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sábado, 4 de novembro de 2017

“A REENCARNAÇÃO DOS SUICIDAS! EM QUE CONDIÇÕES RETORNAM À VIDA? ”

Nair Bello – Chico, um filho excepcional é um carma, uma prova para os pais?
Chico Xavier – Nair, a criança excepcional sempre me impressionou pelo sofrimento de que
ela é portadora , não somente em se tratando dela mesma, mas, também, dos pais e isso
tem sido o tema de várias conversações minhas com nosso Emmanuel, que é o guia espiritual de nossas tarefas, e ele, então, diz que, regra geral, a criança excepcional é o suicida reencarnado, reencarnado depois de um suicídio recente, porque a pessoa quando pensa que se aniquila, está apenas estragando ou perdendo a roupa que a Providência Divina permite de que ela se sirva durante a existência, que é o corpo físico.
A verdade é que ela em si é um corpo espiritual; então, os remanescentes do suicídio
acompanham a criatura que praticou a autodestruição para a vida do Mais Além.
Lá ela se demora algum tempo amparada por amigos que toda criatura tem, afeições por toda parte, mas volta à Terra com os remanescentes que ela levou daqui mesmo, após o suicídio.
Se uma pessoa espatifou o crânio e se o projétil atingiu o centro da fala, ela volta com a mudez. Se atingiu apenas o centro da visão, ela volta cega, mas se atingiu determinadas regiões mais complexas do cérebro, ela vem em plena idiotia e aí os centros fisiológicos não funcionam.
A Endocrinologia teria de fazer um capítulo especial para estudar uma criança surda, muda,
cega, paralítica, porque aí a criatura feriu a vida no santuário da vida que é a parte mais
delicada do cérebro.
Se ela suicidou-se, mergulhando-se em águas profundas, ela vem com a disposição para o
enfisema, um enfisema infantil ou da mocidade, ou dos primeiros dias da vida.
Se ela, por exemplo, se enforcou, ela vem com a paraplegia, depois de uma simples queda que toda criança cai do colo da ama, do colo da mãezinha; então, quando o processo é de
enforcamento, a vértebra que foi deslocada, no enforcamento, vem mais fraca e, numa simples queda, a criança é acometida pela paraplegia.
E nós vamos por aí.
Outras crianças que vêm completamente perturbadas; a esquizofrenia, por exemplo, diz-se que é o suicídio, depois do homicídio. O complexo de culpa adquire dimensões tamanhas que o quimismo do cérebro se modifica e vem a esquizofrenia como uma doença verificável, porque através dos líquidos expelidos pelo corpo é possível detectar os princípios da esquizofrenia. Mas a esquizofrenia é o homicida que se fez suicida, porque o complexo de culpa é tão grande, o remorso é tão terrível que aquilo se reflete na própria vida física da criatura durante algum tempo.
Fonte: Entrevista de Chico Xavier ao Programa de Hebe Camargo, com a participação de Nair Bello. TV Bandeirantes, 20 de dezembro de 1985.
Livro – Jesus em Nós. Pelo espírito Emmanuel / psicografia de Chico Xavier – editora Geem.


“CARLOS E LUISA, A DOR DA PERDA DE UM FILHO! ”

Carlos e Luisa sentiam-se extremamente desalentados e sofredores. Seu filho único, Otávio, garoto de seis anos de idade, falecera repentinamente vitimado por uma doença incurável. Inconformados, Carlos e Luisa buscavam explicação para sua dor. Porque fora acontecer logo com eles? Otávio era um menino bom, obediente, carinhoso, um verdadeiro anjo caído do céu. Por que Deus o retirara dos seus braços, os pais que o amavam tanto? Assim, revoltados, procuravam consolo em todos os lugares e de todas as formas, sem encontrar lenitivo ou resposta para seus sofrimentos.
Certo dia, eles entraram numa Casa Espírita, apesar de não acreditarem em nada. Ouviram o comentário do Evangelho e depois tomaram passe. De alguma maneira, sentiram-se mais aliviados. Terminada a reunião, o dirigente foi conversar com eles. Assim, contaram-lhe sobre a morte do garoto. Luisa, profundamente revoltada, terminou seu relato dizendo: - Desde então, e lá se vão seis meses, não tivemos mais paz ou alegria de viver. Sereno, o responsável pela reunião fitou-os penalizado, e perguntou:
- Não acreditam na imortalidade da alma? Surpreso, o casal trocou um olhar, enquanto Luisa exclamava: - Nunca pensamos nisso! Com sorriso terno, o espírita ponderou: - Pois é bom que comecem a pensar nessa possibilidade.
