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sábado, 22 de julho de 2017

"OS MÉDIUNS E SEUS CALVÁRIOS."

Envolta em auréola mítica por largos séculos, a mediunidade tem sido confundida, na sua realidade paranormal, transitando do estado de graça à condição de demonopatia ou degeneração psicológica da natureza humana. 
Homenageada em alguns períodos da História, noutros detestada e perseguida com dureza, ainda permanece ignorada pela presunção de uns, pela ignorância de outros, pelo preconceito que, teimosamente, se demoram, dominadores, no organismo sociocultural dos nossos dias. 
Allan Kardec foi o corajoso estudioso que lhe penetrou as causas e estudou à saciedade, estabelecendo critérios justos de avaliação e técnicas próprias para a compreensão, estudo e desdobramento das suas possibilidades psíquicas.
As suas análises abrem espaços científicos e culturais para um conhecimento lógico dessa faculdade, desvestindo-a de todas as superstições, fantasias e acusações de que tem sido vítima. 
Mediante linguagem clara e fácil ao entendimento de todos, examinou a mediunidade sob os pontos de vista orgânico, psicológico, psiquiátrico e sociológico, concluindo pela sua legitimidade e amplos recursos para a perfeita integração do homem na harmonia da Natureza, estabelecendo diretrizes morais para o seu exercício e regras comportamentais para a sua demonstração científica, elaborando um tratado extraordinário, que permanece o mais completo a respeito da paranormalidade humana, que é o insuperável O livro dos médiuns.
 Apesar disso, a mediunidade e os médiuns prosseguem como motivo de surpresa, admiração e sarcasmo, conforme o meio social em que se apresentem. 
Utilizados, invariavelmente, para futilidades e divertimentos, sofrem o barateamento da ingerência de pessoas astutas, porém desinformadas, que pretendem conduzi-los em proveito próprio ou para exibição em espetáculos que se caracterizam pelo ridículo decorrente da ignorância de que são portadores. 
Chamam a atenção pelo exibicionismo vulgar e logo desaparecem, quais cometas que passam com celeridade, sem maior benefício, para o zimbório sombrio, por onde deambulam errantes. 
A mediunidade, exercida com elevação de propósito, séria e digna, tem sofrido a incompreensão e agressividade daqueles que gostariam de utilizá-la nos jogos da ilusão e do prazer. Por consequência, os médiuns sinceros e honestos, de conduta moral incorruptível pagam alto preço pela vida moral a que se entregam e por se fazerem dóceis às orientações dos seus guias espirituais, que não convivem com ideias, discussões estéreis, rivalidades de indivíduos, grupos, nem sociedades que se entregam ao campeonato da vaidade.
Atacados os próprios arraiais do Movimento no qual laboram, são levados à praça público do ridículo por companheiros apressados, sem nenhuma folha de serviço apresentada à Causa Espírita, mas, hábeis, nos aranzéis da agressão, escrevendo ou falando, desta forma, por mecanismo de transferência psicológica, atirando no trabalhador o que se encontra neles próprios e descarregando a mal disfarçada inveja que os leva a competir, às vezes, inconvenientemente, quando deveriam compartir e participar do serviço de iluminação de consciências ao qual aquele se entrega. 
Sucede que se encontram teleguiados por mentes insanas, as quais sempre combateram e perseguiram os instrumentos das Vozes lúcidas do Além-Túmulo que vêm despertar os homens e adverti-los das ciladas preparadas por esses adversários desencarnados, incansáveis nos seus malfadados programas de perturbação e crimes, obsessão e loucura...
 Além destes, que medram com exuberância nos dias atuais, a dureza dos descrentes e gozadores sempre está disposta a agredir os médiuns e acusá-los de serem portadores de desequilíbrios da mente, do sexo, da conduta, por serem diferentes, isto é, por adotarem um comportamento saudável, que aqueles têm como incompatível com os dias de luxúria e abuso de toda natureza, ora vigentes. 
Outros perseguidores ainda repontam em pessoas que procuram depender emocionalmente do amigo da mediunidade, as quais, contrariadas por este ou aquele motivo, verdadeiro ou falso, se levantam para infligir maior soma de sofrimentos a quem sempre lhes aturou com paciência a preguiça mental e as irregularidades morais, brindando-os com palavras amigas e consoladoras... 
Já não se apedrejam, nem se encarceram ou conduzem à fogueira os médiuns. Todavia, a maledicência e a acrimônia, a crítica sistemática e as exigências de consultas largas quão inócuas constituem prova e martírio para os instrumentos abnegados que se entregam ao ministério com unção. Além do círculo de erro exterior que os comprime, a sua condição humana exige-lhes muitas renúncias silenciosas, que os amigos fingem não ver, por considerarem que a mediunidade, segundo alguns, é um privilégio que libera o seu portador das aflições e processos de evolução pela dor. 
Carregando todos os problemas inerentes à sua situação evolutiva, remuneram a alto preço a existência, em holocaustos admiráveis e perseverantes no Bem, que os credenciam a receber maior assistência e amor dos seus amigos espirituais. 
Por fim, sofrem o assédio tanto das entidades inimigas do progresso da Humanidade, como dos seus próprios adversários espirituais, que não os perdoam pela tarefa que desempenham em favor de si mesmos e das demais criaturas. 
O calvário dos médiuns é oculto e deve ser vivido com dignidade, sem queixas ou reclamações, pois que é, também, o pórtico da ressurreição gloriosa, de onde se alarão às regiões felizes, depois de cumpridas as tarefas de amor e esclarecimento, de caridade e perdão para as quais reencarnaram. 
Têm por modelo Jesus, que lhes permanece como o Conquistador Inconquistado que, morrendo por amor, distribui vida para todos aqueles que o buscam e nele creem, servem e passam, rumando na direção da Imortalidade... 
Vianna de Carvalho
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 20
de abril de 1988, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador Bahia.

