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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

“O ESPIRITISMO PODE CONTRIBUIR PARA O TRATAMENTO DAS DOENÇAS? ”

Emmanuel - A doutrina Espírita, expressando o Cristianismo Redivivo, não apenas descortina os panoramas radiantes da imortalidade, ante o grande futuro, mas é igualmente luz para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo, desempenha função específica no tratamento das doenças que fustigam a Humanidade, por ensinar a medicina da alma, em bases no amor construtivo e reedificante.
Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada trecho, surpreendemos desequilíbrios, a se exprimirem por enfermidades individuais ou coletivas.
2 - Existe uma patologia da alma?
Emmanuel - Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos patológicos, no corpo e na alma, quando não se convertem, de pronto, em pábulo da loucura ou em sombra da morte.
3 - Por que acontece assim?
Emmanuel - Isso acontece porque milhões de criaturas, repostas no lar, recapitulam amargosas e graves experiências, junto àqueles que atormentaram outrora ou que outrora lhes foram implacáveis verdugos; metamorfoseados em companheiros que, às vezes, trazem o nome de pais e figuram-se adversários intransigentes; responderam por filhos e mais se assemelham a duros algozes dos corações afetuosos que lhes deram o tesouro do berço; carregam a certidão de esposos e parecem forçados, em algemas duplas na pedreira do sofrimento; fazem-se conhecidos por titulares da parentela e exibem-se, à feição de carrascos tranquilos.
4 - Como classificar o reduto doméstico, onde se reúnem sob os mesmos interesses e sob o mesmo sangue os inimigos de existências passadas?
Emmanuel - Do ponto de vista mental, os adversários do pretérito, reencarnados no presente, expandem entre si tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que transfiguram o ninho familiar em furna, minado por miríades de raios destrutivos de azedume e aversão.
5 - Qual o papel dos princípios espíritas diante dos conflitos familiares?
Emmanuel - Diante dos conflitos familiares, surgem os princípios espíritas por medicação providencial.
6 - Qual o ponto fundamental do socorro espírita nos males de origem doméstica?
Emmanuel - Claramente, na educação individual e, evidenciando a reencarnação, destaca o impositivo da tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo sejam definitivamente sanados.
7 - Como classificam a Doutrina Espírita as pessoas difíceis da convivência ou da consanguinidade?
Emmanuel - A Doutrina Espírita, proclamando o entendimento fraterno por medida inalienável, perante os ajustes precisos, cataloga os irmãos transviados na ficha dos enfermos carecentes de compaixão e socorro.
8 - Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos males que infelicitam as criaturas humanas?
Emmanuel - Os ensinamentos espíritas, despertando a mente para a necessidade do trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura em qualquer situação, para a obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará, além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.
9 - A caridade pode auxiliar nas curas dos males humanos?
Emmanuel - Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita encerra a filosofia do pensamento reto, por agente preservativo da saúde moral, e consubstancia a religião natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por terapêutica de alívio e correção de todos os males que afligem a existência.
10 - Em que fórmulas essenciais se baseiam a terapêutica espírita?
Emmanuel - Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os atos de bondade, ainda os mais apagados e pequeninos, são plantações de alegrias eternas e que o perdão incondicional das ofensas é a fórmula santificante para supressão da dor e renovação do destino.
11 - Quais são os medicamentos do espírito?
Emmanuel - Nas atividades espíritas, colhemos do magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático do Evangelho no Lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.
Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração, ouvirás a palavra do Cristo:
“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
EMMANUEL (DO LIVRO “LEIS DO AMOR”, FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E WALDO VIEIRA)

Fonte:  ESPIRIT BOOK
www.espiritbook.com.br/

“ENERGIAS E ALIMENTAÇÃO. PORQUÊ OS MÉDIUNS DEVEM EVITAR COMER CARNE VERMELHA?"