O Espírito é imortal e sobrevive à morte do corpo físico. Seu querido filho Otávio está mais vivo do que nunca! Com o coração batendo rápido e os olhos a brilharem de esperança, Luisa indagou: - O senhor tem certeza disso? - Absoluta.
Certamente precisa da ajuda de vocês. Suas lágrimas não devem estar fazendo bem a ele. Provavelmente estará sofrendo muito. - O que fazer, então, para ajudá-lo? - perguntou a mãe, preocupada. - Orem por ele.
Procurem lembrar-se das coisas alegres, dos momentos felizes que tiveram e, quem sabe, um dia poderão se reencontrar? O bondoso velhinho deu-lhes algumas explicações necessárias sobre a Doutrina Espírita e, antes que se retirassem, entregou-lhes alguns livros cuja leitura poderia fornecer-lhes noções mais claras e precisas. Carlos e Luisa deixaram o Centro Espírita com nova esperança.
A partir daquele dia, Luisa passou a fazer preces pelo filhinho desencarnado, pedindo sempre a Jesus que, se possível, lhe permitisse vê-lo novamente.
Certo dia adormeceu em prantos. Fazia exatamente um ano que seu filho retornara ao mundo espiritual. Luisa viu-se num lindo jardim, todo florido, e onde muitas crianças brincavam despreocupadas. Sentou-se num banco para observá-las quando viu alguém caminhando ao seu encontro: era Otávio.
Cheia de alegria abraçou-o, feliz. Ele estava do mesmo jeito; não mudara nada. Após as primeiras efusões, Otá- vio falou-lhe com carinho: - Mamãe, estou muito bem. Não chore mais porque eu também fico triste. Suas preces têm me ajudado muito. - Ah! Meu filho, que felicidade! Pena que estou sonhando! - Não, mamãe, estamos nos encontrando de verdade.
Colhendo uma rosa do jardim, ele ofereceu-a à mãezinha, despedindo-se: - Para você, mamãe, com todo o meu amor. Dê um beijo no papai. - Não vá, meu filho! - suplicou, aflita. - Preciso ir agora. Não se preocupe, mamãe. Eu voltarei para os seus braços.
Ajude outras crianças necessitadas. Até breve! Despertando, Luisa não conteve as lágrimas de emoção. Estivera com Otávio. Pena que fora apenas um sonho. Qual não foi seu espanto, porém, quando, olhando para a mesinha de cabeceira, viu uma bela rosa.
A mesma que seu filho lhe dera, ainda com gotas de orvalho nas pétalas, como se tivesse sido colhida a pouco. Tomando a flor entre os dedos, enternecida, levou-a aos lábios, enquanto o pensamento elevava-se numa prece de agradecimento ao Criador pela dádiva que lhe concedera.
Entendera a mensagem. Agora já não poderia duvidar da imortalidade da alma e seu coração encheu-se de conforto e de paz.
Algum tempo depois, nas tarefas a que se vinculou no auxílio a famílias carentes de uma favela da cidade, recebeu uma criança que a mãe falecido ao dar a luz e cujo pai não era conhecido.
Cheia de compaixão, Luisa toma nos braços o recém-nascido e, ao aconchegá-lo ao peito, uma onda de amor a envolve. Resolve levá-lo para casa e adotá-lo como filho do coração. Sem saber recebe, com esse gesto generoso, seu querido filho Otávio que, graças à misericórdia divina, retorna aos seus braços amorosos.

Fonte: Espiritbook por: Ana Maria Teodoro Massuci

“APARIÇÕES QUE PODEM SER VISTAS E TOCADAS! FENÔMENO DE FÁTIMA! ”

352. O que significa agênere?
Trata-se do fenômeno em que um Espírito é visto em aparição pública por transeuntes comuns. Além de poder ser visto, é possível ser tocado por qualquer pessoa presente no local. Diz-se, então, que é uma modalidade de aparição tangível. Não se trata de algo sobrenatural, mas perfeitamente explicável pelo estudo da fenomenologia mediúnica. Kardec define como: o estado de certos espíritos que podem se apresentar e revestir, momentaneamente, com as formas de uma pessoa viva, ao ponto de causar completa ilusão de estarmos interagindo com uma pessoa encarnada como qualquer um de nós. O termo agênere vem do grego, significando "que não foi gerado".
