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sábado, 25 de novembro de 2017

“QUANDO CHEGAM NO PLANO ESPIRITUAL A MAIORIA DOS ESPÍRITOS PENSAM ALGO MUITO PARECIDO. ”

Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… se eu soubesse que nada que existia na matéria é permanente, que lá é tudo passageiro, eu não teria brigado no trânsito, batido nos meus filhos, me apegado a tantas coisas efêmeras…
Ah se eu soubesse…. teria ajudado muito mais gente, teria me enriquecido com amor e luz, teria deixado de lado esses problemas pequenininhos, teria feito caridade aos necessitados, teria deixado o amor fluir, teria me atirado no bem sem nenhuma preocupação, teria sido mais humilde, teria vivido em paz…
Ah se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.
Ah se eu soubesse… se soubesse que a vida na Terra vai e vem, que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio.
Ah se eu soubesse… se soubesse que os arrogantes sobem, ficam no topo e caem por si mesmos; caem pelo seu próprio castelo de cartas da ilusão que criaram. Se eu soubesse que os ricos podem se tornar pobres de espírito, e que os pobres podem ser muito ricos de espírito. Se soubesse que as diferenças sociais se extinguem, que na morte todos somos filhos do universo, que a fome é saciada, que a sede é aliviada, que a violência só traz mais violência, que os injustiçados são compensados, que os perdidos sempre se encontram, e quem está demasiadamente seguro de si acaba se perdendo.
Ah se eu soubesse… que a vida espiritual é a vida real, que as mágoas corroem o espirito, que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.
Ah se eu soubesse… não teria cortejado o sucesso, não teria me atirado ao poço fundo, vazio e solitário da avidez, não teria me enganado de que, ao atingir o topo, a descida é o único caminho. Se eu soubesse que o mundo é uma doce miragem eu rejeitaria a pueril busca pela sensualidade. Largaria com afinco os prazeres e vícios da juventude. Se soubesse que tudo muda e nada se encerra, teria posto de lado as moléstias da nostalgia.
Ah se eu soubesse, teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama. Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de auto cobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.
Ah se eu soubesse… que o mar espiritual é infinito de bênçãos, não teria digladiado por um copo de água ao lado do grandioso oceano da plenitude. Teria deixado todas as quimeras de lado, e vivido mais a vida, a existência, o cosmos, a liberdade, o eterno presente e a eterna aurora.
Ah se eu soubesse… teria renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.
Autor: Hugo Lapa

Fonte: Mensagem Espirita
www.mensagemespirita.com.br/

“O MARAVILHOSO E INCANSÁVEL TRABALHO DAS CARAVANAS DE LUZ”

Trabalhando com os caravaneiros da luz.

Irmãos amados, confrades das lides espíritas, com os quais caminhei em minha roupagem terrena.
Sinto-me penalizado, com o coração confrangido ao ver o sofrimento imenso de irmãos nossos, recolhidos das Cidades do Astral Inferior.
Irmãos esses, dentre os quais poderíamos facilmente localizar e identificar antigos esposos e esposas, filhos queridos, pais e mães outrora muito amados, irmãos de sangue, companheiros dos folguedos infantis e peripécias da juventude.
Devido aos revezes da vida, deixaram–se arrastar sob a penosa condição de espíritos delinquentes, indo parar nos charcos imundos do astral inferior. Agora, retirados das masmorras do além-túmulo, esses irmãos sobem, conduzidos por “caravaneiros amigos”, que dedicam seu tempo a auxiliar aqueles que sofrem.
As “caravanas” não param de chegar. São nove, dez comboios por vez, e vêm todos repletos de espíritos carentes. A maioria em estado tão lastimável que nos constrange, até mesmo descrevê-lo; afinal, são irmãs e irmãos nossos.
Embora muitos deles já não apresentem a aparência humana, sabemos que são humanos, pela ficha que os acompanha e que relata sua história. A história que os conduziu até aquele momento.
Senhores, a realidade no plano astral é muitas vezes pior do que a realidade que estais a vivenciar no plano físico, pois aqui, nascem os desequilíbrios e as perturbações, que avançam sobre o mundo material.
