Seguidores

quarta-feira, 26 de julho de 2017

“DORES, SOFRIMENTOS E AFLIÇÕES, SÃO INSTRUMENTOS DE CURA E REPARAÇÃO. ”

"Bem aventurados os que choram, porque serão consolados; bem aventurados os que têm fome de justiça, porque serão saciados em suas necessidades; bem aventurados os pobres de espírito, porque verão a Deus; bem aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra, e bem aventurados os que sofrem perseguições, porque deles é o Reino de Deus". (Evangelho São Mateus cap. 5; itens 5, 6 e 10)   
    Todas as vezes que questionamos a respeito das dores, sofrimentos e reparações, deixamos escapar contra Deus e contra os irmãos superiores que nos ajudam na vida diária, uma pontinha de decepção e desilusão, por acharmos que não merecemos esses obstáculos e dificuldades que chegam até nós, por falta de conhecimento necessário para compreender, e elucidar o mecanismo da cura física e espiritual do homem, cujos fios invisíveis escapam à percepção humana; pois quando a dor, o sofrimento e a aflição nos visita, é porque já foram esgotados todos os outros recursos de advertência, para que o infrator possa iniciar um trabalho de ressarcimento de débitos do passado, e, consequentemente, continuar sua evolução no caminho da luz.
    Nos dias atuais, quase todos os filósofos, pensadores e espiritualistas, são unânimes em afirmar que a dor é um recurso importante na evolução do homem, principalmente porque estamos num mundo de provas e expiações. O mecanismo da dor, do sofrimento ou da aflição, é sempre peculiar e num primeiro instante parece reavivar nossos impulsos egoístas, pois quando a pessoa está sofrendo procura atrair a atenção de todos, porque de alguma forma pensa que sua dor pertence a todos, e, quando esta se agrava, o homem pede o auxílio e se humilha diante dos outros, principalmente daqueles que têm o poder de cura.
    Outro detalhe interessante a respeito da dor, do sofrimento e da aflição, é que ocorre um despertamento na nossa humildade escondida e nos coloca em condições de ser ajudados espiritualmente, chamando atenção de espíritos enobrecidos, que se mantinham afastados, porque não tínhamos condições vibratórias favoráveis, para receber a ajuda e ter o equilíbrio orgânico restabelecido.
    Depois de muitos sofrimentos, o ser humano começa a compreender, que não somos apenas nós que sofremos, mas os outros também, e cada um de forma individual, carregando cada pessoa a sua própria cruz, que muitas vezes é muito mais pesada que a nossa, e por isso, todas as vezes que examinarmos com carinho a dor dos outros, ficamos sabendo o que está por trás dela, e consequentemente, passamos a compreender melhor a nossa dor; mas não podemos deixar de lembrar que nenhuma dor, sofrimento ou aflição, se estabelece sem que esteja de acordo com a justiça e a bondade de Deus, e sem que esteja enquadrada na Lei de Causa e Efeito, que permite que seja deflagrada, moldada no merecimento para ser atenuada, ou na intensidade faltas para que seja agravada a situação do infrator.