353. Esta aparição poderia ser permanente? Este Espírito poderia manter-se durante toda uma vida terrena como um agênere?
Não. Trata-se de um fenômeno temporário. Sua permanência cessa ao esvair-se o ectoplasma que captou dos médiuns.
354. Agênere não seria o mesmo que materialização de um Espírito?
Designa-se materialização ao fenômeno que ocorre em ambiente controlado, numa sessão mediúnica apropriada, com coordenação definida na dimensão física, além de ser acompanhada por uma equipe de espíritos na dimensão astral. O agênere, ao contrário, não segue esta sistemática organizacional, é um fenômeno que pode ocorrer até em praça pública.
355. Como se processa o fenômeno do agênere?
Há sempre um ou mais médiuns que estão doando ectoplasma, em geral, sem tomar consciência do fato. Este ectoplasma é captado pelo Espírito que reveste seu corpo espiritual, tornando-o visível a qualquer pessoa.
356. Poderia nos citar um fato reconhecidamente público com registro histórico de um agênere?
Sim. É perfeitamente possível citar-se muitos casos. Escolheremos um exemplo clássico, reconhecido inclusive pela Igreja Católica: Santo Antônio de Pádua estava pregando na Itália quando seu pai, em Lisboa, ia ser executado sob a acusação de haver cometido assassinato. No momento da execução, Santo Antônio aparece e demonstra a inocência do acusado. Comprovou-se que, naquele instante, Santo Antônio pregava na Itália, na cidade de Padova (Pádua). O Espírito de um vivo assim como de um "morto", ou seja, que está no mundo espiritual, pode se mostrar com todas as aparências da realidade. Pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenômeno, conhecido como nome de bicorporeidade, foi o que deu origem às histórias de homens duplos, isto é, de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes, se chegou a comprovar. Há quem denomine de agencie apenas quando o fenômeno ocorre com um Espírito desencarnado e bicorporeidade quando se trata de uma pessoa "viva".
357. Entidades espirituais que se tornam visíveis são Espíritos superiores?
Nem sempre. Não há uma relação direta entre o grau de evolução e a possibilidade de se tornar visível. Tal fato tem ocorrido tanto com Espíritos de grande luminosidade quanto com Espíritos de menor grau de evolução. Os fatores estão mais relacionados ao potencial de doação de ectoplasma dos médiuns, a determinação e força de vontade do Espírito, além de características de densidade do corpo espiritual do desencarnado.
358. A finalidade de uma aparição é sempre construtiva e benéfica, ou seja, traz uma intenção positiva?
Isto dependerá, sempre, da natureza do Espírito. Quando se trata de um ser de luz, em geral, tem a intenção de demonstrar que a morte não existe. Se se tratar de uma Entidade espiritual em desequilíbrio sua aparição traz propósitos desequilibrados, mas só influenciará aqueles que estejam sintonizados na mesma faixa de energia.
359. Como compreender a permissão de Deus, no sentido de que ocorra uma aparição trazendo malefícios?
Há alguns importantes ângulos nessa questão: aparentes malefícios redundam em crescimento, experiência e amadurecimento da consciência. Em muitos casos, entidades malévolas portadoras de má intenção acabam determinando o despertar do interesse para a vida espiritual dos que presenciaram a aparição. Com relação à permissão divina, lembramos que aquele Deus antropomórfico, que atuaria emocionalmente, "permitindo" ou "não permitindo", é uma concepção reducionista e equivocada da Lei Maior do Universo. Para adentrarmos na linguagem da pergunta, diríamos que essa "permissão" está dentro de cada um. Cada um de nós expressa um padrão energético que sintoniza com determinadas influências. Deus, também, está dentro de Nós.
