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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

“AS OITO CHAVES DA PAZ.”

A paz é a mais elevada das virtudes. É o anseio secreto de todos os seres. Ela é uma profunda aceitação daquilo que é. É não se opor a nada ou ninguém. A paz brota da entrega: você entrega todos os seus problemas à Deus e deixa que o fluxo da vida a leve. Entregar significa não pensar mais a respeito. Você relaxa e sente autoconfiança. Para isso, é preciso abrir mão do controle. A paz, portanto, nasce de um profundo confiar.
Olhando para trás, revendo a minha história pessoal, vejo que a minha busca pela paz começou quando ainda era muito jovem. Antes mesmo da adolescência, entrei numa escola de conhecimentos espirituais. Certa vez, um professor disse: “As pessoas se autodenominam humanas, mas na verdade, são humanóides – criaturas com cérebro grande e duas pernas que se passam por seres humanos. Na condição atual as pessoas são incapazes de perceber o que realmente precisam. Acreditam que serão felizes se obtiverem este ou aquele objeto ou título, mas toda essa ganância somente mostra que são ainda muito imaturos para entenderem que a verdadeira felicidade somente nasce da paz no coração e na mente.” Quando eu ouvi isso, pensei: “Será que ele está se referindo a mim?”
Até aquele ponto, tudo indicava que a paz poderia ser atingida somente através do domínio sobre a matéria. E, de repente, ouvir essa devastadora crítica sobre a humanidade, e perceber nas profundezas do meu coração que isso era verdade, foi como um nocaute. Mas, esse ensinamento abriu as portas da verdade para mim.
Eu pude perceber que a vida frequentemente se resumia em uma eterna tentativa de forçar o outro a nos amar, e que podemos desperdiçar uma vida inteira nessa busca inútil. Uma vez que, no mais profundo, você sabe que amor forçado não é amor, facilmente você encontra razões para lamentar que não é amado. Com isso, você se distrai e se desvia ainda mais do objetivo de atingir a paz interior.
Eu compreendi que a paz duradoura somente pode ser alcançada quando você se liberta da necessidade de receber amor exclusivo, pois esta é a fonte de todo o sofrimento. Eu diria que essa é a principal doença da humanidade. Daí nasce o pensar compulsivo e todos os outros desdobramentos. O sofrimento é o principal enigma da humanidade. Este é o principal desafio: como superar o sofrimento? Como superar a dor em todas as suas manifestações? Em outras palavras, como alcançar a paz?
Através da minha experiência, no trilhar do Caminho do Coração, eu descobri algumas chaves que abrem as portas para o despertar da paz interior, as quais eu compartilho com você agora:

Primeira chave: Silêncio.
O silêncio é uma forma de bater na porta do salão da verdade. Ele é a base que te prepara para qualquer prática; é o alicerce do edifício da consciência. Tudo que é belo e verdadeiro nasce do silêncio.
Um instante de silêncio é suficiente para exorcizar todos os demônios, porque os demônios são os pensamentos. Se existe um pensamento compulsivo constantemente assombrando a sua mente, é porque você deu muita atenção a ele, ou seja, você o alimentou acreditando nele. Mas, ao aquietar a mente, todos os fantasmas desaparecem. Não importa quão antiga seja a escuridão, uma pequena fresta de luz dissipa toda escuridão porque ela é somente a ausência de luz. O silêncio invoca a luz. Quando a mente se acalma, tudo se acalma.
O preço para a realização espiritual é a solidão. Em algum momento você vai ter que encarar a si próprio. Por isso é fundamental aprender a ficar sozinho e em silêncio. Você também pode chamar esta prática de meditação. Mas, eu não quero que você se perca no labirinto das idéias e conceitos, na ginástica do intelecto. Permita-se apenas ficar retirado e em silêncio, observando a grama crescer. Abandone toda a pressa e todo o desejo de chegar a algum lugar. Feche os olhos e focalize no ponto entre as sobrancelhas. Brinque de cultivar o silêncio.

