Seguidores

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

“SUICIDAS MORREM. MORREM... MAS...NÃO DESENCARNAM. ”

No espiritismo costuma se usar o termo “Desencarnar” quando uma pessoa morre, porém no caso do suicídio as coisas ocorrem de forma mais lentas.
Em diversas obras encontramos trechos em que os espíritos afirmam que ficam presos ao corpo até sua completa extinção, Allan  Kardec nos revela isso com propriedade na entrevista publicada na Revista Espírita de  junho de 1858 com o título “ O suicida de Samaritana”
“5. Qual foi o motivo que vos levou ao suicídio? - R. Estou morto?... Não...
Habito meu corpo.... Não sabeis o quanto sofro! ... Eu estufo... Que mão compassiva procure me matar!
13. Que reflexões fizestes no momento em que sentistes a vida se extinguir em vós? - R. Não refleti; senti... Minha vida não está extinta... minha alma está ligada ao meu corpo... Sinto os vermes que me roem. ”
No livro “Depois do Suicídio” de Cleonice Orlandi de Lima, temos o depoimento de Jacinto[1] :  “  Continuei com o corpo morto, mas sem poder me separar do cadáver. Assim paralisado assisti aos funerais, ouvi os lamentos e as recriminações dos presentes pelo meu ato. Horrorizado, vi fecharem o caixão sobre mim.
Fui conduzido, assistindo a tudo e sempre sentindo a dor do ferimento na boca. Carregaram-me ao cemitério, enterraram-me e me deixaram sozinho. Senti a sufocação do fundo da cova, mas não podia fazer o mais leve movimento. Estava colado ao corpo morto! As dores que sentia eram fabulosamente insuportáveis. E, logo a seguir, passei a sentir o cheiro do corpo apodrecendo. Senti a mordedura dos vermes, milhões de mordidas ao mesmo tempo, por todo o corpo. Dores incríveis!
Muito tempo depois a carne foi se separando dos ossos, foi se acabando e eu sempre ali, sentindo as dores e assistindo a tudo. A sede, a fome e o frio me torturavam. A dor do ferimento da boca nunca me abandonou. Jamais tive um único minuto de descanso, em que pudesse dormir.”
Emmanuel no livro  “O Consolador” confirma :
“Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre, em seu corpo somático, indefinidamente. (...) a pior emoção do suicida é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido."[2]
Yvone Pereira no livro “Memória de um Suicida” nos traz uma visão do que ocorre quando finalmente o espírito se desliga do corpo contando a história de Camilo Castelo Branco  que desencarnado, foi para o "Vale dos Suicidas", onde  sofreu  horrores, , durante 12 anos até ser resgatado em 1903.
Devemos ainda levar em conta que o suicídio não é só aquele brutal e relativamente rápido, tem também os fumantes, alcoólatras, e/ou viciados de maneira geral.
“O suicídio brutal, violento, é crueldade para com o próprio ser. No entanto, há também o indireto, que ocorre pelo desgastar das forças morais e emocionais, das resistências físicas no jogo das paixões dissolventes, na ingestão de alimentos em excesso, de bebidas alcoólicas, do fumo pernicioso, das drogas adictícias, das reações emocionais rebeldes e agressivas, do comportamento mental extravagante, do sexo em uso exagerado, que geram sobrecargas destrutivas nos equipamentos físicos, psicológicos e psíquicos...”[3]
Kardec  é bem claro sobre a questão do suicídio no Livro dos espíritos entre as questões 944 até 946.
“Na morte violenta as sensações não são precisamente as mesmas. Nenhuma desagregação inicial há começado previamente a separação do perispírito; a vida orgânica em plena exuberância de força é subitamente aniquilada. Nestas condições, o desprendimento se começa depois da morte e não pode completar-se rapidamente. No suicídio, principalmente, excede a toda expectativa. Preso ao corpo por todas as suas fibras, o perispírito faz repercutir na alma todas as sensações daquele.   Com sofrimentos cruciantes.”[4]
Muitos podem questionar se o suicídio pode ser induzido por um obsessor, Yone  Pereira novamente nos brinda com a resposta : “Não obstante, homens comuns ou inferiores poderão cair nos mesmos transes, conviver com entidades espirituais inferiores como eles e retornar obsidiados, predispostos aos maus atos e até inclinados ao homicídio e ao suicídio. Um distúrbio vibratório poderá ter várias causas, e uma delas será o próprio suicídio em passada existência. ”[5]
A doutrina espírita nos ensina que a morte não é o fim; e que de outra forma  a vida continua. Que muitas vezes somos influenciados por obsessores, porem esses só agem devido ao nosso desiquilíbrio, e que precisamos ter consciência do que ocorre, caso desistamos da vida a qual tivemos o privilegio de  através da reencarnação buscar compreender e superar as provas e expiações.
“A certeza da vida futura, com todas as suas consequências, transforma completamente a ordem de suas ideias, fazendo-lhe ver as coisas por outro prisma: é um véu que se ergue e lhe desvenda um horizonte imenso e esplêndido.  Diante da infinidade e da grandeza da vida além da morte, a existência terrena desaparece, como um segundo na contagem dos séculos, como um grão de areia ao lado da montanha. Tudo se torna pequeno e mesquinho e nos admiramos por havermos dado tanta importância às coisas efêmeras e infantis. Daí, em meio às vicissitudes da existência, uma calma e uma tranquilidade que constituem uma felicidade, comparados com as desordens e os tormentos a que nos sujeitamos, ao buscarmos nos elevar acima dos outros; daí, também, ante as vicissitudes e as decepções, uma indiferença, que tira quaisquer motivos de desespero, afasta os mais numerosos casos de loucura e remove, automaticamente, a ideia de suicídio.”[6]
Marcos Paterra
Marcos Paterra (João Pessoa/PB)-é articulista e membro do movimento espírita paraibano,