360. As aparições não deveriam ser mais frequentes demonstrando a realidade do mundo espiritual?
Segundo "O Livro dos Médiuns", Kardec pondera que não aconteceria assim. Quando uma pessoa julga estar só, ela age com mais naturalidade e livremente, ao passo que a presença constante e perceptível dos Espíritos dificultaria qualquer iniciativa autêntica. Além disso, perturbaria a muitos, embaraçando seus atos. Outro fator a considerar é que muitos que viram continuam a não acreditar, e outros que nunca viram admitem a existência do mundo espiritual.
361. Em mundos mais adiantados que a Terra, os espíritos são visto mais frequentemente do que em nosso planeta?
Sim, em astros habitados por Entidades espirituais mais evoluídas, seu perispírito é mais sutil, portanto, mais próximo da densidade do mundo astral o que facilita a percepção dos Espíritos em seu corpo astral.
362. Será válido nos assustarmos ao vermos um Espírito?
Ninguém se torna mais perigoso simplesmente por ser um espírito, pelo contrário, quando encarnado sua ação seria mais expressiva, direta e contundente.
363. Pode-se conversar com um Espírito que nos apareça?
Ao invés de tomarmos uma posição pueril de temeridade, é recomendável, conforme nos coloca Kardec em "O Livro dos Médiuns" no Capítulo - Das Manifestações Visuais - estabelecermos uma conversação com o Espírito.
364. Se for recomendável dialogarmos com uma "aparição", qual seria a maneira correta de travarmos uma conversação?
Perguntando ao Espírito quem ele é, o que deseja e em que podemos ajudá-lo, ao se constatar ser um Espírito bondoso, esclarecido e equilibrado, poderá suceder que traga a intenção de dar boas orientações. Ao se constatar que faz pedidos inadequados, trata de questões materiais e superficiais ou mesmo sem um sentido profundo, todos nós deveremos ser capazes de orientá-lo a se aproximar de seres de luz que o conduzirão para postos de socorro na dimensão astral.
365. Se entabularmos uma conversação com uma "aparição" como ela poderá nos responder?
Há Espíritos que nos responderão pela voz articulada, outros pela linguagem do pensamento. Dependerá da quantidade de ectoplasma disponível, da sensibilidade da pessoa que presencia a "aparição" e do nível evolutivo da Entidade.
366. Como explicar que pessoas veem espíritos com asas?
Asas, os Espíritos não as têm, pois se deslocam ou voam sem asas. Podem aparecer com esta forma pelo efeito impressionável que apresentam. Há, neste aspecto, tanto o efeito psicológico ligado às crenças que trazemos de vidas passadas como da nossa infância. Além disso, a intensa vibração que pode existir em torno de seu corpo espiritual pode nos dar a sensação ou ilusão de asas em movimento.
367. Espíritos podem tomar a forma de outros para nos enganar?
Sim, porém, tal fato é mais comum na visão astral, ou seja, nas aparições visuais. Quando se trata do fenômeno agênere, em que a aparição pode ser tocada além de ser vista, o normal é que surja a real forma do corpo astral, revestida de ectoplasma.
368. Há aparições que são visíveis apenas para algumas pessoas ou até exclusivamente para alguém. Os demais, mesmo presentes ao local e momento da aparição, não veem absolutamente nada. Neste caso, não seria um agênere?
De fato, não seria um agênere. Seria uma percepção pela vidência mediúnica. Não houve a participação de ectoplasma pelo menos em quantidade suficiente para se tornar tangível a aparição.
369. Aparições durante o sono são mais comuns? Por quê?
Sim, são mais comuns. Isto sucede porque durante o sono, frequentemente, estamos desdobrados ou desprendidos do corpo biológico, portanto, projetados em corpo astral. Estaríamos, então, situados na mesma dimensão das entidades que vivem no mundo astral.
370. Aparições são mais frequentemente percebidas quando se está doente. Não seria um fenômeno de ordem apenas psicológica ou ilusória?
Embora ilusões existam, e devem sempre ser consideradas, sabemos que, ao adoecermos, é comum entrarmos em contato com a espiritualidade por preces, pedidos de auxílio e outras formas de relacionamento com o mundo espiritual. Se estivermos solicitando, nada mais natural que possamos obter a presença de espíritos. Some-se ao fato de que a pessoa enferma tem desdobramento astral mais facilmente do que quando em plena atividade física e mental.