Segunda chave: Verdade.
Falar a verdade não quer dizer que você vai sair por aí dizendo aos outros tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o fato do outro não estar pronto para ouvi-la, o que pode gerar mais conflito, mais guerra. Seguir a verdade significa ouvir o chamado do seu coração.
Se ainda há desconforto e sofrimento na sua vida, significa que ainda há uma camada de mentira te envolvendo. Seja corajoso para encarar suas mentiras. Sem coragem você não será capaz de encarar a verdade. Procure identificar quando você ainda não pode ser honesto com você mesmo e com a vida; quando você tem que usar uma máscara e não pode ser autêntico e espontâneo; quando você tem que fingir que é diferente do que é. Dê uma olhada nas diversas áreas da sua vida. Você terá algum trabalho, mas é um bom trabalho. Lembre-se que “a verdade vos libertará”.

Terceira chave: Ação Correta.
Isso não tem nada a ver com moralismo. A ação correta, ou ação consciente, não se baseia no que está fora, ou seja, não depende da aprovação do mundo externo. Não é seguir um manual com regras sobre o que está certo ou errado. É uma ação determinada pela intuição, que é a voz do silêncio. É ter coragem de ser você mesmo, autêntico e espontâneo. Agir conscientemente significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o Caminho do Coração.

Quarta chave: Não Violência.
A não violência é a ação sem ego. É a atitude não contaminada pela vingança e pelo ódio. É não dar passagem para a maldade que provoca sofrimento no outro, não importa em qual nível.
A não violência ou ahimsa, como é conhecida na tradição do hinduísmo, não é cruzar os braços e ficar esperando que as coisas aconteçam. Ela, muitas vezes, envolve ação, atitude. Mas, é uma ação que nasce do coração – é espontânea e sempre vem com sabedoria e compaixão. Não é o ódio ou o medo se manifestando.
Eu mesmo já questionei o poder de ahimsa. Parece que só deu certo com Gandhi, na Índia. Mas, não é verdade. Ahimsa é o remédio que esse planeta precisa. A compaixão é o remédio e ahimsa é compaixão.

Quinta chave: Amor Consciente
Eu uso esta palavra ‘consciente’, porque a palavra amor foi degenerada. Nós demos a ela tantos outros significados que não têm nada a ver com a sua essência. Para o senso comum, o amor está ligado ao egoísmo, a uma satisfação pessoal. Ele é confundido com a paixão, com o sexo e até mesmo com o ódio. Isso acontece de uma forma inconsciente: a entidade acredita estar amando porque não tem consciência do que é amor.
Não é possível definir o amor com palavras, mas eu posso dizer que amar inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz. Inclui ver o potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar. É querer ver o outro feliz sem querer absolutamente nada em troca. Em última instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente.
Mas, para que possa utilizar essa chave se faz necessário que você reconheça o seu desamor. Procure identificar em quais situações e com quem você ainda não pode ser amoroso. Aonde e com quem o seu amor não flui livremente? Em que situações o seu coração se fecha? Aí há uma pista para você. Vá atrás dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo. Essa é uma forma de trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu irmão; amigo do seu vizinho. Aprender a não julgar os erros do outro. Antes de levantar o seu dedo para acusar o outro, olhe para si mesmo, e pergunte: “Será que eu não tenho um defeito igual, ou outros até piores?” “Será que o meu vizinho não tem nada de bom para eu focar a minha atenção?” Comece a focar no bom que o outro tem. Essa é sua grande missão.
Sexta chave: Presença.
Estar presente significa estar total na ação. É lembrar-se de si mesmo a cada instante. Quando você pode experienciar a presença, a sua energia cresce e você percebe o amor passando por você. Se puder sustentar esse estado de alerta, você terá a percepção de que tudo é sagrado, e a partir dessa percepção, poderá expandir sua energia conscientemente na direção do outro.
Eu sugiro uma prática bem simples para o seu dia a dia. Habitue-se a perguntar: Onde estou? O que estou fazendo? Permita-se parar, apenas por alguns segundos, absolutamente tudo o que você está fazendo. No meio da ação, pare e pergunte-se: Quem está fazendo? Assim você interrompe a imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a totalidade na ação. Esse é o caminho.
A presença é a chave mestra. Mas, porque não vamos diretamente para ela? Porque nem todos estão prontos para usufruir dela. Poucos estão maduros para abandonar o pensar compulsivo, já que isso lhes dá um senso de identidade. Então, em muitos casos, é necessário um trabalho de purificação, que é este trabalho de transformação do “eu inferior”, para que você esteja pronto para ancorar a presença. Para isso, o corpo é o portal. Sinta-se ocupando o corpo. Sinta seu campo de energia e mova-se a partir dessa percepção.

