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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

“A EVOLUÇÃO ESPIRITUAL DO SER HUMANO. ”

Meus irmãos, como falar do mal nos soa familiar, mas descrever nossa caminhada para a presença sublime do Criador ainda nos parece um desafio e isso ocorre porque já galgamos as etapas mais espinhosas do caminho, conhecemos o mal, mas ainda estamos muito distantes do nosso destino. É fácil olhar para baixo, mas muito difícil olhar para cima. A luz ainda nos cega.
O espírito imortal se origina de um “quantum divino”, a mônada primordial, daí dizer que temos a centelha de Deus e somos Sua imagem e semelhança. Essa mônada passa a residir, nascer, em diferentes formas de vida, de todos os domínios naturais, desde microrganismos, que vivem por minutos, até os animais ditos “superiores”. Ao Pai nenhuma forma de vida é superior a outra, visto que todas estão em um longo caminho que Dele se origina e para Ele converge. Durante esse processo, que envolve milhares de formas de vida pelo caminho e consome bilhões de anos, o comportamento instintivo e os sentimentos básicos afloram, moldando o ser espiritual em desenvolvimento, adquirindo experiências e desenvolvendo os potenciais latentes.
O período em que a mônada, em seus estágios iniciais de evolução, permanece na erraticidade é irrisório e, após a morte da forma de vida que a hospedava, um novo organismo hospedeiro a recebe. A transferência é quase imediata. Não existe, praticamente, tempo de erraticidade para as formas mais simples de manifestação do princípio inteligente.
A descrição da existência de animais nos planos não físicos, por assim dizer, não é nova entre vocês. Companheiros sérios, por médiuns diversos, já fizeram considerações detalhadas sobre a plenitude da vida em diversas esferas e isso é real. A evolução biológica e espiritual também se processa nas esferas vibratórias paralelas ao universo físico. A vida e a evolução encontram caminhos e caminham sempre juntas, em profunda parceria. Em nosso meio, espécies hoje extintas no plano físico ainda percorrem os prados e a mônada amplia as suas possibilidades.
Após nascer e renascer diversas vezes em espécies intelectualmente cada vez mais complexas, como os primatas e mamíferos aquáticos, a mônada, que há muito deveria ser chamada de espírito, por ter suas capacidades individualizadas pelo aprimoramento, passa a viver em outros orbes e dimensões paralelas do nosso mundo, reencarnam entre os elementais, seres míticos que povoam as lendas de todos os povos do mundo e que, de fato, existem. Muitos humanos preferem voltar a viver entre eles, preparando o crescimento desses irmãos para o renascimento como homens propriamente ditos.
Os elementais vivem nas dimensões mais próximas à crosta, em diferentes esferas vibratórias e ali completam o desenvolvimento das habilidades básicas, desenvolvendo o intelecto e ampliando o arcabouço moral que caracteriza os “humanos” ao redor do universo.
No passado, a transição entre os elementais e os humanos era realizada entre hominídeos pré-humanos, dotados de consciência ainda fragmentária, revendo os passos que já foram trilhados por aqueles que deram origem à espécie humana. Essa etapa do processo não mais ocorre no plano físico terreno, mas em orbes primitivos, que ainda não deram início ao desenvolvimento de sociedades complexas.
Futuramente, na condição humana, renascem em povos primitivos tecnologicamente, mas já plenos em seus atributos de consciência. Não podemos falar que os povos que apresentam cultura material mais pobre são “espiritualmente primitivos”, posto que muitos espíritos de grande envergadura, como Sequoyah e Si’ahl , conhecido como chefe Seattle, entre os índios norte-americanos, viveram entre esses povos como forma de colaborar para o contato com a civilização que os envolvia, e o fizeram brilhantemente. É pobreza espiritual nossa julgá-los pelas aparências.
Gostaria de deixar bem claro que não existe uma pirâmide evolutiva no sentido mais estrito, mas caminhos que podem ser percorrido de diferentes formas, sendo que, quando me refiro a “homens ou humanos”, englobo todas as espécies que possuem grande capacidade de interação entre seus indivíduos, consciência de sua existência pessoal e discernimento, independentemente do formato do corpo físico, que obedece às condições que imperam em cada planeta onde a vida atingiu níveis de consciência satisfatoriamente estruturada, como nos alerta o próprio Livro dos Espíritos. Em muitos desses mundos, a vida floresce apenas nas dimensões paralelas ao plano físico, de forma que, para vocês, diversos sistemas planetários podem parecer desertos inóspitos, enquanto para nós, vida hospitaleira pode ser contemplada.
Fenômenos como esse, somados à falta de conhecimento científico aí e aqui, geraram muita confusão, mesmo entre os espíritos, que são homens que perderam o invólucro carnal, de forma que comunicações abordando a Exobiologia ou Astrobiologia deixaram de ser encaminhadas para a Terra em função de orientações da espiritualidade. A maioria dos médiuns não tem condições de atuar no intercâmbio de assuntos que envolvem rigor científico e os doutores da lei das academias modernas são ainda mais ácidos do que aqueles que discutiam a Torah no tempo de Jesus. Contudo, devo colocar que grandes surpresas aguardam-nos nas décadas que se seguirão. Cientistas terrenos farão descobertas significativas a respeito do que eles julgam requisitos para a vida.  Acreditamos que o próprio conceito de “vida” deverá ser modificado com o tempo.
No presente, todos os encarnados e desencarnados possuem alguma etapa de sua vivência evolutiva fora do planeta Terra, uma vez que poucas sociedades ditas “primitivas” sobrevivem e possuem o papel de berços para espíritos humanos necessitados de conhecer a importância da simplicidade.
Nas sociedades de caçadores-coletores remanescentes, espíritos de longas jornadas pelas espécies hominais também estagiam na simplicidade da floresta como forma de recuperar a humildade e a simplicidade perdidas em suas existências anteriores, bem como irmãos envolvidos em obsessões severas, que podem, no seio desses povos, escapar, por algum tempo, da ação de inimigos que os estavam acompanhando. Assim, não devemos vê-los, na sua maioria, como entidades que principiam a jornada ao nosso lado. Muitos nos dariam aula e a literatura universal, nos diversos planos da vida, é capaz de apresentar palavras de rara beleza saídas da boca dessas pessoas aparentemente simples.
A humanidade cósmica caminha, da mesma forma que os espíritos que a compõem, de um planeta primitivo, como já fomos recentemente, onde entidades egressas de outros orbes, através de expurgos planetários compulsórios, encarnaram entre autóctones recém-libertos das amarras que constituíam sua vivência entre as diferentes espécies animais e entre os seres elementares. Após milênios, com o desenvolvimento das primeiras sociedades complexas e a noção de riqueza e poder, o orbe entra na condição de mundo de provas e expiações, como estamos hoje e logo passaremos à próxima condição, a de planeta em regeneração. Pessoalmente, acredito que adentramos essa última condição nos últimos anos, com a instituição dos direitos universais do homem, na forma de uma constituição planetária, além da criação de órgãos de gerenciamos e diálogo em âmbito global. Contudo, o processo apenas engatinha e o conteúdo dos livros precisa ser traduzido em fatos reais.
Com o desenvolvimento da civilização, as crises se sucederam e sucederão e o planeta passou a dar sinais claros de que reajustes eram necessários e urgentes. O governo divino passou a enviar numerosos missionários, como Siddhartha Gautama (Buda), Confúcio, Zaratustra, Moisés, Francisco de Assis e, acima de todos, Yeshua, nosso amado Jesus, líder espiritual do nosso planeta, para dar um rumo para nossas sociedades em expansão, trazendo diferentes nuances de um código moral e espiritual.
No caso da Terra, tivemos a honra de receber o próprio soberano planetário, Jesus, entre nós. E o crucificamos. A misericórdia divina sempre se fez presente em nossas existências na carne e fora dela e o ciclo de renovação se acelera com o fim do atual período evolutivo, que se aproxima de um clímax, com sérias consequências sobre a maneira com que encaramos o progresso e a vida. Toda transição é traumática, posto que aglutina elementos de um mundo anacrônico que não quer passar e de outro que produz o medo do desconhecido e que parece não chegar, mas chega. Quando e onde? Nem o Filho sabe exatamente quando o fenômeno se dará, somente o Pai conhece os detalhes do que virá a acontecer, uma vez que todo o processo evolutivo depende do desempenho dos seus atores principais, os espíritos encarnados e desencarnados em aprendizado constante.
Após o expurgo, que já vem ocorrendo em nosso meio, o planeta e suas coletividades ingressarão na longa fase de reconstrução da identidade espiritual e cada indivíduo que o habita, em suas diferentes dimensões, será chamado ao trabalho de reeducação. Haverá um crescimento assombroso da tecnologia e se desenvolverá nos homens o respeito pela sua morada planetária, ao mesmo tempo em que as cicatrizes da destruição por nós perpetrada no planeta irão se apagando lentamente. Será o nascimento de uma sociedade mais consciente de tudo que a envolve.
Espera-se que os primeiros contatos entre humanos e seus vizinhos cósmicos ocorra nessa fase e acelere ainda mais o desenvolvimento tecnológico e moral de nossas sociedades, que nessa altura passarão a se encarar de uma forma mais fraterna e mais distante dos pensamentos imperialistas de poucas décadas atrás. Os preconceitos motivados por aparências e crendices deverão desaparecer em função do maior intercâmbio entre os povos e pela difusão da educação como requisito para o sucesso pessoal e profissional.
Não pensem que as calamidades naturais deixarão de existir ou que o clima ficará mais ameno. Isso não ocorrerá. Alguns espíritos comunicantes e médiuns se equivocam quando falam das calamidades naturais em curso. Elas sempre ocorreram e se tornaram mais destacadas em função do crescimento de nossas coletividades e a fragilidade de nosso modo de vida. Elas representam a face jovem e mutante do planeta. As mesmas erupções vulcânicas que espalham destruição por cidades situadas nas encostas de vulcões, também trazem os elementos químicos indispensáveis à vida. Os mesmos movimentos tectônicos que provocam tsunamis e terremotos são os responsáveis pelo rejuvenescimento da face do planeta e por criar condições adequadas para a tectônica de placas, que distribui o calor do coração planetário à sua volta. As catástrofes representam, para o planeta, o que o ciclo encarnação-desencarnação representa para o espírito, ou seja, mudança e novas perspectivas. Precisamos a aprender mais com a natureza e deixar o misticismo de lado.
As modificações na biosfera são consequências de nossos próprios atos e demorarão séculos para readquirirem o equilíbrio. Quando os espíritos falam de mudanças, os encarnados pensam logo nas transformações físicas que tomarão o mundo como palco, mas acreditamos que as principais modificações que ocorrerão se darão no ambiente psíquico e espiritual do planeta.
O que observamos e esperamos que ocorra é que, em função da maior solidariedade entre os povos, o sofrimento das vítimas dessas catástrofes naturais seja mitigado e, com o desenvolvimento de novas tecnologias, possamos nos tornar menos susceptíveis a essas ocorrências e deixemos as áreas de maior risco. Nesse ponto, muitas descrições dignas de ficção, como as escritas por Júlio Verne, nada mais são do que “flashes” do desenvolvimento que o mundo hoje apresenta ou logo contemplará. Seus autores, além de bons escritores, eram, em sua quase totalidade, médiuns clarividentes ou intuitivos.
Os mundos de regeneração progridem para coletividades mais estáveis e integradas à consciência universal que emana de Deus. Quando o coletivo passa a ter mais importância do que o individual e quando sentimos alegria com a alegria alheia, entramos na distante condição de sociedades e mundos felizes, como descrito pela espiritualidade, na codificação do Espiritismo.
Nos mundos felizes, os encarnados pouco diferem dos desencarnados, no que concerne à sua sensibilidade e habilidades. Para os atuais habitantes encarnados da Terra, esses irmãos que vivem nos mundos felizes seriam considerados espíritos, de forma que teremos que relativizar o que chamamos de “planos espirituais”. Contudo, antes que a vida atinja o estágio dos mundos felizes, no final do processo regenerativo a existência física de cada um na matéria ordinária perdurará por séculos e milênios, em função de terapias médicas e regeneração celular, o mesmo período de tempo que permaneceremos na erraticidade.
A condição dos mundos felizes somente poderá ser atingida quando a nossa materialidade for vencida. A humanidade, como a conhecemos, terá de “morrer” para que outra renasça em planos mais iluminados do que o nosso. Nessa condição, o que poderá ser considerado encarnado ou desencarnado representará apenas um detalhe, como pode ser lido no Evangelho Segundo o Espiritismo, quando o assunto da evolução planetária é contemplado.
Nessa fase, a alternância de vidas nas esferas de trabalho e esferas de refazimento (5) seguirá a vontade do próprio espírito e a necessidades de correção de suas imperfeições, que irão sugerir como e onde deverá se iniciar mais um ciclo entre os encarnados. Nessa fase, o intercâmbio mediúnico será corriqueiro e constante, enquanto as religiões irão se tornando cada vez mais indistinguíveis umas das outras, deixando de lado a estrutura hierárquica e a fé dogmatizada do passado distante e apresentando uma estrutura mais fluída e que representa a lenta ascensão em direção a Deus. Os homens passarão a dar mais valor às semelhanças, que os unem, do que para as diferenças, que ainda os separam.
No âmago de nossos corações conseguimos sentir como esses mundos são e o nosso deverá se tornar e isso como um estímulo para o nosso próprio crescimento. Com o tempo, a necessidade de mundos mais densos, físicos, em nossa dimensão do contínuo tempo-espaço, irá se reduzindo e, por fim, se extinguirá. A civilização, como a conhecemos, precisa agonizar para que entremos no universo dos mundos plenos, chamados de reinos angelicais pelos egressos do cristianismo mais tradicional, nos quais os espíritos comungam diretamente da fonte divina, livres do processo de renascimento e morte.
Nessas condições, não perdemos a nossa consciência ou individualidade, mas podemos interagir de diferentes formas com a criação e com o Criador. Os verdadeiros anjos já se libertaram da sua humanidade e com ela aprenderam o seu real papel no universo e passaram a guiar os irmãos que iniciaram a jornada e estão dando os primeiros passos. Por isso sempre estivemos e estaremos amparados nesse processo contínuo.
Somente assim, quando os segredos da criação deixarem de nos limitar e passarmos a sentir plenamente a presença do Criador é que estamos libertos. Aqui, costuma-se dizer que nessa fase o Pai comunga com Suas criaturas, as maravilhas da criação. Bilhões de anos terão transcorrido até que isso tenha ocorrido conosco.
Estamos, no presente, mais próximos do começo do que do fim desse caminho, mas os trechos mais difíceis da jornada já foram atravessados
Autor espiritual: Joseph Gleber-Médium: Elerson Gaetti