colaborador de diversos sites e jornais espíritas marcos.paterra@gmail.com

"RESGATE ESPIRITUAL EM UM ACIDENTE GRAVE."

"Num momento de desespero e dor, vítimas fatais de um terrível acidente são recebidas pelos médiuns e Espíritos socorristas.
As histórias vivenciadas nos trabalhos mediúnicos são reais e revelam o lado solidário da morte que é sempre nova vida."
A mediunidade sempre tem surpresas a oferecer a cada trabalho realizado. A riqueza da vida se faz presente nas histórias que os Espíritos contam. A história a seguir aconteceu em São Paulo, SP, numa noite tranqüila de março. Um caso real de resgate espiritual de vítimas de um acidente. Na reunião, as atividades do grupo mediúnico transcorriam normalmente quando, em certo momento, o médium refletiu claramente a gravídade da situação. Metade do grupo de 12 pessoas, dedicou-se ao caso. Pela psicofonia, o Espírito de uma jovem mulher falou em tom grave:
"Ajudem-nos, pelo amor de Deus. Tem mais gente lá. Alguém segure essa criança para mim!". Luciana Ferraz, a médium, tremia as mãos revelando anseio e aflição. "O que está acontecendo, de onde você vem?'; perguntou Marco Antônio ao Espírito, para compreender melhor a situação.
- "Foi horrível. Estávamos dormindo, já era noite. Repentinamente o ônibus saiu da estrada e mergulhou no rio. Foi tudo muito rápido. Estavam todos caídos uns sobre os outros e a água inundou tudo':
- "Tenha calma, estamos aqui para ajudar!" - disse Sueli, preocupada em acalmar a jovem recém -desencarnada.
- "Mas vocês precisam ir lá, ajudar os que não escaparam" - continuou o Espírito, demonstrando não saber de seu novo estado. Envolvidos na emoção, as vitimas do acidente ali presentes não notaram que estavam todos mortos. - "Muita gente não está conseguindo sair do ônibus'; avisou preocupada.
"Encaminhada por um grupo de Espíritos socorristas,
a moça foi trazida ao contato de um médium para facilitar
o encaminhamento a um hospital do mundo espiritual"
ATENDIMENTO ESPIRITUAL AOS RECÉM-DESENCARNADOS
É muito comum nos trabalhos mediúnicos o atendimento a Espíritos recém-desencarnados. O tempo desde a morte até o momento do atendimento espiritual varia bastante, desde horas até séculos. A distância também é irrelevante, pois os Espíritos se locomovem, ou são trazidos de países longínquos, muito rapidamente. Eles podem viajar na velocidade do pensamento. A rede solidária dos Espíritos socorristas não tem fronteiras nem mede esforços em seu trabalho. (M.S.)
O VIDENTE
Armando, um médium vidente, do outro lado da mesa, observou o terrível acidente. Ao cair, o ônibus virara de lado. Ficou apenas a poucos palmos acima da superfície da água. Algumas pessoas desesperadamente escaparam pelos vidros laterais. Muitos não tiveram tempo suficiente e morreram. Entre elas, o grupo acompanhando o Espírito da jovem mulher, e a criança em seu colo. Mais à frente, o médium observou corpos enfileirados lado a lado, em sua maioria com suas roupas brancas.
Na verdade ela não escapou. Mas desligando-se do corpo físico, sem perceber que morreu, saiu pela janela acompanhando outras vítimas. Orientada por um grupo de Espíritos socorristas, foi trazida ao contato de um médium para facilitar o encaminhamento a um hospital do mundo espiritual.
- "Não se preocupe com os outros. Cada um receberá a ajuda apropriada. Tudo transcorrerá muito bem:' - tranqüilizou Marco, aplicando ao mesmo tempo uma imposição de mãos.
Diversos médiuns ofereciam auxilio fluídico naquele momento de tensão. Quem controlava a complexa situação eram, porém, os invisíveis trabalhadores espirituais. Uma tarefa conjunta entre os dois planos. Aos poucos, o Espírito da moça sentiu-se sonolento. Aceitou a ajuda de enfermeiras, também Espíritos, e seguiram com as outras vítimas.
