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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

“A FAMILIA É O CAMPO DE PROVAS PARA A EVOLUÇÃO DO ESPIRITO. ”

“Todos os vínculos afetivos possuem a mesma função: criar um ambiente adequado para a vivência do que é nobre e para a superação do que é imaturo”.
Trecho do livro Nascer Várias Vezes
Familiares com diferentes personalidades e diferentes níveis evolutivos têm nos vínculos afetivos a principal força que dificulta a separação física e emocional.
O vínculo é necessário para mantê-los juntos o tempo suficiente para serem obrigados a interagirem.
Vínculo afetivo, portanto, força a interação e a troca. A troca entre espíritos em evolução (os membros da família) envolve o que é bom e o que é ruim.
O espírito não reencarna em qualquer família; ele nasce na família que é capaz de lhe oferecer o bom e o ruim que ele precisa. É uma complementação recíproca.
As vezes, esta complementação produz experiências muito difíceis, pois a imaturidade de um pode ser fundamental para estimular a evolução do outro.
Veja este exemplo: um pai extremamente manipulador teve um filho extremamente egoísta e raivoso.
Enquanto o pai foi manipulador, apenas aumentaram suas dificuldades com o filho.
Estimulado pela personalidade conturbada do filho – e com o propósito de se melhorar para tentar ter menos conflitos familiares – o pai conseguiu superar sua tendência negativa de controlar e manipular os outros.
O vínculo do pai para com o filho tornou-se mais sadio e equilibrado.
Este espírito (o pai) aprendeu uma importante lição; e pôde (anos depois) ajudar o filho na superação do traço egoísta.
O vínculo afetivo entre os dois foi o responsável por mantê-los juntos por muitos anos, apesar das desavenças.
Esta proximidade afetiva foi fundamental para a evolução de ambos.
O vínculo afetivo entre seres encarnados dura dezenas de anos (entre espíritos pode durar centenas de anos).
Deus organizou a vida desta forma porque sabe que uma das mais importantes qualidades a serem desenvolvidas é a paciência.
Deus é o exemplo. Ele tem paciência conosco; Ele sabe que poderíamos ter evoluído muito mais ao longo de centenas de encarnações anteriores.
Mesmo assim, não desiste de nenhum espírito.
Deus é perseverante e, por ser muito evoluído, mantém sua satisfação mesmo sabendo dos espíritos que teimam em não evoluir.
Este é o modelo a ser seguido por pais e filhos, irmãos e irmãs: seguir o Caminho Nobre mesmo que o outro não o faça; focar em ofertar o que é nobre mesmo que o outro não consiga retribuir.
Vivendo em família, os membros mais evoluídos terão mais a ofertar do que os outros membros menos evoluídos.
O grande limitador dos espíritos mais evoluídos é o orgulho.
Orgulho torna muito difícil a situação na qual se oferta bastante e a retribuição é pouca.
Todavia, o espírito mais evoluído deve ter a consciência de que sua evolução somente terá continuidade se ele enfrentar o seu orgulho.
Dentro dele surgirá o boicote à sua evolução, pois seu ego lhe causará mal estar por concluir que é ruim ofertar mais e receber menos.
A verdade é esta: não é ruim, é bom. Receber menos é a condição natural de todos que evoluem mais.
Por exemplo: se a pessoa tiver paciência e não usá-la, estará cultivando a impaciência e outras negatividades.
Regra: toda qualidade positiva, para se manter positiva, tem que ser compartilhada (usada). Só se consegue não compartilhar ao reforçar algum traço negativo que bloqueia o positivo.
A pessoa é paciente porque desenvolveu a paciência. Será que o outro membro da família também desenvolveu esta qualidade? Talvez não.
Nunca há a certeza de ser retribuído.
Ou seja, quem evolui oferece mais (porque tem mais a oferecer) do que recebe e não deve se ressentir por isto (deve abandonar o orgulho e focar em manter suas qualidades).
Viver em família é lidar com um conjunto de forças internas e externas que mobilizam as pessoas para enfrentarem o desafio de suas missões de vida.
Quem aproveitar este desafio irá evoluir. Terá como prêmio uma maior facilidade para superar todos os problemas e o usufruto maior de todas as qualidades e oportunidades.
Tenha em mente que o traço de personalidade difícil ou negativo de um familiar te obrigará a sair da zona de conforto. Estas dificuldades te obrigarão a evoluir internamente, se quiser ser mais feliz e ter paz.
A família é um campo de provas. É o encontro de espíritos que possuem vários graus diferentes de imaturidades e têm a oportunidade de estimularem a evolução um do outro com suas qualidades e defeitos.
Autor: Regis Mesquita

Fonte: Blog: Nascer Várias Vezes
www.nascervariasvezes.com/

“MEU IRMÃO ME ODEIA. O QUE POSSO FAZER PARA MUDAR ESTA SITUAÇÃO?