Da mesma forma que as pessoas, os alimentos contêm uma energia vital e esta bioenergia nós a absorvemos, juntamente com a bioquímica dos mesmos.
Como todos nós sabemos, há alimentos mais densos, mais leves, mais excitantes ou mais calmantes. Há os de elevado teor de gordura, os de mais fácil digestão, os mais ricos em vitaminas, proteínas, carboidratos, água etc. Enfim, há características próprias de cada alimento o que determinam sua organização morfológica e suas qualidades nutricionais e essas peculiaridades também se expressam na energia vital de cada um, portanto, uma bioenergia diferente, específica, para cada alimento.
Cada característica física ocasiona um correspondente energético, isto é, conforme as características biológicas de um determinado alimento presumem-se possíveis propriedades de sua bioenergia, ou fluido vital, e o que estamos absorvendo. Não devemos, no entanto, radicalizar, somos seres humanos com necessidades ainda típicas de nossa fase evolutiva. Muito mais importante é o que lançamos no meio ambiente - em palavras e pensamentos-, do que aquilo que ingerimos.
Naturalmente, cada pessoa tem necessidades físicas ou espirituais específicas e não se pode exigir de um trabalhador que labora com grande esforço físico, uma alimentação frugal. Da mesma forma, um indivíduo que se dedica ao trabalho mental intenso ao receber nutrientes de alto teor calórico e gorduroso, tenderia a sonolência pós-prandial com redução de sua produtividade mental
Outro aspecto, que embora exista não deve ser supervalorizado, é o conjunto de influências externas da manipulação dos intermediários, ou seja, os que produzem, transportam, armazenam, distribuem e vendem os alimentos. São os agentes intermediários até os alimentos chegarem ao nosso corpo.
Acima de tudo, nossa energia pessoal, em nosso lar ou nosso ambiente é o fator mais importante e não as influências vibratórias externas.
As qualidades morais, espirituais e energéticas de cada consciência são determinadas por seus sentimentos e pensamentos, não pela sua alimentação, muito embora os alimentos possam interferir, influenciar em suas energias com repercussões físicas e psíquicas.
O abuso alimentar, ou gula será sempre prejudicial. É de bom alvitre, também, evitar-se o consumo excessivo de determinados alimentos -  como a carne vermelha -  que prejudicam as atividades mediúnicas ou mesmo  atividades de exercício anímico como passes e irradiação. Tal excesso seria ainda mais prejudicial nos dias em que se participa das sessões.
A carne, em especial dos animais mamíferos que já possuem um grau de evolução maior, pode tornar-se um problema. A digestão desse alimento é mais demorada sobrecarregando o aparelho digestivo.  Há um fluxo maior de sangue para todas as vísceras abdominais com redução do fluxo sanguíneo para o cérebro o que dificulta a concentração mental. Isto, apesar de tudo, não é o mais importante.
A carne do animal abatido costuma estar impregnada das energias de medo e angústia produzidas pelo animal no momento que antecede o abate. Os mamíferos já têm uma consciência primitiva e o princípio espiritual mais individualizado, ao contrário dos peixes, devido essa consciência eles imprimem em seu corpo físico as energias das emoções mais intensas.
Com relação aos peixes, ou animais de carne branca, eles têm um nível de consciência mais primitivo e mais grupal. Não há uma individualização bem definida do princípio espiritual. Em resumo, não conseguem ter essa percepção de si mesmos e no momento do abate, agem mais por reflexo do que com consciência.
Os amigos espirituais nos falam que seria bom evitar carne vermelha nos dias de sessão mediúnica. Dizem eles que a carne dos mamíferos possui energia vital de densidade muito semelhante à energia vital humana o que leva a uma aderência dessa energia (“fluido vital”) ao nosso campo de energia vital, o denominado corpo etérico.
Vamos emitir uma hipótese como exercício de raciocínio, e não como “verdade doutrinária:”
Lembramos que o mamífero foi morto, pelo homem, de forma precoce, isto é, cheio de vitalidade. Seus tecidos, suas células e moléculas estavam plenos de bioenergia. Sua encarnação duraria ainda muitos anos se não fosse morto precocemente.
Em função disto, sua carne estaria mantendo significativo volume de fluido vital. Parte deste fluido vital costuma permanecer nos matadouros, esvaindo-se do corpo que foi morto de forma precoce.
Esta emanação energética lembra uma evaporação e isto atrai os espíritos desencarnados em desequilíbrio os quais sentindo falta da energia vital, passam a absorver ou vampirizar esta bioenergia dos cadáveres que estão exalando, abundantemente, o fluido vital.
A atitude enferma desses espíritos, decorre de um desequilíbrio psíquico dos mesmos que, por possuírem corpo astral denso devido seu embrutecimento psicológico, retém parte do fluido vital que unia seu corpo biológico ao corpo astral.