371. Aparições são mais descritas à noite. Há algum motivo para que ocorram em maior número neste período do dia?
Sempre é prudente salientar que o senso popular reveste as histórias com diversos ingredientes para torná-la mais atraente ou interessante. Aparições à luz do sol atraem menos ao ouvinte que deseja apenas se emocionar com contos, lendas ou esto rias. Segundo pesquisadores sérios, as aparições visuais ocorrem, também, com bastante frequência, durante o dia. Com relação aos agêneres, embora ocorram também durante o dia, há maior facilidade de o fenômeno ocorrer durante a noite por necessidade de ectoplasma que é muito sensível à luz.
372. Por que, em alguns povos, são mais frequentes os relatos de aparições, em contrapartida, em determinadas culturas há inexpressivo relato desse fenômeno?
Na maioria das culturas, a idéia de visões de "almas do outro mundo" equivale a algo proibido, demonstração de ignorância ou até mesmo desequilíbrio emocional. Esta concepção acabou por determinar duas possibilidades de posturas mentais: ou se bloqueia toda percepção atribuindo-as às ilusões de toda ordem ou por temo à exposição ao ridículo, evita-se comentar. Já em certas culturas, não havendo as restrições sociais ou religiosas, os relatos tornam-se mais numerosos, embora muitas vezes revestidos de interpretações equivocadas.
373. Qualquer relato de aparição pode ser real?
Há que se excluírem superstições, fixação psicológica em lendas, ingenuidade, ficção, imaginação fértil ou, simplesmente, invencionices.
374. Os Espíritos que nos aparecem em sonhos quem costumam ser?
De um modo em geral, aqueles que buscamos pelos nossos pensamentos ou pelas nossas atitudes.
375. As aparições durante os sonhos vêm ao nosso encontro?
Nós as atraímos, tanto conscientemente pelo desejo de rever alguém como inconscientemente pelo padrão de energia que irradiamos o qual, por sintonia, atrai espíritos com a mesma frequência de vibração.
376. Quando se veem espíritos, vê-se com os olhos físicos?
Aparentemente sim, mas é importante se compreender que há muitas formas de percepção e muitas maneiras de manifestação da aparição. Um agênere pode ser visto pelos olhos físicos e sua percepção se faz normalmente pelas células da retina física. Na vidência mediúnica, pode-se captar pelo chakra frontal que transmite à Pineal e daí ao sistema nervoso. Em alguns casos, a imagem é percebida pela parede lateral da retina física que possui maior número de células chamadas bastonetes, adaptadas para visão na obscuridade e, por isso, podem captar imagens etéricas e astrais. Há, ainda, outros tipos de percepções visuais que são captadas com os olhos fechados e processadas diretamente no corpo espiritual.
377. Como se explica que algumas pessoas percebem imagens ou Espíritos como que passando ao seu lado e ao se virarem para observar melhor as imagens desaparecem?
O que ocorreu, no exemplo citado, foi o seguinte: a visão lateral facilitou a captação de imagens etéricas e astrais porque o fluxo de luz ao trazer a imagem entrou no globo ocular em direção às células bastonetes da retina; quando a pessoa fez o movimento, girando a cabeça, a imagem deixou de se formar na parede lateral da retina e o fluxo de luz buscou, no fundo do globo ocular, uma região chamada mácula lútea, em cujo centro há a fóvea onde não existem células bastonetes, mas as células "cones".
As células "cones" não captam pouca luz, ou penumbra, nem imagens do astral. Quando ocorrer percebermos um Espírito (na realidade, é o corpo astral do Espírito) com o lado dos olhos, não devemos nos voltar de frente para ele, pois se o fizermos, a "visão" desaparecerá, porque, focalizando-o na fóvea, o colocaremos no feixe de cones que não captarão, pois precisam de mais luz e não são adequados para visão etérica e astral.
378. Quando vemos um Espírito, na realidade, estamos vendo o corpo espiritual ou perispírito do mesmo. Não seria possível enxergar só o Espírito propriamente dito?
No nível evolutivo nosso, somos capazes apenas de visualizar o corpo espiritual, que é por meio do qual a essência espiritual se expressa.
379. Se um Espírito deseja se mostrar, há alguma situação que qualquer pessoa, mesmo não sendo vidente, possa vê-lo?
A maneira mais frequente e fácil seria durante o sono, em sonhos.