Texto retirado do livro “Vida Além da Vida” volume 1, de autoria de Ishmael ben Gurion e Joseph Gleber

domingo, 24 de setembro de 2017

“UM CORPO PARA O ALÉM”

O Homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semi material que une o Espírito ao corpo material. Allan Kardec define o corpo espiritual como perispírito, composto a partir do prefixo grego peri, em torno. Seria, portanto, como que o “revestimento” do Espírito.
O perispírito é o elo de ligação entre o Espírito e a carne.
Daí dizer-se que o homem é composto de três partes distintas:
Espírito, perispírito e corpo físico.
Como o perispírito é uma espécie de fôrma da forma física, ao desencarnar o Espírito tende a conservar a morfologia humana. Em condições especiais pode tornar-se visível aos homens, como nos casos citados.
Há múltiplas funções exercidas pelo corpo espiritual.
Está sempre presente nos fenômenos mediúnicos. É a natureza de sua ligação com o corpo físico que vai determinar se o indivíduo terá maior ou menor sensibilidade, se terá determinada faculdade a desenvolver.
Quando alguém está extremamente debilitado fisicamente, afrouxam-se os laços perispirituais, facultando-lhe visões do mundo espiritual. Esta a razão pela qual os moribundos parecem ter alucinações, reportando-se à presença de familiares e amigos desencarnados. Realmente os veem.
A saúde subordina-se estreitamente às condições do perispírito. Grande parte dos males físicos e psíquicos que nos afetam reflete seus desajustes.
A fluidoterapia ou a aplicação do passe magnético, prática comum nos Centros Espíritas, é uma transfusão de energias que tonificam o corpo celeste, com excelentes resultados.
Melhor ainda são os cuidados profiláticos – evitar o desajuste para não se perder tempo, nem desgastar-se com ele.
O perispírito reflete a vida íntima.
Consciência tranquila, deveres cumpridos, virtude cultivada – perispírito saudável.
Consciência culpada, irresponsabilidade, envolvimento com o vício, pensamento desajustado – perispírito comprometido.
Alguns casos ilustrativos.
• A mulher que pratica o aborto habilita-se à esterilidade, tumores e infecções renitentes.
• O alcoólatra terá problemas no sistema digestivo, particularmente no fígado.
• O fumante experimentará dificuldades respiratórias, envolvendo enfisema pulmonar, bronquite, asma…
• O suicida terá desajustes e enfermidades relacionados com a natureza do suicídio, a maneira que escolheu para furtar-se aos desafios da vida.
• O maledicente experimentará limitações no exercício da palavra – distúrbios vocais, dificuldade de raciocínio.
As consequências de nossas ações gravam-se no corpo etéreo a cada gesto, a cada má palavra, a cada pensamento negativo, refletindo-se em nossos estados emocionais, a gerar variados problemas físicos e psíquicos.
Por isso, se queremos cultivar a saúde e sustentar a harmonia, é preciso que observemos preciosa orientação do apostolo Paulo (Epístola aos Filipenses, 4:8):
Tudo o que é verdadeiro,
Tudo o que é honesto,
Tudo o que é justo,
Tudo o que é puro,
Tudo o que é amável,
Tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.

Richard Simonetti, livro Espiritismo, Uma Nova Era para a Humanidade.

