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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

CHICO XAVIER CONTA SOBRE A VISITA QUE FEZ À COLÔNIA ESPIRITUAL "NOSSO LAR" NA COMPANHIA DE ANDRÉ LUIZ!

Tive a alegria de conhecer a Doutrina em 1980 e o prazer de conhecer (ou reconhecer) o médium Chico Xavier em 1981, em Pedro Leopoldo (MG), na casa de sua irmã, Cidália Xavier e do nosso saudoso Francisco Carvalho. Um encontro que ficará registrado na minha memória espiritual. Nesse período, estabelecemos um contato estreito, onde tive a oportunidade de acompanhar parte do seu admirável trabalho. Em todos esses anos, sempre procurei manter a nossa amizade em bases de respeito e confiança. Talvez, por isso, ela só tenha sido interrompida em 30 de junho de 2002.
O caso que narro a seguir foi contado pelo Chico, em meados da década de 80, na casa de sua irmã Luiza Xavier, na cidade de Pedro Leopoldo (MG). Estávamos conversando sobre o livro Nosso Lar, quando fiz ao Chico a seguinte pergunta:
Qual foi o acontecimento que mais o alegrou na Seara Espírita até o dia de hoje?
R - Tenho tido sempre muitas alegrias em minha vida mediúnica, principalmente na recepção dos livros de nossos instrutores do Alto,
no entanto, assinalo, como sendo uma das mais belas surpresas da minha vida de médium, a saída de meu corpo físico, durante algumas horas, em julho de 1943, na companhia do nosso amigo desencarnado, André Luiz, a fim de conhecer uma faixa suburbana de Nosso Lar, a cidade que ele descreve no primeiro livro que ele escreve, por meu intermédio, providência essa que Emmanuel permitiu fosse tomada para que eu não prejudicasse a psicografia de André Luiz, cujas narrações eram para mim inteiramente novas.” (No Mundo de Chico Xavier, p. 106-107) Chico Xavier.
Ele me disse também que no capítulo do livro intitulado Bônus Hora, ele havia parado de psicografar por uns 15 dias.
Pensou que estava sendo mistificado. Segundo ele, André Luiz, percebendo que a dúvida poderia atrapalhar o desenvolvimento da obra, disse que em uma das quartas-feiras ele seria levado para conhecer alguns aspectos da cidade. Recomendou o Chico quanto aos cuidados em relação aos pensamentos e à alimentação. E aconselhou que ele se deitasse em decúbito dorsal, procurando evitar qualquer posição desconfortável, principalmente para a região do pescoço. Chico disse que ele se deslocou do corpo e ficou aguardando a chegada de André Luiz, mantendo boa consciência.
No horário marcado, André Luiz e Chico “caminham” na rua São Sebastião, em direção à rua Comendador Antônio Alves (rua principal da cidade), e ficam aguardando em frente à Matriz. Lá permanecem por alguns minutos, quando Chico observa que um veículo na forma de um “cisne” aterriza suavemente na rua. No lugar onde ficam os “órgãos do cisne” se localizavam as janelas e nos “olhos do cisne” os condutores do veículo.
Antes de entrar no citado veículo, André Luiz disse a Chico que a partir daquele momento ele não precisava articular nenhuma palavra, que se comunicariam através do pensamento. Entraram no veículo e Chico observou que todos os lugares já estavam ocupados, com exceção dos dois últimos. Chico perguntou mentalmente a André Luiz o que aquelas pessoas estavam fazendo ali e ele disse que muitas estavam indo à cidade de Nosso Lar para refazimento e outras para orientação e instrução, sempre acompanhadas por algum amigo ou benfeitor espiritual.
Chico observou que o deslocamento do veículo era muito diferente do avião comum, que para pegar altitude tem de dispor de muito espaço. Ao contrário, aquele veículo pegava altitude rapidamente e foi exemplificando com as mãos que o veículo pegava altitude utilizando um movimento espiralado.
Chico não soube precisar exatamente quanto tempo esteve no veículo, mas me relatou que acreditava ter ficado por volta de 40 minutos. Disse ainda que não era possível observar pela janela o que estava acontecendo na paisagem exterior e que, de repente, o veículo fez um movimento semelhante ao de quando empurramos um objeto de plástico para o fundo da água e o soltamos ele volta um pouco acima do nível da água e depois se acomoda na superfície.
Naquele momento, quando Chico olhou pela janela, o veículo estava sobre um oceano. Segundo André Luiz, na perspectiva de Nosso Lar os encarnados "estão vivendo em um mar de oxigênio”. 
O médium relatou que o veículo deslizou por alguns minutos na horizontal e parou em uma espécie de porto. O comandante da “nave” disse a todos que deveriam estar novamente naquele local a uma determinada hora.
Cada grupo seguiu a sua direção. Chico afirmou que no trajeto para a cidade existiam flores emitindo cores variadas. André Luiz disse que pela manhã as flores absorvem a luz solar e à noite emitem luz, permitindo um jogo de cores impressionante. Chico não teve permissão de conhecer a Governadoria.
Observou que as ruas eram bem largas e arborizadas. Conheceu algumas dependências do Ministério da Regeneração. Disse que entrou em uma espécie de hospital (acho que ele se referiu ao Santuário da Bênção). Viu muitos enfermos. Observou que as lâmpadas nesse local tinham a forma de um coração. André Luiz disse que durante as orações da Governadoria e de toda a comunidade, pontualmente às 18h, os enfermos recebem energias de refazimento através dessas lâmpadas.
André Luiz falou sobre o chamado Bônus Hora, explicando o seu mecanismo. Boa parte dessa explicação consta no próprio livro. Retornaram no horário previsto.
Das obras psicografadas pela faculdade mediúnica do nosso Chico Xavier, na minha opinião, a série André Luiz representa uma fonte inesgotável de informação, consolo e esclarecimento. Precisamos estudá-la urgentemente.
Ana Maria Teodoro Massuci.
Fonte: Geraldo Lemos Neto Vinha de Luz Editora Ismael Gobbo | SP

Jhon Harley - Presidente do Conselho Curador da Fundação Cultural Chico Xavier, instituída em 01/07/2005, e trabalhador do Grupo Espírita Scheilla e da Casa de Chico Xavier, na cidade de Pedro Leopoldo (MG).

“ENCONTRANDO ESPÍRITOS FAMILIARES DURANTE O SONO”

Era manhã de sol nas proximidades do mar.
A esposa despertara ansiosa por narrar ao marido a experiência que tivera na noite anterior.
Estavam fisicamente separados por cerca de cinco dias, em cidades diferentes, e a saudade batia forte.
Há mais de trinta anos que dividiam a mesma cama, a mesma vida, e qualquer rápida separação era sentida por ambos.
Tomando do telefone, ela lhe conta que, na noite anterior, tivera uma sensação muito especial.
Deitada na cama, nos primeiros instantes do sono, sentira o perfume dele, como se ele tivesse acabado de sair do banho, e se colocado ao seu lado, como sempre o fazia em casa.
Além do aroma agradável, percebeu uma presença muito forte, como se ele realmente estivesse ali.
Virou-se rapidamente, mas não havia ninguém.
O marido, do outro lado da linha, ouvia tudo também emocionado.
Quando ela terminou a narração, foi a vez dele dizer:
Pois também vivi uma experiência singular nesta noite. Na madrugada, acordei com a certeza de que você estava dormindo ao meu lado. Tinha certeza que você estava ali. Mas quando olhei para o seu lugar na cama, nada vi.
Terminam os dois a conversa, surpresos, dizendo: É... acho que nos encontramos esta noite!
Muitos de nós temos histórias peculiares sobre o período do sono.
Aqueles que conseguem lembrar mais claramente dos sonhos trazem experiências ricas, por vezes, e que merecem nossa análise.
Para onde vamos durante o sono? Todas essas lembranças serão apenas produto do cérebro?
O espiritismo vem nos elucidar, afirmando que, durante o período do sono, a alma se emancipa, isto é, se afasta do corpo temporariamente.
Dessa forma, o que conhecemos como sonhos são as lembranças do que o Espírito viu e vivenciou durante esse tempo.
Quando os olhos se fecham, com a visitação do sono, o nosso Espírito parte em disparada, por influxo magnético, para os locais de sua preferência.
Através da atração produzida pela afinidade, procuramos muitas vezes aqueles que nos são caros, amigos, parceiros e amores.
Por isso é que aqueles que muito se amam na Terra, podem se encontrar no espaço, e continuarem juntos.
É assim que encontramos Espíritos amados, que já não se encontram conosco fisicamente, e partilhamos com eles momentos inesquecíveis.
Por vezes lembramos, por outras tantas não, mas sempre conservamos no íntimo bons sentimentos, ou a sensação de ter vivido experiência agradável.
O Espírito sopra onde quer, e mesmo durante nosso aparente repouso, perceberemos que ele está em atividade, sempre.
Você sabia que podemos nos preparar melhor para conseguirmos ter bons sonhos?
Obviamente que os acontecimentos do dia, e nosso estado emocional irão influenciar nossas experiências oníricas, mas podemos tomar alguns cuidados a mais para aproveitar melhor esse período: uma leitura salutar, a oração sincera, uma música suave que nos acalme, alguns momentos de meditação.
Todos estes ingredientes colaboram para que as últimas impressões do dia sejam positivas, e sejam levadas conosco, favorecendo a emancipação da alma.
Assim, tenha bons sonhos...

Redação do Momento-Autor: Momento Espírita

“MUITO ALÉM DA MORTE”

Dentre os muitos problemas e mistérios  enfrentados pelo homem terreno,  o  maior deles, sem dúvida nenhuma é a  “Morte” , tal a magnitude de sua repercussão no campo físico e espiritual , deixando o ser humano sem alternativa. Não se trata de uma incógnita ou uma opção, e sim de uma certeza — a de que vamos morrer  —  temos que morrer.
A “Morte” é uma desagregação biológica, imperativa e natural. Ela faz parte  do ciclo da vida de todos os seres orgânicos, sem exceção, numa missão ingrata de transportar  para o além, todos aqueles que estão agendados  por essa “velha senhora”. Essa espada  impiedosa despedaça os heróis , proporcionando a todos os humanos, um encontro  certeiro com a própria consciência imortal.
       Praticamente quase todas as religiões pregam a imortalidade da alma, mas a Doutrina Espírita foi muito além: demonstrou a existência dos  espíritos, que vivem em outras faixas vibratórias  do Universo de Deus. O homem terreno sempre cultivou , instintivamente, uma crença forte  na vida depois da morte e na existência de entidades espirituais.  Tem ele  também conhecimento de que nossa origem  é espiritual, e que o corpo físico, é apenas uma vestimenta utilizada pelo espírito imortal , nas suas andanças, na condição de um viajor da eternidade,  um andarilho do infinito, ou  um nômade do espaço.
       Viemos do mundo espiritual, e para lá, um dia em definitivo, retornaremos. Não sem antes passarmos por sucessivas reencarnações, e estarmos devidamente depurados dos vícios, desejos e paixões.                                                                                                                                  A importância do mundo espiritual é preponderante para nós. O mundo físico até poderia  deixar de existir, e seríamos espíritos livres no espaço, sem as ordenações e as leis humanas, elaboradas pelo próprio homem, e que tanto aborrecem a quem  neste Planeta Terra reside. Depois da morte, o  ser humano conserva sua individualidade e todo o acervo de suas conquistas no campo do cerne e do espírito, nada perdendo absolutamente. Até mesmo sua fisionomia física é preservada , apresentando-se sempre com a forma humana.
       Se  a morte fosse a  destruição  do ser humano, os maus teriam uma grande vantagem,  pois se livrariam de todo o mal que praticaram. Os bons seriam prejudicados, mas o que acontece é que, ao encontrarmos nossa consciência imortal depois da morte, surge o remorso,  corrosivo letal para a mente humana. Enquanto não repararmos nossas faltas diante da vida, sofreremos anos a fio e só mesmo o trabalho de resgate, através de reencarnações sucessivas — muitas delas repetitivas —  nas quais aqui  voltamos  para fazermos as mesmas coisas que antes, buscando sempre a evolução, com vistas ao nosso progresso espiritual.
       Na realidade, o homem  é o árbitro de sua sorte  ou desdita. É o único responsável pelo seu destino, uma espécie de caçador de si mesmo, procurando por fora, o que já possui por dentro.
A benção da reencarnação constituindo um novo corpo físico —  geralmente  mais aperfeiçoado —  e uma nova vida, dará ao aprendiz terreno, condições de descobrir por si mesmo, os caminhos de retorno  à santidade Deus. Vencerá se quiser  as etapas reencarnatórias com dignidade, acompanhado sempre pelo esquecimento doado por Deus, que permite, possam todos  recomeçar  em paz, aproveitando para retificar os erros e as ilegalidades que cometeram contra o seu  próximo.
       A morte não nos transforma nem em santos, nem em sábios, mas   sim, nos leva ao encontro da nossa consciência imortal, que certamente nos cobrará pelo que fizemos de errado , não havendo nenhuma chance de escaparmos desse juiz terrível, que já em nosso âmago se encontra. Então, o certo é procedermos com educação enquanto vivos, agindo com ética e  sinceridade, convivendo pacificamente com nossos irmãos de luta,  começando dentro dos  nossos lares, junto à nossa parentela, para então depois  passarmos  ao nosso trabalho,  em outros lugares em que possamos estar.   
              A conquista do nosso próximo é fatal para o nosso aprendizado e para a nossa felicidade, pois dificilmente seremos felizes, se não estivermos dispostos a fazer felizes os outros.
Quando conseguires plantar nos corações daqueles que te cercam, a alegria e a felicidade, elas te buscarão, onde quer que você esteja, aqui ou no além, a fim de implantar em definitivo, a sua suprema ventura.                                                                                                                                                                                            Do  outro lado da vida, teremos outras oportunidades e aventuras. Os romances espirituais estão  aí para comprovar. As lindíssimas  histórias de personagens, que passaram por todo o tipo de experiência, e no fim saíram vitoriosas de seus destinos, porque acreditaram, trabalharam  em benefício próprio , e principalmente em beneficio dos outros. Construíram uma fulgurante aura humana, capaz de atrair espíritos iluminados e sábios, que automaticamente passam a lhes assessorar cotidianamente,  ajudando-os nessa missão tão difícil, que é a evolução terrena.
O encontro com os  nossos entes queridos depois da morte, depende do nosso merecimento, ou seja, do nosso desempenho no campo terreno, porque se mal  procedermos, dificilmente os encontraremos. De modo geral, a natureza em que vivemos,                                        as viciações e os crimes, cegam o espírito. Tudo que inclusive possa ao nosso próximo prejudicar,  provocam-nos distúrbios íntimos, que dificultam nossa estada no plano espiritual. Os felizardos do além-túmulo, são aqueles que cumpriram com seus deveres, viveram pacificamente e nenhuma maldade fizeram.
       Existem outras perguntas que fazem a respeito do outro lado da vida, com por exemplo: Alimenta-se sem o corpo físico? Qual o vestuário que  utilizaremos? Podemos construir casas, jardins, pontes  no além? E a resposta é simples: A alimentação é fluídica, e o  maior quantum é o oxigênio, mas  para os glutões, que aqui na Terra eram  viciados em prataraz, o jeito é ainda a alimentação grosseira, idêntica à da Terra, porém, fluídica.
O vestuário é o mesmo que usamos aqui enquanto “vivos”, com  raras exceções, e as construções fluídicas só podem ser concretizadas por pedreiros, engenheiros e demais profissionais, que na Terra exerceram essas profissões. A  morte é uma estrada deserta, que todos percorrerão, depois de um sono profundo ; continuando a viver...

Fonte: Correio Espírita.  Por Djalma Santos