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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

“O CÃO SENSITIVO”

O senhor J. F. Young comunica o incidente que segue e que lhe é pessoal: “New Road, Lanelly, 13 de novembro de 1904. Possuo um cão fox-terrier de cinco anos e que eu mesmo vi crescer. Sempre gostei muito dos animais, principalmente dos cães. Este de quem falo retribui enormemente meu afeto, tanto que não posso ir a lugar nenhum, nem sequer deixar meu quarto, sem que ele me siga constantemente. É um tremendo caçador de ratos; como a despensa é às vezes frequentada por esses roedores, coloquei ali uma caminha, bastante confortável, para Fido. No mesmo cômodo havia uma fornalha, onde foi incorporado um forno para assar pães, assim como uma caldeira para a roupa, munida de um tubo que desemboca na chaminé. À noite, nunca deixei de acompanhar o cachorro até sua cama antes de me deitar.
Eu já tinha me trocado e ia dormir, quando, de repente, fui invadido pela inexplicável sensação de um perigo iminente. não podia pensar em outra coisa que não fosse fogo, e a impressão foi tão forte que acabei por me entregar a ela. Eu me vesti novamente, desci e me pus a vasculhar cada cômodo do apartamento, a fim de me assegurar de que tudo estava bem e em ordem. Ao chegar à cozinha, não vi Fido; supondo que ele poderia ter saído dali para ir ao andar superior, eu o chamei em vão. Fui imediatamente à casa de minha cunhada para saber se ela tinha alguma novidade; porém, ela não sabia de nada.
Comecei a me preocupar. Voltei imediatamente para a despensa e chamei inúmeras vezes o cão, embora inutilmente como sempre. Não conseguia imaginar o que podia ter acontecido. De repente, dei-me conta de que, se tinha algo que faria o cão responder, era com certeza a frase “Vamos passear, Fido!”, convite que o fazia vibrar de felicidade. Eu então a pronunciei e uma queixa contida, como que atenuada pela distância, chegou dessa vez até meus ouvidos. Eu recomecei e ouvi distintamente a queixa de um cão em apuros. Tive tempo para me certificar de que o barulho vinha de dentro do tubo que ligava a caldeira à chaminé. Não sabia como fazer para retirar o cão dali; os minutos eram preciosos e sua vida estava em perigo. Peguei uma enxada e comecei a romper a muralha naquele ponto. Finalmente consegui, com bastante dificuldade, tirar Fido dali, meio sufocado, aturdido pelos esforços de vômito, com a língua e o corpo completamente pretos de fuligem. Se tivesse demorado alguns minutos a mais, meu querido cão estaria morto; e como utilizávamos raramente a caldeira, provavelmente não teria conhecido o desfecho de sua história.