“RELACIONAMENTO HOMO AFETIVO NA VISÃO ESPÍRITA”

A Doutrina Espírita não condena a homossexualidade; ao contrário, a respeita.
A Doutrina Espírita é libertadora por excelência. Ela não tem o caráter tacanho de impor seus postulados às criaturas, tornando-as infelizes e deprimidas. A energia sexual pede equilíbrio no uso e não abuso ou repressão. A Doutrina Espírita não condena a homossexualidade; ao contrário, recomenda-nos o respeito e fraterna compreensão para com os que têm preferências homo afetivas. Muitas vezes, pode até ser alguém tangido pelo apelo permissivo que explode das águas tóxicas do exacerbado erotismo, somado aos diversos incentivadores pseudocientíficos da depravação, que podem estar desestruturando seu sincero projeto de edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada. Por isso mesmo, não pode ser discriminado, nem rejeitado, pois a mensagem de Jesus é a de “amar o próximo como a si mesmo”.
Como já vimos com Emmanuel no início desta exposição, não há masculinidade plena, nem plena feminilidade na Terra. Tanto a mulher tem algo de viril quanto o homem de feminil. Antigamente, a educação muito rígida e repressiva contribuía para enquadrar o indivíduo homossexual de acordo com a expectativa social em volta, contrariando suas tendências espontâneas. Assumir a homossexualidade não significa mergulhar em um universo de atitudes extremadas e desafiadoras perante seu grupo de relacionamento familiar ou profissional, “mas fazer um profundo exercício de auto aceitação, asserenar-se por dentro, a fim de poder reconhecer perante si mesmo e todo seu círculo de amigos e parentes que vivem uma situação de desafio. O verdadeiro desafio é a construção interna para orientar saudável e equilibradamente os desejos. E não estamos aqui referindo-nos exclusivamente a desejo sexual e sim a toda espécie de desejos que comandam a vida das criaturas”. Emmanuel enfatiza: “O mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie [homossexual], somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade devidos às criaturas heterossexuais”.
União estável[casamento] entre duas pessoas do mesmo sexo.
Ante a miopia preconceituosa do falso purismo religioso da esmagadora maioria de cristãos supostamente “puros”, isso é uma blasfêmia. Isto torna o tema bastante complexo, e não ousaríamos opinar com a palavra definitiva. Estamos, portanto, aberto a discussões. Porém, após refletir bastante sobre o assunto e, sobretudo, tendo como alicerce as opiniões de Chico Xavier, entendemos que a união estável [casamento] entre homossexuais pode ser legítima, até porque cada um deve saber de si o que melhor norteia sua própria felicidade.
Só conseguiremos entender melhor a questão homossexual depois que estivermos livres dos (pré)conceitos que nos acompanham há muitos milênios. Arriscaríamos afirmar que a legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo é um avanço da sociedade, que estará apenas regulamentando o que de fato já existe.
Tanto o homossexual como o heterossexual devem buscar a sua reforma interior, não cedendo aos arrastamentos provocados pelos impulsos instintivos e sensuais. Lembremos: o que é ilícito ao hétero, também o é ao homossexual.
Ambos precisam “distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-las contra os desvios suscetíveis de corrompê-las. O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma”.
Mister, portanto, reconhecer que ao serem identificados os pendores homossexuais das pessoas nessa dimensão de experiência é imperioso se lhes oferte o amparo educativo pertinente, nas mesmas condições com que se administra instrução à maioria heterossexual da sociedade.
Acreditamos, por fim, que estas idéias poderão levar, a quantos as lerem, a meditar, em definitivo, sobre o assunto, lembrando que a homossexualidade transcende em si mesmo a simples questão da permuta sexual.
Fonte: Kardec Rio Preto-Jorge Hessen, autor do texto
Bibliografia: -Vida e Sexo, Emmanuel




“OS CATÓLICOS TAMBÉM FALAM COM OS ESPÍRITOS”

Falar com os espíritos, através de médiuns, sempre foi uma atitude banal ao longo da história da humanidade. Allan Kardec (o codificador do Espiritismo) descobriu as leis que regem esse tipo de comunicações. Agora é a vez dos católicos dizerem que afinal é possível falar com os familiares já falecidos. Ora veja!
O Padre Gino Concetti, comentador do «Observatore Romano», fala do Mais Além de uma nova maneira.
O Padre Gino Concetti, é irmão da Ordem dos Franciscanos Menores, um dos teólogos mais competentes do Vaticano, e comentarista do «Observatore Romano», o diário oficial do Vaticano.
A intervenção do padre Concetti, publicado num artigo desse jornal, é muito importante, porque, aqui se vêem as novas tendências da Igreja a respeito do paranormal, sobre o qual, até agora, as autoridades eclesiásticas haviam formulado opiniões diferentes. Sustenta ele que, para a Igreja Católica, os contactos com o Mais Além são possíveis, e aquele que dialoga com o mundo dos defuntos não comete pecado se o faz sob inspiração da fé.
Vejamos pois alguns extratos da entrevista, publicada no Jornal Ansa, em Itália, em Novembro de 1996.
Resposta - «Segundo o catecismo moderno, Deus permite aos nossos caros defuntos, que vivem na dimensão ultraterrestre, enviar mensagens para nos guiar em certos momentos de nossa vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, na condição de que elas sejam levadas com uma finalidade séria, religiosa, científica.»
P - Segundo a doutrina católica, como se produzem os contatos?
R - «As mensagens podem chegar-nos, não através das palavras e dos sons, quer dizer, pelos meios normais dos seres humanos, mas através de sinais diversos; por exemplo, pelos sonhos, que às vezes são premonitórios, ou através de impulsos espirituais que penetram em nosso espírito. Impulsos que se podem transformar em visões e em conceitos.»
P - Todos podem ter essas percepções?
R - «Aqueles que captam mais frequentemente esses fenómenos são as pessoas sensitivas, isto é, pessoas que têm uma sensibilidade superior em relação a esses sinais ultraterrestres. Eu refiro-me aos clarividentes e aos médiuns. Mas as pessoas normais podem ter algumas percepções extraordinárias, um sinal estranho, uma iluminação repentina. Ao contrário das pessoas sensitivas podem raramente conseguir interpretar o que se passa com elas no seu foro íntimo.»
«O Diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo.»
João Paulo II
(2 Nov 1983, perante mais de 20.000 pessoas)
P - Para interpretar esses fenómenos a Igreja permite-lhes recorrer aos chamados sensitivos e aos médiuns?
R - «Sim, a Igreja permite recorrer a essas pessoas particulares, mas com uma grande prudência e em certas condições. Os sensitivos aos quais se pode pedir assistência, devem ser pessoas que levam as suas experiências, mesmo aquelas com técnicas modernas, inspiradas na fé. Se essas últimas forem padres é ainda melhor. A Igreja interdita todos os contatos dos fiéis com aqueles que se comunicam com o Mais Além, praticando a idolatria, a evocação dos mortos, a necromancia, a superstição e o esoterismo; todas as práticas ocultas que incitem à negação de Deus e dos sacramentos»
P - Com que motivações um fiel pode encetar um diálogo com os trespassados?
R - «É necessário não se aproximar muito do diálogo com os defuntos, a não ser nas situações de grande necessidade. Alguém que perdeu em circunstâncias trágicas, seu pai ou sua mãe, ou então seu filho, ou ainda seu marido e não se resigna com a ideia do seu desaparecimento, ter um contacto com a alma do caro defunto pode aliviar-lhe o espírito perturbado por esse drama. Pode-se igualmente endereçar aos defuntos se se tem necessidade de resolver um grave problema de vida.
Nossos antepassados, em geral, ajudam-nos e nunca nos enviarão mensagens nem contra nós mesmos nem contra Deus.»
P - Que atitudes convém evitar durante contatos mediúnicos?         
R - «Não se pode brincar com as almas dos trespassados. Não se pode evocá-las por motivos fúteis, para obter por exemplo um nº do Loto. Convém também ter um grande discernimento a respeito dos sinais do Mais Além e não muito enfatizá-los. Arriscar-se-ia a cair na mais suspeita e excessiva credulidade. Antes de mais nada não se pode abordar o fenómeno da mediunidade sem a força da fé.»
José Lucas

(Extracto da entrevista publicada na revista “Presença Espírita” do Instituto de Pesquisas Psíquicas (IPP) de Salvador - Bahia - Brasil)

“O PAPA FRANCISCO E O ESPIRITISMO”

