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segunda-feira, 31 de julho de 2017

“FIM DO MUNDO OU JUÍZO FINAL”


Há um alarme e um alarde geral!
No plano físico do planeta: furacões, tufões, enchentes, maremotos, erupções, terremotos, desastres e cataclismos em geral.
 No plano humano: guerras, revoluções, drogas, doenças promíscuas, sexo aviltado, agressões, assassinatos brutais individuais e coletivos, comércio de pessoas e de órgãos, corrupção de valores morais e intelectuais.
                                      Será o prenúncio do fim do mundo?!
Será que o Terceiro Milênio vai suportar, ou é nele mesmo que se cumprirá o final dos tempos, o Juízo final tão decantado?!
Em primeiro, é imperioso que se realce que por “terceiro milênio” nós entendemos apenas a contagem de uma época calendária. Com efeito, a contagem do tempo moderna é feita a partir do nascimento de Jesus, como verdadeiro marco de novos tempos. Entretanto, o calendário judaico, neste ano de 2014, está no ano 5.774, portanto, iniciando com o nascimento de Adão e, assim, com mais de 3.760 anos que o nosso calendário; diversamente, o calendário muçulmano está no ano 1.435, iniciando a contagem do tempo a partir da fuga do profeta Maomé (Hégira) de Meca para Medina, que ocorreu no ano 622 da nossa era cristã. Isso sem se falar nos calendários chinês e egípcio… cuja simples memória registra o primeiro algo como 4712 (sendo que ele data de 2637 a.C.!), e o segundo – que é o primeiro calendário (conhecido) da história da humanidade – tendo surgido por volta de 4.200 a.C., logo, com mais de 6.200 anos!
Diante disso, é incontornável a pergunta atônita: de quê Terceiro Milênio tão conturbado estamos falando? O “mundo” nosso não tem 4,5 bilhões de anos? E os seres hominais não têm milênios de existência? Há alguma razão logicamente aceita para que “este” terceiro milênio calendário seja marcado para pôr fim a tudo por aqui?
Entretanto, os mais estudiosos dos textos bíblicos e dos textos evangélicos nos lembrarão: consta que estando os discípulos diretos de Jesus mostrando a ele a estrutura do templo de Jerusalém, disse inesperadamente que dele “não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt. 24:2). Deduz-se do desenvolvimento do diálogo que foi tão incisiva e grave a previsão do Mestre, que os discípulos, assustados, o interrogaram (24:3) sobre “quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”
E Ele respondeu, como se do fim dos tempos estivesse falando mesmo (24:6-7-8): “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras, olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas, todas estas coisas são o princípio das dores.” E acrescentou (24:29): “E, logo depois, da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas”; (24:34 e 36) “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam” (…) “Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente meu Pai”.
Teria Jesus errado ou faltado com a verdade? Teria sido meramente místico? Ou teria simplesmente repetido inúmeras outras iguais previsões feitas pelos profetas judeus, em especial Daniel?
Como espíritas, vamos buscar a solução para o impasse em Kardec e nos Espíritos. E lá no Livro dos Espíritos (observações de Kardec ao pé da questão 131) encontramos o início do desvendamento do mistério. Eis as suas observações textuais: “Não temos visto a Ciência contraditar a forma do texto bíblico, no tocante à Criação e ao movimento da Terra? Não se dará o mesmo com algumas figuras de que se serviu o Cristo, que tinha de falar ce acordo com os tempos e os lugares? Não é possível que ele haja dito conscientemente uma falsidade. Assim, pois, se nas suas palavras há coisas que parecem chocar a razão, é que não as compreendemos bem, ou as interpretamos mal.” 
Pura lógica! Se escurecer o Sol e a Lua é cientificamente improvável; se caírem as estrelas do céu é cientificamente impossível; e se “geração” não foi e não será uma época restrita a um grupo de indivíduos (pois que, no caso, ela já teria passado…), mas razoavelmente uma “era”, um período geológico ou coisa parecida imensamente maior; se tudo se concatena assim, então ou não podemos compreender do quê exatamente Jesus estava falando, ou interpretamos mal sua fala, quando admitimos que ele estivesse falando do “fim de tudo”, do fim do mundo real.
A conclusão racional de tal colocação de Kardec foi lançada mais detalhadamente no livro A Gênese, cap. XVII (Predições do Evangelho), em especial nos itens denominados “Sinais Precursores” (47 a 58) e “Juízo Final” (62 a 67).