Minha cunhada foi atraída pelo barulho; juntos, descobrimos um ninho de ratos dentro da fornalha, ao lado do tubo. Fido, logicamente, tinha perseguido um rato dentro do tubo, de tal maneira que não pôde se virar e sair de lá de dentro. Tudo isto se passou há alguns meses e foi, então, publicado na imprensa local. Mas jamais teria pensado em comunicar o fato a esta Sociedade se não tivesse se produzido, ente estes fatos, o caso do senhor Henry Rider Haggard.” – J. F. Young
A senhorita E. Bennett, cunhada do signatário, confirmou o relato de seu parente.
Para outras informações sobre este episódio, remeto o leitor ao Journal of the S. P. R., vol. XI, pág. 323.
Este caso de telepatia por “impressão” difere sensivelmente daqueles que o precedem e onde o traço característico essencial de impulso telepático consistia na percepção exata de um chamado emanado de um animal em apuros e da localização intuitiva do local onde o animal se encontrava. Aqui, ao contrário, a impressão que acomete o receptor lhe sugere a idéia de um perigo iminente relacionado ao fogo. Entretanto, a impressão é forte o bastante para levá-lo a se vestir com toda pressa e ir inspecionar a casa; de modo que, ao chegar à cozinha e perceber a ausência do cão, ele o chama, procura por ele e o salva. Segue daí que, neste caso, a mensagem telepática se realiza de maneira imperfeita, adquirindo uma forma simbólica – o que não diminui em nada seu valor intrínseco, posto que esta circunstância não constitui de forma alguma uma dificuldade teórica.
Sabe-se que as manifestações telepáticas, na sua passagem do subconsciente para o consciente, seguem “a via de menor resistência”, condicionada pelas idiossincrasias específicas do receptor. Elas consistem principalmente no “tipo sensorial” do percipiente(visual, auditivo, motor, etc.) e, em seguida, nas condições dos meios em que ele vive (hábitos, repetição dos mesmos incidentes na vida cotidiana).
Resulta disso que, quando o impulso telepático não consegue se realizar na forma mais direta, ele se transforma numa modalidade de percepção indireta ou simbólica que traduz com maior ou menor fidelidade o pensamento do agente telepatizante, mas permanecendo como sempre relacionado com o pensamento do agente em questão. Assim sendo, deveríamos dizer que, no caso que examinamos, o chamado ansioso do cão em apuros tinha certamente conseguido impressionar o subconsciente do percipiente, mas, para atingir seu consciente, ele deve ter perdido grande parte de sua nitidez, transformando-se numa vaga impressão de perigo iminente relacionado com o fogo, o que correspondia, mais uma vez à realidade, posto que o animal se encontrava efetivamente preso e em risco de morte por asfixia no tubo da fornalha.

