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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

“CARTA DO SENADOR PÚBLIO LENTULUS “EMMANUEL”, AO IMPERADOR TIBÉRIO CÉZAR, DESCRENVEDO AS CARACTERÍSTICAS MORAIS E FÍSICAS DE JESUS.

OBS. Como consta no livro:  HÁ 2000 ANOS de Chico Xavier, Emmanuel foi a reencarnação de Públio Lentulus.

Esta descrição foi retirada de um manuscrito da biblioteca de Lord Kelly, anteriormente copiada de uma carta original de Públio Lêntulo em Roma. Era costume dos governadores romanos relatar ao Senado e ao povo coisas que ocorriam em suas respectivas províncias no tempo do imperador Tiberio César.
 Públio Lêntulo, que governou a Judéia antes de Pôncio Pilatos, escreveu a seguinte epístola ao Senado relativo ao Nazareno chamado JESUS.

 “Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem,o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o veem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes. Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó Cézar, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível. De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus. Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles eu o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido. Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo…

Públio Lentulus, presidente da Judéia Lindizione setima, luna seconda

"PARA ONDE VOU QUANDO MORRER? CÉU...INFERNO...PURGATÓRIO...UMBRAL...COLONIAS ESPIRITUAIS...?"

Para os simpatizantes do Espiritismo, aqueles que vão de vez em quando no centro espírita para tomar um passe e que assistem a filmes como Nosso Lar, a colônia espiritual Nosso Lar é o céu dos espíritas.
Os espíritas, de um modo geral, acreditam que quando nós desencarnarmos nós vamos para o umbral. Vamos penar um pouco no umbral e depois seremos socorridos e vamos para uma colônia semelhante a Nosso Lar.
O raciocínio é simples:– Se André Luiz, que é André Luiz, ficou oito anos no umbral, o que será de nós? Mas, como os bons espíritos são misericordiosos, nós seremos socorridos.
Não é por aí!
André Luiz narra a sua história em Nosso Lar, que é o primeiro livro de uma série composta por treze livros, a série A vida no mundo espiritual. Essa série é um projeto desenvolvido por um grupo de espíritos do qual André Luiz é o porta-voz. Ele lança as suas próprias teorias, conta parte da sua trajetória, das suas impressões, mas tudo sob a influência desse grupo de espíritos.
O que André Luiz nos conta são possibilidades; não são regras.
A primeira descrição do umbral de que nós temos notícia está no capítulo 1 de Nosso Lar, em que André Luiz nos conta as suas impressões. E a primeira definição do umbral é feita por Lísias no capítulo 12 de Nosso Lar. Lísias define o umbral como “região destinada ao esgotamento de resíduos mentais”.
– Você sabe o que é umbral?
– Por que André Luiz escolheu essa palavra?
Umbral é o limiar da porta. É a parte de dentro do marco da porta. Sabe a porta que liga a sala da sua casa ao seu quarto? Existe um espaço, dentro do marco da porta, que não é nem sala nem quarto – esse espaço se chama umbral.
André Luiz se utiliza desse termo para descrever uma região (e um estado mental equivalente a essa região) que não é nem o plano físico nem o plano astral propriamente dito.
O umbral é o lugar dos desequilibrados. Se você for um bom observador, você vai constatar que grande parte das pessoas que você conhece ou conheceu é composta de desequilibrados.
O umbral só existe por causa do apego. Quem se desapega de emoções baratas, de mágoas, rancores, sentimento de culpa, sede de vingança, vícios e ilusões da matéria não passa pelo umbral.
Ninguém decide quem é que vai pro umbral e quem é que não vai. O único juiz é a nossa própria consciência.
Nosso corpo astral tem um peso específico. Quanto mais apegados, mais pesado é o nosso corpo astral. Para nos elevar precisamos nos desfazer de parte desse peso – o esgotamento de resíduos mentais de que Lísias nos fala em Nossa Lar.
– Mas e Nosso Lar? Nosso Lar é uma espécie de paraíso dos espíritas?
De jeito nenhum. Nosso Lar está nas fronteiras do umbral, ainda é um lugar de espíritos apegados à matéria. Tem comida, tem roupa, tem veículos, tem atividades em tudo semelhantes às atividades que nós conhecemos aqui no plano físico.
Nosso Lar só é paraíso pra quem ficou anos penando no umbral. Fora isso, Nosso Lar só é bom pra quem gosta da vida como ela é no plano físico.
Lá tem hierarquia, tem chefe, tem trabalho, tem fofoca, tem tudo que tem aqui – mas com algum controle; é um ambiente de maior respeito, de novos aprendizados, de companhias afins: um plano físico melhorado.
Mas para quem tem maiores ambições espirituais, para quem não é apegado (ou pelo menos não muito apegado) ao plano físico e ao tipo de vida que nós levamos no plano físico, a ideia é ir além de colônias como Nosso Lar.
Quem pratica a projeção consciente conhece a sensação de liberdade que se sente no astral. Quem já teve experiências místicas sabe que existem muito mais possibilidades do que o que é relatado nos livros espíritas.