Quando um irmão odeia o outro é sinal que esta animosidade surgiu em uma vida passada?
Tudo na vida humana sofre influência de outras encarnações ou do plano espiritual, simplesmente porque nosso espírito possui milhares de anos e já reencarnou centenas de vezes. A vida encarnada atual é uma continuidade, sob novas condições, desta vida maior do espírito.
Esta continuidade não quer dizer que tudo na vida atual tem origem no que aconteceu antes do nascimento. Explico: uma pessoa malvada faz malvadezas. Esta pessoa malvada pode prejudicar alguém nesta vida e esta pessoa começar a ter raiva de quem lhe prejudicou. A origem da raiva está na situação negativa vivida nesta vida. A forma como esta raiva irá atingir a mente e o corpo do raivoso será influenciada pelo seu nível evolutivo, pelas experiências anteriores e pelo planejamento de vida feito antes de encarnar. Suponhamos que esta pessoa planejou uma vida com tendências a agressividade, justamente para aprender a ter autocontrole. Dentro dela existe em potencial a capacidade de se autocontrolar, e existe também a tendência à agressividade. Quando o malvado a prejudica, imediatamente é dinamizada a raiva e entra em ação as potências que terá que desenvolver.
Resumindo: a raiva nasceu de um evento desta vida. A forma como a pessoa processa a raiva é uma somatória de fatores da vida atual com fatores cujas origens estão antes do nascimento.
O mesmo acontece entre irmãos. Eles podem ter histórias conjuntas anteriores ou, as vezes, não tem nenhuma relação anterior. É muito comum pessoas que viveram juntas em outras encarnações renascerem juntas. Porém, também é comum pessoas renascerem juntas sem terem vínculos anteriores. Tudo depende do planejamento de vida feito no plano espiritual, antes do reencarne.
Irmãos renascem em uma mesma família para compartilhar um espaço e uma cultura comum. São obrigados a viverem juntos durante vários anos. Nesta convivência intensa cada um expressa o que existe de melhor e de pior em si. Às vezes, agridem o outro e nem percebem isto. Ou depreciam, enganam, desprezam. A vida entre irmãos é cheia de dificuldades, porque são espíritos imaturos, vivendo juntos em corpos imaturos. Deste caldo de imaturidade recíproca podem surgir grandes desavenças.
Uma importante atitude para superar qualquer obstáculo na vida é se perguntar: qual a minha participação nesta dificuldade? Onde estou errando e não estou percebendo? Como somos seres em evolução é provável que existam pontos (grandes ou pequenos) a serem melhorados. Não se culpe! Se perdoe! Foque em desenvolver habilidades e qualidades. Mesmo que o outro não mereça, você merecerá os frutos da sua própria evolução. Quando amadurecemos, todos colhem os frutos de nosso amadurecimento.
O seu irmão pode ser uma pessoa desequilibrada, um invejoso, egoísta, fraco, etc. Saiba que se você não fez nada muito grave, a responsabilidade pelas escolhas e atitudes do irmão será exclusivamente dele. Pessoas que odeiam são capazes de realizar injustiças; portanto, saiba se defender. É necessário amor, dedicação, compaixão e percepção da realidade. Entendendo a realidade, você saberá se defender.
Ofereça o que é bom. Evite ao máximo se defender usando o que é negativo. Ofereça o que é nobre, justo, honesto e harmonioso. A retribuição será pouca. Esteja pronto para receber pouco. Explique a lógica da vida e faça o exercício do perdão contínuo. É muito difícil perdoar continuamente quem só lhe trará negatividades. Se esforce! Se não conseguir, não se culpe.
Tenha planejamento. Às vezes, não vale a pena ficar insistindo. O tempo pode ser um ótimo curador. Tome cuidado apenas para não aumentar a já desgastada relação. Observe a realidade e planeje suas ações. Prepare-se sempre para perdoar. Lembre que o maior beneficiário do perdão não é quem recebe, é quem dá. O perdão é uma limpeza mental que abre espaço para muito prazer e muita satisfação na vida em geral. Uma raiva contra alguém é como carregar um saquinho de areia durante todo o dia; o que gera um cansaço desnecessário.
Tendo ou não a origem em outra encarnação, quem tem mais equilíbrio deve fazer o esforço possível (jamais o esforço impossível) para gerar situações de equilíbrio. Uma das mais importantes caridades que podemos fazer com o outro é conversar sobre a lógica da vida saudável e nobre. Explique, converse, transmita a mensagem positiva centenas de vezes. Não espere resultado, o outro tem seu tempo e sua escolha. Você deve ser feliz, mesmo com este problema. Você deve ser eficiente e cultivar a boa vontade, a caridade, a racionalidade, a bondade. Jamais limite sua vida e sua evolução por causa do outro. Ofereça o que é bom, se esforce para superar o problema –  e não paralise sua vida.
Algumas vezes o ódio de agora surgiu em outra encarnação. Os dois nasceram juntos para ajuda mútua; quem nasce na mesma família deve ter em mente a necessidade de ajuda mútua. O que você pode e deve decidir é a forma de ajudá-lo. Sempre devemos desenvolver habilidades e qualidades para o nosso bem estar e para podermos ajudar ao próximo. Ninguém é mais próximo que o irmão/família, mesmo que exista distância física.
A vida é feita de desafios. Alguns deles exigem muita disciplina e perseverança, porque parece que os esforços nunca dão resultados. Quem se esforça fica mais forte e planta uma sementinha. Dependerá da escolha do outro o momento em que esta sementinha irá germinar. Paciência e perseverança são fundamentais.
Finalizando: jamais deixe de ajudar, mesmo que seja em pensamentos ou orações. O maior beneficiário será você. Ele, por sua vez, terá uma oportunidade a mais para evoluir e superar este sentimento que envenena a alma.