No astral da Terra, encontram-se as raízes do mal que acomete a humanidade e se assim compreenderdes, fica fácil concluir o quanto se faz necessário medicar os homens localizados nas esferas invisíveis da vida.
Penosamente, sensibilizado com a realidade dos doentes egressos das Cidades no Astral Inferior, solicitei autorização para descer junto a um Grupo de Combate e embora não seja minha especialidade empunhar espadas e combater, creio que, com a ajuda de Deus, poderei ser útil levando minhas mãos ao encontro dos caídos e dos feridos.
Também posso, com minhas mãos, romper cadeados, abrir as celas e amparar os desvalidos, colaborando assim com a limpeza geral que está sendo realizada.
Segundo o parecer dos Irmãos Superiores, meu desencarne recente, pode ser fator de confrangimento maior, porque as recordações e impressões vividas na matéria ainda se encontram frescas.
Precisamente por essa razão, creio que poderei auxiliar ainda mais e amorosamente aqueles que lá estiverem. Solicitação atendida, mergulho com os Guerreiros da luz, pelo mundo negro dos abismos do astral inferior e lá farei de meus olhos, vossos olhos.
Que em nossa visão possamos elevar-nos ao Altar do Senhor, gratos pela vida e prontos a servir, onde e como Ele queira.
No dia combinado, apresentei-me ao Irmão Ranieri e dizendo-lhe das minhas intenções de servir e meu despreparo como “guerreiro”, entreguei-me como “enfermeiro de almas” ou se assim ele o considerar mais apropriado, “faxineiro do astral”.
Ranieri, irmão marcado pela determinação do pensamento e ação, recebeu-me amavelmente informando-me que Emmanuel, com ele se comunicara dizendo-lhe de minhas intenções e preparando-o para receber-me.
Feliz encontro, o de almas amigas que se reúnem para servir com Jesus!
No dia combinado, alojei-me num dos carros, não sem antes colaborar no carregamento dos equipamentos e medicamentos necessários aos primeiros socorros.
A caravana aproveita a oportunidade para abastecer Postos de Socorro e pequenos Núcleos de Ajuda, sediados em regiões de difícil acesso e que realizam trabalhos espiritual elevado. No astral inferior vivem como em verdadeiras cadeias. Esses Trabalhadores da luz, que são abnegados Servidores do Cristo, entregam-se, voluntariamente, a prisão em nome do amor ao próximo.
Provam, pela tarefa extenuante, a força de sua mente renovada, superando a si mesmos, e generosamente doando energias para a recuperação do próximo carente.
Os grupos se dividem. Encontros surpreendentes acontecem.
Antigos amigos, dispersos pelo tempo, reúnem-se pelo trabalho com Jesus. Até nesses pequenos presentes de reencontros a presença do Mestre Jesus agracia nossas almas pequeninas.
Revejo o irmão André Luiz, Bezerra, Joana de Angelis e com eles, num forte abraço relembro os inúmeros contatos mediúnicos.
– Chico! Você por aqui?!
– Sim. Agora, sou também um espírito comunicante!
Todos riem.
OBS: Sinto muita dificuldade em registrar o diálogo entre eles, pois a emoção dominou-me o ser.
Refeitos na alegria dos reencontros, seguimos caravana abaixo, em direção ao cenário constrangedor das trevas.
Verificamos que o astral da Terra permanece mais denso do que nunca. Grossas camadas de uma substância pegajosa estão espalhadas em volta do caminho que percorremos.
Fazem lembrar algodão doce, porém ao contrário do colorido atraente da guloseima infantil, o algodão do astral é negro e nada tem de doce.
Creio que, os espíritos desavisados que atravessarem o espaço no plano astral, podem ser presos nesses grumos de negatividade, o que confirmaram os irmãos e amigos que viajavam ao meu lado.
Durante várias horas descemos, parando apenas em alguns pontos para descarregar equipamentos e mantimentos nos Postos de Socorro.
Também foram sendo registrados, em cada Posto, os nomes de irmãos, em situação que exigia imediata remoção. E assim, começaram as listas dos que subiriam conosco para a cidade onde seriam atendidos. Alguns lugares já estavam comprometidos com os nomes que os coordenadores dos Postos de Socorro nos encaminharam.