– Será que nós podemos alcançar isso?
Acho que sim. Pelo menos podemos almejar e nos preparar para isso.
– O que temos que fazer para alcançar isso?
Desapegar. Desapegar de vícios, de fraquezas humanas, de sentimentos baixos, de rancores, de mágoas, de sentimento de culpa, e, principalmente, de crenças: o que nos impede de pensar mais alto, e consequentemente de acreditar que é possível subir mais alto e nos preparar para isso são as nossas crenças limitadoras, principalmente crenças religiosas – e aqui eu estou incluindo o Espiritismo.
O Espiritismo popular é uma adaptação do catolicismo:
Trocou o céu por Nosso Lar, trocou o purgatório pelo umbral e o inferno pelas trevas;
Jesus não é Deus, mas é o criador do nosso planeta; os santos foram substituídos pelos espíritos superiores; os anjos da guarda forma substituídos pelos espíritos protetores;
A igreja foi trocada pelo centro espírita, a missa foi trocada pela palestra e a confissão foi trocada pelo atendimento fraterno;
Os católicos têm hóstia e água benta? Os espíritas têm o passe e a água fluidificada.
A igreja tem o padre? Os espíritas têm o presidente do centro espírita.
A igreja tem o papa? Os espíritas têm o presidente da FEB.
A igreja atribui todo o mal ao diabo? Os espíritas atribuem tudo aos espíritos obsessores.
A igreja gosta de um rebanho dócil que não questiona nada do que o padre fala? Ah, o Espiritismo também gosta muito de um rebanho bem dócil, que baixa a cabeça e abre mão de pensar – não precisa pensar, é só fazer o Evangelho no Lar que tudo se resolve.
Existem algumas diferenças que devem ser valorizadas: o atendimento espiritual e a imensa literatura que temos à disposição. O resto é tudo adaptação.
O Espiritismo surge como uma proposta de fé raciocinada, mas isso quase não existe mais.
– Alguma coisa contra essas coisas que eu citei?
Não, nada contra. Mas se é para copiar práticas consagradas pela Igreja, talvez fosse melhor ficar na Igreja – pelo menos uma igreja é mais bonita que um centro espírita e o ambiente costuma ser mais convidativo à reflexão e ao recolhimento.
Allan Kardec diz que os espíritos desencarnados vivem na erraticidade. E os relatos dos espíritos, no tempo de Kardec, dão ênfase ao que eles sentiam, não a descrições sobre como eles viviam. Percebemos nos relatos uma maior conscientização por parte dos espíritos, um maior desprendimento da matéria – mesmo entre os espíritos mais atrasados.
– Por que o tipo de relato é diferente?
Por que cada grupo de espíritos capta situações e sentimentos diferentes, de acordo com as suas expectativas, de acordo com os seus interesses, de acordo com as suas crenças e capacidades.
A situação na França do século XIX era muito diferente da situação no Brasil do século XX.
Colônias espirituais é uma possibilidade, só isso. Ou você acha que as dezenas de milhões de católicos e protestantes do Brasil vão todos para colônias espirituais quando desencarnam?
A mente humana é muito ampla. Existem muito mais possibilidades do que sequer somos capazes de imaginar.
Você já pensou na situação dos hinduístas, dos budistas, dos xintoístas, dos confucionistas, de todos esses bilhões de pessoas que têm uma visão de mundo e uma visão de espiritualidade muito diferente da nossa?
Será que eles vão todos pro umbral e depois pra colônias espirituais?
O destino de cada um, depois da morte do corpo físico, é diferente. Qualquer pessoa que não seja muito apegada ao plano físico, que consiga se desprender das pessoas que ficam aqui, e que é mais boa do que má, vai ficar muito melhor depois da morte.
O que precisamos, para viver melhor aqui e em qualquer outro plano, é de esclarecimento.
Alguém pode tentar me corrigir dizendo que nós temos que ser bons, que não basta esclarecimento.
– Cuidado com os conceitos de bondade. Os conceitos de bondade com que nós lidamos são excessivamente religiosos. Jesus mesmo disse que bom, só Deus.
Se você começou a ler esse artigo esperando que eu fizesse grandes descrições detalhadas de como é a vida depois da morte, de quais são exatamente as possibilidades de lugares que nós temos para ir depois da morte, eu sou obrigado a dizer que você não entendeu nada até agora.
Tudo o que nós lemos nos livros a respeito da vida após a morte passou pelo filtro de outras mentes. Essas descrições servem para nós termos uma ideia de como as coisas funcionam – mas mesmo assim é uma ideia vaga: o ideal é nós fazermos as nossas próprias experiências.
Analise a si mesmo. Se você não sabe meditar, recolha-se em silêncio, observe os seus pensamentos, observe o que você sente. Aquilo que você sente normalmente quando está recolhido, sozinho, em silêncio, é o seu padrão mental. Esse padrão nos acompanha quando nós desencarnamos. Se não está bom, trate de melhorar.
Se você não é capaz de se recolher por alguns minutos, se você não consegue ficar só com você mesmo, então alguma coisa está errada. Trate de conhecer melhor a si mesmo. Afinal, a sua única companhia permanente é você mesmo.