    Devemos reconhecer então que, quando surgem as tribulações, são bênçãos que descem sobre nós em forma de dores, sofrimentos e aflições, mas que são temporárias, e às vezes com duração efêmera, com a única finalidade de nos corrigir diante da vida, de Deus, e dos homens; constituindo-se na maioria das vezes, em remédios salutares para as mazelas da alma imortal. Do ponto de vista materialista é natural que a dor seja temida e compreendida como uma infelicidade; o mesmo ocorrendo com quem está no mundo espiritual, onde muitos espíritos passam por dores, sofrimentos e aflições, devido às lesões que provocaram no corpo espiritual, face aos excessos cometidos quando envergavam uma roupagem carnal.
    Nas sessões mediúnicas, em que se comunicam espíritos por imantação fluídica nos médiuns, são realizadas verdadeiras cirurgias perispirituais nas entidades comunicantes. E, por motivos ainda pouco compreendidos pelo homem comum, esses espíritos ressentem-se dessas lesões, principalmente quando são causadas por acidentes, suicídios ou mortes violentas de todos os tipos, e o motivo de estarem com essas lesões no corpo fluídico, está relacionado com a absolvição que o perispírito realiza nas retratações no campo do bem ou do mal.
    Todo o mal ou o bem que realizamos nessa jornada terrestre fica arquivado na mente, e numa futura reencarnação, o molde perispiritual sofrerá as sequelas do mal que fizemos, ou terá as benesses do bem que envidamos enquanto vivos no campo da carne. Os doentes espirituais, sejam encarnados ou desencarnados, que necessitam de auxílio no campo das enfermidades físicas ou mentais, só conseguem ser ajudados quando deslocam sua atenção, para a possível intervenção de irmãos enobrecidos e, humildemente, oram pelo próprio restabelecimento, apelando para que a dor, o sofrimento ou a aflição, seja o mecanismo de cura, assim como, possa estabelecer o equilíbrio, reparando as faltas que, muitos espíritos contraem diante da vida física.
    Em casos específicos de dor, sofrimento ou aflição, em que milhares de pessoas não sabem o que fazer para amenizar os efeitos da tristeza, do desânimo, da melancolia e da depressão, somente a terapia do amor pode se expressar e funcionar como um antídoto que se expande e se irradia, se harmoniza e estabelece a paz, a alegria e a felicidade; terminando por geral plenitude e renovação íntima, com mudança radical no íntimo da pessoa, fazendo com ela se sinta forte e determinada, para corrigir todos os erros, partindo para uma vida nova, cheia de virtudes e de vitórias, não sobre os outros, mas sobre si mesma. A terapia do amor se manifesta também pelo intercâmbio afetivo, com o espírito renovado, procurando estabelecer laços de simpatia e de afetividade; e nesses casos, os indivíduos se completam, permutando hormônios que relaxam o corpo físico e dinamizam as fontes de inspiração da alma, impulsionando os seres para o progresso da evolução infinita, na busca incessante da nossa origem, que é Deus.