Sétima chave: Serviço Desinteressado.
Servir desinteressadamente significa colocar seus dons e talentos a serviço do amor. É quando você pode se doar verdadeiramente ao outro, sem máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o que é certo com a intenção de ser recompensado. O único objetivo é ver o outro bilhar. Você se torna o amor que se move em direção à construção.
Acordar pela manhã, consciente de que está acordando para servir, ilumina a alegria de viver. Naturalmente, a consciência do serviço aumenta a conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha seus talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se expressa através de você – é o próprio amor que está se expressando. No serviço, você se torna um canal do amor. Por isso, eu digo que o serviço é uma forma de manter a chama da conexão acesa. O amor e a felicidade passam por você para chegar ao outro, não importa o que você esteja fazendo, se está cuidando do jardim, construindo uma casa, cozinhando, cuidando de uma empresa ou de uma pessoa.

Oitava chave: Lembrança Constante de Deus.
Lembre-se de que Deus está em tudo: dentro, acima, abaixo, dos lados – em todos os lugares. Ele é a vida única que age em todos os corpos e é o seu Eu Real. Essa percepção de que tudo é Um e de que a energia espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo contentamento. Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser vivida. A sua vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar um tsunami, mas você não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé se torna constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.
A partir dessa conexão, você olha para o outro e enxerga além das aparências, porque você vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo. Este é um sincero namastê: a divindade que está em mim saúda a divindade que está em ti.
Se verdadeiramente utilizar essas oito chaves na sua vida, inevitavelmente você irá experienciar a paz. Essa é a minha experiência.
Durante a fase do desenvolvimento da consciência que eu chamo de “ABC da Espiritualidade” ou purificação do “eu inferior”, muitas vezes, descobrimos verdades pouco agradáveis sobre nós mesmos. Durante esse processo, enfrentamos obstáculos que precisam ser removidos. Aos poucos, nós aprendemos a identificá-los e removê-los e, ao removermos aquilo que não nos serve mais, podemos nos tornar canais do amor divino, para que ele flua livremente através de nós.
Nilza Garcia
(Trecho extraído do livro “Transitando do Sofrimento para a Alegria” de Sri Prem Baba)

"CAMINHOS DA LUZ"