Fiquei surpreso ao ver tantos espíritos carentes, necessitando auxílio!
Finalmente, chegamos ao término de longa jornada, naquela região pantanosa. Espantou-me a escuridão do lugar, mas por sorte, já posso regular a chama de luz que ilumina o caminho daqueles que desejam servir e procuro ver a minha volta o lugar onde estamos, fazendo um breve reconhecimento.
Ranieri, sempre manso e ao mesmo tempo firme, orienta-nos para que não utilizemos muita luz, evitando chamar atenção para nossa presença, pois no presente trabalho o efeito surpresa é determinante para o sucesso das operações.
A movimentação tem início. Silenciosamente, e com muito cuidado, os materiais trazidos são retirados dos veículos e espalhados em local seco. Equipamentos e caixas de medicamentos
são colocados em lugar visível e de fácil acesso para todos os trabalhadores.
As macas são estendidas e após tudo arrumado, uma prece de harmonização completa a preparação do grupo. Nessa hora, materializam-se também pequenas, médias e grandes jaulas. Creio que dessa vez também capturaremos animais de médio e grande porte, comentei com os companheiros.
Vem do Alto esse “apoio extra” na fabricação instantânea desses aparatos e, pelas vibrações, já posso reconhecer a presença do amigo extraterrestre, o Comandante Ashtar Sheram. Eles estão conosco, nessa jornada de trabalho.
Somos uma só família e liga-nos o amor pelo próximo e o amor do Pai por nós, a propiciar-nos o trabalho retificador.
Tudo preparado, Ranieri dá o sinal para avançarmos. Na frente, os soldados mais experimentados, batedores guardiões, cujas espadas cintilam na densidade negra do astral.
Logo atrás deles, seguem outros guerreiros, sem espadas, mas fortes, muito fortes de corpo. São eles que fazem a seleção e agrupam as categorias de espíritos para resgate. Após este grupo seguimos nós, enfermeiros, e em seguida, os faxineiros que vêm limpando e fazendo pequena assepsia nos lugares por onde passamos.
Seu trabalho é extraordinário, pois os produtos de limpeza que utilizam derramando aqui e ali em alguns pontos do caminho, contém substâncias repelentes que afastam e paralisam seres de baixa vibração. O líquido por eles utilizado é fosforescente e parece queimar como fogo de artifício.
Chegamos e é dado o sinal de combate. Mais uma cidade do astral Inferior é invadida. A muralha dos fundos é derrubada e entramos. Eles não esperavam. O setor onde chegamos primeiro, parece ser o das festas, pois os seres embriagados, entorpecidos e anestesiados nem sequer oferecem resistência à nossa presença.
Jonas, o guerreiro que comandava o Grupo, acende uma pira, tocando-a com a ponta de sua espada. Nessa hora, a forte e diferente luz, que brilha no local, provoca pânico entre os presentes.
Correrias, gritos e muito desespero se abatem sobre o grupo.
Alguns avançam sobre nós, nossos guerreiros reagem e um a um, os delinquentes da vida, caem abatidos pela “força maior”.
Os chefes do lugar fogem para dar o alarme da invasão. Nossos guerreiros seguem-nos. Ficamos prestando auxílio aos primeiros caídos no local. Homens e mulheres encontram-se em condições lastimáveis. A luxúria reinava nesse ambiente; alguns dos homens, encontram-se com os pés e mãos deformados.
No lugar dos dedos e palmas, grossos cascos de bode, nas costas e pernas, pelos grosseiros recobrem o corpo. As regiões genitais de ambos os sexos são chagas vivas, desgastadas
pelo uso excessivo e desvirtuadas das funções naturais.
Inchados e enegrecidos, outros seres apresentam os órgãos genitais com aparência de uma fase anterior a gangrena que deu origem às chagas que vimos.
Confuso diante do que via, perguntei-me mentalmente: Por que não pararam de ferir-se, chegando a esse ponto?
Um experiente enfermeiro, conhecedor do problema, ouviu meus pensamentos e respondeu: eles já não possuem vontade própria. As orgias que aqui reinavam eram comandadas por “seres poderosos”, cuja mente dominava o grupo.