Fonte: Journal of the S. P. R. (vol. XI, pág. 323).

"O QUE OS ESPÍRITOS SÃO CAPAZES DE FAZER."

Conhecemos seis irmãs que moravam juntas e que, durante muitos anos, todas as manhãs encontravam suas roupas espalhadas, rasgadas e cortadas em pedaços, por mais que tomassem a precaução de guardá-las à chave. A muitas pessoas tem acontecido que, estando deitadas, mas completamente acordadas, lhes sacudam os cortinados da cama, tirem com violência ascobertas, levantem os travesseiros e mesmo as joguem fora do leito. Fatos destes são muito mais freqüentes do que se pensa; porém, as mais das vezes, os que deles são vítimas nada ousam dizer, de medo do ridículo. Somos sabedores de que, por causa desses fatos, se tem pretendido curar, como atacados de alucinações, alguns indivíduos, submetendo-as ao tratamento a que se sujeitam os alienados, o que os torna realmente loucos.
A Medicina não pode compreender estas coisas, por não admitir, entre as causas que as determinam, senão o elemento material; donde, erros freqüentemente funestos. A história descreverá um dia certos tratamentos em uso no século dezenove, como se narram hoje certos processos de cura da Idade Média.
Perguntado aos Espíritos o motivo que acontecia isso. Eles responderam: "A Língua". Essas Irmãs costumavam falar muito mal das outras pessoas, fazendo "Fofocas" de mau gosto...
Admitimos perfeitamente que alguns casos são obra da malícia ou da malvadez. Porém, se tudo bem averiguado, provado ficar que não resultam da ação do homem, dever-se-á convir em que são obra, ou do diabo, como dirão uns, ou dos Espíritos, como dizemos nós. Mas de que Espíritos?
São provocados os fenômenos de que acabamos de falar.
Sucede, porém, às vezes, produzirem-se espontaneamente, sem intervenção da vontade, até mesmo contra a vontade, pois que frequentemente se tornam muito importunos. Além disso, para excluir a suposição de que possam ser efeito de imaginação sobre-excitada pelas ideias Espíritas, há a circunstância de que se produzem entre pessoas que nunca ouviram falar disso e exatamente quando menos por semelhante coisa esperavam.
Tais fenômenos, a que se poderia dar o nome de Espiritismo prático natural, são muito importantes, por não permitirem a suspeita de conivência.
Por isso mesmo, recomendamos às pessoas que se ocupam com os fatos Espíritas que registrem todos os desse gênero, que lhes cheguem ao conhecimento, mas, sobretudo, que lhes verifiquem cuidadosamente a realidade, mediante pormenorizado estudo das circunstâncias, a fim de adquirirem a certeza de que não são joguetes de uma ilusão ou de uma mistificação.
De todas as manifestações espíritas, as mais simples e mais frequentes são os ruídos e as pancadas. Neste caso, principalmente, é que se deve temer a ilusão, porquanto uma infinidade de causas naturais pode produzi-los: o vento que sibila ou que agita um objeto, um corpo que se move por si mesmo sem que ninguém perceba, um efeito acústico, um animal escondido, um inseto etc., até mesmo a malícia dos brincalhões de
mau gosto.
Aliás, os ruídos espíritas apresentam um caráter especial, revelando intensidade e timbre muito variados, que os tornam facilmente reconhecíveis e não permitem sejam confundidos com os estalidos da madeira, com as crepitações do fogo ou com o tique-taque monótono do relógio.
São pancadas secas, ora surdas, fracas e leves, ora claras, distintas, às vezes retumbantes, que mudam de lugar e se repetem sem nenhuma regularidade mecânica.
De todos os meios de verificação, o mais eficaz, o que não pode deixar dúvida quanto à origem do fenômeno é a obediência deste à vontade de quem o observa. Se as pancadas se fizerem ouvir num lugar determinado, se responderem, pelo seu número, ou pela sua intensidade, ao pensamento, não se lhes pode deixar de reconhecer uma causa inteligente.
Todavia, a falta de obediência nem sempre constitui prova em contrário.
Admitamos agora que, por uma comprovação minuciosa, se adquira a certeza de que os ruídos, ou outros efeitos quaisquer, são manifestações reais: será racional que se lhes tenha medo? Não, decerto; porquanto, em caso algum, nenhum perigo haverá nelas. Só os que se persuadem de que é o diabo que as produz podem ser por elas abalados de modo deplorável, como o são as crianças a quem se mete medo com o lobisomem ou o
papão.
Essas manifestações tomam, às vezes, forçoso é convir, proporções e persistências desagradáveis, causando aos que as experimentam o desejo muito natural de se verem livres delas. A este propósito, uma explicação se faz necessária.
Dissemos atrás que as manifestações físicas têm por fim chamar-nos a atenção para alguma coisa e convencer-nos da presença de uma força superior ao homem. Também dissemos que os Espíritos elevados não se ocupam com esta ordem de manifestações; que se servem dos Espíritos inferiores para produzi-las, como nos utilizamos dos nossos serviçais para os trabalhos pesados, e isso com o fim que vamos indicar.
Alcançado esse fim, cessa a manifestação material, por desnecessária.
Um ou dois exemplos farão melhor compreender a coisa.