Enquanto as penosas transições do século XX se anunciam ao tinido sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes reconstruções do porvir.
Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram, evocando os grandes períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos os fenômenos transitórios da matéria.
Esse esforço de síntese será o da fé reclamando a sua posição em face da ciência dos homens, e ante as religiões da separatividade, como a bússola da verdadeira sabedoria.
Diante dos nossos olhos de espírito passam os fantasmas das civilizações mortas, como se permanecêssemos diante de um "écran" maravilhoso. As almas mudam a indumentária carnal, no curso incessante dos séculos; constroem o edifício milenário da evolução humana com as suas lágrimas e sofrimentos, e até nossos ouvidos chegam os ecos dolorosos de suas aflições.
Passam as primeiras organizações do homem e passam as suas grandes cidades, transformadas em ossuários silenciosos.
O tempo, como patrimônio divino do espírito, renova as inquietações e angústias de cada século, no sentido de aclarar o caminho das experiências humanas. Passam as raças e as gerações, as línguas e os povos, os países e as fronteiras, as ciências e as religiões.
Um sopro divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso.
Estabelece-se, então, a ordem equilibrando todos os fenômenos e movimentos do edifício planetário, vitalizando os laços eternos que reúnem a sua grande família.
Vê-se, então, o fio inquebrantável que sustenta os séculos das experiências terrestres, reunindo-as, harmoniosamente, umas às outras, a fim de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa ascensão para o Infinito.
As raças são substituídas pelas almas e as gerações constituem fases do seu aprendizado e aproveitamento; as línguas são formas de expressão, caminhando para a expressão única da fraternidade e do amor, e os povos são os membros dispersos de uma grande família
balhando para o estabelecimento definitivo de sua comunidade universal.
Seus filhos mais eminentes, no plano dos valores espirituais, são agraciados pela Justiça Suprema, que legisla no Alto para todos os mundos do Universo, e podem visitar as outras pátrias siderais, regressando ao orbe, no esforço abençoado de missões regeneradoras
dentro das igrejas e das academias terrenas.
Na tela mágica dos nossos estudos, destacam-se esses missionários que o mundo muitas vezes crucificou na incompreensão das almas vulgares, mas, em tudo e sobre todos, irradia-se a luz desse fio de espiritualidade que diviniza a matéria, encadeando o trabalho das
civilizações, e, mais acima, ofuscando o "écran" das nossas observações e dos nossos estudos, vemos a fonte de extraordinária luz, de onde parte o primeiro ponto geométrico desse fio de vida e de harmonia, que equilibra e satura toda a Terra numa apoteose de movimento e divinas claridades.
Nossos pobres olhos não podem divisar particularidades nesse deslumbramento, mas sabemos que o fio da luz e da vida está nas suas mãos. É Ele quem sustenta todos os elementos ativos e passivos da existência planetária. No seu coração augusto e misericordioso está o Verbo do princípio. Um sopro de sua vontade pode renovar todas as
coisas, e um gesto seu pode transformar a fisionomia de todos os horizontes terrestres.
Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas inquietações e angústias. As guerras ensanguentaram o roteiro dos povos nas suas peregrinações incessantes para o conhecimento superior.
Caíram os tronos dos reis e esfacelaram-se coroas milenárias. Os príncipes do mundo voltaram ao teatro de sua vaidade orgulhosa, no indumento humilde dos escravos, e, em vão, os ditadores conclamaram, e conclamam ainda, os povos da Terra para o morticínio e para a destruição. O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a
alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida melhor.
Só Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças, objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal.
Ele é a Luz do Principio e nas suas mãos misericordiosas repousam os destinos do mundo. Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a Humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia.
Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se modificarão. Ele, porém, é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível ao tempo e à destruição.
Enquanto falamos da missão do século XX, contemplando os ditadores da atualidade, que se arvoram em verdugos das multidões, cumpre-nos voltar os olhos súplices para a infinita misericórdia do Senhor, implorando-lhe paz e amor para todos os corações.
Mensagem tirada do livro: ’Caminhos da Luz” Chico Xavier. Pelo Espírito:

“Emmanuel”

“A CURA DO ESPÍRITO”