A pira, incendiada por Jonas, queimou sem parar, roupas e objetos lascivos que foram lançados ali.
Um dos equipamentos trazidos, segundo me informaram, é de origem extraterrestre e assemelha se em tudo, a um extintor de incêndios, todavia, lança água.
A água é diferente da nossa, pois lava sem molhar e ao escorrer vai evaporando-se sem tocar no chão.
Os seres que recebem essa ducha deixam no chão, abaixo dos pés, lama fétida e caem desmaiados de dor como se lhes houvessem arrancado a pele.
Assim prosseguia o trabalho exaustivo, denso e doloroso.
Erra quem pensa que espíritos desencarnados nada fazem.
Trabalhamos e muito. Erram também as pessoas que pensam haver fórmulas mágicas para renovação espiritual. A única mágica de que tive notícias até o momento é a mágica
do trabalho com Jesus, que tudo transforma e do velho faz o novo, do sujo faz o limpo e do doente faz o são.
Prosseguimos lavando, suturando, medicando, operando, aspirando por toda noite, avançando a madrugada até o raiar do dia. Centenas de irmãos foram atendidos nos primeiros socorros e pelo mesmo caminho que chegamos iniciamos o retorno, levando os corpos para depositar nos comboios que esperavam.
Enquanto auxiliava como podia, vi aproximar-se o irmão Ranieri informando da vitória do Grupo de Jonas sobre as Forças de Comando daquela cidade. Então ele me convidou a percorrer outros setores, conhecendo-lhes a organização e funções.
Segui-o entre contente pela oportunidade das revelações contidas na visita e triste pelas duras realidades a serem descobertas.
Percorremos setores da cidade destinados a aglomeração dos espíritos de pessoas que foram homens e mulheres, cujo trabalho em vida foi a prostituição. Compreendi então o porquê de tantas deformidades vistas nos órgãos genitais desses irmãos.
A cidade é repleta de casas noturnas com fraca iluminação e possui muitos ambientes confortáveis para a prática do sexo livre.
Apesar da inferioridade das vibrações do lugar, há uma certa organização das preferências de cada grupo humano. Os setores dividem-se para atendimento dessas preferências que consideramos desnecessário descreve-los, pois basta conhecer o que se passa na superfície da Terra, nessa área, que podereis compreender o que se passa no astral inferior; com a diferença de que aqui, nada é velado. As práticas sexuais, as tendências de cada um e suas manifestações, são absolutamente livres, cada qual se dirigindo ao “setor da cidade” em que deseja dar vazão aos seus instintos e desejos inferiores.
Apenas um setor descreveremos, suplicando a atenção de todos. É a ala dos pequeninos seres, ainda em tenra idade e aprisionados para servirem de escravos sexuais de homens e
mulheres adultos.
Pedofilia das mais abjetas no plano astral.
Há um depósito deles, repletos de crianças de várias idades, todos amontoados como animais no curral. Convivem com seus dejetos e longe da claridade artificial que ilumina a cidade. Assustam-se com a presença dos Servidores da luz.
Muitos, por medo recusam-se a sair de onde estão.
Assustados, resistem. Alguns correm e tentam fugir. Mas, todos são recolhidos e levados amorosamente para os vagões de resgate. Os mais rebeldes xingam, gritam e desferem socos e pontapés nos trabalhadores.
Deus do céu, o que vejo! Tanta inocência roubada e transformada no mais amargo fel de violência e sofrimento!
Perturbam-se as fibras dos corações sensíveis. Do alto, e deve ser das naves, desce uma torre de luz intensa e, pela primeira vez, desde que partimos da Colônia, suave brisa nos alcança, renovando nossas forças para o retorno à crosta.
A assepsia feita pela torre de luz bloqueia o acesso à cidade, evitando que seja ocupada por grupos nômades de seres trevosos.
Deixando atrás de nós aquele lugar, seguimos em direção aos carros de transporte, e, qual não foi a minha surpresa ao retornar e ver as grandes jaulas todas preenchidas, por seres os mais estranhos e violentos. Ranieri informa que são os “Chefões” que tinham o comando da cidade. Cada um era especializado em uma prática cruel.