“O homem que em certa posição possa se vangloriar, se achar indispensável ou insubstituível, não tem a consciência que todos necessitam uns dos outros.
Desde o início do seu papado, Francisco mostrou ser um homem muito espiritualizado, bem mais que os seus antecessores. Simples, utiliza de palavras fortes que chegam com impacto em nossa alma. Deixou a contemplação externa para a interiorização, com o objetivo de dar valor ao homem pelo seu íntimo, pela sua alma. Demonstrou seu amor pelo próximo e um carinho especial às crianças. Mostrou-me muito mais com palavras que encontro constantemente no estudo da Doutrina Espírita, como se quisesse repassar os ensinamentos de Jesus de um modo mais claro, como fez Kardec na sua codificação.
Em 22 de dezembro passado, na mensagem de Natal, o Papa Francisco surpreendeu a todos quando pediu aos cardeais para que "façam um exame de consciência". Provocou-lhes, como diz a reportagem'1', um certo desconcerto até mesmo nos altos funcionários da Santa Sé. Citou, em forma de comparação, inúmeras patologias que acometem o seu meio religioso.
Referiu o Papa a cada um dos seus súditos para não "sentir-se imortal e insubstituível, sem defeitos, privado de autocrítica, que não se atualiza e nem tenta melhorar". Para deixar bem claro estas suas palavras sugeriu: "é preciso visitar os cemitérios para ver os nomes de tantas pessoas que se consideravam imunes e indispensáveis".
Num certo momento da sua palestra, o líder religioso usou expressões fortes como "terrorismo falatório", "rivalidades pela glória", "exibicionismo mundano" e "excesso de atividade", quando aconselhou o respeito às férias e dedicar momentos de descanso com a família. Prosseguiu pedindo aos seus cardeais que façam um exame de consciência ante o que chamou, aliás numa feliz comparação, de "Alzheimer espiritual", atribuindo este mal a "uma petrificação mental e espiritual", seguida de "excesso de planejamento e funcionalismo", "má coordenação". Segundo ele, "uma grave doença do esquecimento do fervor da fé inicial". Associada a essa doença o Pontífice referiu-se a uma outra: a "esquizofrenia existencial - quem esquece que está a serviço das pessoas, que dependem das suas próprias paixões, caprichos, manias e constroem a seu redor muros e costumes. Sanar esta grave enfermidade é urgente e indispensável, e, ainda, deixar de só pensar no que pode obter e não no que pode oferecer". Outras patologias citadas pelo Papa foram "a doença da indiferença para com os demais" e "da cara fúnebre - já que o religioso deve ser uma pessoa amável, serena e entusiasmada".
Pontífice orientou a todos que ' cura é fruto da tomada de consciência da doença". Por último pedi aos bispos e cardeais "que permitam que o Espírito Santo inspire as suas ações, ao invés de confia apenas em suas capacidades intelectuais". Dias depois, num outro pronunciamento disse que a "liberdade religiosa é um fator inalienável do homem".
Entendi que esses pedidos não foram apenas para os cardeais, bispos e sacerdotes católicos, mas indireta ou diretamente aos lideres políticos e religiosos e também ; todos os homens do planeta.
O Papa teve a coragem de expor suas ideias e palavras e o mérito erra afrontar perigos e supostos sarcasmos, sem temer confessá-las claramente, mesmo sabendo que não sãc do agrado de todo o mundo. Não se pode esquecer que Jesus também exteriorizou esta coragem em toda a sua vida.
Com todos os adjetivos utilizados pelo Papa em seu discurso, tudo me fez lembrar os ensinamentos de Kardec, que com a sua lógica científica esclarecedora, se aprofunda mais nos embasamentos. Em um deles ensina que "todos os homens serão submetidos às mesmas leis da Natureza. Todos nascem com a mesma fraqueza, estão sujeitos às mesmas dores e o corpo do rico se destrói como o do pobre. Portanto, não deu a nenhum homem superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela morte. Diante dele, todos são iguais"'2'.
O Papa teve a coragem de expor suas ideias e palavras e o mérito em afrontar perigos e supostos sarcasmos.
0 homem que em certa posição possa se vangloriar, se achar indispensável ou insubstituível, não tem a consciência que todos necessitam uns dos outros. 0 desejo de possuir só para si para obter satisfações pessoais é egoísmo. Kardec(2) esclarece que "o meio mais prático e mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir aos arrastamentos do mal é conhecer-se a si mesmo (autocrítica, autoanálise ou exame de consciência, como referiu o Papa), para que ocorra o progresso espiritual.
Em todos os contextos sociais, especialmente no religioso, muitos indivíduos são recrutados por palavras e diálogos pouco convincentes, quando não, melindrosos e ardilosos para que uma igreja (de qualquer corrente religiosa) consiga um maior número de adeptos ou fiéis e assim possam, cada vez mais, progredir materialmente. Kardec'3' apresenta uma mensagem clara sobre este ponto: "não violenteis nenhuma consciência; não forceis ninguém a deixar a sua crença para adotar outra; não lançais anátema sobre aqueles que não pensam como vós; acolhei aqueles que vêm ameaçador e constrangedor. Isto ocorre com quase todas as pessoas nos diferentes contextos da vida. Quanto ao exibicionismo mundano e à rivalidade, de modo velado, quis o Papa referir-se aos últimos escândalos de corrupção da igreja, mas não é só na sua igreja que esses escândalos aparecem; pode-se afirmar que em quase todas, inclusive em muitos centros espíritas.
Quanto ao excesso de atividade citada pelo Papa, Kardec(2) também esclarece que "o meio mais prático e mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir aos arrastamentos do mal é conhecer-se a si mesmo"(2) (autocrítica, autoanálise ou exame de consciência, como referiu o Papa), para que ocorra o progresso espiritual.
Em todos os contextos sociais, especialmente no religioso, muitos indivíduos são recrutados por palavras e diálogos pouco convinha vós e deixai em paz os que vos repelem. Lembra-vos das palavras de Cristo; outrora o céu se tomava pela violência, hoje pela brandura".
Ficou claro nas palavras do Pontífice que está ocorrendo entre os membros da sua igreja a rivalidade, numa competição desenfreada para superar o outro com objetivo de declarar-se, ilusoriamente, melhor, demonstrando egocentrismo, muitas vezes, através do falatório ensina que o repouso depois do trabalho é uma necessidade e está dentro da lei natural. Serve para reparar as forças do corpo e deixar a inteligência com um pouco mais de liberdade para se elevar acima da matéria.
Por petrificação mental e espiritual podemos entender tornar-se duro, insensível e desumano. Referiu o Papa a má coordenação pelo excesso de funcionalismo e planejamento da sua igreja, quando leva--se em conta, prioritariamente, o bom andamento da igreja em detrimento ao acolhimento fraterno dos indivíduos. Repetimos que isto não ocorre só na igreja católica.
Quando referiu o Papa sobre a esquizofrenia existencial, associou-a com a terrível psicose, na qual o enfermo constrói um mundo só seu, muitas vezes hermeticamente fechado, rechaçando o convívio com o próximo e, não raro, cuidam muito bem do seus caprichos e costumes. Relembrei muito bem de 0 Livro dos Espíritos, quando Kardec(2) orienta que o homem é um ser social e necessita do convívio para evoluir através das diferenças. Mesmo aquele que se isola para a contemplação e meditação está se esquecendo dessa lei da sociedade. Esclarece, ainda, sobre os homens que se abandonam à vida contemplativa, não fazendo nenhum mal e não pensando senão em Deus. Isto não tem nenhum mérito perante o Criador, porque se não fazem o mal, não fazem o bem e são inúteis. Aliás, não fazer o bem já é um mal. Deus quer que se pense nele, mas não quer que se pense só nele, visto que deu ao homem deveres a cumprir sobre a Terra. O homem deve progredir e sozinho não pode, porque não tem todas as faculdades, por isto necessita do contato com outros homens. O homem que vive em reclusão para fugir do contato com o mundo é portador de um duplo egoísmo. O voto do silêncio e o do isolamento priva o homem das relações sociais que podem lhe fornecer as ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei do progresso.
Quanto ao esquecimento do fervor da fé inicial, entendi que é a fé que Jesus recomendava aos seus filhos pelo Pai, sobre todas as coisas. Talvez, tudo o que o Papa quis com o seu discurso seja a renovação do homem pela sua fé. Para entender bem sobre a fé de uma maneira clara, Kardec(3) nos ensina: "do ponto de vista religioso, a fé é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões; todas as religiões têm os seus artigos de fé. Sob este aspecto, a fé pode ser cega ou raciocinada. A fé cega, não examinando nada, aceita sem controle o falso como verdadeiro e se choca contra a evidência e a razão. A fé que tem por base a verdade é a única segura do futuro, porque não tem nada a temer do progresso, já o que é verdadeiro na obscuridade o é igualmente em plena luz. Preconizar a fé cega é confessar impotência em demonstrar que se tem razão. Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade".
Alerta, ainda, que não se deve confundir a fé com a presunção, com os preconceitos da rotina, com o interesse material, com o egoísmo, com as paixões orgulhosas e muito mais. Para Kardec13' a fé sincera é sempre calma e se alia à humildade.
Senti que é a fé que o Papa Francisco demonstra ter e querer que todos os que o rodeiam a tenham, por isto pediu-lhes um exame de consciência.
Também aqui o recado foi para todos os orientadores religiosos, muitos dos quais são portadores dessa doença, no dizer do Papa, que pouco se importam com o próximo como deveriam. Muitos ministram suas palavras com pouco entusiasmo, com caras fechadas, de modo antipático, querendo acabar logo o seu pronunciamento. Esquecem da candura de Jesus quando falava aos seus seguidores, esquecem da coisa mais importante que é mensagem feita com amor. Como é notório, isto acontece em quase todas ou em todas as correntes religiosas.
O Sumo-pontífice disse que a cura das enfermidades é a tomada de consciência da doença. Isto é concordante com os ensinamentos da Doutrina Espírita, quando esclarece que a maioria das enfermidades tem a causa no espírito. O autoconhecimento é a chave para a melhora ou cura das doenças e, consequentemente, para o progresso.
De forma consistente e incisiva propôs aos bispos e aos cardeais e, indiretamente, a todos os seres humanos, que devem dar atenção aos seus próprios Espíritos e ao Espírito Santo (bons espíritos) que os acompanham e os inspiram em todas as ações da vida, para não acharem que tudo é obra somente da capacidade intelectiva.
O Papa deixou claro que quer mudanças, se possível, profundas; por isto pediu a renovação aos seus discípulos, e porque não, a todos os homens. Isto é reforma íntima que é recomendada, insistentemente pela Doutrina Espírita que diz ser urgente, intransferível, de cada ser, nas bases traçadas pelo Evangelho de Jesus.
Creio que o Pontífice, como um espírito evoluído, orientado por bons e evoluídos espíritos (Espírito Santo, como refere) já deslumbrou um futuro com o conjunto harmonioso na obra do Criador, onde a solidariedade liga todos os homens e todos os seres de todos os mundos. Isto é mais um ensinamento de Jesus!
Fonte: A Casa do Espiritismo
1. Jornal Cruzeiro do Sul. "Papa Francisco diz que a Cúria sofre de Alzheímer espiritual" - Sorocaba/ SP, 23/12/2014, p. A9.
2. KARDEC, Allan. 0 Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB, 1985,63-ed., questões 682,770 a 772, 803 e 919.
3. . O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. Salvador Gentile. Araras/SP: IDE.1985, 47a ed., p. 244 a 246 e 297.