1“É evidentemente alegórico este quadro do fim dos tempos, como a maioria dos que Jesus compunha”. Sem dúvida alguma, as mentes a quem o Mestre se dirigia àquela época eram rudes e ainda incapazes de compreender raciocínios diretos (“falo-lhes por parábolas, porque…”), assim impressionando-as fortemente com figuras também fortes, em especial aquelas já utilizadas pelos seus predecessores. E estes usaram de todos os recursos para impressionar o povo, com discursos e relatos escatológicos (= que falam do fim do mundo), tais como: Daniel, Zacarias, Isaías, Moisés e outros posteriores como João no Apocalipse, muito especialmente Daniel.
Kardec suplementa que para “tocar fortemente aquelas imaginações pouco sutis, eram necessárias pinturas vigorosas, de cores bem acentuadas. Ele se dirigia principalmente ao povo, aos homens menos esclarecidos, incapazes de compreender as abstrações metafísicas e de apanhar a delicadeza das formas. A fim de atingir o coração, fazia-se lhe mister falar aos olhos, com o auxílio de sinais materiais, e aos ouvidos, por meio da força da linguagem” (…) “por meio de fatos extraordinários, sobrenaturais; quanto mais impossíveis fossem esses fatos, tanto mais facilmente aceita era a probabilidade deles.”
Mas, é óbvio, como antes dissemos, que Jesus não falaria deliberadamente uma mentira, daí deduzirmos que sob essas figuras alegóricas estavam ocultas grandes verdades: a luta entre o Bem e o Mal resta clara na predição das calamidades que viriam a assolar e dizimar a humanidade; em segundo, a previsão da difusão do Evangelho por toda a Terra (“depois dos dias de aflição, virão os de alegria”), em sua plenitude.
Mas, quando sucederão tais coisas? Todos nós formulamos a mesma pergunta que foi feita pelos discípulos que ouviam Jesus naquele momento. Não adianta ficar esmiuçando hipóteses (em especial essa de que o Terceiro Milênio é que trará as desgraças e o fim dos tempos), formulando raciocínios mirabolantes, que só fazem incutir o medo, como se faz com as crianças desobedientes. Jesus respondeu e o disse com todas as letras: Ninguém tem conhecimento, nem mesmo ele: “daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente meu Pai”, ou seja, o Criador!
E Kardec, com proficiência, aclara: “Mas, quando chegar o momento, os homens serão advertidos por meios de sinais precursores. Esses indícios, porém, não estarão nem no Sol, nem nas estrelas; mostrar-se-ão no estado social e nos fenômenos mais de ordem moral do que físicos e que, em parte, se podem deduzir das suas alusões.” Não haverá destruição inopinada do mundo como querem os místicos. Pois, não será crível, dentro dos conhecimentos hoje detidos pela razão, nem se pode supor que Deus possa vir a destruir o mundo “precisamente quando ele entre no caminho do progresso moral, pela prática dos ensinos evangélicos. Nada, aliás, nas palavras do Cristo, indica uma destruição universal que, em tais condições, não se justificaria.”
O mais lógico é concluirmos com ele, Kardec, de que, se algum fim do mundo houver, esse será o fim do mundo velho, do mundo governado pelos preconceitos, pelo orgulho, pelo egoísmo, pelo fanatismo, pela incredulidade, pela cupidez, por todas as paixões rasteiras, escudando-nos no próprio Jesus: “Quando o Evangelho for pregado por toda a Terra, então é que virá o fim.”
Para os Espíritos que aqui habitam, aqui permanecerão se estiverem evoluídos no Bem, ou então serão excluídos (movimentos migratórios necessários) para mundos compatíveis, a fim de evitar perturbações, vez que o globo por certo irá ascender na hierarquia dos mundos.
“A doutrina de um juízo final, único e universal, pondo fim para sempre à Humanidade, repugna à razão, por implicar a inatividade de Deus, durante a eternidade que precedeu à criação da Terra e durante a eternidade que se seguirá à sua destruição hipotética.” Quanto ao Juízo Final, se ocorrer, será para aqueles que passarem “pelo processo da emigração dos Espíritos renitentes e recalcitrantes em não progredir.” As aspas são para Kardec.
Conclusão lógica que com ele concordamos: os Espíritos passam por análogas fieiras a cada renovação dos mundos por eles habitados, até que atinjam certo grau de perfeição. Com a terra não é diferente; basta que se consulte a resposta dos Espíritos, no Livro dos Espíritos, questão 783 (“…quando, porém, um povo não progride tão depressa quando devera, Deus o sujeita, de tempos a tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma”). Logo, “não há, portanto, juízo final propriamente dito, mas juízos gerais em todas as épocas de renovação parcial ou total da população dos mundos.”
É a lei natural do Progresso!