Verdadeiras feras que só a luz das naves espaciais as anestesiaram, acalmando e tolhendo os arroubos violentos.
Iniciamos a jornada de retorno, parando em algumas localidades para recolher espíritos, previamente selecionados e seguimos até a crosta.
De volta ao local de onde partimos e tendo visto a dura tarefa dos Caravaneiros do Astral Inferior, agradeci ao Pai a oportunidade do aprendizado, que agora repasso a todos, na forma de súplica, para que se juntem a nós no trabalho. Especialmente aos espíritas dirijo minhas palavras, por compreender que seus pensamentos já envolvidos com os conhecimentos estudados acerca da vida espiritual, poderão compreender melhor essas palavras.
Irmãos, por mais que façamos nosso muito, ainda é muito pouco diante da imensidão de descalabros existentes na hora presente deste planeta.
A humanidade adoecida, não conhece as dores e os sofrimentos a que se alia, nas práticas inconsequentes dos prazeres materiais.
Não basta divulgar a Boa Nova convidando à reflexão, é necessário, antes de tudo, colocarmos mãos a obra, auxiliando os que necessitam, interrompendo assim a cadeia de fatos, acontecimentos e interferências que se interligam tornando dependentes o mundo astral e o plano físico.
Pais, orientai vossos jovens. Filhos, atendei aos chamados de correção de seus pais.
Homens, contenhais vossos impulsos animais. Mulheres, valorizai-vos. Não vos entregueis nas bandejas de prata da moda sedutora, como repasto vivo das feras cruentas, sedentas.
E a todos lanço um apelo: cuidai de vossas crianças. Sedes firmes com os pequeninos para que ainda em tenra idade compreendam o sentido da vida e pautem suas existências
nas escolhas sadias e dignificantes da condição humana.
Nós seguiremos do astral, servindo e amando como o bondoso Jesus nos ensinou.
Paz a todos
Chico, em 26/04/2008

ESPIRIT BOOK
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“ENXAQUECA: ASPECTOS ENERGÉTICOS E ESPIRITUAIS”

Pode ser causada por influência obsessiva ou ter origem em vidas passadas, mas não é possível generalizar. (Ricardo Di Bernardi)
Antes de comentarmos os aspectos energéticos e espirituais, cumpre-nos dar uma rápida repassada no conceito e na sintomatologia da enxaqueca.
A enxaqueca é também denominada de hemicrânia ou migrânea, além de ser, impropriamente, denominada de hemialgia, cefalalgia ou até cefaleia. No vernáculo popular recebe denominações regionais como mururu ou macacoa.
Trata-se de uma dor de cabeça neurovascular, recidivante, em geral intensa e pulsátil, devido à constrição seguida de dilatação das artérias da cabeça. Sua causa não está totalmente esclarecida. Costuma vir em associação com diversos sintomas, que são variáveis, mas, em resumo, os mais comuns são: dor de cabeça, latejante ou não, dor no pescoço, nos olhos, no rosto, na testa e nos dentes, náuseas ou vômitos, sensibilidade à luz, sensibilidade ao barulho ou ao cheiro. Em geral há visualização de flashes luminosos, visão embaraçada, tonturas, vertigem, ansiedade e fadiga.
Aura da enxaqueca: Denomina-se de aura da enxaqueca os sintomas que precedem a crise de dor. São percepções visuais estranhas ou sensoriais que podem levar minutos ou horas antes da dor.
Causas: A enxaqueca pode ter causas orgânicas da vida atual, causas oriundas de vidas passadas e causas com forte participação de influências espirituais desequilibradas, ou seja, obsessões.
Causas da vida atual: Tanto a aura da enxaqueca bem como toda a enxaqueca podem ter causas totalmente orgânicas e aparentemente oriundas de fatos da vida atual, por exemplo: parto traumático por fórceps. No entanto, as condições fisiológicas do feto e da parturiente foram exteriorizadas ou construídas pelos modelos perispirituais da mãe e do filho, isto é, as tendências que ambos traziam arquivadas nos campos energéticos do corpo espiritual – construídas em vidas passadas – ocasionaram essa tendência para a lesão pelo trauma de parto.