Morel Felipe Wilkon

“O ESPÍRITA NO VELÓRIO”

Certa vez, um confrade segredou-me que não permitirá velórios no sepultamento de seus familiares mais próximos, porque é totalmente contra tal tradição mortuária. Não vê lógica doutrinária nesse tipo de cerimonial. Crê que depois de constatada a desencarnação, em no máximo algumas poucas horas, deveriam ser feitos os preparativos para o sepultamento, sem rituais religiosos.
Busquei esclarecê-lo de que velório ou “velação” não é necessariamente um ritual religioso, portanto não está associado a religiões, até porque seu início dá-se quando a pessoa está doente e precisa ser velada, cuidada, vigiada. Pois é! A origem da palavra velar que dá origem a velório vem do latim “vigilare”, que dá significado de vigilância. E mais: o termo velar não se refere às “velas”, flores, missas, cultos, mas (repito) ao verbo “velar” (de cuidar, zelar).
O dicionarista define o verbo velar como “ficar acordado ao lado de (alguém)”, “ficar acordado durante (um tempo)” e ainda “manter-se de guarda, vigia” dentre outras definições. O termo tem uma conotação exata se de fato as pessoas que vão “velar” o falecido, realmente o fazem com atitude de zelo, vigília, respeito e de despedida do corpo que serviu ao espírito durante a experiência que se encerra.
É evidente que velar o defunto é atitude respeitável. No velório devemos orar respeitosamente ao amigo que se despoja do corpo físico, dirigindo-lhe, por exemplo, (como sugestão) a prece indicada por Allan Kardec contida no cap. XXVIII, item 59 do Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado “Pelos recém-falecidos”. (1) Protocolarmente ou não, no velório nos solidarizamos com os parentes e amigos do “morto”, auxiliando no que for preciso, seja ofertando um abraço fraterno ou apenas a presença serena, numa empatia repleta de misericórdia, na base da paciência e do estímulo, da consolação e do amor, como nos instrui Emmanuel. (2)
Em contrapartida, em muitos casos essa celebração se desviou, e muito, do sentido ético, pois acima das emoções justificáveis por parte dos parentes e amigos, ostenta-se um funeral por despesas excessivas com coroas de flores, santinhos, escapulários, velas que podem ser usados em doações a instituições assistenciais, conforme instrui André Luiz. Ouçamo-lo: Os espíritas devem dispensar, nos funerais, as honrarias materiais exageradas e as encenações, pois considerando que “nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo”, importa, porém, que lhe enviemos cargas mentais favoráveis de bênçãos e de paz, através da oração sincera, principalmente nos últimos momentos que antecedem ao enterramento ou à cremação. Oferenda de coroas e flores deve transformar-se “em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário”. (3)
Social, moral e espiritualmente, quando comparecemos a um velório exercemos abençoado dever de solidariedade, proporcionando consolação à família. Infelizmente, tendemos a fazê-lo por desencargo de consciência formal, com a presença física, ignorando o decoro espiritual, a exprimir-se no respeito pelo recinto e no esforço de auxiliar o desencarnado com pensamentos elevados.
Ora, o desencarnado precisa de vibrações de harmonia que só se formam através da prece sincera e de ondas mentais positivas. No livro Conduta Espírita, o Espírito André Luiz mais uma vez adverte-nos:
“procedermos corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte. O recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do silêncio que o ajudem a refazer-se. É importante expulsar de nós quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários impróprios nos enterros a que comparecermos”. Até porque a “solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana”. (4)
Deploravelmente, poucos se dão ao cuidado de conversar baixinho, principalmente no momento da remoção do cadáver do recinto para a “catacumba”, quando se amontoam maior número de pessoas. Temos motivos de sobra para a moderação, cultivemos o silêncio, conversando, se necessário, em voz baixa, de forma edificante.
Podemos fazer referências ao finado com discrição, evitando pressioná-lo com lembranças e emoções passíveis de perturbá-lo, principalmente se forem trágicas as circunstâncias do seu falecimento. Oremos em seu benefício, porque “morre-se” como “se vive”. Se não conseguirmos manter semelhante comportamento, melhor será que nem compareçamos ou nos retiremos do ambiente, evitando alargar o estrepitoso coro de vozes e vibrações desrespeitosas que afligem o recém-desencarnado, até porque o “morrer” nem sempre é o “desencarnar”.
Jorge Hessen