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terça-feira, 12 de setembro de 2017

“VOCÊ PERDOARIA O ASSASSINO DE SUA FILHA (O)?”Leia esta história verídica contada por J. Raul Teixeira e reflita:



"Uma jovem saída de uma família espírita, de uma cidade do sul de Minas Gerais, demandou para São Paulo, acabara de formar-se e era jornalista. Era a única filha dentre 3 filhos. Ela conseguiu logo que chegou a capital paulistana, uma colocação ligeira. Mas, na medida em que o tempo foi passando, as suas capacidades, as suas possibilidades, a sua criatividade, um espírito afável de uma jovem profissional espírita, foi granjeando a simpatia geral. Em pouco tempo, a jovem foi convidada para dirigir um programa de informações, música, na Jovem Pan, e passou a residir na cidade de Campinas. O seu programa galvanizava a mocidade, ela era entusiasta, deixava vazar na sua atividade a sua proposta espírita. Mensagem espírita, sem rótulo, sem título. Mas a sua forma de fazer o programa, passava a mensagem de esperança, de entusiasmo, de cordura, de dignidade, de coragem no Bem. E o tempo passou . . . Seus pais no sul de Minas, até hoje são trabalhadores da mediunidade, e os meninos hoje rapazes, homens feitos, atuantes no movimento juvenil da época. Ela então, paulista por adoção, conheceu um jovem por quem se enamorou. Ele também por ela se encantou, e logo nos primeiros contatos, ela se deu conta que ele era um dependente químico. Mas, e o amor que não vê estas coisas . . . Com a sua crença, com a sua fé, ela supôs poder ajudá-lo, e quem sabe, retirá-lo desse pântano aterrador que é a dependência química. Ele se enamorou por ela de tal forma, que já não concebia a vida sem a sua cooperação. E, apesar de todas as preocupações, os pais entenderam que havia um bem querer recíproco. E o casal chegou às núpcias. Mas tão logo se casaram ele começou a demonstrar um ciúme doentio por sua esposa. E pelo tipo de trabalho que realizava, não podia cercar-se de timidez, não podia esconder-se do público. Quando estava sóbrio conseguia suportar e superar. Quando embriagado pela droga, mostrava-se agressivo, estranho, violento. Um dia, a notícia explodiu no sul de Minas, depois de ter feito estrago em Campinas. Ela acabara de ser assassinada pelo jovem esposo. Num surto de loucura, após o uso de drogas. Todos ficaram a pensar o que faria a família assim que soubesse. A notícia, então, chegou ao sul mineiro. E os pais e irmãos foram para Campinas. Imediatamente a polícia prendeu o jovem, porque ele não fugiu. Caíra em si e em desespero. Os pais e os irmão foram tratar das providencias legais para enterrar o corpo. E a mãe, foi visitar o atormentado genro na cadeia. Foi chorar com ele as dores da perda. Foi perdoá-lo. Foi amá-lo. E fazer com ele o Evangelho. Ninguém esperava. As lágrimas de dor não continham mágoa, não continham ódio. Depois do enterro, a família, todos os finais de semana demandavam à Campinas para fazer com ele o Evangelho, para visitá-lo, para amá-lo. Admitiram que ele cometera um desatino no momento de loucura porque ele a amava, porque era doente. Entenderam que se sua filha pudesse falar, pediria que lhe perdoasse. Entenderam que foi assim que Jesus Cristo ensinara, "Se alguém te bater numa face, apresenta-lhe a outra." E a vida tem duas faces: a boa e a má. Uma é a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, do medo. A outra é a da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, da dignidade.
A família chorava a saudade sem ódio, sem mágoa.
Quando ele pôde sair da prisão periodicamente por bom comportamento, não tendo família no Brasil, visitava a família da esposa, no sul de Minas, para recordar a amada, para orar por ela e por si junto aos novos entes queridos.
Acompanhando toda essa trajetória, pude sentir a presença de Cristo verdadeira sobre as vidas humanas.
Quando Cristo nasce em nossos corações, tudo se transforma, tudo se altera.
Estabelece o Espírito Joanna de Ângelis que "quando conhecemos a Jesus, nunca mais tornaremos a ser as mesmas criaturas", uma revolução enorme passa a ter lugar em nossa intimidade. Uma luz gigantesca começa a ganhar expressão dentro de nós, e a partir disso, passamos a ser cartas vivas do Evangelho. Não são raras as notícias da ação de Jesus de Nazaré na alma humana.
Advertiu Jesus: " Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra nós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados." (Mateus, VI - 14-15)

Fonte: Esprit book- por Ana Maria Teodoro Massuci 

"CIRURGIA DE MUDANÇA DE SEXO! COMO O ESPIRITISMO VÊ ESTE FATO?"