Causas em vidas passadas: Em mais de um caso, constatamos em terapia regressiva às vivências passadas que pacientes atualmente com enxaqueca foram vítimas de violentos traumas cranianos em reencarnações anteriores, às vezes em mais de uma vida. Alguns até com ferimento de morte na cabeça. Tal constatação permite concluir que, nem sempre, a enxaqueca está relacionada a uma falta grave cometida em vida anterior, mas, a um trauma grave que sofreu, persistindo as “feridas da alma” não cicatrizadas.
Outra situação ocorre quando houve, realmente, uma falta grave em vida anterior e a recordação inconsciente dessa falta, recalcada no inconsciente (espírito), cria um “nódulo de forças mentais desequilibradas” (ou a denominada “zona de remorso”[1]). Este nódulo de forças desequilibradas produz ondas contínuas em circuito fechado, atingindo o perispírito e lesando o corpo físico, ocasionando a patologia (no caso, enxaqueca). O distúrbio orgânico ou patologia está sendo uma drenagem das energias, visando a eliminar o problema que tende a se curar, caso haja uma mudança do padrão mental.
Causas decorrentes de influências espirituais desequilibradas: Em geral, as influências espirituais não são o único fator ou a causa primária, mas são fatores complementares. A origem de toda influência espiritual desequilibrada é, via de regra, uma consequência de problemas do próprio indivíduo que atraiu o espírito perturbador, ora designado obsessor. Temos observado na vida profissional e nas lides mediúnicas espíritas a presença constante, junto ao paciente de enxaqueca, de um espírito obsessor que faleceu com ferimento na cabeça e, ainda, está psicologicamente preso ao fato. Esse espírito acha-se imantado à psicosfera da “vítima” com quem teve vínculos em vidas passadas e comprometida com aquele espírito.
Ainda relativo à influência de espíritos perturbados, pode-se constatar a perversa manipulação de ectoplasma por essas entidades obsessoras que inserem artefatos fluídicos, também denominados aparelhos parasitas, no cérebro astral da vítima. A aura da enxaqueca ou todo o quadro clínico da enxaqueca pode ter forte participação de influências espirituais.
Os fatores desencadeantes são muito pessoais e, sobretudo, não são a verdadeira causa das crises da enxaqueca. Assim, salsicha e embutidos, sorvete, feijão, queijo, café, refrigerantes, hormônios, nitratos, stress, alterações climáticas e outros são apenas gatilhos que acionam a explosão da crise. Embora não seja a proposta deste trabalho, convém informar não existirem, até o momento, exames específicos que diagnostiquem a enxaqueca, porém são úteis para excluir outras causas, como tumores etc. O diagnóstico é clínico.
Por que tenho enxaqueca? É uma indagação comum. A resposta é: devido a uma sensibilidade individual, anatômica e fisiológica. Trata-se de um locus minoris resistentiae, ou seja, um local de menor resistência. Mas por que eu tenho essa sensibilidade? Como espíritas, estudamos que a anatomia e a fisiologia atuais refletem as fragilidades ou desarmonias do corpo astral.
Como eu adquiri essa fragilidade no corpo astral, para atualmente ter enxaqueca? Assim como a anatomia e fisiologia atuais refletem fragilidades e desarmonias do corpo astral, por sua vez, estas refletem as desarmonias do corpo mental ou do inconsciente (espírito). Da mesma forma, a razão dos diferentes níveis de gravidade dos sintomas da enxaqueca, de uma pessoa para outra, decorre da individualidade anatômica e fisiológica que reflete a individualidade energética e o histórico de cada espírito encarnado.
Há informações da existência de genes relacionados à enxaqueca. Como adequar esta informação científica aos conhecimentos espirituais? De fato, há cinco estruturas de DNA (genéticas) que predispõem à enxaqueca. Cogita-se em mais de 100 subtipos. Os conhecimentos espirituais explicam que, no caso da enxaqueca, o perispírito foi quem sintonizou e atraiu os genes. O magnetismo do corpo espiritual, isto é, as matrizes energéticas do perispírito estimularam a liberação de um óvulo (oócito de segunda ordem) com a predisposição para este tipo de problema. Em seguida, a célula feminina envolvida e magnetizada pelas vibrações do reencarnante com essa tendência, carregando as energias (fluidos) do histórico espiritual, atrairá o espermatozoide cujos genes vibram na mesma frequência de energia, isto porque portam os genes correspondentes à enxaqueca, neste caso específico em estudo.