Francisco Aranda Gabilan

“EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE. PESSOAS QUE ESTIVERAM DO LADO DE LÁ E VOLTARAM PARA CONTAR À SUA HISTORIA. ”´

1-A médica suíça Elisabeth Kübler Ross (08 de julho de 1926 – 24 de agosto de 2004), passou décadas ao lado de pacientes em estado terminal. Sua experiência a fez escrever o livro “Sobre a morte e o processo de morrer”, em que apresenta o modelo de Kübler Ross a informar familiares e amigos de doentes terminais na melhor maneira de conviver com a situação.
A pesquisadora estudou mais de 20.000 casos de EQM – Experiência de quase morte – e verificou que todos tinham um ponto em comum: aqueles indivíduos que foram e depararam-se com o outro lado da vida não queriam voltar para o lado de cá.  Relataram sobre o sentimento de liberdade e plenitude que experimentaram ao não estarem carregando o pesado corpo de carne.
Tiveram sensações das mais agradáveis, como se estivessem num sonho bom, mas que, infelizmente, segundo narrativas, foram obrigados a acordar e utilizar novamente a máquina física que, bem o sabemos com o conhecimento espírita, oblitera a manifestação do espírito em sua força total.
Foi-se o tempo em que triunfava o argumento de que “ninguém ainda voltou para contar como é o lado de lá”. Muitos foram, todos gostaram e quiseram ficar.
As pesquisas da Dra. Ross evidenciam um outro ponto importante: somos amparados pelos Espíritos que nos precederam na grande viagem da vida. A bem da verdade é que, seja aqui ou no Além Deus está conosco, amparando sempre.
Pena em algumas ocasiões duvidarmos de sua bondade e cairmos no fosso dos incrédulos.
Dia desses, um amigo comentou que ao comparecer ao consultório médico para renovação de sua CNH, iniciou um bate papo com a médica que o atendeu.
Estava ela amargurada com a morte do marido. Segundo ela, homem alto, forte, bonito e que se cuidava muito. Colesterol em dia, glicose idem, pressão 12/08, de menino, não obstante os seus 55 anos.
Foi-se embora sem dizer “adeus”. Numa dessas noites dormiu com a visita da lua, porém não se levantou com o alvorecer.
Partiu fulminado por inexplicável ataque cardíaco.
Com tristeza, indagou:
– Por quê com ele se há tanta gente malvada no mundo?
– Há pessoas que vem para uma vida breve, existência curta mesmo, entretanto a morte não existe, pois o que morre é o corpo – tentou consolar o amigo…
– Chega, moço! Chega!
Calou-se meu amigo; percebeu que naquele momento suas palavras seriam inócuas, porquanto não estava a doutora com ouvidos de ouvir.
Ele apenas pediu que ela o procurasse quando quisesse conversar sobre a imortalidade da alma.
Despediu-se da doutora e partiu, não sem antes lançar lhe um olhar de compaixão…
Ela passa pela segunda etapa do luto: a raiva.
São cinco as fases do luto:  negação, raiva, negociação, interiorização e aceitação. Sugiro que estudem o modelo de Kübler Ross para melhor compreensão do tema.
Não adianta discursos religiosos ou conselhos nesta segunda etapa do luto. É preciso cada um vivenciar o luto e ter seu tempo.
Pena que para os que desconhecem a imortalidade da alma o processo de luto seja extremamente doloroso…
Não precisaria ser assim, mas, enfim, num mundo ainda demasiado materialista poucos entendem a necessidade do “morrer”…
Ainda bem que Espíritos como a Dra. Ross nos visitam aqui na Terra e deixam um legado que faz aquecer corações e esclarecer mentes.
Muitos não ouvem, mas os que ouvem terão analgésicos para suas dores…
Pensemos nisto.

Fonte: Portal do Espírito