89. Tais fatos assumem, não raro, o caráter de verdadeiras perseguições. O Livro dos Médiuns » Segunda parte - Das manifestações espíritas » Capítulo V - Das manifestações físicas espontâneas » Ruídos, barulhos e perturbações »

"AS PROFECIAS DE JESUS PARA OS DIAS ATUAIS."

Após a desencarnação dos primeiros mártires cristãos - entre eles Lívia, esposa de Publius Lentulus (Emmanuel) e Simeão...Emmanuel relata a mensagem profética que eles receberam de Jesus.

cap. 6 - ALVORADAS DO REINO DO SENHOR
Há dois mil anos… — Emmanuel/Chico Xavier — 2ª Parte

"...todos os Espíritos, reunidos naquela paisagem luminosa, se prepararam para receber a visita do Senhor...
Num dia de rara e indefinível beleza,...descia o Cordeiro de Deus da Esfera superior de suas glórias sublimes e, tomando a palavra naquele cenáculo de maravilhas, recordava as suas inesquecíveis pregações junto às águas tranquilas do pequeno “mar” da Galileia.
De modo algum se poderia traduzir fielmente, na Terra, a beleza nova da sua palavra eterna, substância de todo o amor, de toda a verdade e de toda a vida, mas constitui para nós um dever, neste escorço, lembrar a sua ilimitada sabedoria, ousando reproduzir, imperfeitamente. E de leve, a essência de sua lição divina naquele momento inesquecível.
...A palavra do Mestre derramava-se no ádito das almas, com sonoridades profundas e misteriosas, enquanto de seus olhos vinha a mesma vibração de misericórdia e de serena majestade:
“...QUANDO A ESCURIDÃO SE FIZER MAIS PROFUNDA nos corações da Terra, determinando a utilização de todos os PROGRESSOS HUMANOS PARA O EXTERMÍNIO, para a miséria e para a morte, derramarei minha luz sobre toda a carne e todos os que vibrarem com o meu reino e confiarem nas minhas promessas, ouvirão as nossas vozes e apelos santificadores!…
“Pela sabedoria e pela verdade, dentro das suaves revelações do CONSOLADOR, meu verbo se manifestará novamente no mundo, para as criaturas desnorteadas no caminho escabroso, através de vossas lições, que se perpetuarão nas páginas imensas dos séculos do porvir!…
“Sim! amados meus, porque O DIA CHEGARÁ no qual todas as mentiras humanas hão-de ser confundidas pela claridade das revelações do Céu. UM SOPRO PODEROSO DE VERDADE E VIDA VARRERÁ TODA A TERRA, QUE PAGARÁ, ENTÃO, À EVOLUÇÃO DOS SEUS INSTITUTOS, OS MAIS PESADOS TRIBUTOS DE SOFRIMENTOS E DE SANGUE… Exausto de receber os fluidos venenosos da ignomínia e da iniquidade de seus habitantes, o PRÓPRIO PLANETA PROTESTARÁ CONTRA A IMPENITÊNCIA DOS HOMENS, RASGANDO AS ENTRANHAS EM DOLOROSOS CATACLISMOS… As impiedades terrestres formarão pesadas NUVENS DE DOR QUE REBENTARÃO, no instante oportuno, em TEMPESTADES DE LÁGRIMAS NA FACE ESCURA DA TERRA e, então, das claridades de minha misericórdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissários: “Ó JERUSALÉM, JERUSALÉM!…” (Mt)
“Mas NOSSO PAI, que é a sagrada expressão de todo o amor e sabedoria, NÃO QUER SE PERCA UMA SÓ DE SUAS CRIATURAS, transviadas nas tenebrosas sendas da impiedade!…
“Trabalharemos com amor, na oficina dos séculos porvindouros, REORGANIZAREMOS TODOS OS ELEMENTOS DESTRUÍDOS, examinaremos detidamente todas as RUÍNAS BUSCANDO O MATERIAL PASSÍVEL DE NOVO APROVEITAMENTO e, quando as instituições terrestres REAJUSTAREM A SUA VIDA NA FRATERNIDADE E NO BEM, NA PAZ e na justiça, depois da SELEÇÃO NATURAL DOS ESPÍRITOS E DENTRO DAS CONVULSÕES RENOVADORAS DA VIDA PLANETÁRIA, organizaremos para o mundo um NOVO CICLO EVOLUTIVO, consolidando, com as divinas verdades do Consolador, os progressos definitivos do homem espiritual.”

Espiritismo e Evolução

“FURACÃO IRMA : CAUSAS ESPIRITUAIS DAS ENCHENTES, TERREMOTOS, TUFÕES, etc..”