No livro Fonte Viva, ditado pelo espírito de Emmanuel, na psicografia de Francisco Xavier, o autor do livro, comentando sobre as enfermidades físicas e espirituais, diz o seguinte: "O comprimido ajuda, a injeção melhora, mas os verdadeiros males partem do coração", numa alusão cabal e completa, que na realidade, quem adoece é o espírito, e o corpo físico, é apenas um instrumento de excreção das mazelas que incomodam o espírito.
Só mesmo quando o ser consciente se recolhe na sua estrutura íntima, pode perceber a existência do seu mundo interior, que em síntese, é quem comanda o seu cosmo físico e mental; sendo na realidade, a verdadeira fonte de sua subsistência, e por isso foi que Jesus afirmou com absoluta certeza: "Nem só de pão vive o homem".
Essa existência interior do ser humano é a da consciência imortal, que apresenta níveis que transcendem a interpretação humana, e corresponde à vida da alma, que depois de muitas experiências no campo da carne e do espírito, deixou-se atrair pelo núcleo mais profundo da sua realidade íntima. Podemos então dizer que uma vida interiorizada não é uma vida mental-intelectual alimentada por percepções externas, mas na realidade voltada para o seu interior, onde se encontram "os tesouros” que, segundo Jesus, “não podem ser roubados". É interessante observar que, assim como o corpo físico, necessita de alimentos físicos o espírito imortal: esse viajor incansável da eternidade necessita de alimento espiritual. O alimento físico do corpo é o arroz, o feijão, a carne e outros nutrientes já conhecidos pelo homem, mas o alimento do espírito ainda passa despercebido dos seres humanos, preocupados em excesso com as coisas materiais.
O espírito necessita de silêncio, prece, recolhimento, leitura espiritual, música suave, meditação, concentração, e, principalmente do Culto no Lar; para que ele se sinta fortificado na sua estrutura eletromagnética, e assim, fornecer as energias que vão estabelecer o equilíbrio do corpo material. Sabemos perfeitamente que a harmonia da existência nos planos materiais está muito longe das energias dos planos sutis e rarefeitos do Universo, mas transformações importantes estão ocorrendo nesse período de transição do nosso Planeta. Mas a transformação maior terá que ser realizada pelo próprio homem, modificando seus hábitos, tendências e pendores; se afastando do ódio, do rancor, do ressentimento, da raiva, do ciúme, da maldade, da crueldade, da falsidade, da prepotência, do autoritarismo, do orgulho, do egoísmo, da mentira, que são corrosivos e não permitem que tenhamos uma saúde perfeita e real. O processo de cura real não pode ser encarado teoricamente, de uma forma exclusivamente externa, e sim passar a vivê-la na sua pureza, com uma permanente atitude de responsabilidade diante de Deus, da vida e dos homens, mantendo uma convivência pacífica com os semelhantes, não invadindo fronteiras alheias, afastando-se dos crimes, escândalos e falcatruas, candidatando-se com o tempo, a um processo de cura espiritual e física, ainda desconhecido do homem terreno.
Em uma de suas Cartas aos Gentios, o Apóstolo Paulo, um dos maiores seguidores do Cristo de todos os tempos, faz uma advertência rigorosa para a humanidade: "Desperta tu que dormes, e o Cristo te iluminará", numa alusão clara e insofismável que, se não acordarmos para a vida interior, ou seja, a vida do espírito, dificilmente alcançaremos a nossa liberdade espiritual, e em consequência, a nossa cura verdadeira. Podemos afirmar ainda com absoluta certeza que, parte das nossas dores, sofrimentos, decepções e desilusões, assim como enfermidades físicas e espirituais, são sombras; sombras que utilizamos para envolver nossos companheiros de jornada em épocas passadas, e que agora voltam contra nós, a fim de através do trabalho e de disposições voltadas para o bem, possamos transformá-las em raios de luz. O homem é na realidade o que ele pensa, o que ele sente e o que ele exercita nos movimentos que empreende no relacionamento com os outros, e quando ele consegue se harmonizar com os seus semelhantes, afastando a ideia errônea de vencer os outros para vencer a si mesmo, certamente está no caminho certo para curar todos os males, quer provenham do corpo físico, ou do espírito imortal, esse nômade do espaço, esse andarilho do infinito.
Djalma Santos
Fonte: Correio Espirita

 www.correioespirita.org.br/

“VAMPIRISMO- A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINAÇÃO”