Indagam-nos: por que eu tenho enxaqueca, e não o meu irmão gêmeo? Além da epigenética (fator mesológico ou ambiental) ser muito importante, o que significa dizer a vida presente, lembramos que gêmeos podem ter corpos com genes idênticos, mas seus genes tem uma expressividade maior ou menor conforme o diferente magnetismo das matrizes perispirituais que registraram o modus vivendi do passado. Portanto, os genes do seu irmão têm expressividade menor, bloqueados pelo merecimento (neste aspecto), decorrente dos registros energéticos das estruturas astrais.
É correto se considerar que sempre estamos “pagando” erros da vida anterior? Não, não é correto radicalizar. São inúmeros os casos observados de pessoas com enxaqueca que efetuaram terapia regressiva às vidas passadas, por exemplo o Dr. Harrison, oftalmologista, em caso citado pelo Dr. Netherton, que teve grave trauma com seu crânio esfacelado em vida passada. Casos similares, nós também constatamos.
Como tratar a enxaqueca? Acompanhamento médico clássico, terapias energéticas, terapias de regressão às vidas passadas, medicação homeopática que mobiliza energias vitais (fluido vital), tratamento espiritual de eventual obsessão. Todos são válidos, porém, a mudança de atitude é fundamental. Alimentação correta e vida mais organizada, educação, trabalho, pensamentos e sentimentos em equilíbrio. Os pensamentos e sentimentos suaves, de um espírito nobre, emitem ondas de alta frequência, luminosas, brilhantes e perfumadas. Partem do corpo mental, criando no corpo astral campos magnéticos organizados refletindo no corpo físico e modelando um corpo biológico saudável e harmonizado. São os caminhos da cura, nesta vida ou na próxima.
1. Nódulos de forças mentais desequilibradas ou zonas de remorso constituem as dívidas cármicas.
Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos. Pelo espírito André Luiz. Cap. 19 – Predisposições mórbidas. FEB.

Fonte: ESPIRIT BOOK
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“A MORTE CEREBRAL NUMA VISÃO ESPIRITA”

O tema relativo à morte cerebral tem sido largamente discutido na atualidade, motivado por dois principais aspectos. O primeiro diz respeito ao prolongamento da vida de pacientes que agonizam, por vezes durante semanas, até mesmo meses, em unidades de tratamento intensivo, quando recursos de alta tecnologia podem ser empregados com finalidade de prolongamento da vida física. O segundo relaciona-se com a doação de órgãos para transplante, discutido em toda a imprensa de nosso país, em virtude da recente lei que passou a considerar a todos como doadores potenciais, caso não se manifestem previamente em contrário.
Como se sabe, há casos de transplantes, como o do coração, por exemplo, em que o órgão precisa ser retirado do doador, estando esse ainda com vitalidade, caso contrário o transplante não se faz com sucesso. A questão que surge, então, e que tem sido alvo de discussão por parte da sociedade, é a da determinação do momento da morte.
Tradicionalmente, a morte sempre foi associada à parada dos batimentos cardíacos, desde épocas remotas. Com o tempo e os avanços da Fisiologia, o cérebro foi ganhando mais importância do que o coração, na consideração do diagnóstico de morte. A primeira definição de morte encefálica foi divulgada por volta de 1968 por uma comissão especialmente criada para essa finalidade na Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos. Essa comissão deslocou o conceito de morte da parada cardíaca para a morte encefálica.
A legislação brasileira sobre o assunto decidiu que o diagnóstico de morte encefálica deveria ser definido pelo Conselho Federal de Medicina, o que resultou na Resolução n° 1346-91.
Mais tarde, os critérios foram aperfeiçoados pela Resolução n° 1480-97, do Conselho Federal de Medicina, atualmente em vigor. Além de estabelecer critérios clínicos precisos para diagnóstico, a Resolução do CFM recomenda, ainda, para pacientes acima de dois anos de idade, a realização de exame complementar dentre os que analisam a atividade circulatória cerebral ou sua atividade metabólica. Para pacientes acima de uma semana de vida, até dois anos de idade, sugere-se a realização de um eletroencefalograma, com intervalos variáveis de acordo com a idade.