No livro organizado pela Dra Marlene Nobre de entrevistas de Chico Xavier, nos 23 anos da Folha Espírita, “há a referência de uma mensagem, recebida pelo médium, de um rapaz que fez a cirurgia de mudança de sexo no plano físico, mas, após a morte, constatou que continuava a ser homem. A cirurgia não havia modificado o seu períspirito”.
Em razão dessa comunicação, a Dra Marlene manifesta-se contrária à cirurgia de mudança de sexo:
“Sendo assim, sou contra, porque será uma decepção muito grande no mundo espiritual quando o que fez a cirurgia no plano físico constatar que de nada adiantou. Acho que permanecer com as partes anatômicas aqui ajudará a resgatar o sexo que se almeja do outro lado da vida”.
No entanto, creio que a comunicação de um espírito desencarnado não possui o condão de estabelecer regra definitiva para o caso. Já ouvimos muitas vezes: cada caso é um caso.
A constituição do ser orgânico é decorrência das suas necessidades evolutivas, que são trabalhadas pelo perispírito na condição de modelo organizador biológico.
Trazendo impressos os mecanismos da evolução nos tecidos sutis da sua estrutura íntima, plasma, a partir do momento da concepção, o corpo, no qual o Espírito se movimentará durante a vilegiatura humana, a fim de aprimorar o caráter e resgatar os compromissos negativos que ficaram na retaguarda.
Trabalhando nos códigos genéticos do DNA, aciona as moléculas fornecedoras das células que programarão a forma, enquanto o Espírito se encarrega de produzir os fenômenos emocionais e as faculdades psíquicas.
Assim sendo, é herdeiro de si mesmo, promovendo os meios de crescer interiormente através das experiências que ocorram numa como noutra polaridade sexual.
Em se considerando as graves finalidades do aparelho genésico, na sua função reprodutora, ele é repositório de hormônios especiais, que trabalham conjuntamente com os outros das demais glândulas de secreção endócrina, de forma que o equilíbrio físico, emocional e intelectual se expresse naturalmente, sem traumas ou disfunções que decorrem dos problemas que ficaram por solucionar.
A libido impulsiona o indivíduo para a realização criativa e produtiva, quando se expressa com moderação, sendo natural decorrência ancestral do instinto por cuja faixa o ser transitou durante largo período e cujas marcas permanecem dominadoras.
A qualquer distonia de sua parte, logo surgem distúrbios neuróticos e comportamentais que afetam perturbadoramente o processo reencarnatório a ela fortemente vinculado.
Essa poderosa energia motora exige cuidadosa canalização, a fim de produzir fenômenos harmônicos, que estimulem à ordem, à realização dignificadora, porquanto, assim não sendo, a sua força irrompe como caudal desordenado que passa deixando escombros.
O uso adequado da função sexual - sintonia entre a psicologia e a fisiologia da polaridade - proporciona bem-estar e facilita o crescimento espiritual, sem gerar amarras com a retaguarda do instinto, assim como, também com as Entidades perversas e viciadas que a ela se vinculam.
A sua abstinência, quando a energia que exterioriza é trabalhada e transformada em força inspirativa e atuante pelos ideais de beleza, de cultura, de sacrifício pessoal, igualmente propicia equilíbrio e empatia, já que o importante é o direcionamento dos seus elementos psíquicos, que têm de ser movimentados incessantemente, porquanto para isso são produzidos.
Em decorrência, é de fundamental importância que o Espírito reencarnado se sinta perfeitamente identificado com a sua anatomia sexual, mantendo os estímulos psicológicos em consonância com a mesma.
Quando a ocorrência é diversa - função emocional diferente da forma física - encontra-se em reajustamento, que deverá ser disciplinado, evitando a permissão do uso indevido, que proporciona agravantes mais severos para o futuro.
Eis porque é de vital importância o respeito que os pais devem manter em relação ao sexo dos seus filhos, evitando interferir psíquicamente no processo da sua formação, quando o zigoto começa a definir a futura forma consoante o mapa cármico do reencarnante.
É natural que se tenha opção por essa ou aquela expressão sexual para o ser amado; no entanto, não deve ser tão preponderante que, em se apresentando diferente do que se deseja, o amor sofra efeitos negativos. Outrossim, a invigilância que pode originar-se na genitora optando e impondo o seu desejo sobre o ser em desenvolvimento, poderá contribuir para alterar a constituição molecular, atendendo-lhe psicocineticamente a aspiração. Não obstante, porque fora da programação evolutiva do Espírito, essa mudança pode trazer-lhe prejuízos emocionais e comportamentais.
A estrutura genética em elaboração do corpo é constituída por elementos poderosos embora sutis, que atendem aos planos energéticos que agem sobre ela.
Assim, a mente do reencarnante - conscientemente ou não - como o dos seus genitores, interferem expressivamente na constituição da sua anatomia, agindo diretamente nos genes e seus cromossomos, se a vontade atuante se fizer forte e constante. Essa ação psíquica pode alterar, na estrutura do DNA os pares de purinas e pirimidinas, modificando as disposições estabelecidas e em formação.