O autor é médico psiquiatra e participa de atividade-espíritas em Sorocaba-SP. - José Luiz Condotta | jlcondotta@splicenet.com.br - RIE DE FEVEREIRO DE 2015

sábado, 23 de setembro de 2017

“OS VÍCIOS E A MEDIUNIDADE. OS MÉDIUNS PODEM FUMAR? BEBER? “

"De maneira geral, pode-se afirmar que os Espíritos similares se atraem, e que raramente os Espíritos das plêiades elevadas se comunicam por maus condutores, quando podem dispor de bons aparelhos mediúnicos, de bons médiuns, numa palavra."
Fumar ou beber não constituem necessidades básicas para o homem. Antes, são fatores de decadência orgânica e moral, quando o excesso passa a dominar o que era moderação. O homem que sente a necessidade de um vício, quando este lhe subtrai cotas de fluidos vitais a troco de uma calma ilusória ou euforia efêmera, ainda precisa educar-se emocionalmente para superar as frustrações ou enfrentar situações rotineiras, sem imaginar a fuga como solução. Diz-se que o mal está no excesso.
Mas o excesso é relativo a cada indivíduo. Para alguns, uma simples dose é excessiva. Para outros, uma garrafa é suportável. O que toma uma dose para almoçar, repete o gesto sete vezes por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Estará tal quantidade alcoólica compatível com os padrões orgânicos. E quando a droga causa dependência?
E quando deixa no indivíduo fluidos que podem ser transferidos a outrem? E quando submete certos órgãos a uma sobrecarga de trabalho? E quando alimenta a morbidez, a violência?
Atrás da afirmativa de que o mal está no excesso, falso atenuante para amenizar a acusação da consciência, esconde-se o extenso rol de argumentos que a desmentem na maioria das ocasiões. Explico pelo enfoque mediúnico, cuja abordagem nos lembra, de imediato, as companhias espirituais que atraímos e cultivamos pelos pensamentos e ações. Falo do passista, que poderá inverter o processo curativo, quando, pelo uso do livre-arbítrio, houver tomado uma única dose no dia do seu trabalho espírita.
Comento pelo trabalhador da mediunidade, a exigir dos técnicos espirituais extensos labores para higienizá-lo, e pelo tratamento inadequado ao enfermo carente de fluidos vitais assepsiados, quando os recebe mesclados de substâncias tóxicas. Interpreto pelo doutrinador, desarmado ante a ofensiva do obsessor ao lembrá-lo da sua impotência diante do vício. Critico pela falta de bom senso, quando, conhecendo o suicídio involuntário, tais usuários de venenos a conta-gotas nada fazem para afastá-las dos roteiros cármicos a que se vinculam.
Se alguns consideram "chique" tomar uma bebida ou fazer-se de chaminés ambulantes, é um direito a que podem recorrer. Todavia, como atrelado a cada direito existe um dever, é útil lembrar o dever da conservação do corpo, que se desgasta a cada gole ou baforada. O problema é pois, de conscientização.
Sendo a sala mediúnica local de terapia intensiva, aquele que não se encontra em condições de nela operar que se abstenha de contaminá-la. Nesse caso, não atrapalhar já é ajudar. E, se alguém entrar no recinto eivado de fluidos densos provindos do vício social do tabagismo, do alcoolismo e do pensar desregrado, que se prepare para enfrentar pesados débitos contabilizados em seu nome, nublando lhe o futuro, a prenunciar temporais com acidentes.
Cuide-se o desatento! O tempo, que tece a vida, não costuma esquecer os infiéis, nem ser ingrato aos que lhe honraram com a fidelidade.

Fonte: A Casa do Espiritismo. Por: Luiz G. Pinheiro

“COMO AFASTAR OS MAUS ESPÍRITOS. ”

