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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

“REFLEXÃO SOBRE A PENA DE MORTE”

Entre os que advogam o estabelecimento da pena de morte em nosso país, há os que relacionam objetivos precisos para sua tese.
Entre eles, o que surge em primeiro plano é o de higienizar a sociedade.
Afirmam que a sociedade pode ser comparada a um organismo enfermo.
A fim de preservar a vida do corpo, opta-se pela amputação do membro doentio, evitando-se que a problemática se espalhe, semeando doença irreversível.
Sem nos esquecermos que, no organismo, determinados órgãos como coração e cérebro, por exemplo, não podem ser simplesmente descartados, pois lhe são indispensáveis, tratemos da questão saneamento da comunidade.
Basta que alonguemos o olhar para a rua e defrontaremos de imediato um vasto panorama a ser higienizado.
Falamos dos bolsões de miséria que desfilam pelas ruas. São crianças sujas acompanhando mães maltratadas, empurrando a vida de esquina a esquina, frequentemente revolvendo lixo à cata de algo aproveitável para saciar a fome.
Velhos maltrapilhos movendo-se com lentidão e dificuldade entre a multidão apressada, estendendo a mão à caridade pública.
Deficientes de variadas condições, rastejando pelas calçadas, esfolando mãos e joelhos, rogando esmolas.
Ao longo das rodovias, barracos infectos cobertos precariamente com plásticos e latas. Visão que enfeia a paisagem de qualquer cidade.
Pode-se iniciar portanto higienizando as ruas, as calçadas, as rodovias, propiciando amparo à mãe sozinha, emprego que lhe garanta o mínimo de sustento aos filhos.
Podemos organizar um mutirão de corações devotados e modificar a paisagem, com pregos, madeiras, tijolos e disponibilizar condições mais humanas de habitação aos que padecem entre paredes quase a cair.
Podemos providenciar asilo e amparo ao idoso enfermo, ao deficiente carente.
E que dizer da paisagem tristonha dos que desconhecem as letras do alfabeto? 
Basta olhar ao redor para descobrir o bando de almas infantis que deveriam estar frequentando os bancos escolares e se encontram pelas ruas, a mendigar, a recolher papéis, a vender bugigangas somente para conseguir uns trocados.
Pobre infância, fanada em pleno desabrochar.
Iletrados crescerão e na escola das ruas aprenderão as lições duras da lei do mais forte, do mais esperto.
Urge higienizemos o panorama, propiciando a escola com alimentação adequada, encaminhamento e incentivo a pais e filhos para a frequência.
Mostrar-lhes o valor da escola, a riqueza do saber.
Há, sim, muito ainda a higienizar.
Higienizar as comunidades carentes das tantas enfermidades que as dizimam, sem acesso ao medicamento, ao médico, aos exames clínicos e laboratoriais.
Se nosso intuito for melhorar a sociedade, desvencilhando-¬nos do que a torna agressiva, incômoda, há um largo programa de trabalho a desenvolver.
Não há necessidade de matar o semelhante, mesmo porque, investindo-se na educação, na alimentação, na ocupação útil, na saúde, diminuirá potencialmente o número daqueles que caminham a passos largos rumo à criminalidade.
É importante deter-lhes o passo antes que se precipitem nas vielas escuras do erro e das paixões grotescas.
Se acendermos a lâmpada do alfabeto na mente de um pequenino, ele poderá descobrir as riquezas do Universo e todas as coisas que nele existem.
Isto se chama caridade.
Redação do Momento Espírita, com base no verbete Alfabeto, do livro
Repositório de sabedoria, v.1, pelo Espírito Joanna de Ângelis,

psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

“OS ESPÍRITOS DO UMBRAL QUE NÃO PUDERAM SER SALVOS”