380. Pode-se desenvolver a vidência mediúnica?
De um modo geral, recomendamos não estimular a imaginação excessiva. Vidência mediúnica não é algo que se possa adquirir de um momento para outro. Recomendamos os cursos de mediunidade com finalidade de estudo e, sempre, aguardar o desenvolvimento natural. Antes de desenvolver, é necessário educar e orientar as percepções.
381. Qual a forma mais comum de uma aparição?
Sem dúvida, a forma mais comumente observada é aquela que a entidade espiritual possuía quando transitava aqui no chamado "mundo dos vivos", ou seja, a forma com que se apresentava na última encarnação.
382. Qual a causa mais comum que motiva um espírito a aparecer às pessoas?
Simpatia pelos encarnados que deixou no mundo físico. Em outras palavras, saudades...
383. Existem centenas de relatos da aparição de Maria, mãe de Jesus, como Nossa Senhora. Seriam reais todas essas aparições? Poderia comentar este fato?
Em cada localidade ou circunstância específica, há uma explicação diferente. No entanto, poderíamos sintetizar dizendo que, como para os líderes e fiéis católicos não está bem compreendida a manifestação mediúnica dos Espíritos, qualquer visão, aparição ou mesmo manifestação de entidades femininas luminosas, desde que reconhecidas pela Igreja, costumam ser interpretadas como a presença de Maria ou, na linguagem católica, como Nossa Senhora. Dependendo do local, hora e outras circunstâncias passou-se a denominar Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora dos Remédios e assim por diante.
384. Em termos de aparição, como entender o fenômeno de Nossa Senhora Aparecida?
Em quase todas as denominações de "Nossa Senhora", ocorreram reais aparições de Espíritos luminosos. No caso de Nossa Senhora Aparecida, não se percebe claramente este fato. Houve um fragmento de uma estatueta feminina de cor negra, encontrada no leito de um rio recolhido por uma rede, em dia, até aquele momento, infeliz de pesca. Após o recolhimento do pedaço de estatueta, houve uma pesca volumosa seguida de recolhimento em rede de nova parte da estatueta. Em função do sucesso na pesca, considerou-se que a estatueta deveria ser uma imagem de Maria, mãe de Jesus, que teria desejado "aparecer" com aquelas características. Para assombro de muitos, surgiu a denominação "Nossa senhora Aparecida" que passou a ser considerada a padroeira do Brasil.
385. Como se explicam os considerados milagres de Aparecida?
Todo movimento mental, provindo de almas de pessoas sinceras, mobilizando energias em grande volume, determinam sintonia com outras energias de mesma frequência. Ao se criar a egrcgora mental, seres de luz podem ser sintonizados e os mesmos buscam auxiliar aos que solicitam. Portanto, não é um Espírito específico, mas uma grande falange de Espíritos amorosos que se mobilizam para atender, conforme merecimentos e possiblidades, aos fluxos mentais enviados pelos fiéis.386. É possível uma pessoa viva assumir a aparência de um Espírito desencarnado? Melhor explicando, quando olharmos para a face de uma pessoa nós a vermos diferente do que ela é e enxergarmos, no seu rosto, um Espírito?
Sim, é possível. Trata-se do fenômeno da transfiguração, uma variedade de manifestação visual ou aparição. Não se trata de contrações musculares com mudança de expressão facial, mas um aspecto que lembra outra personalidade. Para que tal afirmação não pareça fantasiosa e inverossímil, sugerimos estudar no Livro dos Médiuns o Capítulo VII -"Da Bicorporeidade e da Transfiguração".
387. Poderia, de forma sucinta, nos explicar como ocorre uma transfiguração?
Um Espírito pode dar ao seu perispírito muitas aparências, pois a sua disposição molecular é de grande mobilidade sob a ação mental. Também o perispírito de uma pessoa "viva" irradia-se ao redor do corpo físico com um campo de fluido vital que constitui o Duplo Etérico ou Corpo Etérico. Este se apresenta como uma espécie de vapor. Este Corpo Etérico sob a influência de um espírito desencarnado, que se aproximou, pode moldar, pelo magnetismo de sua presença, essa estrutura "vaporosa" do Duplo Etérico que toma aparência do corpo espiritual da entidade que está se comunicando ou interagindo com o encarnado.
388. As visões de Espíritos só ocorrem em estados psíquicos específicos tais como desdobramento astral, meditação e outros?