Devido à afinidade energética do seu psiquismo embrutecido que anseia, desesperadamente, por sentir as sensações físicas, então, seu corpo espiritual retém, por mecanismo inconsciente, parte do fluido vital que o fixava ao corpo. Um “quanta” de fluido vital permanece grudado nesse espírito, embora essa bioenergia tenda a se esvair, o desequilíbrio psicológico desses Espíritos, faz com que sintam falta da energia vital.
Por isto, acabam esses espíritos sendo atraídos para locais onde a energia vital é exuberante, como nos matadouros onde está sendo retirada e desperdiçada de forma antiética pelo sacrifico de seres vivos saudáveis.
Parte da energia vital da carne dos mamíferos é vampirizada nos abatedouros, mas parte segue retida nas células do tecido animal não retornando a massa de energias do universo pela morte precoce do mamífero. Assim, continua impregnando a carne.
Ao ingerirmos a carne deste animal, há uma decomposição ou fragmentação de seus subcomponentes (aminoácidos etc.), os quais serão absorvidos pelo nosso sangue.  A energia vital é também absorvida, encaminhando-se para o nosso corpo vital (o mesmo que corpo etérico), que é um campo de energia fixadora do perispírito (corpo astral) ao corpo biológico.
Este campo de energia vital (corpo etérico) ao absorver a energia vital do mamífero, torna-se mais denso, mais “oleoso”, dificultando o trânsito das energias do corpo biológico para o corpo espiritual (perispírito).  Essa dificuldade de trânsito das energias acarretaria:
1-    Maior dificuldade de desdobramento mediúnico.
2-    Maior dificuldade na captação de energias espirituais.
3-    Maior dificuldade na doação de energias, ao trabalhar no passe.
4-    Maior dificuldade em receber passes.
5-    Crescente dificuldade em todos esses aspectos.
6-    Processo da desencarnação mais lento.
Conclusão: Os mentores espirituais pedem para não comermos carne vermelha nos dias de sessão mediúnica ou dias de labores espirituais, por uma razão científica, não apenas por  um motivo filosófico e ético, que  por si só já seriam compreensíveis.
A individualidade do princípio espiritual e a consciência de si mesmo foi uma conquista progressiva. Seres superiores na escala zoológica já demonstram essa percepção de si mesmos, ao contrário dos seres mais simples na escala evolutiva.  A alimentação que exclui carne vermelha e opta por peixes, é vantajosa no sentido da menor proximidade dos peixes com o homem, comparando-os com os mamíferos.
O peixe tem expressão de psiquismo muito limitada, por não possuir glândula pineal estruturada. Esta glândula seria um importante ponto de fixação das energias extrafísicas com o sistema nervoso central, o que expressaria a individualidade do Ser.
Os peixes se comportam como se fossem uma “alma-grupo”, isto é um sincício espiritual, não existe uma individualidade bem definida em peixes, como ocorre nos mamíferos.        
Portanto, a energia vital (fluido vital) dos peixes não tem a mesma vibração dos animais superiores. Seria quase como a dos vegetais, onde um conjunto de mudas de grama constitui um gramado, formado por centenas de princípios espirituais que se unem em um grupo único como que fundidos no gramado, não há no gramado um conjunto de individualidades, mas uma “alma –grupo” do gramado.
Apesar do termo “alma-grupo” não encontrarmos na literatura genuinamente espírita, - ressalva necessária, esse vocábulo nos facilitaria o raciocínio. A individualidade, conforme Dr. Jorge Andréa e outros pesquisadores encarnados e desencarnados, só se expressa quando o princípio espiritual chega aos lacertídeos. Os peixes, pela pineal quase inexistente, ainda não possuem essa organização.
Outros alimentos e bebidas devem ser ingeridos com moderação nos dias de sessão mediúnica: alimentos excitantes, e reconhecidamente estimulantes, exceto os que já fazem parte da rotina diária e não estão gerando esses efeitos, por exemplo, o habitual café ou chá.
Deve-se, também, reduzir o consumo de alimentos de digestão difícil e lenta como os de alto teor gorduroso.
As bebidas alcoólicas ocasionam expansão de consciência, efetuam abertura de canais anímicos e oportunizam influências de frequência vibratória mais densa e menos elevada. O álcool interfere na circulação sanguínea, no sistema nervoso, reduz a lucidez, diminui os reflexos, atrapalha a memória, bloqueia a sensibilidade e a capacidade de raciocínio.
Sobretudo, as bebidas alcoólicas impregnam o corpo etérico e provocam relaxamento artificial das suas energias em relação ao corpo físico.  Nos dias da sessão são sumamente contraindicados.
Fonte: Medicina e Espiritualidade.
medicinaespiritual.blogspot.com/
Por: Dr. Ricardo Di Bernardi.
Médico pediatra, homeopata. Fundador e presidente do ICEF em Florianópolis.

