. Ele pesquisou pacientes que passaram pela situação ultra-radical de morte iminente. Os relatos dos pacientes, em sua maioria, não têm nada de assustador. O que essas pessoas costumam relatar é: sentimento de paz interior, sensação de flutuar acima do seu corpo físico, visão de 360 graus, ampliação de vários sentidos, sensação de viajar através de um túnel intensamente iluminado.”
 Como é o momento da morte?
No geral, a morte não é ruim. Para vários é um momento muito difícil antes, durante e após a morte. Para todos é sempre intensa e protegida. A mente entra em estado alterado de consciência, o que facilita a passagem de um “lado para o outro”. É comum o espírito que volta ao plano espiritual sentir que está iniciando uma nova fase de vida. Outros ficam confusos, perdidos, delirando uma realidade inexistente. Como tudo na vida, o resultado depende em grande parte do que foi cultivado durante os dias vividos na face da Terra.
Observe: muitas vezes os parentes pensam que a pessoa em estado terminal está sofrendo. Porém, muitas e muitas vezes quem sofre é quem fica, pois quem está partindo está em paz. É muito comum a pessoa próxima à morte estar “se desligando” e a família sofrendo. De novo, a morte é intensa e é uma tarefa difícil. Mas, também é protegida e repleta de descobertas e insights.
“A morte é uma experiência radical demais para ser comparada com a vida cotidiana. Vou compará-la a uma situação radical de sobrevivência: uma mulher nadou no escuro sabendo que os outros membros da sua família talvez estivessem mortos. Em meio ao pânico e sentindo a morte muito próxima, uma “estranha tranquilidade” se apossou dela. Ela pouco sentia o corpo, apenas nadava, tranquila. Ela sentiu paz, uma paz profunda. Ela se desligou da realidade, era um vazio, uma completa falta de sentido. Ela não sabe como conseguiu sobreviver.” (trechos do Livro Nascer Várias Vezes)
“Já ouvi este mesmo tipo de relato de muitos pacientes ao descreverem suas mortes em outras encarnações. Em meio ao pânico, medo e tensão aparece a paz, o distanciamento, o desligamento e a entrega. Estudos feitos com homens bomba, cujas bombas falharam e eles foram presos, descrevem as mesmas sensações. Eles iam para o suicídio sem medo, sentiam leveza e paz. Estavam em estado alterado de consciência.”
Este estado alterado de consciência, esta paz que acompanha milhões de pessoas (mas não todo mundo) nos seus momentos finais de vida, é pouco valorizado pelos familiares. Todavia, é muito importante respeitar seu familiar quando a paz vier; jamais confunda paz com desistência de lutar. A luta agora é outra: é retornar, da melhor forma possível, à vida espiritual.
Depois da morte vem o pós-morte. A readaptação ao plano espiritual:
Passada a morte em si, vem a abertura para a nova realidade, o pós-morte. Boa parte dos espíritos passam por este momento de readaptação com suavidade. Para alguns espíritos que não se entregam, não desligam ou que trazem acúmulos de negatividades, o pós-morte pode ser terrível. O sofrimento desses espíritos pode durar séculos. Todavia, da mesma forma que há cuidado com o nascimento, há muito cuidado com o espírito que desencarna. Definitivamente, não somos abandonados. Nem os piores espíritos são abandonados. Eles terão que evoluir, terão que superar provas, terão que pagar os seus débitos, mas terão apoio e amparo. Se forem espertos mudarão suas escolhas e aceitarão a ajuda. Caso não façam isso estarão prolongando o próprio sofrimento.
Ou seja, para morrer em paz e se readaptar com tranquilidade no plano espiritual é importante desenvolver desapego, se preparar para este momento cultivando qualidades nobres e se entregar para esta mudança, quando chegar o momento.
Dicas para o processo do morrer ser mais suave:
1) comece a cultivar agora o desapego.
2) responda aos desafios da vida com paz interior – desenvolva sabedoria. (A morte bem vivida envolve aceitação e adaptação. Assim também deve ser sua vida.)
3) tenha uma vida útil. (Para o espírito “dói muito” na readaptação no plano espiritual a percepção de que teve uma vida pouco útil. As dificuldades de readaptação aumentam muito, principalmente porque quem não é útil está sempre fortalecendo algum defeito. Por exemplo, a pessoa que não ajuda a si e ao próximo constantemente está reforçando a preguiça.)
4) Não considere nem a morte e nem a doença como derrota ou motivo de vergonha. São momentos desafiadores que fortalecem quem os enfrenta com sabedoria e serenidade.
5) Procure ler e estudar bons livros que expliquem o sentido da reencarnação do espírito.
6) Ajude e apoie uma ou mais pessoas no seu processo de adoecimento e morte. (Com as famílias menores e maior expectativa de vida, as pessoas estão vivendo sem ter contato direto com a morte. Tudo o que é muito distante e desconhecido torna-se fonte de medo e insegurança.)
Estas são algumas dicas do que você pode fazer a partir de hoje para tornar mais suave seu desencarne futuro.
Você pode se ajudar, sempre pode ajudar.
Toda a sabedoria que você acumular te ajudará na encarnação atual, no plano espiritual e nas próximas encarnações. Te ajudará inclusive no momento em que você estiver renascendo para o plano espiritual, o momento da morte.
Não tenha medo da morte. Tenha medo de não aproveitar esta vida para desenvolver qualidades e sabedorias.
Autor: Regis Mesquita

Fonte: Blog: Nascer Várias Vezes