O resultado desses trabalhos mediúnicos, quase sempre dolorosos, é o despertamento de homens e espíritos desencarnados para a necessidade e o valor de uma compreensão espiritual da vida.
A doutrinação de uma entidade perturbadora contagia muitas outras, as despertando para o sentimento de amor e dignidade humana.
Muitas pessoas entendem que o problema do vampirismo pertence aos Espíritos, não competindo aos homens cuidar desses casos. São criaturas comodistas, que só desejam participar de reuniões mediúnicas agradáveis, em que somente se manifestam Espíritos elevados.
Esquecem-se de que vivemos num mundo inferior, onde o mal predomina, como vemos ainda agora, com as atrocidades espantosas deste século de transição. Se voltassem os olhos para o passado, veriam que a História da Humanidade é suficiente para justificar todas as formas de obsessão e vampirismo que campeiam no planeta, desde as nações mais bárbaras às mais civilizadas.
Deus, que nos considera como filhos amados que amadurecem na carne para florirem no espírito, na integridade do ser, dando frutos de luz para os que sofrem nas trevas da ignorância, do crime e da ignomínia, espera de nós um pouco de boa-vontade em favor de nossos irmãos sofredores da população da Terra.
As sessões espíritas de desobsessão podem cansar e aborrecer os que só pensam em si mesmos, alegando dificuldades como as do vampirismo e do animismo, para justificarem sua preferência pelas sessões de elevada instrução espiritual.
Essa é ainda uma prova do nosso egoísmo, da nossa inferioridade e falta de compreensão da realidade terrena. Não temos o direito de suspirar por sessões angélicas, pois estamos muito distantes dos planos da Angelitude, característicos dos planos superiores, dos mundos felizes.
Temos ainda muito trabalho a enfrentar neste pequeno planeta que alvitamos ao invés de elevá-lo. E só pelo trabalho e a abnegação poderemos um dia merecer a nossa transferência para os mundos em que a Humanidade é realmente humana.
Basta olharmos de relance o noticiário dos jornais para vermos o que se passa em nosso mundo. Seremos tão tardos de raciocínio para não entendermos que somos os responsáveis por todas as calamidades que assolam o planeta?
O vampirismo nasceu e vive das nossas entranhas e das nossas mãos. No gigantesco processo da evolução dos milhões de seres que passaram pela Terra e ainda continuam passando, ao nosso lado, o papel que exercemos foi sempre o de vampiros. Os Espíritos que não mancharam suas mãos no crime de Caim há muito que deixaram o nosso mundo de provas e expiações.
Edição de trechos do livro “Vampirismo”, de José Herculano Pires

Fonte: Espirita na Net
https://www.espiritismo.net/

"NOSSOS PIORES INIMIGOS"