Explica Richard Simonetti : Seriam casuais os flagelos devastadores, como tufões, tempestades, nevascas, secas, enchentes, etc? Para o materialista, certamente. Mas o religioso, que concebe a onisciência e onipotência de Deus, não pode desenvolver semelhante raciocínio, que equivaleria ao reconhecimento de que a Natureza escapa ao comando divino. Ele controla os fenômenos naturais, contando com a participação de seus prepostos. Como explica os espíritos na questão 737 do O livro dos Espíritos, os flagelos destruidores beneficiam fisicamente o planeta, principalmente na renovação de sua atmosfera, mas, sobretudo, impõem um agitar das consciências humanas, tanto para aqueles que desencarnam em circunstâncias dolorosas e traumáticas, quanto para os que colhem as consequências da devastação ocasionada. Experiências assim representam a oportunidade de resgate de seus débitos do pretérito, ao mesmo tempo em que fazem sua iniciação nos domínios da solidariedade. As vítimas das grandes calamidades tornam-se menos envolvidas com as ilusões, mais dispostas a ajudar o semelhante, após sentirem na própria carne a dor que aflige seus irmãos. A Lei de Destruição funciona, também, para conter os impulsos desajustados da criatura humana (com a Natureza, com o corpo físico, etc.). Oportuno recordar que determinados surtos de progresso para a humanidade são marcados por flagelos terríveis que dizimam populações imensas. (...) Exemplo típico foi a Peste Negra, no século XIV, enfermidade mortal provocada por um bacilo que se instalava nos aparelhos digestivo e circulatório, eliminando suas vítimas em poucos dias. Disseminada pelo Oriente e pela Europa, exterminou perto de vinte e cinco milhões de pessoas, em plena Idade Média, um período de obscurantismo, em que a civilização ocidental parecia imersa em trevas. No entanto, após a Peste Negra floresceu o Renascimento, um abençoado sopro de renovação cultural e artística, como o alvorecer de radioso dia precedido de devastadora tempestade noturna.
Observação de Rudymara: Há tragédia que não há quem culpar diretamente. Os terremotos, por exemplo, são fenômenos naturais. As chuvas abundantes no Brasil também são naturais, entretanto, o impedimento da água ir embora quando chega ao solo ocorre pelo erro humano de juntar lixo nos bueiros, além da gestão pública não planejar o escoamento de grandes cidades como São Paulo.
No caso de Angra dos Reis em 2010, e no Rio de Janeiro em 2011, a situação era evitável. O homem, por não ter onde morar arrisca construir nas encostas e morros. Outros constroem pousadas e restaurantes explorando a bela visão dos morros ou da beira do mar. Qualquer um sabe que esses locais são inapropriados para a habitação humana. Com o excesso de chuvas e o desmatamento o morro não aguenta a água acumulada então os desmoronamentos ocorrem sem piedade.
A cidade histórica de São Luiz do Paraitinga também foi castigada em 2010. Além de mortes, vários documentos históricos foram perdidos e a igreja central veio abaixo. Os especialistas do Vale do Paraíba disseram que não era possível evitar a tragédia e a região faz planos para o futuro próximo como a instalação de um sistema de telemetria, para monitorar os níveis do Rio Paraitinga e também a implantação de bacias de detenção nos afluentes dos rios. A palavra certa para isso é Planejamento.
Nessas tragédias observamos quem se solidariza com a dor de quem perdeu entes queridos, casas ou outros bens materiais e, quem explora a dor dessas pessoas. Há quem arrecade donativos para quem perdeu tudo e há quem desvie donativos arrecadados, quem suba o preço dos alimentos, água e outros itens de necessidade para quem precisa repor o que perdeu.
Então, estas tragédias devem servir para despertar a obrigação de cada um com este mundo. Exemplo: não jogar lixo nos rios, córregos e bueiros; não construir em áreas de risco; não devastar a Natureza; ter vontade política para prevenir a morte de muitas pessoas, ser solidário com a dor do próximo, etc. Serve também para observarmos que não temos nada, apenas utilizamos o que Deus nos empresta. Se hoje temos algo "para utilizarmos", amanhã o vento, o tremor de terra, etc., pode levar tudo. Ensina a sermos mais humildes, pois muitos só vestem roupas de marca, exigem a melhor comida e não ajudam ninguém e nenhuma instituição, mas, quando precisam comer e vestir o que ganham das doações, passam a dar valor às coisas, e observam a importância de doar coisas para quem tem menos que eles. Enfim, a dor e o sofrimento obrigam a fazermos reflexões, mudanças de comportamento e a observarmos que, nascemos para evoluir. E quem não busca evoluir pelo amor será impulsionado a evoluir pela dor. Pensemos nisso!


Grupo de Estudo Allan kardec

“A ESTRATÉGIA DOS ESPIRITOS OBESESSORES PARA NOS DOMINAR”