Fonte: Blog. Nascer Várias Vezes -Autor: Regis Mesquita
www.nascervariasvezes.com/

MILITARES PERVERSOS QUE SE TORNARAM GUARDIÕES DA PAZ NO PLANO ESPIRITUAL

No livro Aruanda, o autor Robson Pinheiro nos explica muitas coisas que ainda nos era oculta no plano espiritual. Muitos detalhes que são importantes para entendermos a magnitude do perdão que o nosso Pai nos oferece.
No trecho a seguir, o espírito Ângelo Inácio dialoga com um espírito que exercia a função de guardião da paz mundial. Em um diálogo anterior ele havia explicado como estes guardiões trabalhavam para impedir ou pelo menos minimizar os estragos feitos pela mãos e mentes humanas.
Nesse momento, ele explica como estes guardiões são escolhidos para exercerem tais atividades de riscos. Tal explicação se inicia a partir da pergunta de Ângelo:
— Os espíritos que trabalham como guardiões são especializados nessa tarefa? —perguntei. — Como é sua formação, se posso assim dizer?
— A maior especialização, ou melhor, a escola superior na qual nos graduamos é o plano físico. O contato regular com o mundo dos encarnados faz com que muitos conhecimentos e experiências do passado, que estão apenas latentes, eclodam do psiquismo profundo e se tomem uma realidade objetiva e atual para o espírito. A academia da Terra, com suas múltiplas experiências, é o verdadeiro educandário, onde cada espírito se especializa naquilo que para si elegeu como forma de vida.
“Há muitos espíritos que na Terra tiveram experiências na carreira militar ou em alguma outra função que lhes propiciasse o desenvolvimento de certas qualidades necessárias a um guardião. Do lado de cá, serão aproveitados como tal. Oferece-se ao espírito a oportunidade de continuar, no mundo extra físico, trabalhando naquilo que sabe e, desse modo, aperfeiçoar seu conhecimento e ganhar mais experiência.
“Muitos militares do passado, comprometidos com o mau uso do poder e da autoridade, são convocados e convidados a se reeducarem nas falanges dos guardiões, reaprendendo seu papel. Para tanto, defendem as obras da civilização em geral, o patrimônio cultural e as instituições beneméritas. Outros espíritos, que dominaram certos processos e meios de comunicação, quando encarnados, são convidados e estimulados a trabalhar nos vários laboratórios e bases de comunicação a serviço dos guardiões.
“Generais, guerreiros, soldados, comandantes ou os simples recrutas, das diversas forças armadas da Terra, são aproveitados com a experiência que adquiriram. Transcorrido o tempo natural de transição, após a morte física, apresentamos a esses espíritos a oportunidade de se refazerem emocional e moralmente. Tal oportunidade são as atividades que poderão desempenhar do lado de cá da vida, obedecendo a um propósito superior. Há diversos campos de atuação, como disse, tanto na defesa psíquica, energética ou espiritual de pessoas e instituições, como na proteção de comunidades e povos.