Depois de atender alguns outros casos, o grupo mediúnico debateu e comentou os acontecimentos, trocando experiências e impressões. O trabalho estava encerrado.
NO DIA SEGUINTE
É de manhã, e a luz do sol invade a janela do escritório. Marco apoiou sua mala ao lado da mesa, vestiu a cadeira com seu paletó e antes de sentar-se já ligou seu computador. Tomando um gole de café, abriu a internet para ver as últimas notícias. E neste instante foi tomado de surpresa. Enquanto lia o texto na tela, seus braços arrepiavam de emoção.
A manchete, do site BBCBrasil.com, dizia o seguinte: "Queda de ônibus em rio mata 13 pessoas na Turquia. Equipes de resgate buscam ainda 17 pessoas desaparecidas':
E a notícia informava os detalhes: "Pelo menos 13 pessoas morreram e 11 ficaram feridas depois que um ônibus caiu em um rio na região central da Turquia. Mergulhadores e outros integrantes de serviços de emergência buscam outros 17 passageiros ainda desaparecidos horas depois que a carroceria afundou nas águas do rio Kelkit. O acidente aconteceu à noite, na província de Tokat, 350 quilômetros a leste de Ancara. O ônibus transportava passageiros de Istambul para a cidade de Van, perto da fronteira com o Irã. Há notícias de que um passageiro conseguiu sair do ônibus e seguir a pé até um vilarejo local para pedir socorro, diz a agência de notícias turca Anatolia. Alguns corpos foram encontrados até 20 quilômetros de distância do acidente".
Uma grande coincidência relaciona os fatos com a comunicação mediúnica do dia anterior, refletiu Marco Antonio. Mas algumas dúvidas passaram por sua mente. Será que os detalhes batem? O dia e hora do acidente estariam compatíveis com o trabalho mediúnico? "O acidente aconteceu à noite, na província de Tokat'; dizia a notícia. Fazendo as contas do fuso horário, tudo aconteceu no dia anterior, no final da tarde daqui de São Paulo. Ou seja, horas antes da comunicação mediúnica no centro.
Um tempo depois, outro boletim apresentava mais detalhes numa página de notícias:
"TOKAT, TURQUIA - Já chega a 14 o número de mortos na queda de um ônibus em um rio na província turca de Tokat; outras 11 pessoas ficaram feridas e 18 desaparecidas, segundo a agência de notícias Anatólia. O vice-governador da província, Izzet Ercan, afirmou que as equipes de resgate salvaram 11 passageiros e recuperaram os corpos de outros 14, entre eles o de duas mulheres e uma criança". Duas mulheres e uma criança ... Era mais uma correspondência relacionada com os Espíriitos socorridos na noite anterior.
ANALISANDO O CASO
Na semana seguinte, o grupo mediúnico estava novamente reunido. Na hora dos estudos, Marco comentou a surpresa que teve na semana anterior . Sueli contou que também havia lido a notícia na internet. "É possível que realmente os Espíritos atendidos sejam do acidente na Turquia, mas no trato da mediunidade lidamos com ciência, e certeza absoluta nunca temos, mas sim um hipótese provável': comentou um dos médiuns participantes. "Mas a moça falou em português, e não em turco!", questionou Armando. "Os Espíritos comunicam-se entre si, e também com os médiuns pelo pensamento. Não há problema algum quanto a diferentes idiomas': Explicou Marco Antonio, e continuou: "Veja, estou aqui com o livro do Herminio Miranda, Diversidade de Carismas. Ele escreveu um capítulo para explicar exatamente esse fenômeno':
E então leu o seguinte em voz alta: "Ao se dirigirem ao médium, ser encarnado, não o fazem em francês, inglês, árabe ou grego, mas pela 'língua universal que é a do pensamento'. Convém enfatizar o relevante aspecto dessa informação que nos assegura, em termos inequívocos, que os Espíritos só têm uma linguagem: a do pensamento".
Depois de discutir mais alguns detalhes, todos se prepararam em prece. Começava mais um trabalho mediúnico.
Fontes: Rede Amigo Espirita
Romeu Leonilo Wagner, Belém, Pará.
comunidadeespirita.com.br; por Macedo Sarra;

Macedo Sarra