Toda a nossa realidade se baseia nas coisas que somos capazes de ver e que nos permitem avaliar a verdade. No entanto, nem sempre a verdade Pode ser vista com os olhos físicos e, por isso, muitas vezes somos iludidos pelas aparências da verdade ou por falsas interpretações que nos levam a atitudes descabidas e incompatíveis com nosso nível de civilidade.
Quando observamos o comportamentos das pessoas em geral, podemos perceber que elas são, muitas vezes, sujeitas a oscilações no comportamento e nas reações. Há pessoas que, sendo normalmente alegres por natureza, em determinado momento se veem tomadas de uma melancolia sem explicação. Outras se deixam levar por ondas de ira, de ódio incontido, para mais adiante arrependerem-se de tudo o que fizeram. Muitas são tomadas por condutas incompatíveis com o conceito que se tem delas a ponto de se permitirem enveredar-se por vícios que os levam ao desajuste emocional mais profundo.
Se é realidade que há motivos exteriores que possam levar alguém a tal estado de desequilíbrios por ausências de auto controle ou de freios que o impeçam , não é menos verdadeiro que todos tem a sua disposição canais de ligação com forças superiores que lhes permitem acessar esses recursos na própria defesa.
Grande parte dessas pessoas estão sofrendo de problemas visíveis mas que tem uma causa invisível que, por isso, não é levada em conta no momento de sua solução.
Acreditam que as depressões por que estão passando tem como causa alguma frustração íntima originada no comportamento de algum ente querido, ou decorrente de alguma perda material ou pessoal. Imaginam que as condutas incompatíveis e inexplicáveis foram causadas por algum agente mórbido, alguma doença invasora de sua alma e que qualquer remédio possa combater.
Desprezam todo e qualquer conselho que se lhes ofereça no sentido de melhorar seus comportamentos internos e seus pensamentos. Acreditam na antiga tolice que Deus gosta apenas dos bons e pune os maus. Não percebem que carregam ainda dentro de si, uma quantidade de maldade suficientemente grande para autorizar que todas as piores punições, em forma de desgraças, lhes visite o horizonte pessoal.
Pensam-se com direito a proteção absoluta porque comparecem aos templos e fazem suas orações. Porque se prostram diariamente diante de imagens, porque vão ao culto assiduamente, em atitudes exteriores que estão longe de significar sua adesão íntima e sincera.
Pensam que são boas pessoas porque fazem coisas, que a vista dos outros, podem ser consideradas como atos generosos. E quando as coisas começam a dar errado em suas vidas, julgam se injustiçados por essa força suprema que eles procuram e dizem então consigo mesmo; Sempre fui uma pessoa boa. Como pode acontecer isso comigo. ?
Na realidade, sofrem porque veem apenas a realidade pelo lado da matéria, desconhecendo, em absoluto, a verdade integral a qual se precisa chegar pela interiorização e pelo pensamento elevado e sincero.
Enquanto o homem viver olhando Deus pelos olhos dos interesses pessoais, não o compreenderá nem compreenderá o que ele quer de cada um de nós.
E este comportamento não muda quando o corpo morre. Longe de destruir a alma, a morte limita-se a devolver o ser inteligente a sua realidade imortal, onde poderá encontrar todas as explicações que não quis procurar por preguiça ou desinteresse enquanto estava na terra.
Desse modo; transformado em ser invisível, a alma dos mortos antes de ser levada ao julgamento conforme nossas crenças ancestrais, procura valer-se de sua invisibilidade para aproximar-se daqueles que estando do nosso lado da vida, estão vulneráveis por só acreditarem nas coisas que enxergam, desprezando o auto conhecimento, a análise de suas sensações, de suas crenças, o teor de suas ideias espontâneas, de suas tendências naturais e seus efeitos mais fortes.
Desse modo, o homem de carne e osso, que pensa ser apenas carne e osso, não se protege das investidas do invisível aqui representada pela presença de espíritos que lhe acompanha o pensamento e o comportamento como se fosse os agentes secretos, com acesso as mais intimas cogitações pessoais.
Esses seres invisíveis, valendo-se das aberturas no pensamento, no sentido abatido, nas intenções negativas que a maioria guarda no seu intimo , atuam no sentido de piorar as condições originais. Estimulam as pessoas a fazer aquilo cuja tendência já lhe é uma inclinação, para retirar dela todas as possibilidades e causar nas suas vítimas toda a sorte de dissabores.
Fazem isso muitas vezes por ódio daquele que ficou na terra, por desejo de atrapalhar lhe o caminho , por inveja de sua felicidade, ou pelo simples desejo de fazer o mal. São nossos piores inimigos, pois são invisíveis. Cuidado com a lenda que morto não faz mal a ninguém!!!
O único meio de nos livrarmos destas tentações é o pensamento elevado, a boa conduta, o sentimento nobre voltado para a prática do bem a modéstia, a oração sincera de dentro do próprio coração.
Também não podemos esquecer que existem seres invisíveis que gostam de nós, que procuram nos ajudar também. Valendo-se de nossos bons pensamentos, nossas boas ações e nossa sincera devoção ,que não dependem dos bens que oferecemos no altar, nem de quantas missas assistimos, esses seres invisíveis que nos amam se acercam de nós para nos dar bons conselhos e nos sugerir pensamentos de esperança, de amizade, de afeto, de amor ao próximo.
Muitas vezes em nossas perturbações eles se aproximam e procuram nos acalmar, encaminhando-nos para um roteiro menos desafortunado e que nos possibilite uma solução adequada para os nossos conflitos íntimos.
Assim a bondade de Deus mantém a disposição das pessoas que estão na carne esta possibilidade de que tipo de companhia querem se servir para seguirem na jornada da vida para que recebam conforme suas próprias escolhas. Não é Deus , mas nós mesmos que fazemos nossas escolhas boas para o futuro ou que seguimos fazendo as bobagens por causa dos nossos caprichos e preconceitos. 

ANDRÉ LUIZ RUIZ. Pelo Espírito LUCIUS. 
Da obra: “OS ROCHEDOS SÃO DE AREIA”. 

INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPIRITA.