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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

“9 SINAIS QUE A SUA MEDIUNIDADE É EVOLUÍDA. ”

Hippolyte Léon Denizard Rivail, também conhecido como Allan Kardec, foi um famoso professor, tradutor, pedagogo francês, responsável pela Codificação da Doutrina Espírita, se dedicando profundamente aos estudos do plano espiritual, mediunidade e sensitividade. De acordo com Kardec, todos os seres humanos já nascem com uma determinada pré-disposição para a vidência e mediunidade, o que quer dizer que todos nós temos a oportunidade de desenvolver essas habilidades. Por vezes, essa influência é aparente em formas de “insights”, também conhecidos como intuição.
É muito importante lembrarmos que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se refere apenas àqueles que se identificarem. Caso você não seja uma dessas pessoas, não há necessidade para críticas, nem julgamentos. Assim como você acredita (ou não) em algo e deve ser respeitado, aqueles que acreditam em algo diferente de você também merecem.
E, foi pensando nas pessoas que acreditam e se interessam pelo assunto é que a redação da Fatos Desconhecidos selecionou uma listinha com 9 sinais que a sua mediunidade é evoluída. Nessa matéria nos referimos apenas à mediunidade sensitiva, que se trata de uma sensibilidade maior ao plano espiritual. Para Allan Kardec “todo indivíduo que sente num grau maior ou menor à presença ou influência do plano espiritual é possuidor de mediunidade sensitiva”. Se você tem alguma dúvida sobre ser ou não um médium sensitivo, confira os itens abaixo:
1 – Você sente ou já sentiu calafrios e arrepios de repente?
Os calafrios e arrepios são uma forma que o organismo possui para, tentar, esquentar rapidamente o organismo quando sentimos um frio repentino. Como se fosse o início de uma gripe. Caso você sinta calafrios e arrepios com uma certa frequência, isso pode indicar maior sensibilidade ao mundo espiritual.
2 – Você já teve a sensação de ouvir os pensamentos de outras pessoas?
Pode parecer uma sensação estranha e, por vezes, não escutamos realmente o pensamento das pessoas, apenas entramos em conexão com ela de uma maneira muito intensa, fazendo com que consigamos entender rapidamente sua linguagem corporal, “adivinhando” o a pessoa pensava. Agora, pessoas com a sensitividade bastante aguçada, podem, realmente, chegar a “escutar pensamentos.”
3 – Você tem a capacidade de captar os sentimentos das pessoas ao seu redor?
Assim como o item acima, conseguir sentir o que o outro está sentindo requer empatia. Uma pessoa empática é, naturalmente, uma pessoa com sensibilidade maior ao plano espiritual. Como consequência de um ser mais evoluído.
4 – Você sente, ou já sentiu, como se estivesse sendo observado mesmo quando não vê absolutamente nada?
Existem as mais variadas formas de mediunidade. Uma delas é ver, outra ouvir, outra emprestar seu corpo físico para que o espírito possa se comunicar, através de escrita e fala, por exemplo. Ter a sensação de que está sempre acompanhado pode ser mais do que apenas uma sensação.
5 – Você costuma acordar com o corpo pesado?
Acordar com o com o corpo pesado pode ser porque seu organismo está passando alguma dificuldade fisiológica ou, talvez, porque você está com uma aura carregada. Existe um campo eletromagnético que circunda todos os seres vivos. A aura é o campo magnético que está ao redor das pessoas. Essa aura pode ficar carregada de energias positivas ou negativas, depende de nossas ações e cuidados. Trata-se de um campo individual, se relaciona diretamente com a moral da pessoa.
6 – Você já teve ou costuma ter sonhos reais e verossímeis demais?
Nem sempre nossos sonhos querem dizer alguma coisa. Podem ser apenas uma válvula de escape para nosso cérebro. No caso da mediunidade, esses sonhos são um tanto constantes e aparentam ser o mais reais possíveis.
7 – Você sofre e toma as dores ao ver os animais sofrendo?
Assim como no item três, as pessoas empáticas possuem a capacidade de sentirem aquilo que o outro sente. E, não necessariamente, apenas com os humanos, com os animais também. Os animais são seres que estão em nossas vidas para nos ajudarem a sermos melhores e evoluirmos cada vez mais.
8 – Você tem mal-estar quando a lugares lotados?
No item cinco falamos sobre aura e energia. Pois bem, quando estamos em lugares lotados, as pessoas sensitivas são mais suscetíveis a receber essas energias, sejam elas positivas ou negativas. Normalmente, à noite, em festas, bares e afins, as energias tendem a ser negativas, o que não quer dizer ser uma regra.
9 – Você sente nervosismo ou tremedeiras do nada e sem motivos aparentes?
O nervosismo e a tremedeira podem se referir à sensibilidade de energias. Sejam elas vindas de indivíduos encarnados como de desencarnados. Por isso, é muito importante estar sempre em dia com as orações, pensamentos positivos e coração limpo. Dessa forma essas forças não serão capazes de lhe fazer mal.
Para uma resposta verdadeira sobre sua condição é necessário que você responda a todas essas perguntas com a maior sinceridade possível. Caso a maioria das resposta tenha sido positiva, saiba que há grandes possibilidades de você ser um médium sensitivo.
De uma forma geral, essas perguntas dizem bastante sobre a relação que você possui com o plano espiritual e à sensibilidade com os espíritos à sua volta. Além de poder confirmar se você tem uma mediunidade aguçada ou não. Caso tenha e esteja interessado em desenvolver suas habilidades, é aconselhável que busque um centro espírita.
Fonte- Espírit book=ana maria teodoro massuci


“AS ANTIPATIAS FAMILIARES NA VISÃO ESPÍRITA. PORQUE NÃO GOSTAMOS DE ALGUMAS PESSOAS DA NOSSA FAMÍLIA? ”


É muito comum ouvirmos pessoas questionando acerca do por que reencarnamos com pessoas da família pelas quais alimentamos profunda e inexplicável antipatia. Perfeita explicação nos traz o Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu capítulo XIV, item 8, denominado “A parentela corporal e a parentela espiritual”: “Os laços de sangue não criam necessariamente laços entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque o Espírito existia antes da formação do corpo; não é o pai que cria o Espírito de seu filho; nada mais faz que lhe fornecer um invólucro corporal, mas deve ajuda-lo em seu desenvolvimento intelectual e moral, para fazê-lo progredir.
Os Espíritos que se encarnam numa mesma família, especialmente entre parentes próximos, na maioria das vezes são Espíritos simpáticos, unidos por relações anteriores que se expressam por sua afeição durante a vida terrena; mas pode acontecer também que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns aos outros, divididos por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem do mesmo modo por seu antagonismo na terra para lhes servir de provação. Os verdadeiros laços de família não são, portanto, aqueles da consanguinidade, mas aqueles da simpatia e da comunhão de ideias que unem os Espíritos antes, durante e depois de sua encarnação. Disso se segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito do que se o fossem pelo sangue; podem atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando estão juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, como se pode ver todos os dias: problema moral que só o espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências (cap. IV, nº 13).
Há, portanto, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as família pelos laços corporais. As primeiras, duradouras, se fortalecem pela depuração e se perpetuam no mundo dos Espíritos através das diversas migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente já na vida presente. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, ao dizer a seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois, todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
A hostilidade de seus irmãos está claramente expressa no relato de São Marcos, porque, diz ele, eles se propunham arrebata-lo, sob o pretexto de que havia perdido o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo sua opinião a respeito dele, era natural que dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: ‘Aqui estão meus verdadeiros irmãos’. Sua mãe estava com eles, assim mesmo ele generaliza o ensinamento, o que de modo algum implica que tenha pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada era para ele como Espírito e que só tivesse para ela indiferença; sua conduta, em outras circunstancias, provou de modo suficiente o contrário”.
Podemos entender, pelo referido item, que os laços de sangue não criam laços entre os espíritos. Comumente, as famílias são compostas por espíritos simpáticos entre si, que se conhecem de vidas pretéritas; mas, pode acontecer de alguns espíritos dentro da família, ser-nos antipáticos, completos estranhos e advindos também de antipatias anteriores, o que serve como provação.
E em relação a essas provas, o Livro dos Espíritos, na questão 258 pergunta: “Quando no estado errante e antes de se reencarnar, o Espírito tem a consciência e a previsão das coisas que lhe sucederão durante a vida?”, ao que se aprende que “Ele próprio escolhe o gênero de provas que quer suportar e é nisso que consiste o seu livre-arbítrio”.
Sendo assim, fica explícito que grande parte daquilo que vivenciamos foi sim escolhido por nós, e nisso se inclui as pessoas que convivem diretamente conosco. O que acontece ao longo do caminho, vem do nosso livre-arbítrio. Se tivermos sempre em mente a transitoriedade da vida, com certeza as provas serão menos árduas, e conseguiremos vencer pelo menos uma parte delas. Lembrar-se sempre que a família verdadeira é aquela do espírito, que tenhamos a resignação diante daqueles que nos são menos queridos. Nesse sentido, explica ainda o Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV, item 18: “Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas; ao contrário, são fortalecidos e estreitados: é o princípio oposto que os destrói.
Os Espíritos formam no espaço grupos ou famílias unidos pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações; esses Espíritos, felizes por estarem juntos, se procuram mutuamente; a encarnação os separa apenas momentaneamente, pois, após seu retorno à vida errante, se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes até, uns seguem a outros na encarnação, onde estão reunidos numa mesma família ou num mesmo círculo, trabalhando juntos para se aperfeiçoamento mútuo. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento; aqueles que são livres velam por aqueles que estão em cativeiro; os mais adiantados procuram fazer progredir os retardatários. Depois de cada existência, deram um passo no caminho da perfeição; sempre menos presos à matéria, sua afeição é mais viva porquanto é mais depurada, não é mais perturbada pelo egoísmo nem pelas nuvens das paixões. Podem, portanto, percorrer assim um número ilimitado de existências corporais sem que sua afeição mútua seja atingida por nenhum baque.
Está claro que aqui se trata de afeição real, de alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que neste mundo se unem somente pelos sentidos não têm nenhum motivo para se procurarem no mundo dos Espíritos. Somente as afeições espirituais são duradouras; as afeições carnais se extinguem com a causa que as fez surgir; ora, essa causa não existe mais no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. Quanto às pessoas unidas pelo único móvel do interesse, não são realmente nada uma para a outra: a morte as separa na terra e no céu”.
Lembremo-nos que o amor é sempre a resposta, não importa a pergunta! Sendo assim, vivamos conforme as palavras do Espírito Thereza de Brito nos ensina: “Ansiando por crescer, na convivência com os ideais enobrecidos dos Espíritos Luzeiros, aprenda a dialogar para solucionar problemas, conversando equilibradamente, para o bem geral; faça o possível para não cobrar afeição dos amores ou reclamar consideração que, talvez, você ainda não tenha feito, nem esteja fazendo nada por merecer. dedique-se a agradecer as coisas mínimas com que seja beneficiado em casa, e a ser gentil com os entes queridos e com os auxiliares domésticos, presenteando-os com a sua alegria natural, com a sua fraternidade, sem a hipocrisia que envenena a linfa da vida. Se é correto que no ambiente do lar você tem o território livre para que se mostre como é, para desenvolver-se, não se pode olvidar, entretanto, que não cabe aos outros suportar seus impulsos negativos ou sua desastrosa invigilância, por fazerem parte de sua equipe doméstica”.
Seja feliz ao invés de ter razão. Ame, muito e sempre.
Fonte: Blog Letra Espírita.


“OS CONFLITOS CONJUGAIS NA VISÃO ESPÍRITA”

Se optamos pela separação, não estamos transferindo nossa missão para com nosso companheiro para outra época (vidas), ou seja, estamos deixando de lado nosso “carma” por utilizarmos nosso livre-arbítrio de forma equivocada, sem tentar solucionar os problemas mais caridosamente?
 Não deveríamos nos prender ao conceito de carma. Essa é uma posição da filosofia oriental que tem aproximações com a Lei de Causa e Efeito apresentada pelo Espiritismo, mas há distinções em relação ao entendimento isso na prática. Quando se usa o termo carma, há uma conotação de fatalidade, enquanto que a Doutrina enfatiza a possibilidade de minimização ou eliminação das ocorrências de sofrimento, mediante uma ação positiva no bem. Vamos esclarecer bem essa questão do divórcio: A separação e o divórcio possibilitam a resolução dos conflitos que se estabelecem na vida das pessoas que estão ligadas por compromisso formal ou vínculos legais, mas não mais se entendem, nem se amam. Na nossa cultura, essa opção é acompanhada de grande sofrimento. Parte desse sofrimento decorre do próprio processo de ruptura e parte resulta de questões culturais. Quando as pessoas se casam, geralmente, acreditam que estão dando um passo definitivo, pretendem viver juntas por longo tempo e realizam, por isso, grande investimento energético na relação, construindo elos fortes.
Na separação, esses laços energéticos se rompem, o que repercute dolorosamente sobre a alma. Esse sofrimento é inerente ao processo e, quando o casal se decide pela separação, não dá para fugir dele, é preciso enfrentá-lo com serenidade. Mas há ainda o outro sofrimento, que resulta do ideário cultural sobre a indissolubilidade do matrimônio. Podemos atenuar esse último, se desenvolvermos uma visão crítica da cultura em que vivemos. A Doutrina Espírita nos ensina a ver o divórcio de uma maneira mais adequada. Os Espíritos, ao falarem sobre o assunto, criticaram claramente as amarras culturais que dificultam a vida dos casais. Destacam eles que a determinação legal de indissolubilidade do casamento é um erro e perguntam: “Julgas, porventura, que Deus te constranja a permanecer junto dos que te desagradam?”(LE – q.940) Depreende-se dos ensinos deles que Deus determina a união dos seres pelo amor, para que se crie no lar uma psicosfera favorável ao desenvolvimento sadio dos filhos que porventura venham a ter. “No meio espírita, costuma-se dizer que as pessoas não devem optar pelo divórcio, porque estarão adiando o pagamento de uma dívida e terão no futuro, por isso mesmo, maior dificuldade para efetuar esse pagamento. Talvez isso se aplique ao indivíduo que é inconsequente e irresponsável no direcionamento de suas energias amorosas, mas não se pode generalizar e achar que em todas as situações esse critério seja adequado. Na verdade, há casos em que o mal maior seria as pessoas permanecerem vinculadas a um compromisso que não desejam mais e, por isso, perderem a alegria de viver e a possibilidade de realizações espirituais significativas para sua própria evolução.
 Somente aquele que está vivendo o problema poderá decidir, consultando sua própria consciência, qual o melhor caminho a seguir. “O conselho dos Espíritos é sempre no sentido de desenvolver as qualidades da alma para possibilitar um ajustamento harmonioso entre os componentes do grupo familiar e, quando se instala o conflito, a recomendação é de que se procurem todos meios de resolução do problema antes de optar pela separação. (Esse tema está mais desenvolvido no livro “Conflitos Conjugais” - edição FEEES/2002)
 Como entendeis o ciúme?
O ciúme é gerado em nós pelo egoísmo, que produz um impulso de dominar o outro, tomar posse dele, retê-lo apenas para atender às nossas necessidades. É preciso esforçar-se para superar essa manifestação que pode ser muito nociva à relação afetiva. Se você tem uma convivência harmoniosa com seu marido, lute para preservar isso. Evite manifestações de ciúme, controle seus impulsos. Procure entender as raízes da sua insegurança. O estudo espírita é precioso recurso, para que possamos nos educar emocionalmente. Não se acomode, acreditando que seu temperamento é assim mesmo, ou que é difícil mudar. As mudanças psicológicas só dependem de vontade firme. Ore, pedindo aos Mentores Espirituais a ajuda necessária, eles nunca se negam a amparar-nos, quando sentem em nós a sinceridade de propósitos. Uma terapia bem conduzida também pode ajudar bastante.
 Em uma relação conjugal, se um encontra-se insatisfeito, às vezes até frustrado em relação ao seu parceiro, pois é comum que prevaleça as vontades de um sobre as do outro, esta pessoa encontra-se “presa” a seu parceiro, tendo que resgatar futuramente pelo erro de se relacionar com alguém que não deu certo, ou a separação seria o caminho correto?
Neste caso, também haveria futuramente algum tipo de resgate?
Em resposta a uma questão a ele endereçada sobre o divórcio, Emmanuel afirmou: “Muitos dizem que o divórcio é válvula de escape para evitar o crime e não ousamos contestar. Casos surgem nos quais ele funciona, por medida lamentável, afastando males maiores, qual amputação que evita a morte, mas será sempre quitação adiada, à maneira de reforma no débito contraído. (1) “Percebe-se no texto a metáfora: casal em conflito é corpo doente. Quando uma pessoa adoece, deve buscar todas as formas de tratamento para obter a cura, mas há casos em que o órgão doente chega a comprometer todo o organismo e, antes que ocorra o óbito, apela-se para a cirurgia como recurso extremo, para salvar a vida do indivíduo. Assim também com o casal, é preciso tratar a relação, utilizando-se todas as formas possíveis: diálogo, terapia psicológica, terapia espiritual, mas, se a relação está tão doente, que compromete a saúde e o equilíbrio das pessoas, podendo levá-las a situações extremas que raiam pela destruição de si mesmas ou de outrem, o divórcio surge como a cirurgia que possibilita uma sobrevida para os dois, ainda que limitada algumas vezes pelos traumas e sofrimentos que produz.” “Talvez a inferência existente no meio espírita de que as pessoas não devem optar pelo divórcio, porque estarão adiando o pagamento de uma dívida e terão no futuro, por isso mesmo, maior dificuldade para efetuar esse pagamento, tenha nascido da leitura inadequada de textos como esse que transcrevemos, de Emmanuel, mas observemos: no texto dele, não se encontra a idéia de que, ao reformar o débito, o devedor venha a ter maior dificuldade de efetuar o pagamento. Não podemos nos esquecer de que o amigo espiritual está usando uma linguagem metafórica, não se pode interpretar isso dentro do contexto das dívidas que assumimos no mundo, em que o cobrador faz incidir juros sobre juros na cobrança. Em termos afetivos, o que ficamos devendo ao outro é o carinho, o amor, a atenção que não lhe pudemos dar na relação conjugal. Contudo, quem diz que não poderemos fazê-lo em funções afetivas diferentes: mãe/pai e filho, irmãos, amigos?” (Trecho de “Conflitos Conjugais” – publicação FEEES/2003) Pode-se acrescentar aqui que, na relação conjugal, não deve prevalecer a vontade de um em detrimento da vontade do outro. Ninguém deve abrir mão de si mesmo, silenciar sempre e reprimir seus desejos, anulando-se na relação. Isso inviabiliza a continuidade da vida a dois. Você faz isso por um tempo, mas não consegue fazer todo tempo. Uma vida é uma oportunidade ímpar de crescimento e o casamento é um exercício maravilhoso, para o desenvolvimento de nossas potencialidades. Anular-se não leva a essa realização, por isso, quando alguém se anula, mais cedo ou mais tarde, a relação se torna inviável. 1. EMMANUEL – Leis de Amor – cap. IV

Fonte: http://www.omensageiro.com.br/entrevistas/entrevista-70.htm

"AMOR DE VIDAS PASSADAS"

 Para se entender com maior profundidade a origem do amor é necessário contextualizá-lo dentro da teoria da palingenesia, ou reencarnação. Um amor não nasce de simples semelhanças de modos de ser e de interesses comuns, ele é o resultado de um longo processo de dezenas ou mesmo centenas de vidas passadas em que duas almas conviveram juntas. Nestas experiências conjuntas, ambas foram passando por circunstâncias juntos, enfrentando desafios, superando obstáculos, atravessando todas as dificuldades, e envolveram-se em laços afetivos e amorosos um com o outro, brotando daí uma profunda identificação e um sentimento verdadeiro.
Muitas pessoas me perguntam como podemos descobrir se alguém que muito amamos fez parte do nosso passado de outras vidas. A resposta a essa pergunta é bem simples: se você ama verdadeiramente essa pessoa, e a conhece a pouco tempo, então vocês já viveram, sem sombra de dúvida, experiências mútuas em vidas passadas. Isso significa que o amor verdadeiro, aquele que reside numa esfera muito íntima do nosso ser, não pode ser desperto em apenas uma vida. Os laços do amor real são tão fortes, que apenas experiências milenares podem despertar em nós um amor que é quase divino, que nasce do infinito e que se manifesta no ser humano como a expressão do sentimento mais puro que o homem da face da Terra pode ter acesso: o amor incondicional.
Em nossos estudos com terapia de vidas passadas chegamos a conclusão, tal como centenas de terapeutas ao redor do mundo, que todos os seres se agrupam naquilo que se convencionou chamar de “família de almas” ou “grupo anímico”. Além de nossa família consangüínea, que forma indivíduos com laços de sangue comuns, todos os seres possuem uma família espiritual, que é bem maior do que a nossa família genética atual. Ela é composta por centenas de espíritos que tiveram milhares de experiências conosco em vidas passadas; são espíritos que nos conhecem há milênios, e todo esse arcabouço de experiências coletivas os liga por laços de amizade, carinho, amor, cooperação, compaixão, e outros. Como tudo na vida tem dois pólos, as experiências negativas também fazem parte destes laços, sendo comuns sentimentos de ódio, raiva, antipatias, rejeição, ojeriza, malquerença, amargor, mágoa, etc. Toda essa mistura de sentimentos, tanto os positivos quanto os negativos, podem se expressar em nossas relações, e na maioria das vezes nem desconfiamos que eles vêm de vidas passadas, e não da vida atual.
Dentre nossa família de almas, há aqueles espíritos que cada um de nós guarda uma afeição mais profunda. Esses geralmente oscilaram, nos diversos papéis de vidas passadas, sendo nossos filhos, amigos, marido, esposa, pai, mãe, avô, avó, irmão ou irmã. A proximidade do parentesco físico não é definitiva para indicar o grau de afeição entre duas almas. Por exemplo, um filho pode amar mais a avó do que a própria mãe, pois seus laços espirituais podem ter sido mais estreitos em diversas vidas passadas. Um pai pode amar mais um filho do que o outro: embora muitos pais neguem essa diferença afetiva, sabemos que isso existe e é perfeitamente normal, já que um pai pode ter mais experiências amorosas pretéritas com um filho do que com o outro.
Algumas vezes as experiências traumáticas do passado podem abafar um amor entre duas almas. Por exemplo: uma mãe que matou seu filho numa vida passada, quando eles eram irmãos que disputavam algo. O filho pode carregar essa recordação inconsciente dentro de si e expressa-la em forma de rejeições, afastamento, ojeriza e até uma raiva inconsciente pelo que foi feito. É preciso lembrar sempre que esses traumas, apesar de terem sido esquecidos entre uma vida e outra, não apagam os sentimentos, sejam eles positivos ou negativos. A falta de memória não destrói as emoções que guardamos dos espíritos que fizeram parte do nosso histórico encarnatório.
Dessa forma, a família de almas é nossa família espiritual e vale muito mais do que nossa família física. Um bom exemplo é observar o comportamento afetivo das pessoas. Algumas podem gostar mais de um amigo do que de um parente próximo, como pai, mãe ou irmão. Esse amigo, apesar de não fazer parte de sua família consangüínea, pode ser um membro próximo de nossa família espiritual, e um amor muito grande pode estar presente na relação de ambos. Assim, a família espiritual transcende nossa família de sangue e demonstra a existência de laços muito maiores, mais sutis e imensamente mais antigos do que os laços consangüíneos.
Cada família espiritual é parte de uma família ainda maior, que pode nem sequer viver atualmente no planeta Terra. Há pessoas que sentem internamente, com grande certeza íntima, de que seus amigos verdadeiros e sua família não são deste planeta. Esse é o caso de muitas pessoas que foram exiladas de seu planeta de origem e estão aqui na Terra há algumas vidas tentando transmutar uma parcela do karma que ainda as prende nos grilhões terrestres. Alguns sentem isso tão forte que sequer conseguem manter laços afetivos na Terra, tal é o seu grau de apego a sua família espiritual extraterrestre. Alguns podem imaginar que isso representa uma evolução e que é uma indicação de superioridade espiritual, mas não é bem assim. Essa recusa em se viver a realidade atual implica num forte apego a um estado arcaico de existência, e esse apego pode aprisionar o espírito muito fortemente dentro de limites muito reduzidos, o que abafa a natureza essencial daquela alma e pode degradar seus sentimentos, pensamentos e comportamentos. O apego é um sinal claro de atraso espiritual e deve ser objeto de um esforço no sentido da libertação do cárcere terrestre. Se estamos vivendo aqui na Terra, precisamos da Terra para atingir esse desprendimento; de nada adianta desejar sair daqui para uma condição externa melhor e mais elevada. O universo é perfeita harmonia e inteligência, e nada ocorre por acaso. Quem está aqui, precisa das experiências terrestres para seu desenvolvimento espiritual.
Um fenômeno interessante que pode ocorrer é a inversão de papel. Uma mãe, que teve experiências afetivas de marido-esposa muito fortes com seu filho atual, pode sentir desejos inconscientes de experimentar novamente o amor de marido-mulher. Alguns pais conseguem desapegar-se disso e viver a condição da atual encarnação dentro da função de pai e filho. Outros, no entanto, cedem a essas tendências e podem ser levados até mesmo, em última instância, a molestar seus filhos. Todo pai que sinta essa inversão de papel deve lutar contra essa tendência, esse apego, pois só assim poderá viver com mais intensidade a relação atual de pai-filho. Isso ocorre também entre irmãos, que no passado foram marido e mulher e hoje sentem vontade de ter carinhos mais próximos, que extrapolam a relação fraterna natural.
Outro exemplo são marido e mulher atual, que numa outra existência (ou existências) foram irmãos e acabam depois se tornando amigos, ou têm dificuldades de manter relações sexuais por conta das lembranças inconscientes de vidas como irmãos. Há muitos outros exemplos dessa inversão de papel; o mais importante aqui é entender que o passado não deve interferir em nossas relações atuais da forma que elas se apresentam hoje: se hoje sou pai da minha filha, devo trata-la como filha e deixar de lado os sentimentos típicos de marido e mulher que tivemos em vidas passadas.
Outro fenômeno que pode ocorrer, esse não muito comum, é quando duas almas muito próximas, e que se amam muito, se reencontram, querem viver juntas, mas ambas são do mesmo sexo. Eles podem viver como bons amigos, ou podem desejar, se o apego for grande, viverem juntas como companheiros. Se forem dois homens, podem ceder aos desejos sexuais e iniciarem uma relação que vai além da amizade, passando a viver como amantes; se forem duas mulheres, podem fazer o mesmo e até casarem. O mais interessante é que, mesmo sem existir um histórico de homossexualidade, essas almas podem decidir estreitar os laços dentro de um contexto amoroso e sexual. Já vi casos como esse, e as pessoas envolvidas me garantiram que nunca tiveram desejos homossexuais, e o que sentiam uma pela outra só servia para essa pessoa em específico, e para nenhuma outra.
Por exemplo, uma das meninas gosta de outra menina e quer ficar com ela, mas nunca havia se relacionado com outras mulheres e garante não sentir qualquer tipo de desejo sexual por outras mulheres, somente por aquela que se torna sua companheira. Esse é um caso típico de apego a condição anterior em vidas passadas. Ninguém pode julgar se isso é correto ou não; a escolha, neste caso, é da própria pessoa e só a ela compete avaliar a qualidade de suas relações. Repudiamos aqui o preconceito a homossexualidade e somos favoráveis a liberdade de expressão da sexualidade. Advertimos, porém, que qualquer excesso nessa área, seja com heterossexuais ou homossexuais, pode implicar em efeitos graves e num karma negativo, com severas complicações futuras, na vida atual ou em vidas futuras.
Quando duas almas que se amam muito estão em planos diferentes, isso pode se tornar um problema. É o caso de pessoas que nascem no plano físico, e que sonham ou sentem a presença de espíritos que não estão em corpo físico. Essa pessoa ama o espírito, e deseja ficar com ele, mas como essa alma não se encontra encarnada, ela nada pode fazer. É possível encontros em projeção astral, quando dormimos a noite e nosso corpo espiritual deixa o corpo físico e passa a interagir com outras dimensões. Nesses momentos, as duas almas podem se encontrar e ficar um tempo juntas. O encarnado pode ter vários sonhos com o desencarnado, mesmo sem saber quem ele é e nunca te-lo conhecido na vida atual. Mas intimamente ela sabe que o conhece, que o ama, e sente vontade de ficar com ele, como mostra esse exemplo de um breve relato que recebemos:
“Mais uma noite eu sonhei com aquela moça linda, ela me faz sentir uma forte emoção, uma saudade, eu a amo, eu acordo chorando, sempre, há anos.”
Os espíritos de luz que comandam o destino dos seres podem autorizar esta situação para estimular o desapego entre as duas almas.
O universo sempre conspira para que uma alma se desenvolva espiritual e passe a amar a todos, e não apenas uma só pessoa. Embora o amor entre nossa família física e espiritual seja um exercício do amor incondicional, a maioria dos espíritos que vivem na Terra ainda estão longe do amor incondicional a todos os seres. Por esse motivo, a inteligência divina cria circunstâncias que nos façam entender que o amor vale muito mais quando ele se expande para abraçar todos os seres do universo, e não apenas pessoas de nossa convivência. O amor universal é a meta sagrada de todas as almas que aspiram à perfeição. Quando acontece de duas almas que se amam estarem separadas, uma no plano físico e outra no plano espiritual, ambas devem exercitar o desapego e procurar outras pessoas para se relacionar.
Essa situação também pode ser problemática quando há muitas energias pendentes entre ambos. Pode acontecer, por exemplo, de o desencarnado desejar ficar junto do encarnado e começar a boicotar todos os seus relacionamentos. O desejo do desencarnado é que o encarnado seja só dele, e por conta disso ele poderá agir no sentido de isolar o encarnado de todos, desejando que fique sozinho. Como o encarnado sente um amor sincero pelo desencarnado, pode ceder a isso, e aceitar as sugestões de sempre permanecer sem se relacionar com outros. Quando esse tipo de assédio ocorre, é bem mais difícil de ser tratado num trabalho espiritual, pois há uma permissão inconsciente do encarnado diante da obsessão exercida pelo desencarnado. Neste caso, a melhor forma de agir é conscientizar o encarnado a se libertar desse apego e viver a vida física naturalmente, sem ficar esperando que o desencarnado venha a preencher um vazio que ficou das experiências “perdidas” de vidas passadas, quando ambos viveram juntos.
Outro fenômeno bastante interessante e inexplicável é o chamado “amor à primeira vista”. Esse fenômeno só é inexplicável quando não se leva em conta a teoria da reencarnação. O amor à primeira vista consiste no despertar de um sentimento tão logo vemos ou estamos na presença de uma pessoa desconhecida que nos desperta algo portentoso, excelso, superior, quase celeste e divino, e que é incompreensível. Há uma nítida impressão de que já conhecemos aquela pessoa. Alguns indivíduos, não muito versados na noção reencarnacionista, afirmam que não existe o amor à primeira vista, mas sim uma espécie de encantamento, de fascinação, de deslumbramento pela beleza do outro. Apesar de estes sentimentos estarem misturados no primeiro momento, não seria apressado dizer que há, de fato, um amor que pode estar sendo ressuscitado, reaceso, vindo à superfície e despertando, trazendo à tona um sentimento sublime e transcendente que até então estava meio apagado dentro de nós.
Esse amor pode ter sua origem em dezenas ou mesmo centenas de vidas passadas onde estas duas almas viveram juntas. Pode até mesmo ser anterior aos primeiros nascimentos terrestres. Esse reencontro faz ressurgir uma emoção, um envolvimento que já existia dentro da pessoa, mas que ainda estava disperso. O amor à primeira vista não deve ser confundido com maravilhamento pela beleza física. Ele é uma profunda identificação com alguém que já conhecemos há milênios e que reencontramos nesta vida. Esse pode ser o início de uma longa história de amor.
Para se diferenciar um amor verdadeiro e uma simples paixão é preciso notar se há um total desprendimento em relação a pessoa que amamos. O amor real é calmo, sereno, não se deixa influenciar por sentimentos de controle, posse, ciúme, e outras armadilhas inferiores. O amor verdadeiro deseja que o outro esteja bem, mesmo que ele não fique conosco. Ele é espontânea, livre e há desprendimento; só o que importa é o bem estar do outro. Fazemos de tudo para que o outro seja feliz.
A melhor forma que eu conheço para harmonizar o nosso passado e cuidar para que estes laços não se tornem disfuncionais e problemáticos na vida atual é a realização da terapia de vidas passadas. Através da regressão o passado pode ser revisto e os laços amorosos podem ser tratados, dissolvendo os resíduos de energias conflituosas, brigas, assassinatos, traumas, e qualquer situação negativa que tenha ocorrido em vidas passadas. Muitos afirmam que tratar o passado conjunto com nossos entes queridos pode reacender velhas mágoas, nos fazer lembrar de velhas disputas e ódios passados, e que isso inviabilizaria nossa convivência atual com eles.
Quem defende esta tese alega que uma mãe não poderia conviver bem com seu filho caso descubra que ele a torturou e matou em vidas passadas. A nossa experiência de mais de 2.000 regressões individuais prova que essa ideia é bastante equivocada. Jamais pude presenciar nenhuma relação que tivesse piorado após uma revisão de vidas passadas negativas entre membros de uma mesma família. Pelo contrário, as experiências negativas são tratadas e os laços de amor são purificados, o que torna a convivência atual muito melhor e mais satisfatória.
Já atendi dezenas de casos em que visitamos vidas passadas bastante duras entre familiares e o resultado sempre foi uma grande melhora na qualidade da relação atual. Os bloqueios caem, os conflitos são tratados, as disputas são harmonizadas e tudo passa a ser objeto de precioso aprendizado. Além disso, o esquecimento do passado não apaga os sentimentos negativos de vidas passadas, eles continuam existindo hoje, podem e devem ser tratados, para que as relações familiares melhorem e para que possamos viver bem com nossos familiares e com as pessoas que amamos.


Autor: Hugo Lapa