Autor de vários livros entre eles - Gestação Sublime intercâmbio.

“OBSESSORES QUE INSTALAM CHIPS E IMPLANTES ASTRAIS NAS PESSOAS – POR QUE? ”

NOTA: Os relatos e dados apresentados neste artigo estão presentes no livro Apometria do Dr. José Lacerda de Azevedo, que difundiu a técnica da Apometria no Brasil. A Apometria é uma técnica de desobsessão bastante eficaz, porém ainda são poucos os Centros Espíritas que acolhem o método, preferindo continuar com as formas conservadoras.
O paciente caminha lentamente, com passos lerdos, como se fosse um robot, estava rodeado por cinco entidades obsessoras de muito baixo padrão vibratório. Suas reações eram apenas vegetativas com demonstrações psíquicas mínimas. Às vezes ouvia vozes estranhas que o induziam a atitudes de autodestruição, ou faziam comentários de seus atos. Tais vozes procuravam desmoralizá-lo sempre.
Ao ser submetido, em desdobramento, a exame no Hospital Amor e Caridade, do plano espiritual, verificaram que o enfermo era portador de um aparelho estranho fortemente fixado por meio de parafusos no osso occipital (osso traseiro da cabeça), com filamentos muito finos distribuídos na intimidade do cérebro e algumas áreas da córtex frontal.
Explicaram os médicos desencarnados que se tratava de um aparelho eletrônico colocado com o interesse de prejudicar o paciente por inteligência poderosa e altamente técnica e que os cinco espíritos obsessores que o assistiam eram apenas “guardas” incapazes de dominarem técnica tão sofisticada. Zelavam apenas pela permanência do aparelho no doente.
Foram atendidos em primeiro lugar os espíritos negativos que o assistiam e devidamente encaminhados ao Hospital. Em virtude de se tratar de um obsessor dotado de alto nível de inteligência, a espiritualidade determinou que o atendimento desse paciente fosse feito algumas horas mais tarde, em sessão especial. À hora aprazada, o enfermo foi desdobrado pela Apometria e conduzido ao Hospital para exame, em seguida trouxemos o espírito do obsessor para ser atendido no ambiente de trabalho.
Explicaram os amigos espirituais que bastaria tentar desaparafusar o aparelho para que o mesmo emitisse um sinal eletrônico para a base alertando o comando das trevas. Tocaram no parafuso que tinha “rosca esquerda” esperando assim atrair o responsável. Estimavam detê-lo de qualquer forma, para isso tomando precauções pela distribuição de forte guarnição estrategicamente situada.
Ao final do trabalho, a entidade retirou o aparelho parasita com toda delicadeza possível visando não lesar o enfermo. Disse também que já havia instalado mais de 900 instrumentos de vários tipos no cérebro de seres humanos e que em alguns indivíduos o resultado era nulo porque havia como uma imunidade para tais engenhos; que outros o recebiam com muita facilidade, tornando-se autômatos; e que outros, uns poucos, morreram.
