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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

“ESPÍRITOS “ALÉRGICOS” AOS SOFREDORES”

A Lição de Jesus de que: “O doente é que precisa do médico” mostra claramente o perfil dos Espíritos Superiores, equiparáveis ao “médico” da Lição, porque é fácil identificar-se o “doente” como todos os Espíritos necessitados da luz do esclarecimento, seja ele intelectual ou moral.
Enquanto os evoluídos procuram desempenhar o papel do “médico”, ou seja, orientadores, tanto pela palavra quanto pelo exemplo, há muitos Espíritos ainda egoístas, portanto, não evoluídos o suficiente para sentirem-se felizes com o trabalho de socorro e esclarecimento aos semelhantes. Esses não se dispõem, na prática, ao discipulado de Jesus, porque o mais importante requisito para tanto o próprio Divino Mestre enunciou: “Conhecereis Meus discípulos pelo muito Amor que manifestarem. ”
Quem procura se manter distante dos sofrimentos alheios e dos sofredores não acordou ainda para a glória que representa o serviço em nome de Jesus e de Deus.
A vivência desses irmãos e irmãs transcorre numa sucessão de negativas aos convites para servir, que a Vida apresenta a cada minuto. Enquanto os evoluídos não perdem nenhuma oportunidade de serem úteis aos semelhantes, esses se esquivam, a cada momento justificando-se com algum pretexto ou mesmo ignorando propositadamente os pedidos explícitos ou implícitos das carências humanas dos que os cercam. O egoísmo é que os faz pensar, sentir e agir dessa forma.
Vejamos a lição de Emmanuel sobre o egoísmo, constante de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec: O egoísmo, esta chaga da humanidade, deve desaparecer da Terra, porque impede o seu progresso moral. É ao Espiritismo que cabe a tarefa de fazê-la elevar-se na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, portanto, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir suas armas, suas forças e sua coragem.
Digo coragem, porque esta é a qualidade mais necessária para vencer-se a si mesmo do que para vencer aos outros. Que cada qual, portanto, dedique toda a sua atenção em combatê-lo em si próprio, pois esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho, é a fonte de todas as misérias terrenas. Ele é a negação da caridade, e por isso mesmo, o maior obstáculo à felicidade dos homens. Jesus vos deu o exemplo da caridade, e Pôncio Pilatos o do egoísmo.
Porque, enquanto o Justo vai percorrer as santas estações do seu martírio, Pilatos lava as mãos, dizendo: Que me importa! Disse mesmo aos judeus: Esse homem é justo, por que quereis crucificá-lo? E, no entanto, deixa que o levem ao suplício. É a esse antagonismo da caridade e do egoísmo à invasão dessa lepra do coração humano, que o Cristianismo deve não ter ainda cumprido toda a sua missão.
E é a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, que cabem a tarefa e o dever de extirpar esse mal, para dar ao Cristianismo toda a sua força e limpar o caminho dos obstáculos que lhe entravam a marcha. Expulsai o egoísmo da Terra, para que ela possa elevar-se na escala dos mundos, pois já é tempo da humanidade vestir a sua toga viril, e para isso é necessário primeiro expulsá-lo de vosso coração.

Fonte - Remédio Contra o Suicídio e Outras Misérias Humanas (psicografia Luiz Guilherme Marques - espírito Yvonne do Amaral Pereira)

“COMO LIDAR COM A PERDA DE ENTES QUERIDOS. ”