Para afastar os maus espíritos temos que cultivar pensamentos elevados e positivos e ter uma Conduta Moral reta no Bem e nas Virtudes.
Na realidade a proteção espiritual quem faz é a própria pessoa conforme seus pensamentos e conduta moral, os espíritos inferiores, perturbadores e obsessores do plano astral, não conseguem entrar em sintonia com as pessoas dignas, corretas, honestas e caridosas.
O Bem repele o mal.
A Luz repele as sombras.
Não havendo sintonia os maus espíritos se afastam.
Tudo é sintonia vibratória no mundo espiritual, os iguais se atraem e os diferentes se repelem.
Uma pessoa com pensamentos elevados e firmes no Bem e de conduta moral reta, repele naturalmente e facilmente os espíritos inferiores e obsessores.
Os espíritos inferiores, perturbadores, maldosos, vingativos e obsessores, possuem um perispirito denso, turvo, grosseiro, eles estão envolvidos em fluidos impuros, na crosta terrena tem milhões de espíritos desencarnados em estado de apego as coisas matérias e aos vícios e desejos terrenos, eles exercem uma forte influencia negativa sobre as pessoas que são invigilantes com seus pensamentos e conduta moral.
Temos que tomar muito cuidado com nossos pensamentos, por que, esses espíritos inferiores que estão na crosta terrena procuram nos influenciar é pelos pensamentos, pela sintonia vibratória.
Como esses espíritos desencarnados não possuem mais seus corpos físicos para saciarem seus vícios e desejos, eles vão procurar os encarnados que possuem os mesmos vícios e desejos.
É o encosto, esses espíritos inferiores vão encostar o seu perispirito no perispirito do encarnado e vão sentir as mesmas coisas que essa pessoa sente, se a pessoa bebe e fuma, os desencarnados viciados vão sugar os fluidos da nicotina e do álcool, é o vampirismo psíquico.
Os desencarnados viciados em Sexo, vão encostar o seu perispirito no perispirito do encarnado que esta praticando sexo sem elevação moral, e o desencarnado vai sentir os mesmos prazeres de uma transa.
É por isso que devemos ter uma vida terrena digna, correta, honesta, com elevação moral, para podermos repelir esses espíritos inferiores do plano astral.
O Bem repele o mal.
O Espiritismo e o Racionalismo Cristão explanam em seus livros, que o problema da Obsessão esta na sintonia vibratória dos pensamentos, tudo é atração, sintonia e afinidade no mundo espiritual ou plano astral, estamos sempre atraindo espíritos desencarnados que se afinam conosco.
Pessoas boas, corretas, dignas, caridosas, honestas, sem vícios, com pensamentos elevados e positivos, estão em sintonia com os espíritos de luz.
Pessoas falsas, desonestas, maliciosas, viciosas, racistas, egoístas, arrogantes, picaretas, vulgares, hipócritas, com pensamentos negativos e impuros, estão em sintonia vibratória com espíritos inferiores, perturbadores e obsessores do plano astral.
O Bem atraindo o Bem.
O mal atraindo o mal.
É por isso, que devemos seguir o caminho do Bem e das Virtudes, cultivando pensamentos elevados, nobres e positivos, para podermos afastar os maus espíritos e atrair pela sintonia os espíritos elevados ou espíritos de luz.
Como fazer isso???
Nós temos o livre arbítrio ( liberdade) para pensar e agir, seguir esse caminho ou aquele caminho é uma questão de escolha, eu pelo uso do meu livre arbítrio, eu posso praticar o bem e as virtudes ou posso praticar maldades, crimes e vícios, não existe fatalidade moral na vida do espírito.
Porém, temos que entender, que ninguém vai ficar impune com a pratica do mal, quem planta o mal, vícios, crimes, falsidades, racismo, vai colher sofrimentos, dores, dificuldades e até doenças em reencarnações futuras.
Quem planta o mal vai colher sofrimentos.
Quem planta o Bem e as Virtudes vai colher a paz, a felicidade e a Evolução.
Essa é a Lei do retorno ou a Lei do Karma, colhemos o que plantamos.
Quem com ferro fere com ferro será ferido.
Vou deixar um texto com algumas observações importantes talvez possa ser útil, talvez.
1) NENHUM OBJETO, MEDALHA OU TALISMÃ TEM A PROPRIEDADE DE ATRAIR OU DE REPELIR OS ESPÍRITOS. A COISA MATERIAL NÃO TEM NENHUM PODER SOBRE ELES. JAMAIS UM BOM ESPÍRITO ACONSELHA ESSAS PRÁTICAS ABSURDAS. A VIRTUDE DOS TALISMÃS NUNCA EXISTIU, A NÃO SER NA IMAGINAÇÃO DAS PESSOAS CRÉDULAS. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)
Não há nenhuma fórmula sacramental para a evocação dos Espíritos. Quem pretendesse oferecer uma poderia ser justamente CHAMADO DE CHARLATÃO, porque para os Espíritos a forma nada é. Entretanto, a evocação deve ser feita sempre em nome de Deus. (O Livro dos Médiuns, cap. XVII.)
Os Espíritos que marcam encontros em lugares lúgubres e a altas horas querem divertir-se à custa dos que lhes dão ouvido. É sempre inútil e frequentemente perigoso atender a essas sugestões. Inútil porque nada se ganha em ser mistificado, e perigoso, não pelo mal que os Espíritos possam fazer, mas pela influência que isso pode ter sobre as pessoas de cérebro fraco (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)
Não há dias nem horas que sejam mais propícios às evocações. Isso é completamente indiferente para os Espíritos, como tudo o que é material, e crer nessa influência seria simples superstição. Os momentos mais favoráveis são aqueles em que o evocador pode estar menos preocupado com as suas ocupações habituais, ou em que o seu corpo e o seu Espírito se acham mais tranquilos. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)
2) A CRÍTICA MALÉVOLA REPRESENTA AS COMUNICAÇÕES ESPÍRITAS CERCADAS DE PRÁTICAS RIDÍCULAS E SUPERSTICIOSAS DA MAGIA E A NECROMANCIA. Se os que falam do Espiritismo sem o conhecer se dessem ao trabalho de o estudar, poupariam muito gasto de imaginação e evitariam alegações que só servem para demonstrar a sua ignorância ou a sua má fé. PARA ESCLARECIMENTO DAS PESSOAS ESTRANHAS A ESTA CIÊNCIA DIREMOS QUE, PARA SE COMUNICAR COM OS ESPÍRITOS, NÃO HÁ DIAS NEM HORAS, NEM LUGARES MAIS PROPÍCIOS DO QUE OUTROS, PARA EVOCÁ-LOS NÃO HÁ NECESSIDADE DE FÓRMULAS NEM DE PALAVRAS SACRAMENTAIS OU CABALÍSTICAS. NENHUMA PREPARAÇÃO E NENHUMA INICIAÇÃO TAMBÉM SÃO NECESSÁRIAS. O EMPREGO DE QUALQUER SÍMBOLO OU OBJETO MATERIAL, SEJA PARA OS ATRAIR, SEJA PARA OS REPELIR, NÃO TEM NENHUM EFEITO, BASTANDO PARA ISTO O PENSAMENTO. Enfim, os médiuns recebem as suas comunicações sem saírem do estado normal, tão simples e naturalmente como se elas fossem ditadas por uma pessoa viva. Só o charlatanismo poderia afetar maneiras excêntricas e acrescentar acessórios ridículos a esses momentos. (O que é o Espiritismo, cap. II, nº 49).
Estendemo-nos nestas citações para mostrar que os princípios do Espiritismo não têm nenhuma relação com a magia. Assim, nada de Espíritos às ordens dos homens, nada de meios para constrangê-los, nada de signos ou fórmulas cabalísticas, nada de descobertas de tesouros ou de processos para enriquecimento, nada de milagres ou prodígios, de adivinhações ou de aparições fantásticas. Enfim, nada do que constitui o fim e os elementos essenciais da magia. O ESPIRITISMO NÃO SOMENTE DESAPROVA TODAS ESSAS COISAS, COMO DEMONSTRA O ABSURDO DA SUA PRÁTICA E A SUA INEFICÁCIA. Não há, pois, nenhuma analogia entre o fim e os meios da magia e os do Espiritismo. Querer assimilá-los só pode ser obra de ignorância ou de má-fé. E como os princípios do Espiritismo nada têm de secreto, estando formulados em termos claros e sem possibilidades de equívocos, nenhum engano a respeito poderia prevalecer.
Trecho da Obra O Céu e o Inferno do Mestre Kardec.
3) Em Obras Póstumas no capitulo Obsessão e possessão, encontramos o seguinte.
A INEFICÁCIA DO EXORCISMO, NOS CASOS DE POSSESSÃO, ESTÁ PROVADA POR EXPERIÊNCIA, sendo também provado que, no maior número dos casos, ele aumenta o mal em vez de diminui-lo. A razão disso é que a eficácia está sempre no ascendente moral exercido sobre o Espírito, e nunca em atos exteriores, na virtude de palavras ou de sinais.
O EXORCISMO CONSISTE EM CERIMÔNIAS E FÓRMULAS DE QUE SE RIEM OS MAUS ESPÍRITOS, AO PASSO QUE CEDEM À SUPERIORIDADE MORAL. Veem eles que os querem dominar por meios impotentes, e capricham, por isso mesmo, em se mostrar mais fortes contra os vãos aparatos com que se procura intimidá-los. Assim pois redobram de força sobre o paciente, como o cavalo velhaco, que lança por terra o cavaleiro inexperto e submete-se quando montado por quem lhe conhece as manhas.
Ora o verdadeiro cavaleiro neste caso é o homem de mais puro coração, por ser melhor ouvido pelos bons Espíritos.
Todo o grave problema da obsessão está resumido neste trecho de Kardec.
Até mesmo a questão do mais forte, hoje muito comum, fica bem esclarecida. A FORÇA DO ESPÍRITO NÃO É MATERIAL, MAS MORAL. E a força do médium é a mesma do Espírito. ENGANAM-SE, POIS, AS PESSOAS QUE PROCURAM TRABALHOS FORTES EM TERREIROS DE UMBANDA ETC., sob a alegação de que os obsessores precisam ser afastados por meio da força. A única força que os pode realmente afastar é a FORÇA MORAL. O tratamento da obsessão é antes de tudo uma evangelização. O perispírito do obsedado, como diz Kardec, foi penetrado pelo do obsessor como a umidade penetra a roupa, e só a doutrinação paciente e caridosa conseguirá livrá-lo dessa impregnação viciosa. (N. do Rev.)
Raciocinemos o seguinte: “Se os talismãs e amuletos nos protegessem, nós não nos esforçaríamos para vigiar nossos atos a pensamentos, seríamos imprudentes; os carros que são benzidos não seriam roubados; se pular 7 ondas trouxesse sorte, quem não pode ir à praia estaria azarado?; a paz depende apenas de uma vestimenta branca ou precisa de nossa mudança de atitude?” Tenhamos bom senso, usemos a razão.
Para afastar os maus espíritos não adianta usar amuletos, talismã, roupas brancas, imagens de santos, velas, incenso, sal grosso, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, exorcismos, são tudo fantasias místicas sem nenhum fundamento racional ou Doutrinário.
Vejamos agora uma observação muito importante do Professor J. Herculano Pires.
Não se deixe atrair por macumbas e as diversas formas de mistura de religiões africanas com as nossas crendices nacionais.
 Não pense que alguém lhe pode tirar a obsessão com as mãos. Os passes têm por finalidade a transmissão de fluidos, de energias vitais e espirituais para fortificar a sua resistência.
 Não confie em passes de gesticulação excessiva e outras fantasias. O passe é simplesmente a imposição das mãos, ensinada por Jesus e praticada por Ele. É uma doação humilde e não uma encenação, dança ou ginástica.
Não carregue amuletos nem patuás ou colares milagrosos. Tudo isso não passa de superstições provindas de religiões das selvas. Você não é selvagem, é uma criatura civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional.
 Estude o Espiritismo e não se deixe levar por tolices.
Dedique-se ao estudo, mas não queira saltar de aprendiz a mestre, pois o mestrado em espiritismo só se realiza no plano espiritual. Na Terra somos todos aprendizes, com maior ou menor grau de conhecimento e experiência.
PALAVRAS, AMULETOS, MEDALHAS, IMAGENS E OUTROS INSTRUMENTOS DO CULTO RELIGIOSO OU DE PRÁTICAS MÁGICAS NADA INFLUEM SOBRE OS ESPÍRITOS PERVERSOS, SE AQUELE QUE OS EMPREGA NÃO POSSUIR VIRTUDES MORAIS E NÃO AGIR COM AMOR, HUMILDADE E COMPREENSÃO. AGINDO ASSIM, TODOS OS INSTRUMENTOS E ARTIFÍCIOS SÃO DISPENSÁVEIS.
Isso diz tudo.
Vamos concluir que é pela Elevação Moral e pelos Pensamentos puros e nobres e pela pratica do Bem e das Virtudes que esta a única Defesa psíquica contra os maus espíritos.
Vejamos um observação importante de Allan Kardec.
As imperfeições morais dão acesso aos Espíritos obsessores, e de que o meio mais seguro de livrar-se deles é atrair os bons pela prática do bem.
Os Espíritos bons são naturalmente mais poderosos que os maus e basta a sua vontade para os afastar, mas assistem apenas aqueles que os ajudam, por meio dos esforços que fazem para melhorarem.
Do contrário se afastam e deixam o campo livre para os maus Espíritos, que se transformam assim em instrumentos de punição, pois os bons os deixam agir com esse fim.
O melhor meio de expulsar os maus Espíritos é atrair os bons. Portanto, atrai os bons Espíritos, fazendo o maior bem possível, que os maus fugirão, pois o bem e o mal são incompatíveis.
Sede sempre bons e só tereis bons Espíritos ao vosso lado.
Essas colocações do Mestre Kardec resumem tudo, a DEFESA contra a influencia nociva dos maus espíritos, esta na nossa Melhoria Moral e na elevação dos pensamentos e também na pratica do Bem, da Caridade e das Virtudes, quando procuramos COMBATER as nossas imperfeições morais, vamos afastar de forma gradativa os espíritos inferiores e obsessores do plano astral e vamos estabelecer sintonia com os espíritos de luz ou espíritos superiores.
O uso de objetos matérias como, amuletos, talismã, velas, roupas brancas, imagens, sinais cabalísticos, palavras sacramentais, são fantasias, não tem nenhum poder para afastar os maus espíritos, eles ficam até RINDO das pessoas que acreditam nessas superstições tolas, sem reforma moral não conseguiremos repelir os maus espíritos.
Essa é a fé racional do Espiritismo Cientifico sem misticismos religiosos e crendices.
O Universo é regulado por Leis naturais e imutáveis, essas Leis regulam tudo, Deus não derroga as suas Leis, portanto, não existem milagres e nem o sobrenatural.
Deus não faz milagres.
Fonte: Rede Amigo Espírita. Por: Wilson Moreno na busca da Verdade.