“Enfim, as possibilidades de trabalho do lado de cá são imensas. Ao espírito desencarnado são apresentadas basicamente duas opções: ou ele permanece presa de seu sentimento de culpa, forjando situações aflitivas em torno de si, ou libera-se da culpa. Nesse caso, abrem-se inúmeras possibilidades de trabalho, aproveitando-se as experiências vividas e valorizando as aquisições pessoais. Qualquer experiência, ainda que equivocada ou difícil, é reorientada, com objetivo útil à causa do bem e do equilíbrio. Caso o espírito opte pela segunda alternativa e assimile a ideia de continuar trabalhando em prol da humanidade, são ampliadas suas oportunidades à medida que amadurece.”
— Isso quer dizer que ele deixa de sofrer as consequências das faltas cometidas na Terra, caso se integre a uma das equipes de trabalho, do lado de cá?
— Não é bem assim que ocorre, você sabe. Cada qual é responsável pelas consequências de seus atos: isso é imutável. Porém, a lei não impõe sofrimento a ninguém; ela dá oportunidades de reparação e resgate no desempenho de tarefas dignificantes. O sofrimento é resultado da mente culpada, que forja, ela própria, as situações aflitivas dentro e em torno de si. Sofrimento pelo sofrimento: donde já se viu? A finalidade da lei não é o sofrimento, é o aprendizado. Ao trabalhar pelo bem, a ordem e a harmonia, o espírito terá tempo de solucionar com tranquilidade os equívocos aos quais se entregou em seus excessos quando encarnado. Somos convidados a trabalhar, oferecendo à vida o que de melhor possuímos. Aos poucos vamos reparando dentro de nós aquilo que carece de conserto. Não é preciso estacionar em zonas mentais de sofrimento, absolutamente. Vamos caminhando, trabalhando como sabemos e como estamos, que os problemas vão encontrando a devida solução ao longo do tempo.
— (…) Foram sete as experiências reencarnatórias em que lidei com o poder militar e de comando, com o domínio e, muitas vezes, o abuso de autoridade. Outras tantas encarnações eu tive; no entanto, essas a que me refiro foram marcantes, profundamente marcantes em minha vida de espírito. Do lado de cá fui convidado a assumir a direção de uma falange de espíritos, que tiveram experiências semelhantes às minhas; muitos deles, inclusive, valentes guerreiros que eu mesmo comandei em diversas batalhas do passado. Hoje, procuro conduzi-los para outras batalhas, na defesa do bem e da paz. Amanhã, só Deus sabe como estaremos, mas, do lado de cá, tento quanto posso direcionar meus tutelados para a tarefa de defesa e proteção de tudo e todos que representam o bem, o belo e a bondade.
Saiba mais sobre o mundo espiritual e como funciona adquirindo o livro Aruanda, pelo médium Robson Pinheiro. Você descobrirá e aprenderá sobre elementos da espiritualidade que até hoje são muito pouco abordados no Espiritismo.
Da obra. Aruanda.  Autor Robson Pinheiro

Fonte. O Estudante Espírita
https://estudantespirita.com.br/

"OS PONTOS MORTOS DA ALMA."