Todas as pessoas que vivem nesta escola de preparação espiritual chamada Terra já passaram pela experiência de ver partir entes queridos para um local que a maioria não consegue bem definir. Acidentes violentos, enfermidades inesperadas, crimes hediondos, ou até mesmo situações banais, são apenas algumas das formas pelas quais todos os dias milhares de seres partem deste mundo rumo ao desconhecido.
A dor é ainda maior quando a morte arrebata de nosso convívio pessoas que nos são tão caras. Como dói a um pai sepultar o corpo do filho; a uma esposa que não terá mais a mão amiga do marido; a um irmão privado da convivência com a irmã; ou simplesmente a ausência física dos amigos queridos! Todos eles partem deixando em nossos corações a doce brisa da saudade.
Como conciliar tamanha dor com a justiça e a bondade do Pai, o Criador? Como explicar o amor de Deus que permite que criaturas tão amadas sejam tiradas de nós dessa forma? Qual a explicação para a morte daqueles que se vão em tenra idade, com todo um futuro promissor pela frente? E qual seria o motivo que pudesse justificar as enormes dores que levam à morte pessoas que desde o berço sempre cultivaram a bondade, a humildade e a simplicidade para com seus semelhantes?
Diante de tudo isso, chegamos inevitavelmente a uma encruzilhada: ou não existe reencarnação e Deus nem de longe é o Pai amoroso, justo e misericordioso que Jesus nos apresenta em seu Evangelho, ou então existe reencarnação e Deus é, de fato, um Pai que ama todos os seus filhos indistintamente, concedendo a cada um deles os meios de resgatarem seus erros do passado, harmonizando-se com as leis divinas. Se as pessoas parassem para analisar tais situações, se convenceriam facilmente da segunda opção, esta fascinante realidade que nós, espíritas, já conhecemos.
É claro que não seremos hipócritas a ponto de afirmar que não sentimos a morte de nossos entes queridos. Não há dúvida de que sentimos, pois a ausência física das pessoas que amamos dói bastante e esta dor independe da opção religiosa daqueles que permanecem na Terra. Contudo, o Espiritismo nos oferece algo a mais. As religiões pregam a existência do Espírito, mas muitas estão vinculadas a dogmas ou interesses obscuros e imediatistas que não permitem aos seus seguidores uma análise imparcial e racional sobre o assunto. Só a Doutrina Espírita é capaz de esclarecer o que acontece com a alma antes do berço e depois do sepulcro. Como? Vejamos alguns pontos, considerando que o Espiritismo é um doutrina de tríplice aspecto: filosófico, científico e religioso.
Do ponto de vista filosófico, ao examinar as questões mencionadas acima, a Doutrina dos Espíritos oferece respostas a todas elas, nos convidando a raciocinar em termos da grandeza da criação, bem como da justiça e do amor de Deus para com todas as criaturas. Encontramos nos ensinamentos de Jesus e dos espíritos superiores a orientação e o consolo que amenizam nossas dores e sofrimentos. O esclarecimento espírita, sempre pautado pela razão, pela lógica e pelo bom senso, eleva nossa visão a níveis nunca antes imaginados. Demonstra, com segurança, que somente através do conhecimento de princípios e leis universais como reencarnação, evolução, causa e efeito e livre-arbítrio, pode o homem encontrar as verdadeiras respostas para os mais diversos questionamentos feitos ao longo da história da humanidade. Mas, o Espiritismo não nos força a aceitá-lo. Ao contrário, nos convida a examinar seus postulados com serenidade, comparando-os com tudo o que observamos ao nosso redor no dia-a-dia. Ao invés de simplesmente repelir tais ideias, veja se há no mundo alguma outra doutrina ou sistema capaz de elucidar todas essas questões de forma tão racional e coerente. Não temos a menor dúvida em afirmar que você não encontrará. Kardec, durante os trabalhos da codificação espírita na segunda metade do século XIX, advertia para o fato de que a fé cega já não era mais para aquela época. Hoje, em pleno século XXI,  quando o homem se vê a braços dados com tanta evolução no campo do intelecto, é nítido que vivemos um período onde precisamos considerar a razão como elemento fundamental para a iluminação e o fortalecimento de nossa fé. Todo aquele que questiona, tendo como base a fé raciocinada, naturalmente concluirá quanto a excelência e a veracidade dos fundamentos da Doutrina Espírita.