"MEDITAÇÃO COM DIVALDO FRANCO. PARA QUEM ESTÁ PASSANDO POR DIFICULDADES."

Meditação ideal para nos livrarmos dos sentimentos negativos e potencializar os positivos e vivermos plenamente uma vida saudável. Procure ficar só, em um ambiente isolado onde não seja interrompido por pessoas, telefone etc...

Solte o ontem ( o passado não existe mais ) portanto solte todas as situações de não perdão, mágoas, ressentimentos, rancores, rivalidades... Solte o amanhã ( o amanhã ainda não existe ) portanto solte todas as ansiedades, medos e preocupações ( confie plenamente na vida)

Só existe o hoje, o aqui e agora....
Solte todas as ilusões de culpa... ( você fez o melhor que você poderia ter feito dentro da sua idade espiritual para a época )
Solte todos os sentimentos de solidão e abandono ( você é a melhor companhia para você mesmo, você se basta!! Não seja pedinte de afeto alheio..não mendigue atenção dos outros...)
Entre na música, se concentre na música, nestes momentos...somente a música existe...
Você vai ver que ao terminar este vídeo você vais estar mais leve e em paz... Seja feliz!!!!!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

“MORTES VIOLENTAS-PORQUE ALGUMAS PESSOAS MORREM DESSA FORMA. ”

Ao escrever o primeiro artigo sobre as mortes violentas, eu não imaginava que o tema interessaria a tantas pessoas, como aconteceu, e dar precedentes para muitos outros questionamentos envolvendo o assunto. Entre tantas perguntas que me chegaram e, as quais procurei responder cada uma delas em particular, uma foi a recordista: Por que tantas pessoas desencarnam dessa forma?
Analisando  as mortes trágicas somente pelo prisma material, realmente ficamos chocados, entristecidos e inúmeras dúvidas despontam em relação a bondade e o amor de Deus para com os seus filhos.
O que Ele quer nos mostrar com isso? Por que esse castigo para nós? Por que isso aconteceu com a gente, já  que ninguém merece uma morte assim?  Quase sempre são esses os questionamentos mais comuns de familiares e amigos de pessoas que tiveram morte violenta.
Não. Deus não quer mostrar nada a ninguém dessa forma, Ele não precisa disso, e tão pouco, castiga um que seja de seus filhos. Somos muito amados por Ele e  Seu amor é distribuído de igual modo para todos.
Já observando a temática pelo prisma espiritual, ou seja, com o conhecimento das leis da vida e de seus mecanismos, tão bem expostos pelo Espiritismo,  muda totalmente  a visão desses acontecimentos. Com olhos de ver, conforme asseverou Jesus,  entenderemos que todos nós valendo do amor incondicional do Pai e por estarmos  submetidos as  Suas sábias leis, Ele apenas permite e nos faculta as oportunidades necessárias para evoluirmos, libertarmo-nos  de nós mesmos, ampliarmos as nossas  potencialidades múltiplas e  dilatarmos as virtudes da alma que vibram em cada um nós, pois somos artífices de nós mesmos. Estamos, a cada dia, construindo o ser que desejamos ser.
Essa é a visão que temos de nós mesmos quando  estamos ainda no Mundo Espiritual e que, chegando aqui, envolvidos pelo véu do esquecimento, às vezes, revoltamos com aquilo que tanto pedimos, imploramos  para passar , quando aqui estivéssemos reencarnados.
Nessa linha de raciocínio, entendo que quatro são as principais causas que podem levar pessoas a desencarnarem em mortes trágicas:
Expiação – resgates de débitos que contraímos em existências passadas com ações delituosas. Para entendermos melhor a questão em análise, podemos observar que, hoje, conhecemos bem as pessoas que convivemos e até  a nós mesmos, mas não sabemos o que fomos e fizemos antes para ter que resgatar os débitos de forma tão trágica.
Só para você ter uma idéia, reflita: Se  no presente, mesmo já  desfrutando de algum conhecimento espiritual, às vezes, ainda, nos pegamos fazendo algo  contrário ao amor que nem  nós mesmos  aprovamos. Imagina  o que devemos ter feito a muitos séculos atrás, quando estávamos envolvidos por densa ignorância espiritual e materialidade?
Na vida espiritual,conforme vamos detectando esses comprometimentos passados e tendo consciência do mal que fizemos, pedimos e , até, imploramos para resgatá-los , libertando-nos assim da consciência culpada.
Lembramo-nos que o amor apaga uma multidão de pecados, ou seja, com nossas ações benfazejas, muitos carmas negativos são apagados, não precisando, assim, passar pelo mesmo mal que  provocamos em outros. Deus não quer que suas criaturas fiquem sofrendo, Ele permite apenas  que, com a dor, sejamos reeducados para a vivência no amor. A dor será necessária até aprendermos amar incondicionalmente.
Importante lembrar, também, que ninguém nasceu para fazer alguém resgatar seus débitos. Ninguém veio ao mundo para provocar tragédias na vida dos outros. Não. Os próprios mecanismos da vida oferecem as contingências e circunstâncias para tal. Exemplo: Não é porque matei alguém em existência passada que alguém precisará reencarnar para me matar agora.
Outra coisa muito importante, a saber:  Somos cobrados em apenas  um por cento daquilo que fizemos no campo do mal, pois isso, já bastará para um espírito ser reeducado para o amor. Exemplo:      Posso ter tirado a vida de inúmeras pessoas em vidas pretéritas, mas bastará eu perder a vida física uma vez, seja num acidente, em uma cirurgia mal sucedida, em uma tragédia natural,  e outro acontecimento inesperado, para que isso já me dê uma nova  consciência e me fazer  sentir, na pele, a importância da existência física para  a evolução do espírito.
Provação – quando o espírito, ao reencarnar, passa por muitos desafios, dificuldades, dores, perdas para desenvolver em si, experiências que ainda não possui;  virtudes que deseja muito obter; potencialidades que quer dilatar na alma e muitas outras conquistas que o espírito almeja.
Importante lembrar que, geralmente, as provas são pedidas pelo próprio espírito antes de reencarnar.      Quando elas sendo justas e necessárias para a evolução daquele espírito, e ele, já possuindo condições para  suportá-las, serão, então, autorizadas por Deus.
Por exemplo:  Para o espírito desejoso de aprender a virtude do  desprendimento e  sair do materialismo que nele impera, levando-o para o campo de espiritualização, as mortes inesperadas, trágicas  são muito oportunas para esses ensejos.
Missão  –  muitos espíritos, já bem evoluídos, vêm à Terra  com a missão de ajudar na evolução da humanidade trabalhando em alguma área. Chegando aqui, num mundo onde o mal predomina, são, às vezes, muito agredidos, atacados, violentados, pois a luz que espargem incomodará as trevas. A própria história da humanidade nos dá conta dos grandes vultos do bem que foram, em alguma época, mortos no planeta. O maior exemplo do que falo é o próprio Cristo. O que fizemos com Ele e, depois, com aqueles que vieram  nos lembrar Dele?  Destruimos suas vidas físicas utilizando-se  das cruzes, das feras , das fogueiras santas, das armas de fogo e das penitenciárias imundas do mundo.
Hoje tudo isso ainda continua acontecendo, agora, com os  respaldos cruéis da ciência e da tecnologia. Muitos benfeitores são trucidados, mortos  da forma mais sutil, sem deixar um rastro se quer da criminalidade utilizada pelo mal, ou então,  as mortes  deles ficarão por conta das falhas dos equipamentos médicos  ou tecnológicos que não funcionaram  bem como deveriam ou, então, por falha humana que não soube usar direito os recursos da modernidade.
Para  a nossa alegria, esses espíritos evoluídos, mesmo desencarnando de forma violenta,  deixam seus legados vibrando em nossas mentes e consciências, nos convidando, motivando-nos e sustentando-nos na idéia de que podemos ser melhores seres humanos para o planeta, para que o planeta possa vir ser melhor moradia para a humanidade futura.
Perigos naturais de um mundo material em transformação – sabemos pela própria ciência material, que tudo o que está no Universo, está em constantes transformações. O nosso mundo não é diferente, ele não está pronto, experimenta muitas transformações e, por conta  dessas mudanças, principalmente daquelas que ocorrem nas suas entranhas mais íntimas,  corremos o risco de sermos atingidos  pelos efeitos de alguma delas, como por exemplo: terremoto; furacão; tsunami; vulcão e outros tantos abalos naturais.
Quando estamos nas escolas espirituais nos preparando para reencarnar na Terra, sejamos espíritos pouco evoluídos, de evolução mediana ou de grande vulto, somos lembrados que poderemos ser atingidos por essas ocorrências, porém o que vai determinar isso na nossa vida será sempre o nosso histórico espiritual.
Na erraticidade, somos lembrados também, que estaremos  estagiando num mundo onde o mal predomina e, com isso,  poderemos ser atingidos pelos frutos  da maldade encontrados nos corações menos evoluídos, porém vai sempre depender do nosso histórico espiritual passado.
Diante de tudo isso, o mais importante é estarmos sempre convictos que nada em nossas vidas ocorre por acaso, ninguém é vítima de nada e de ninguém. Que aqui no planeta nenhum de nós está sendo castigado e que não existe nenhum sofredor inocente. Como asseverou Jesus: “ A cada um segundo suas obras.” E o Espiritismo acrescenta racionalmente: “ A cada um segundo as suas necessidades de evolução e crescimento”.
Portanto, viva como se nunca tivesse que morrer, mas preparado para morrer a todo instante. Isso é sabedoria espiritual.
Viva a vida! Pois ninguém foi criado para a morte, fomos todos criados para viver a imortalidade que só existe para a alma.
Ismael Batista da Silva- Rede Amigo Espírita