Em 19.7.2017.

"ESTADOS ALUCINATÓRIOS E VAMPIRISMO NO ALÉM DA VIDA"

“Quase todas as almas situadas nessas furnas e locais sombrios da espiritualidade, sugam energias dos encarnados e lhes vampirizam a vida, como se fossem lampreias insaciáveis no oceano do oxigênio terrestre". Livro Libertação pelo espírito de André Luiz – Francisco Cândido Xavier

Depois que somos colhidos pela ação inexorável e devastadora da morte, não mudamos absolutamente nada; continuamos a ser exatamente o que éramos antes, porque carregamos conosco os vícios, desejos, e paixões, assim como as virtudes e méritos, não ocorrendo nenhum milagre com o evento da desencarnação. Assim, os espíritos que partem para o outro lado da vida, endividados com crimes hediondos, chacinas, massacres, estupros, pedofilia, luxúria, parricídio, infanticídio, entre outros, são atraídos depois da morte do corpo físico para zonas sombrias e trevosas da espiritualidade, e ali se juntam a milhares de outros, num estado alucinatório incrível, formando verdadeiras quadrilhas de malfeitores do espaço, que passam a assediar os encarnados que sintonizam com eles, suma simbiose incrível de viciação, com prejuízo incalculável para a humanidade terrestre. 
Esses espíritos enlouquecidos pelos crimes que cometeram, se voltam exclusivamente para a prática do mal e se envolvem com a vida física dos encarnados, atuando  permanentemente na influenciação dos seres humanos, sujeitando aqueles que se afinam com eles numa dominação constante e agressiva, sugestionando-os diuturnamente a maus hábitos, pendores e vícios, numa associação mental cuja parceria é degradante e que pode levar o encarnado à loucura, pois se tratam de espíritos perversos, denominados “ vampiros”. E assim o são porque sugam as energias dos encarnados e vampirizam a vida de quem se deixa encantar pelos prazeres carnais, oferecidos para aqueles que se deixam iludir pela atração da matéria. 
Muitos filósofos e cientistas catalogam esses malfeitores do espaço como sendo seres  à parte da criação divina, o que é um erro, porque na realidade são apenas homens e mulheres despidos da roupagem carnal, e que, quando viviam na Terra, se enveredaram pelo caminho do mal, comprometendo com todo o tipo de faltas graves, sendo avessos aos conselhos e religiosidade. Depois da morte, encontrando apoio mental nocivo para a continuidade dos erros, são recebidos na espiritualidade efusivamente por aqueles que já se encontram engajados na senda do mal. Esses “vampiros” procuram sempre aumentar o contingente de perversos, recrutando novos adeptos entre aqueles que partem para o outro lado da vida comprometidos com o mal. 
Essas criaturas tenebrosas do astral inferior, depois de muito tempo praticando maldades e estagiando em zonas do Umbral, Trevas e Abismo, perdem até mesmo a fisionomia física que é um patrimônio do “Corpo Espiritual”, passando a apresentar semblantes animalescos, devido à descaracterização da forma humana. Esses irmãos, que estagiam nessas zonas entenebrecidas do mal, não estão desamparados da misericórdia divina, pois têm o apoio dos bons espíritos que os ajudam a se libertar desse tipo de vida. Eles são perfeitamente reabilitáveis, desde que assim desejem do fundo do coração, sendo necessário para isso o arrependimento sincero, colocando-se à disposição dos benfeitores do espaço para uma nova vida de paz, alegria e felicidade. 
       As lutas e as provações, dores e sofrimentos, estarão sempre no nosso caminho e, por isso, precisamos enfrentar com galhardia, coragem e determinação essa atuação insidiosa dos espíritos que vivem em faixas vibratórias de baixo nível, exercendo uma vigilância diuturna no nosso comportamento, evitando invadir fronteiras alheias, criticar ou falar mal dos outros, enfim, levar uma vida ética e compartilhada em que ninguém possa falar mal de nós, mas, antes, sermos elogiados pela nossa atuação junto aos nossos semelhantes numa convivência pacífica e generosa, angariando laços fraternos e de amizade que servem de anteparo e socorro quando passarmos para o outro lado da vida. 
A forma animalesca que muitos desses espíritos apresentam, seja no Umbral, nas Trevas ou no Abismo, provoca medo e pavor em espíritos sem fé e confiança em Deus, e é interessante observar que só se aproximam de quem os atrai através do sexo desregrado, do vício do fumo, do álcool, das drogas, do jogo ou através de ações violentas contra os nossos irmãos de luta. De um modo geral, os chamados “vampiros” do espaço, apresentam verdadeiras carantonhas, e o vestuários deles quase sempre é roto e maltrapilho, o que causa susto nos videntes que entram em contato com eles.
Djalma Santos- Correio Espírita.