No que tange ao seu aspecto científico, o Espiritismo tem na mediunidade o seu principal instrumento de confirmação da existência do plano espiritual e da possibilidade de intercâmbio entre os espíritos e os homens. As respostas que a filosofia espírita nos proporciona são ratificadas pelas próprias almas daqueles que já viveram na Terra e que agora, sem as limitações do corpo material, nos trazem notícias e informações de sua situação nas outras esferas. É através do intercâmbio mediúnico que aprendemos com os bons espíritos e temos a oportunidade de auxiliar aqueles que se encontram em situações menos fáceis no Além Túmulo. São, portanto, os espíritos que nos dão a certeza da imortalidade da alma, demonstrando que o que morre é apenas o corpo físico e que os nossos entes queridos que já partiram são, assim como nós, viajantes do Cosmo, herdeiros imortais do Pai Celeste.
O Espiritismo não é apenas uma doutrina filosófica de comprovação científica. Seus ensinamentos conduzem os adeptos a uma nova visão da vida e, consequentemente, a um processo de renovação íntima, cuja base é o Evangelho de Jesus. Afirmamos que o Espiritismo é religião porque a sua moral permite-nos religar a Deus em espírito e verdade, sem rituais, sem dogmas, mas sim através da prática do bem, único caminho que nos coloca em sintonia com a Espiritualidade Superior. Nas imorredouras lições do Cristo, Allan Kardec fincou as raízes da Doutrina, sinalizando que a moral ensinada pelo Mestre de Nazaré é a base da verdadeira religião universal: o Amor.
Com o estudo das chamadas obras básicas da Codificação e outras de inegável valor doutrinário, além, é claro, do Evangelho, encontramos respostas consoladoras e elucidativas para todos problemas. O absurdo de uma morte prematura ou a incoerência dos sofrimentos inenarráveis vividos por uma boa pessoa, encontram respostas nas opções feitas e nas ações realizadas em vidas passadas. Há que se reconhecer que, dentre as várias moradas da casa do Pai, somos moradores de uma que ainda está longe de ser o paraíso que todos almejamos. Em planetas de provas e expiações como o nosso, reencarnam espíritos que guardam graves compromissos com as leis divinas, a exigirem, no tempo e local apropriados, as devidas reparações.
Diante de situações tão difíceis quanto às que citamos, somos compelidos a buscar o entendimento de suas causas. Quando não as encontramos nesta existência, naturalmente somos levados a compreender que elas se encontram nas existências pretéritas. Há um axioma científico que afirma não existir um efeito sem causa. Ora, se sofremos, há que existir uma causa para este sofrimento. Os pais humanos por mais imperfeitos que sejam, não punem seus filhos e não os deixa sofrerem sem que seja necessário, mediante um motivo justo. Imagine então o nosso Pai Celestial! Desde que admitamos que Deus, Inteligência Suprema e Causa Primária de todas as coisas, possui todos os atributos em grau ilimitado, inclusive a justiça, a misericórdia, a bondade e o amor, chegaremos a conclusão de que a causa ou as causas de nosso sofrimento são também justas e necessárias à nossa evolução espiritual. As leis divinas sempre favorecem o indivíduo em sua caminhada ascencional, através de inumeráveis processos educativos, de forma a facultar-lhe as oportunidades de reparação de erros, bem como a aquisição de conhecimentos e virtudes indispensáveis ao processo evolutivo.
Se você chora a perda de um ente querido, que suas lágrimas sejam de saudade, de respeito, de reconhecimento e de gratidão a Deus por ter lhe permitido desfrutar de prazeirosa companhia por algum tempo. Lembre-se que a morte é um fenômeno natural que, simplesmente, retira de nós a vestimenta carnal e nos permite retornar à verdadeira pátria com o nosso corpo espiritual. Mudamos de roupa e de casa, mas continuamos existindo, em outra dimensão, mantendo nossa individualidade e nossas tendências e gostos. Que suas lágrimas não sejam de revolta, de dor, de lamentação e nem de reclamações contra o Criador. O choro desta natureza prejudica muito os espíritos que aportaram recentemente no mundo espiritual e que precisam, nestes momentos, de preces e boa vibrações para auxiliá-los a se adaptarem à nova realidade.
Quando seus olhos buscarem os entes queridos que já partiram para o Mais Além, não olhe para baixo. Olhe para as estrelas ou simplesmente para seu lado. Se eles não estiverem te observando do alto, pode ser que estejam velando por você ao seu lado. Quando sua mente ou seu coração sentir aquele aperto de saudade daqueles que já não estão mais no mundo físico, eleve seus pensamentos e sentimentos a Jesus e entregue ao Mestre suas melhores vibrações. Ele se encarregará de encaminhá-las aqueles que você tanto ama. 