Em primeiro lugar você pode estar fazendo algumas perguntas: o que é Umbral? o Umbral existe? todos nós já fomos para o Umbral? o que um espírito deve fazer para sair do Umbral?
Neste artigo faremos algumas citações de passagens da obra Aruanda, do médium Robson Pinheiro, ditada pelo espírito de Ângelo Inácio.
O Umbral em curtas palavras seria uma espécie de zona paralela no astral onde espíritos que carregam consigo muitas impurezas têm a necessidade passar uma “temporada”. Não se trata de Inferno, está mais próximo do conceito de Purgatório.
É como uma espécie de zona de transição; um lugar onde a vibração astral é densa e bastante inferior. Como já foi dito, não há necessidade dos espíritos passarem a eternidade neste lugar, segundo as Leis Divinas, que carregam o conceito do amor incondicional e da misericórdia. Mas ficarão por lá até que desejem, de todo coração, mudar seu estado vibracional, abrindo mão de todo o tipo de sentimento de efeito deletério.
Segundo descreve Ângelo Inácio, na obra citada acima:
“Por ser área de transição, encontra-se mergulhado num oceano de vibrações que podemos classificar como inferiores. Os elementos que constituem essa região são, em essência, a fuligem emanada dos pensamentos desgovernados e a carga emocional tóxica que envolve encarnados e desencarnados em estágios mais primitivos ou acanhados de desenvolvimento espiritual, bem como as criações mentais de magos e cientistas das trevas. Junta-se a tudo isso, ainda, a contribuição triste da paisagem que se observa nestas regiões sombrias do mundo astral.”
Segundo a abundância de relatos da literatura espírita, assim como na famosa obra de Nosso Lar (Chico Xavier), para que o espírito pudesse sair do Umbral, ele deve arrepender-se de todo o coração, tomando conhecimento da gravidade dos seus atos.
Seria muito fácil um espírito dizer-se arrependido e enganar aos benfeitores, saindo do Umbral sem o mínimo esforço moral. Para isso, os socorristas espirituais são muito bem preparados.
Veja neste trecho da obra Aruanda, onde os socorristas, acompanhados por Ângelo Inácio, que na época ainda não entendia os melindres do astral inferior, passam por uma área do Umbral onde havia um grupo de espíritos que se diziam arrependidos:
“Quase ao mesmo tempo em que o companheiro falava, ouvimos forte gemido, vindo de um local logo à nossa frente. Parecia alguém em intenso sofrimento, que então exclamou:
— Socorram-me, socorram-me!
Por quem sois? Me ajudem, eu preciso sair deste inferno. Ao nosso redor multiplicavam-se os pedidos de socorro, e me deixei envolver num profundo sentimento por aqueles infelizes. Desejei auxiliar aqueles espíritos; queria tirá-los dali.
Wallace, por sua vez, deteve-me, enérgico:
— Nem pense em fazer tal coisa, Ângelo! Estes espíritos são perigosos e ainda não oferecem condições de serem auxiliados.
— Mas não podemos deixá-los sofrendo assim. É falta de caridade! — declarei, quase chorando.
— Não é falta de caridade preservarmos nosso equilíbrio. Recobre seu juízo e deixe-os, por agora. Na realidade, são filhos de Deus, como nós, e merecem nossas orações e todo o incentivo para que melhorem. Mas não é o caso de retirarmos nenhum deles daí, por ora, pois são entidades perversas, que abusaram da vida em muitas oportunidades que Deus lhes concedeu. Tenha certeza: em seu estado atual, não hesitariam em abusar dessa nova chance.
Olhei e vi que, do pântano umbralino, saíam mãos, cabeças e troncos humanos. O pedido de socorro era muito intenso, e os gemidos aumentavam cada vez mais. Catarina veio em meu socorro naquele instante:
— Não deixe de vigiar suas emoções, meu amigo. Esta lama umbralina que você observa é uma espécie de fluido mais denso, de natureza absorvente. As entidades que sofrem a ação antitóxica desse fluido ou lama astral estão nessa situação porque trazem seus corpos espirituais repletos de nódoas morais. Compactuaram com as trevas em sua última encarnação. De tal modo aviltaram a divina lei e dilapidaram o patrimônio do corpo fluídico que atraíram para si verdadeiras comunidades de larvas e vibriões mentais. O perispírito de tais infelizes encontra-se profundamente afetado por fluidos mórbidos; trazem estampada em si a marca de seus desvios clamorosos.
— A lama astral — falou o pai-velho — serve para absorver o fluido denso acumulado em seus corpos espirituais. De modo algum poderão reencarnar antes que uma cota dessa carga tóxica seja absorvida, pois causariam colapso na organização materna. Também não detêm condição de sair daí e conviver em outro ambiente mais, digamos, espiritualizado. Como bem asseverou Wallace, voltariam ao mesmo desequilíbrio de antes e perverteriam a ordem e a disciplina reinantes nos ambientes superiores. Eles já estão sendo amparados, na medida exata dos recursos que oferecem em favor de si mesmos. A própria lama astralina, absorvente, é a forma de auxílio de que necessitam por ora.
— Mas não é muito doloroso o processo?
— Certamente, meu amigo — respondeu Silva. — No entanto, para cada enfermidade é preciso medicamento apropriado. Para alguns casos, um simples elixir resolve a situação, para outros, deve-se utilizar o remédio amargo, a seringa ou a cirurgia.
Entendi o recado do pai-velho, que conhecera na roupagem do companheiro Silva. Na verdade nada poderíamos fazer por aqueles espíritos infelizes, além de orar. Os pedidos de ajuda foram substituídos por palavrões e manifestações de ódio e ira, tão logo retomamos nosso percurso.”