Tal ocorrência não é rara, antes é muito mais numerosa do que se tem detectado, particularmente nas vezes em que o Espírito imprime sinais que traz de existências transatas - suicídios, homicídios, acidentes - ou de condutas que se fixaram profundamente no cerne do ser, ressurgindo agora na forma nova.
Da mesma maneira, filhos com anatomia diferente da herança espiritual - em alguns casos como efeito da preferência dos seus pais, especialmente da mãe que a trabalhou psiquicamente mantendo a aspiração exagerada do que cultivou durante a gestação - apresentam transtornos de expressão e comportamento que devem ser corrigidos na infância, a fim de se não tornarem afligentes no período da adolescência, quando da definição dos órgãos e caracteres anexos do sexo.
A orientação cuidadosa e enriquecida de amor reestrutura o binômio forma-emoção, facultando a existência saudável, sem angústias nem desassossegos.
De maneira mais grave poderá acontecer quando os estudiosos da engenharia genética, nos seus ensaios ambiciosos, pretendendo interferir nas vidas, reprogramarem através dos códigos genéticos do DNA, os sexos já em vias de formação, para que se alterem, mudando a anatomia e a função.
Nesses caso, permanecendo a programação espiritual, que passaria a sofrer ingerência externa, surgirão indivíduos com complexos problemas de conduta nessa área, desde que fortemente necessitados da experiência na polaridade primitiva que foi modificada. Encontrando-se noutra, que lhe não responde aos anseios dos sentimentos nem às necessidades psíquicas, desarticulam-se interiormente.
Existem já incontáveis ocorrências dessa natureza, que terminam em fugas terríveis para as drogas que geram dependência, que se desgastam e levam à consumpção, quando não se atiram aos suicídios desesperados para fugirem do conflito que os aturdem e dilaceram, acreditando não terem solução nem razão para continuarem vivendo.
A questão sexual é muito delicada e profunda, estando a exigir estudos sérios, sem as soluções da vulgaridade, apressadas e levianas, que pretendem resolver as situações conflitivas mediante sugestões para comportamentos insensatos, que violentam as estruturas morais do próprio ser, que passa então a experimentar distonia psíquica íntima ou desprezo por si mesmo, embora mantendo aparência de triunfo que se encontra distante de o haver conseguido.
No momento da concepção o perispírito é atraído por uma força incomparável, às células que se vão formando, nelas imprimindo automaticamente, por força da Lei de causa e efeito, o que é necessário à sua evolução, incluindo, sem dúvida, o sexo e suas funções relevantes.
A ingerência externa, alterando-lhe a formação somente trará inconvenientes, prejuízos e distonias morais.
A engenharia genética, à medida que penetrar nas origens da vida física, poderá oferecer uma contribuição valiosíssima, desde que não se imponha a vacuidade de interferir nos quadros superiores da realização e construção do ser humano.
O corpo produz o corpo, que é herdeiro de muitos caracteres ancestrais da família, que sofre as ocorrências ambientais, mas só o Espírito produz o caráter, as tendências, as qualidades morais, as realizações intelectuais, o destino ...
Eis porque, na vã tentativa de mudar-se o sexo, na formação embrionária ou noutro período qualquer da existência física, desafia-se a lei de harmonia vigente na Criação, o que provocará distúrbios sem nome na personalidade e na vida mental de quem lhe sofrer a ingerência.
Todo o corpo merece respeito e cuidados, carinho e zelo contínuos, por ser a sede do Espírito, o santuário da vida em desenvolvimento. No entanto, na área sexual, tendo-se em vista a finalidade reprodutora, o intercâmbio de hormônios poderosos quão relevantes, o ser é convidado a maior vigilância e disciplina.
Educar o sexo mediante conveniente disciplina mental é o maior desafio para a felicidade, que todos enfrentam e devem vencer.
As amarras aos vícios sexuais vêm retendo milhões de homens e mulheres na retaguarda das paixões, reencarnando-se com difíceis e desafiadores problemas que aguardam dolorosas soluções. E porque se não querem sacrificar, a fim de equacioná-los, permanecem em situações penosas quanto aflitivas.
Todo abuso ao corpo e particularmente ao sexo perpetrado conscientemente, gera dano equivalente, que permanecerá aguardando correspondente solução por aquele que se infligiu a desordem, passando a sofrê-lo.
Diante, portanto, de qualquer dificuldade que se experimente, ou face às decisões graves que aguardam atitude decisória, sempre se poderá perguntar ao Amor como resolvê-las, e esse Amor que se manifesta em toda parte, sem os condimentos das paixões perturbadoras, responderá com sabedoria meridiana que, atendida com cuidado, proporcionará equilíbrio e paz, impulsionando o Espírito pelo rumo bem orientado, pelo qual atingirá a meta para cujo fim se encontra reencarnado.

Dias Gloriosos - Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis - 2ª Ed. 1999 Ed. LEAL.