Tal recomendação é oportuna e revela uma grande cautela, porque em vários outros países, inclusive nos Estados Unidos, curiosamente, tais exames complementares são dispensados pela lei, e o diagnóstico de morte cerebral é feito somente com base no exame clínico.
O diagnóstico de morte cerebral, entretanto, não impede e nem dispensa a adoção de qualquer atitude terapêutica pertinente, na opinião da maioria dos neurologistas. Significa, apenas, para o momento dos nossos conhecimentos médicos, "a impossibilidade do retorno à vida".
No futuro, é possível que critérios de morte encefálica possam ser modificados, pois a Ciência avança a cada dia.
Novidades acontecem, e já há até quem defenda certas técnicas de hipotermia (abaixamento da temperatura do corpo), que teriam a possibilidade de recuperar casos antes tachados de irreversíveis. Todavia, esse é o modo como os neurologistas encaram o problema atualmente.
E do ponto de vista espiritual, o que podemos dizer?
Em 1857, quando da publicação de O Livro dos Espíritos, a humanidade ainda não se defrontava com transplantes e UTIs, de forma que não há referências a essas questões no Capítulo III, da Segunda Parte, que trata da volta do Espírito ao Mundo Maior. Os Espíritos Superiores fixam o instante da morte no momento em que, "rompidos os laços que retinham o Espírito, ele se desprende" (O Livro dos Espíritos, questão n° 155).
Evidentemente que nenhum método diagnóstico utilizado pela medicina é capaz, até o momento, de precisar o instante em que o Espírito se desprendeu do corpo físico definitivamente. Os métodos de que dispomos nos informam que o cérebro está impossibilitado de expressar o Espírito, somente isso.
Por outro lado, a questão n° 156 diz que "na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais que a vida orgânica...", sugerindo que o desprendimento já ocorreu, a desencarnação já se consumou, embora o coração continue a bater.
Consequentemente, do ponto de vista espiritual, tanto o corpo pode funcionar, tendo a desencarnação já se efetivado, quanto pode ocorrer a morte cerebral e o Espírito não ter ainda efetivado sua liberação total da carne.
A morte cerebral, no atual estágio dos nossos conhecimentos, representa apenas uma impossibilidade/irreversibilidade de expressão via corpo físico, mas não representa o instante da desencarnação, nem a garantia de que o Espírito já tenha partido definitivamente. A pergunta l56 diz que a situação descrita (desprendimento do Espírito com o corpo ainda funcionando) acontece algumas vezes e não todas as vezes.
Por isso mesmo, temos de encarar tal questão com bastante cautela e humildade, reconhecendo, como em muitas outras questões, que será necessário aguardar mais um pouco para o surgimento de informações mais esclarecedoras. Até lá, prudência e paciência são o mais aconselhável.
Não se pretende aqui a defesa do prolongamento artificial, muitas vezes agressivo e doloroso, do paciente indubitavelmente agônico; mas recomenda a Ética que medidas básicas sejam empregadas para deixar que a Vida decida pela permanência ou não do indivíduo no corpo físico.
A doação de órgãos é sublime, na medida que uma vida física inviável proporciona vitalidade a outra com possibilidades de permanência no campo físico. Entretanto, tal doação precisa respeitar, em primeiro lugar, a existência que está findando, caso contrário não podemos garantir que o ato ocorreu dentro de um sentido ético, ainda mais levando em conta a correria desenfreada que se instalou na busca por um transplante.
Eutanásia e homicídio são situações delicadas frente às Leis Divinas. Avanços da Ciência e mais informações da Espiritualidade auxiliarão os homens, com certeza, a definir melhor certos pontos ligados à morte cerebral e ao momento do desenlace, que não estão ainda devidamente - do ponto de vista espiritual - esclarecidos.
Gilberto Perez Cardoso-Fonte- Estudando o Espiritismo

Boletim do SEI – nº 1569 – 256/4/98. (Jornal Mundo Espírita de Julho de 1998)