O funcionamento do aparelho era o seguinte; o aparelho recebia uma onda eletromagnética de rádio frequência, em faixa de baixa frequência, de maneira constante, porém sem atingir os níveis da consciência. Tinha por finalidade esgotar seu sistema nervoso. Em momentos marcados, emitia sinal modulado com vozes de comando, ordens, comentários, etc. O próprio enfermo fornece energia para o funcionamento do engenho parasita, um filamento estará ligado a um tronco nervoso ou a um músculo com o objetivo de captar a energia emitida.
A recuperação manifestou-se em 48 horas. A primeira revisão aconteceu um mês após. O paciente prosseguiu nos estudos. Cinco anos depois encontra-se bem.
Aparelhos mais ou menos sofisticados que o descrito no relato acima, são colocados com muita precisão e cuidado, no Sistema Nervoso Central dos pacientes. Em geral os portadores de tais aparelhos eram obsidiados de longa data e que aparentemente sofriam muito com esses mecanismos parasitas. A finalidade desse engenhos eletrônicos é causar perturbação nervosa na área da sensibilidade ou em centros nervosos determinados.
Alguns mais perfeitos e complexos, atingem também ”áreas motoras específicas causando respostas neurológicas correspondentes, tais como paralisias progressivas, atrofias, hemiplegias, síndromes dolorosas, etc.. O objetivo sempre é desarmonizar a fisiologia nervosa do paciente e faze-lo sofrer. A interferência constante no sistema nervoso causa perturbações de vulto, não só da fisiologia normal, mas, sobretudo no vasto domínio da mente, com reflexos imediatos para a devida apreciação dos valores da personalidade e suas respostas na conduta do indivíduo.
O obsessor pode ser de dois tipos: ou o inimigo contratou mediante barganha em troca do trabalho, a instalação com algum mago das sombras, verdadeiro técnico em tais misteres, ou o obsessor é o próprio técnico que pessoalmente colocou o aparelho e zela pelo funcionamento do mesmo, tornando o quadro mais sombrio.
A finalidade desses engenhos eletrônicos (eletrônicos, sim; e sofisticados) é causar perturbações funcionais em áreas como as da sensibilidade, percepções ou motoras, e outros centros nervosos, como núcleos da base cerebral e da vida vegetativa. Mais perfeitos e complexos, alguns afetam áreas múltiplas e zonas motoras específicas, com as correspondentes respostas neurológicas: paralisias progressivas, atrofias, hemiplegias, síndromes dolorosas etc., paralelamente às perturbações psíquicas.
É comum obsessores colocarem objetos envenenados em incisões operatórias, durante cirurgias, para causar nos enfermos o maior mal-estar possível, já que com isso impedem a cicatrização. Usam para tanto, cunhas de madeira embebidas em sumos vegetais venenosos – tudo isso no mundo astral, mas com pronta repercussão no corpo físico: dores, prurido intenso, desagradável calor local, inflamação etc.