Na literatura, temos relatos sobre a existência de entidades espirituais tidas como demoníacas (diabo, satanás, etc.), tanto em livros religiosos como as escrituras, como em obras de escritores em geral (exe.: Divina Comédia). Estes seres mitológicos, na verdade não são criações pervertidas para o mal. São apenas Espíritos desencarnados dos próprios homens, que se degradaram moralmente quando aqui estavam encarnados e, regressaram para o mundo dos espíritos, com as deformações em seu períspirito (corpo espiritual), originadas pelos vícios e crimes aqui praticados, apresentando-se então na nova dimensão da vida, conforme as diferentes descrições, variando conforme a interpretação dos autores. Para os médiuns videntes ou escritores que em desdobramento noturno visitaram os planos inferiores onde habitam estes Espíritos atrasados, estas visões foram tidas como seres criados por Deus, mas à parte da humanidade, para nos induzir ao “pecado”. Um grande equívoco! Em sua infinita misericórdia, Deus nunca faria isto. Todos estes espíritos fracassados terão como nós, a oportunidade de reencarnarem novamente, continuando a sua rota evolutiva neste e em outros planetas. A perversão existe apenas pelo nosso livre arbítrio, na escolha entre o mal ou o bem. A divulgação pelas religiões desta versão mitológica equivocada, retratando um diabo criado apenas para o mal e de um inferno eterno, serviu apenas para infringir o medo à população ignorante, como forma de “vender” a salvação, atendendo aos interesses escusos das igrejas.
Mas, a influência destes seres pervertidos no mal sobre a nossa humanidade não pode também ser negligenciada, pois é real. Da mesma forma que existem organizações criminosas no plano físico, o mesmo acontece no outro plano da vida. Não satisfeitos em apenas sugerir mentalmente aos homens desvios morais e a prática de crimes, articulam-se como quadrilhas organizadas, estabelecendo estratégias de ataque mais eficientes, visando atingir todos aqueles que estão propensos para o mal e os que ainda não conseguiram consolidar a moral do Cristo em seu interior. No livro “Libertação” (Chico Xavier & André Luiz), o Espírito trevoso Gregório, que em encarnação anterior havia sido um alto dirigente da igreja (talvez, um Papa), comanda um grupo de obsessores, agindo de forma implacável e perversa. Mas segundo esta obra, ele é resgatado pela ação dos benfeitores, contando em particular com a participação de um Espírito de elevado padrão moral, a sua própria mãe em encarnação passada, de nome Matilde, que há séculos orava e trabalha em seu benefício, aguardando um momento propício para a sua redenção, que finalmente ocorreu, deixando os Espíritos trevosos sem liderança.
Na continuação deste acontecimento, temos as obras de Divaldo Franco & Hermínio Philomeno de Miranda, compiladas pelo Alírio de Cerqueira Filho (A Obsessão e o Movimento Espírita), que trata deste assunto. Ele descreve sobre uma reunião que se seguiu ao resgate de Gregório, onde um Espírito trevoso para substitui-lo foi escolhido. Entre vários candidatos apresentados, todos com vasto currículo de crimes e maldades cometidos aqui na Terra, o vencedor foi um Espírito que em sua reencarnação como rei mongol no século XIV (provavelmente Tamerlão), deixou um rastro de destruição e sangue, com total desrespeito pela vida humana, sendo frio e implacável com todos os vencidos. Após sair dos planos inferiores para participar desta assembleia e contando com a ajuda de conselheiros que vibravam na mesma sintonia com o mal, traçou um plano de ação para a obsessão em nosso planeta.
Segundo Tamerlão, quatro pontos de ataque deveriam ser concentrados sobre a criatura humana:
Sexo: O homem é um animal sexual que se compraz no prazer e deve ser estimulado ao máximo. Aproveitando a sua fragilidade, todas as ferramentas da sedução deveriam ser empregadas de modo a desvia-los para as práticas sexuais desregradas. Realmente, este é o ponto mais fraco da maioria dos seres encarnados. Nesta ação, desde a influência mental, e até mesmo provocar encontros escusos que possam ocorrer tanto na convivência diária do ambiente profissional como nos eventos sociais, para facilitar os desvios de conduta. Empregando todo o tempo necessário, observam os pontos fracos e estudam as  reencarnações anteriores, para estabelecerem as armadilhas, que possam provocar as mesmas situações de fracasso em encarnações pregressas. Além disto, quando dormimos, deixamos provisoriamente o corpo físico, e entramos em contato mais direto com o mundo espiritual. Nestas viagens astrais, tanto podemos visitar planos superiores (se estivermos moralmente equilibrados) como podemos ser projetados para as zonas inferiores do Umbral, onde os obsessores podem nos conduzir para locais de perversão moral, ondem ocorrem verdadeiros bacanais, degradando ainda mais as mentes de todos que vibram nesta sintonia mental;