Fonte: Espiritismo BH. Por:  Valdir Pedrosa – Junho/2012

“SER ESPIRITO IMORTAL”

É fácil compreender o estado íntimo de revolta ou de desesperança de todo aquele que crê que o afastamento definitivo do corpo, vivido pelo espírito, determina o seu desaparecimento para sempre, na sua condição espiritual.
É como se Deus, após as experiências evolutivas que nos fez vivenciar, pelos milênios afora, resolvesse desmantelar a própria Criação sua, atirando-a nos torturantes turbilhões do “não-ser”. Nada mais sem nexo, sem lógica e sem nenhum sentido para o raciocínio humano com alguma lucidez.
Cada Espírito, criado pela Divina Paternidade, é destinado à perenidade, à imortalidade, cabendo-lhe dar o melhor uso do tempo que desfruta nos movimentos do corpo material, com o sentido de se aprimorar ao longo da eternidade.
Uma vez que é motivo para a imensa ventura do ser humano saber-se imortal, ter a consciência de sua perenidade, isso não deixa de ser um fator de grande responsabilidade.
Não é simples para o homem comum admitir a imortalidade, porque ele tanto será responsável por todas as bênçãos que seja capaz de semear por onde passe, como por todas as calamidades e desditas que espalhe em seus caminhos. A imortalidade da alma tanto é bênção quanto é compromisso que todo ser humano aprenderá a valorizar.
Se com essa prerrogativa de ser imortal, de não conhecer a morte em termos definitivos, você pode sonhar com o encontro venturoso de seus entes familiares, após a morte corporal, do mesmo modo guardará a certeza de se deparar com aqueles que se tornaram inimigos seus, ou cuja inimizade ou carrancismo você fez questão de manter. A mesma imortalidade espiritual que fala de libertação e de alegria nos campos do Além traz igualmente os conceitos de remorso, de culpa, de frustração e de tristeza.
Vale, portanto, aproveitar-se o ser humano do precioso tempo presente, a fim de plantar as melhores sementes de fraternidade, de companheirismo e de verdade, pensando na colheita que lhe caberá fazer em dias mais próximos ou mais distanciados da sua existência imortal.
Como é importante desenvolver a consciência dos nossos valores imorredouros, ao longo da vida corporal, certos de que o fato de sair do corpo físico pela desencarnação não faz ninguém deixar o grande estuário da vida, que é dádiva de Deus, para mergulhar no “nada”. O que se passa é que no corpo ou fora dele, todos continuamos a viver, considerando que a vida da alma tem o caráter da imortalidade.
Tanto você mesmo quanto os seus amores, os seus amigos e os seus inimigos usufruirão desse recurso oferecido pela Divindade para que jamais conheçam a inércia da morte, nem estando no corpo físico, reencarnado, nem em seus movimentos de Espírito liberto pelas dimensões do mundo dos Espíritos.

 Psicografia de Raul Teixeira pelo espírito Benedita Maria (Sua Mãe) do livro Todos precisam de paz na alma.