Fonte: O Estudante Espirita
https://estudantespirita.com.br/

“HISTÓRIA DE ACELINO: MEDIUM FRACASSADO NA SUA ULTIMA REENCARNAÇÃO, PASSOU ONZE ANOS NO UMBRAL. ”

– Minha história é muito diferente. A queda que experimentei apresenta características diversas e, a meu ver, muito graves.
E, atendendo-nos a expectativa, prosseguiu, narrando:
– “Também parti de “Nosso Lar”, no século findo, após receber valioso patrimônio instrutivo dos nossos assessores. Segui enriquecido de bênçãos. Uma de nossas beneméritas Ministras da Comunicação presidiu, em pessoa, as medidas atinentes à minha nova tarefa. Não faltaram providências para que me felicitassem a saúde do corpo e o equilíbrio da mente. Após formular grandes promessas aos nossos maiores, parti para uma das grandes cidades brasileiras, em serviço de nossa colônia. O casamento estava em meu roteiro de realizações. Ruth, minha devotada companheira, incumbir-se-ia de colaborar comigo para melhor desempenho das tarefas.
“Cumprida a primeira parte do programa, aos vinte anos de idade fui chamado à tarefa mediúnica, recebendo enorme amparo dos benfeitores invisíveis. Recordo ainda a sincera satisfação dos companheiros do grupo doutrinário. A vidência, a audição e a psicografia, que o Senhor me concedera, por misericórdia, constituíam decisivos fatores de êxito em nossas atividades.
A alegria de todos era inexcedível. Entretanto, apesar das lições maravilhosas de amor evangélico, inclinei-me a transformar minhas faculdades em fonte de renda material. Não me dispus a esperar pelos abundantes recursos que o Senhor me enviaria mais tarde, após meus testemunhos no trabalho, e provoquei, eu mesmo, a solução dos problemas lucrativos. Não era meu serviço igual a outros?
Não recebiam os sacerdotes católicos-romanos a remuneração de trabalhos espirituais e religiosos? Se todos pagávamos por serviços ao corpo, que razões haveria para fugir ao pagamento por serviços à alma? Amigos, inscientes do caráter sagrado da fé, aprovavam-me as conclusões egoísticas. Admitíamos que, no fundo, o trabalho essencial era dos desencarnados, mas também havia colaboração minha, pessoal, como intermediário, pelo que devia ser justa a retribuição.
“Debalde, movimentaram-se os amigos espirituais aconselhando-me o melhor caminho. Em vão, companheiros encarnados chamavam-me a esclarecimento oportuno. Agarrei-me ao interesse inferior e fixei meu ponto de vista. Ficaria definitivamente por conta dos consulentes. Arbitrei o preço das consultas, com bonificações especiais aos pobres e desvalidos da sorte, e meu consultório encheu-se de gente.
“Interesse enorme foi despertado entre os que desejavam melhoras físicas e solução de negócios materiais. Grande número de famílias abastadas tomou-me por consultor habitual, para todos os problemas da vida. As lições de espiritualidade superior, a confraternização amiga, o serviço redentor do Evangelho e as preleções dos emissários divinos ficaram à distância. Não mais a escola da virtude, do amor fraternal, da edificação superior, e sim a concorrência comercial, as ligações humanas legais ou criminosas, os caprichos apaixonados, os casos de polícia e todo um cortejo de misérias da Humanidade, em suas experiências menos dignas.
“Transformara-se completamente a paisagem espiritual que me rodeava. À força de me cercar de pessoas criminosas, por questões de ganho sistemático, as baixas correntes mentais dos inquietos clientes encarceraram-me em sombria cadeia psíquica.
Cheguei ao crime de zombar do Evangelho de Nosso Senhor Jesus, esquecido de que os negócios delituosos dos homens de consciência viciada contam igualmente com entidades perniciosas, que se interessam por eles nos planos invisíveis. E transformei a mediunidade em fonte de palpites materiais e baixos avisos. ”
Nesse momento, os olhos do narrador cobriram-se de súbita vermelhidão, estampando-se lhe fundo horror nas pupilas, como se estivesse revivendo atrozes dilacerações.
– Mas a morte chegou, meus amigos, e arrancou-me a fantasia – prosseguiu mais grave –. Desde o instante da grande transição, a ronda escura dos consulentes criminosos, que me haviam precedido no túmulo, rodeou-me a reclamar palpites e orientações de natureza inferior. Queriam notícias de cúmplices encarnados, de resultados comerciais, de soluções atinentes a ligações clandestinas.
Gritei, chorei, implorei, mas estava algemado a eles por sinistros elos mentais, em virtude da imprevidência na defesa do meu próprio patrimônio espiritual. Durante onze anos consecutivos, expiei a falta, entre eles, entre o remorso e a amargura.
Acelino calou-se, parecendo mais comovido, em vista das lágrimas abundantes. Fundamente sensibilizado, Vicente considerou:
– Que é isso? Não se atormente assim. Você não cometeu assassínios, nem alimentou a intenção deliberada de espalhar o mal.
A meu ver, você enganou-se também, como tantos de nós. Acelino, porém, enxugou o pranto e respondeu:
– Não fui homicida nem ladrão vulgar, não mantive o propósito íntimo de ferir ninguém, nem desrespeitei alheios lares, mas, indo aos círculos carnais para servir às criaturas de Deus, nossos irmãos, auxiliando-os no crescimento espiritual com Jesus, apenas fiz viciados da crença religiosa e delinquentes ocultos, mutilados da fé e aleijados do pensamento. Não tenho desculpas, porque estava esclarecido; não tenho perdão, porque não me faltou assistência Divina.
E, depois de longa pausa, concluiu gravemente:
– Podem avaliar a extensão da minha culpa?

Da obra: OS MENSAGEIROS. Chico Xavier-André Luiz