De um modo geral, as pessoas que veem se encontram em um estado que lhes faculta a percepção do mundo astral; no entanto, é possível, para algumas pessoas, em estado normal de vigília e plena atividade laboral do dia a dia, perceberem os Espíritos.

FONTE: Acasadoespiritismo / Ricardo di Bernardi

"REENCARNEI SURDO PARA APRENDER A ESCUTAR"

Nas vésperas da reencarnação, sou estimulado a falar de minha falência espiritual.
Instrutores e guardiães recomendam-me destacar a importância do ouvido.
Pedreiro modesto, órfão de mãe desde a meninice, casei por amor, embora contra os planos de meus irmãos, que escolheram noiva diferente para mim. Meu pai ficou ao meu lado apoiando na escolha. Durante seis anos a hostilidade familiar contra minha mulher não diminuiu. Alice, a companheira inexperiente, proporcionou-me 2 filhos queridos, quando se engravidou pela terceira vez. Nessa época, o veneno já me corroía a confiança. Diziam que um amigo nosso de infância seria o responsável pelos supostos deslizes da minha esposa. Os interessados em nossa desunião provocavam falsos testemunhos, bilhetes anônimos e difamações acabaram por arruinar-me.
Discutimos.
Acusei-a, defendeu-se.
Chorou, zombei . . .
E, para fiscalizar-lhe a conduta, transferi-me para a casa de meu pai, ameaçando tomar-lhe as crianças, através do desquite. Para isso, porém, queria provas, tinha fome de confirmações do inexistente.
Meu pai surgia conciliador dizendo:
- Meu filho, paternidade é compromisso perante Deus. Você não tem direito de proceder assim. Onde está a caridade para com a esposa ingênua? Mesmo que ela errasse, constituiria isso motivo para uma sentença de abandono implacável? Há comportamentos ditados por desequilíbrios espirituais que não conhecemos na origem. Pense nas tragédias da obsessão que campeiam no mundo. E os pequeninos? Terão eles a culpa de nossas perturbações? Recorramos a prece, meu filho! A prece nos clareará o caminho.
Eu ficava em silencio, ao ouvir suas advertências, mas, no íntimo, articulava minhas respostas íntimas: "orarei pela boca do revolver", "pobre pai", "bobo de velho com 66 anos", "cabeça tonta", "caduco", "fanático".
E, noite a noite, vigiava, de longe, os movimentos de Alice.
Duas semanas decorreram normais, quando vi o vulto de um homem que saía de nossa casa. Achei que fosse o rival. Guardei segredo e prossegui na tocaia. Mais 4 dias e o mesmo homem chegou de carro, despediu-se do motorista e entrou. Puxei o relógio. 11h:15m, noite quente.
Prevenido, acerquei-me da moradia, que se localizava em subúrbio. Os dois pareciam íntimos à distância, notei que se acomodavam num banco de pedra do pátio lateral. Conversavam sugerindo carinho mútuo. Desvairado, consultei o portão de entrada, verificando-o semi-aberto. Acesso fácil. Com a sagacidade de um felino, avancei, descarregando a arma nos dois. Ouvi gritos, mas ocultei-me na vizinhança, para fugir em seguida, senti-me vingado. Tentando refrigerar a cabeça, procurei descansar algumas horas em praias deserta. Joguei o revólver no esgoto e voltei a casa para saber, amedrontado, que eu não apenas assassinei minha esposa, mas também meu abnegado pai que a socorria. Não acreditei. Corri ao necrotério e, ao reconhecê-los, tornei ao lar, atormentado pelo remorso, e enforquei-me. Exilado por minha própria crueldade, em vales tenebrosos, nunca mais vi os que amo.
Vocês entendem o que sofro? Quantos anos passaram sobre os meus crimes? Não sei. Os que choram sem o controle do tempo não sabem contar as horas. Misericórdia, meu Deus! Dai-me a reencarnação, os obstáculos da Terra, a luta, a provação e o esquecimento, mas ainda que eu padeça humilhação e SURDEZ, durante séculos, permiti Senhor, QUE EU APRENDA A ESCUTAR! . . .
Pelo Espírito: João; do livro Luz no Lar; psicografia de Chico Xavier.
OBSERVAÇÃO: Nem toda surdez é resultado desta mesma história. Cada caso é um caso.