De acordo com o nosso histórico de seres humanos, já vivemos em eras muito mais bárbaras. Nossos antepassados matavam sem pestanejar pelos mesmos motivos de hoje em dia. Uns matavam por prazer, por vingança, guerras, disputas de toda sorte, conflitos de ideologias. A diferença é que no passado era um processo mais massivo.
Mas além de mortes outras barbaridades também existiam, os mesmos inúmeros sentimentos inferiores humanos presentes hoje.
Dessa forma, levando em consideração que somos espíritos encarnados, e que já vivemos diversas outras encarnações, paremos para pensar em quantas vítimas fizemos no passado. Os bárbaros do passado somos nós, no presente, pagando nossas dívidas, apenas não lembramos conscientemente disso. Por isso, costumo pensar que todos nós já fizemos uma “visitinha” ao Umbral em alguma parte da existência do nosso espírito.
Fonte das citações: Aruanda. Robson Pinheiro, ditado pelo espírito Ângelo Inácio. Casa dos Espíritos Editora, 1ªed, 2004.- O ESTUDANTE ESPIRITA

https://estudantespirita.com.br/


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“5 TAREFAS DAS EQUIPES DE DESLIGAMENTO- A MAIORIA DOS ESPIRITOS PRECISAM DE AJUDA E AMPARO NO MOMENTO DO DESENCARNE. ”

Somente alguns espíritos encarnados têm a capacidade de auto desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico. A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados "vibratoriamente" ao planeta. Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando.
Quando o espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de "completo", eles realizam as seguintes tarefas:
1 - PREPARAÇÃO
O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contato com os que lhe são queridos.
2 - PROTEÇÃO
Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em "vampirizar" os recém-desencarnados. A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas.
3 - ENCAMINHAMENTO
Os espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colônia Espiritual ou, infelizmente, largados ao léu, isso só acontece com os que não podem ser auxiliados, devido a grandes débitos ou apego em que se encontra. Ninguém pode ser levado para planos superiores do Astral sem estar preparado.
4 - CORTANDO OS LAÇOS
É comum a presença de espírito amigo ou familiar da última encarnação durante o desligamento. A maior parte dos espíritos de nível "médio" de evolução se mantém mais ou menos conscientes do que acontece (depende o grau de desprendimento e evolução). Por isso a presença da mãe, filho(a), irmã(o), etc, tranquiliza o espírito em processo de desencarnação.
5 - O ROMPIMENTO DO CORDÃO DE PRATA
A grande maioria dos espíritos em processo de desencarne ainda se acha ligada de alguma forma à matéria física, seja por amor à família, aos bens, preocupações com os que vão deixar, etc. Em vista disso o processo desencarnatório é gradual e o rompimento do cordão de prata, última etapa no processo de desligamento, só é realizado (na maioria dos casos) após algum tempo.
No livro Voltei e Obreiros da Vida Eterna (ambos de Francisco Candido Xavier) os espíritos são amparados por familiares, mãe e filha, respectivamente.
O tamanho das equipes é variado e geralmente organizado para amparar grupos de espíritos que desencarnarão em um período específico. Junto a equipe de desligamento encontram-se os amigos espirituais dessa ou de outras vidas, os familiares, os amigos espirituais de trabalho (no caso de médiuns), etc .
Não tenha medo de morrer. Morrer é  voltar pra casa.

Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro.
Fonte:  https://estudantespirita.com.br/