“OS PONTOS MORTOS DA ALMA”
Toda vez que conseguimos neutralizar algum desequilíbrio nas entranhas da alma, adquirimos mérito. “Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores”, disseram as entidades sublimadas ao insigne Allan Kardec. (1)
Quantas nódoas transportamos no subconsciente, oriundas do nosso passado espiritual, e que precisamos eliminar, pois constituem obstáculos, impedindo-nos a marcha em direção à felicidade, para a qual todos fomos criados.
Praticando o perdão, a tolerância para com as imperfeições dos outros, a renúncia, utilizando o esforço e a vontade, conseguiremos eliminar as amarguras “inexplicáveis”, os pesares, os sentimentos de frustração que nos arrebatam para os “pontos mortos” do sentimento, construídos pela nossa invigilância no trato com o nosso semelhante.
Jesus, o divino modelo, asseverou: “Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão”. (2)
Nosso adversário maior, a que o Mestre se refere, é o nosso verdadeiro eu, transcendental, onde construímos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos aos abismos infernais, por meio da escolha que fazemos todo o tempo, num dia de vinte e quatro horas, definindo nossa atitude.
As leis de atração e repulsão funcionam de acordo com a nossa escolha, consciente ou inconscientemente. A lei de atração significa semelhante atraindo semelhante. Nossos pensamentos, nossos sentimentos e nossa conduta atraem, de forma igual, os mesmos valores para a nossa vida.
Quando nos sentimos ofendidos por algo que não sabemos definir se é a presença de alguém que nos incomoda ou se alguma palavra solta nos atingiu, é o “ponto morto” da alma que entra em ebulição, reclamando equilíbrio em busca da paciência e da tolerância. É o momento do treino. As virtudes somente crescerão com o devido treino. Somente nos educando seremos educados. Saber é fazer.
Na rua, nos estabelecimentos públicos ou privados, no trabalho, na família, nos círculos da fé, onde quer que estejamos, somos instigados a suprimir o “ponto morto” em favor de nós mesmos nas estradas de ascensão, buscando educar os nossos sentimentos.
Esses “pontos mortos” da alma, construídos por nossas atitudes, em vivências multimilenares, encontram-se em nossa memória ancestral, no perispírito, o corpo espiritual da alma. Manifestam-se os “pontos mortos” como recalques, traumas de experiências frustradas, aflições, mágoas e desesperos, transferindo-se para a memória cerebral, no arcabouço físico, nas regiões do encéfalo, hoje mapeadas pela neurociência, como o hipocampo, o tálamo, as amígdalas e algumas áreas do córtex.
Dr. Martin Seligman, professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, um dos fundadores do novo ramo da Psicologia Positiva, juntamente com seus discípulos, em vez de centrarem seus estudos nos transtornos mentais, como o faz a psicologia tradicional, pesquisam, como alvo de prioridade, as emoções positivas, as motivações e as qualidades intrínsecas que levam as pessoas a ter mais felicidade, e afirmam: “A felicidade pode ser alcançada com mudança de atitude. Para serem mais felizes, as pessoas precisam criar um ambiente de crescimento no qual se considerem úteis e sintam que estão aprendendo. Esse é um grande propulsor da felicidade”.
Se há doença, é porque existem doentes. A causa é intima, está sempre em nós. Em vista disso, esses grandes cientistas buscam a educação dos valores morais da criatura humana, nesse período de transição da humanidade.
Além do Dr. Seligman, Tal Ben Shahar criou, na Harvard University, EUA, uma cátedra chamada cadeira da Felicidade, e o Dr. Frederick Luskin, doutor em Aconselhamento Clínico e Psicologia da Saúde, num projeto na Universidade Stanford, na mesma visão positiva, nomeou a cadeira em que se tornou diretor como Cátedra do Perdão e, logo a seguir, escreveu um livro, que se tornou best-seller: O Poder do Perdão, mostrando aos milhares de participantes que se inscrevem no curso e aos milhares de leitores que o perdão é uma lei da natureza que saneia os pântanos profundos do porão da individualidade, clareando a mente para a visão positiva da vida.
“Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder”. (3)
Portanto, estejamos vigilantes na era do sentimento, que nos preparará para o mundo de regeneração. Vamos controlar a impulsividade que nos acomete na vida de relação, lutando contra os “pontos mortos” da alma, treinando os valores morais que possuímos em estado latente, como afirmou Jesus, em referência aos Salmos: “Sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo”. (4)
Muita paz!
Fonte= Correio Espirita- Por:  Itair Ferreira
www.correioespirita.org.br/

Notas bibliográficas:
1 – O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 893, Feb.
2 – A Bíblia Sagrada, João Ferreira de Almeida, Mateus, 5: 25
3 – O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Parte 3ª, capítulo X, questão 845– Feb.
4 – A Bíblia Sagrada, João Ferreira de Almeida, Salmos, 82:6