Djalma Santos-Correio Espírita

“O QUE SÃO TRABALHOS ESPIRITUAIS? PODEMOS PAGAR POR ELES?

Você sabe que existem trabalhos espirituais pagos. São trabalhos para os mais diversos fins, quase sempre de fundo egoístico, em que a pessoa que paga o trabalho espera um resultado imediato – sem pensar nas consequências.
Existem muitas pessoas que não são espíritas – mas pensam que são. São pessoas sem instrução, sem interesse pelo estudo, que acham que qualquer religião, qualquer atividade ou manifestação envolvendo espíritos é Espiritismo.
São essas pessoas que fazem simpatias, que procuram consultas para tratar dos seus problemas pessoais, que buscam na religião um meio de resolver os seus caprichos, um meio de conquistar as coisas que querem, um atalho para saciar os seus desejos mundanos.
Tem muitas casas, geralmente dirigidas por um médium, que não têm nada a ver com a Doutrina Espírita. O mediunismo existe desde que o homem é homem; a Doutrina Espírita surgiu com Allan Kardec no século XIX.
O que NÃO é Espiritismo
Nessas casas geralmente há consultas. Consultas pagas. Joga-se búzios, joga-se cartas, essas casas que prometem trazer a pessoa amada em três dias, esse tipo de coisa.
Quem dirige essas casas geralmente é um médium com razoáveis condições de trabalho. É alguém que reencarnou com a tarefa de trabalhar em benefício do próximo e acabou se desviando. Muitos espíritos acumulam experiência com o mediunismo e com as próprias capacidades psíquicas. Infelizmente, ao longo de várias existências utilizam esse conhecimento de maneira egoísta – ou, pior ainda, voltados diretamente para o mal.
Em determinado momento da sua trajetória eles se arrependem do mal que vêm cometendo e se comprometem a trabalhar em benefício do próximo. São auxiliados por espíritos mais elevados a reencarnar em condições adequadas ao exercício da mediunidade. Mas, por uma série de motivos, sempre de natureza egoística, acabam se desviando do Bem novamente e trabalham por conta própria associados a espíritos desencarnados de baixa evolução: espíritos vampirizadores, técnicos das trevas detentores de grande conhecimento e às vezes com seres de grande poder absolutamente voltados para o mal.
Quem se envolve com esse tipo de espíritos está se metendo numa grande enrascada. Nós temos que ter bem claro que espíritos são espíritos, não há diferença, em termos morais, entre encarnados e desencarnados.
Vamos pegar um exemplo dos mais comuns: “trago a pessoa amada em três dias”. A pessoa amada foi embora. Não quer mais nada com você. Você não se conforma e vai atrás de um desses anúncios. Lá eles dizem para você que a pessoa foi amarrada, que fizeram um trabalho para separar vocês. Para desmanchar esse trabalho tem que fazer outro trabalho mais forte.
Pode ser verdade que foi feito um trabalho para separar vocês. Mas isso não se resolve fazendo um outro trabalho do mesmo tipo. Isso é devolver o mal com o mal, é uma prática frontalmente contrária ao ensino de Jesus, que é o que deve nos nortear. O ensino de Jesus tem que ser o nosso guia, sempre.
A solução para esse tipo de situação eu não posso tratar aqui. Isso é muito complexo, depende de uma série de fatores.
Mas pode ser que não haja trabalho nenhum para separar vocês. A pessoa amada foi embora porque não quer mais ficar com você, simples assim. Você talvez deva rever à sua maneira de ser e verificar porque não deu certo; não é o caso para forçar a barra e querer trazer a pessoa amada de volta a qualquer custo.
Aí vem o trabalho. Para começar, nós não temos garantia de que o trabalho vai ser feito. O que é certo é que nós estamos nos envolvendo com espíritos que, se estivessem encarnados e nós pudéssemos vê-los e conversar com eles, dificilmente nós iríamos solicitar os seus serviços.
Mas digamos que eles resolvam executar o trabalho. No que consiste esse trabalho?
Esses espíritos podem atrapalhar diretamente o novo relacionamento da tal pessoa amada, podem projetar imagens que provoquem desejo por você, podem “assoprar” determinadas frases incessantemente na mente da pessoa amada, podem fazer com que a pessoa amada se sinta terrivelmente mal longe de você – então você provoca um encontro e o mal-estar passa como que por encanto…
Isso é o básico, isso qualquer espírito é capaz de fazer. Pior que isso é o uso da tecnologia por parte de técnicos das trevas, o que acaba afetando outras áreas da vida da pessoa; ou, pior ainda, o uso de magia – que quase nunca é detectada nos centros espíritas.
Magia negra numa visão espírita
Imagine que você, em vez de pagar um trabalho espiritual, resolva pagar alguém para prejudicar outra pessoa: sequestrar, roubar, incendiar a casa, matar – quem você iria contratar? Que tipo de gente se presta a esse tipo de trabalho? Só bandido! Se você se envolve com um bandido você sabe que está sujeito a chantagens, a delação, a vingança…
É claro que às vezes nós passamos por momentos muito difíceis. Algumas pessoas se desesperam e recorrem a esses trabalhos espirituais pagos. Trabalhos para o amor, para a saúde, para os negócios.
É compreensível. Mas não é uma boa solução. É o mesmo que você estar muito apertado financeiramente e recorrer a um agiota. Você até pode resolver o seu problema imediato, mas arranja um problema muito maior do qual vai ser bem mais difícil de se livrar.
Esses trabalhos são uma tentativa de fugir da própria responsabilidade –  é o velho atalho, que quando vamos ver não é atalho coisa nenhuma; é um beco sem saída: nós vamos ter que fazer o caminho de volta e retomar a nossa caminhada de onde havíamos parado.
O único modo de avançar na vida (eu não me refiro exclusivamente a essa existência, eu me refiro à vida do espírito) é através do uso das nossas próprias energias.

MOREL FELIPE WILKON- Espírito Imortal