Narcisismo (orgulho, vaidade): mesmo as pessoas que possuam conhecimento doutrinário, incluindo adeptos do Espiritismo, mas que não tenham conseguido ainda interiorizar a Doutrina de Jesus (vivência Cristã) tornam-se presas fáceis destes obsessores. Segundo Divaldo Franco, no livro “Sexo e Consciência”, concentrar atenção exclusivamente nos aspectos científicos do Espiritismo, é um mecanismo de fuga, para não termos de enfrentar o desafio do autoburilamento espiritual. Muitas lideranças religiosas, mesmo com elevado valor moral, que inclusive conseguiram grandes avanços no conhecimento das revelações cristãs, chegam a fracassar fragorosamente quando colhidos nas teias da vaidade;
Poder: tem prevalência na natureza humana. A sensação de ser importante, e a busca irrefletida por cargos e posições de realce social. Ao invés de buscar cultivar a humildade, como nos ensinou Jesus, aprendendo a servir, o ego humano para as pessoas despreparadas, consegue ainda dominar o bom senso de muita gente. Não são poucos os centros espíritas que sofrem pelos desentendimentos originados na busca pelo poder, visando assumir a direção das casas, o que é um grande paradoxo, pois sendo uma escola de almas, isto não deveria acontecer;
Dinheiro: compra a vida e escraviza as almas. Quantas atitudes irresponsáveis e crimes são efetuados na busca desenfreada pela riqueza. Pelos prazeres terrenos que pode proporcionar, o dinheiro continua sendo um grande instrumento dos obsessores para aliciar todos àqueles que caem em suas armadilhas. Não foi por acaso que Jesus deixou um grande ensinamento: “Mais fácil uma corda (de pelo de camelo) passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.
Na conclusão de sua apresentação para a malta de Espíritos trevosos, convocados especialmente para aprovarem a sua estratégia de ataque sobre a humanidade, disse então Tamerlão: Sexo, Vaidade, Poder e Dinheiro. Mesmo que alguém resista a alguma destas armadilhas, quem conseguirá superar todas as quatro juntas? Esta estratégia entrou em operação na década de sessenta, identificada através dos movimentos de liberação sexual (sem responsabilidade), disseminação no uso de drogas aditivas, músicas barulhentas (metais, satânica, de horror), aumento da violência. A implementação desta estratégia maligna continua aumentado a cada dia, tanto pela ação dos obsessores, como pela invigilância dos homens.
Jesus nos ensinou que apenas lobos caem em armadilhas para lobos. E, o Espiritismo esclarece que temos sempre a companhia conforme a sintonia que estabelecemos. Para todos aqueles que perseveram no bem, buscam a literatura e filmes edificantes, tem uma conduta moral e ética no seu dia a dia, uma frequência salutar ao Centro Espírita (ou templo religioso de sua preferência), o culto do evangelho no lar, realmente nada existe a temer. Assim como respiramos e nos alimentamos, ingerindo nestes processos milhões de vírus e bactérias nocivos todos os dias (que estão naturalmente presentes na nossa atmosfera e muitas vezes nos alimentos), mas que não nos causam danos, pois são destruídos pelos anticorpos presentes em nossas defesas imunológicas, também o nosso hálito mental superior é capaz de estabelecer um campo magnético de proteção, similar a uma redoma de vidro, permitindo que fiquemos refratários a qualquer vibração dos Espíritos obsessores. Mas estes existem, e ainda serão permitidos a sua atuação por mais algum tempo, principalmente nesta fase de transição planetária, como parte do processo de separação dos Espíritos que continuarão a reencarnar na Terra, daqueles que serão exilados para um planeta inferior, conforme se refere o apóstolo João em seu livro de revelação (Apocalipse) escrito durante o exílio na ilha de Patmos. Orai e Vigiai no ensina Jesus. Tenhamos fé em Deus, e persistência na nossa transformação moral!
Fonte: União Espírita de Piracicaba- por: Álvaro Augusto Vargas