Ismael Batista da Silva é natural de Guaxupé, Minas Gerais, onde reside atualmente.  Aposentado, espírita de berço, trabalha como médium e coordenador de cursos doutrinários no Centro Espírita Nova Era - instituição frequentada pela sua família materna,  a começar por sua bisavó – vovó Chiquinha.
Residiu por 33 anos na cidade paulista de São José do Rio Pardo, onde dirigiu, por 10 anos, a Sociedade Beneficente Espírita Paulo de Tarso e o Asilo Lar de Jesus. Nessa cidade fundou e construiu a Fundação Espírita Dr. Bezerra de Menezes, entidade que atende inúmeras pessoas nas suas múltiplas necessidades.
Foi Presidente e Diretor Doutrinário de USEs – intermunicipal  e regional.  Fundou e atualmente preside o IDEG – Instituto de Divulgação Espírita de Guaxupé.



“VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA VISÃO ESPÍRITA. ”

A rigor, as relações familiais deveriam ser, acima de tudo, de ordem ética. Mas, observa-se nelas uma deterioração emocional profunda e uma complexa malha de desestabilidades morais, que nos importa examiná-las. No clã familiar antigo, sem dúvida, encontrava-se um espaço de convivência maior entre seus membros, embora não se esteja discutindo sua qualidade. Na atual arrumação familiar, pelo contrário, e apesar das menores dificuldades materiais, encontra-se um espaço menor. A tecnologia volátil é responsável, quase que diretamente, por essa conjuntura, pois, ocupam-se espaços importantes para assistir televisão, ouvir música [com fone de ouvido], navegar na Internet - e assim por diante. Em face disso, somos instados a confirmar que o instituto familiar necessita de apoio religioso para alcançar seu equilíbrio moral.
Recentemente, a imprensa divulgou os seguintes fatos: uma jovem, em São Paulo, matou os pais com a ajuda do namorado; um casal atirou um bebê contra um automóvel; um casal jogou menina pela janela do prédio. Nos casos acima, não ignoramos fatores motivadores dos crimes como o uso de drogas, paixões descontroladas, recalques infanto-juvenis, ambição financeira e outros levados a conta de transtornos emocionais e mentais capazes de subtrair, temporariamente, a capacidade de raciocínio e equilíbrio.
A violência do homem civilizado tem as suas raízes profundas e vigorosas na selva. O homo brutalis tem as suas leis: subjugar, humilhar, torturar e matar. O pragmatismo das sociedades contemporâneas coisificou o homem, o que vale dizer que o nadificou no plano moral. O mesmo indivíduo que se prostra diante das imagens frias dos altares, nos templos suntuosos, volta ao seu posto de mando para ordenar torturas canibalescas. O homem contemporâneo vive atormentado pelo medo, esse inimigo atroz que o assombra, uma vez submetido às contingências da vida atual, de insegurança e de incertezas, resultando em transtornos graves da mente, pela angústia dissolvente da própria individualidade.
Muitas famílias vivem e revivem agressividades múltiplas, influenciadas pela violência que, insistentemente, é veiculada pelos noticiários, pelos documentários, pelos filmes, pelas torpes telenovelas e pelos programas de auditório (cada vez mais obscuros de valores éticos). Alguns familiares assimilam, subliminarmente, essas informações e, no quotidiano, sobretudo, reagem, violentamente, diante dos reveses da vida ou perante as contrariedades corriqueiras. A brutalidade familiar tem esmaecido, consideravelmente, o caminho para Deus. Há os que condenam a violência alheia, mas, no entanto, no dia-a-dia, ao invés de agirem de forma pacífica e fraterna, são quais andróides, revidando com a mesma moeda as agressividades sofridas. Existem aqueles casais que dizem viver um amor recíproco e, no entanto, quando há qualquer desentendimento entre eles, são extremamente hostis um com o outro. Há os que vêem no cônjuge um verdadeiro teste de paciência, pois os seus "santos" não se "cruzam". Mais ainda, quando o assunto são os filhos, há pais que dizem adorar todos eles, mas os consideram espíritos imaturos, que dão muito trabalho e, não raro, desgostos. A vida em família, nessas condições, transforma-se em verdadeiro tormento. Na verdade, se não os aceitarmos, hoje, como são, teremos de aceitá-los amanhã, pois as leis da vida exigem, segundo nos ensinou Jesus, que nos entendamos com os nossos irmãos de penosa convivência 'enquanto estivermos a caminho com eles'. A fuga aos deveres atuais será paga mais tarde com os juros devidos. Os filhos difíceis são filhos de nossas próprias obras, em vidas passadas, que a Providência Divina, agora, encontra a possibilidade de nos unir pelos laços da consangüinidade, dando-nos a maravilhosa chance de resgate, reparação e os serviços árduos da educação.
Devemos ensinar a tolerância mais pura, mas não desdenhemos a energia, quando necessária no processo da educação, reconhecida a heterogeneidade das tendências e a diversidade dos temperamentos. "O lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, porém, para santuário onde, por vezes, exigem-se a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira." (1) Por todas essas razões, precisamos aprender a servir e perdoar; socorrer e ajudar os jovens entre as paredes do lar, sustentando o equilíbrio dos corações que se nos associam à existência e, "se nos entregarmos realmente no combate à deserção do bem, reconheceremos os prodígios que se obtêm dos pequenos sacrifícios em casa por bases da terapêutica do amor." (2)
Muitos temem a violência. Erguem altos muros com fios eletrificados ao redor de suas residências, tentando evitar que ela (a violência) os atinja. Contratam seguranças para protegerem suas empresas e seus lares. Instalam equipamentos sofisticados que os alertem da chegada de eventuais usurpadores de seus bens. Contudo, existe outro tipo de violência que não damos atenção: é a que está fincada dentro de cada um de nós. Violência íntima, que alguns alimentam, diariamente, concedendo que ela se torne animal voraz. É o ato de indiferença que um elege para apunhalar o outro no relacionamento doméstico, estabelecendo silêncios macabros às interrogações afetuosas. São os cônjuges que, entre si, pactuam com a mudez, como símbolo do desconforto por viverem, um ao lado do outro, como algemados sem remissão. A violência de fora pode nos alcançar, ferir-nos e, até mesmo, magoar-nos profundamente, mas, a violência do coração (interna), silenciosa, que certas pessoas aplicam todos os dias, em seus relacionamentos, é muito mais perniciosa e destruidora. A paz do mundo começa sob o teto a que nos albergamos. "Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações?" (3)
O Espiritismo explica que "os que encarnam numa família, podem ser Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação." (4) O apostolado de reajuste há de se iniciar nos pais, porquanto, despertos para a lógica e para o entendimento, são convocados pela sabedoria da vida ao apaziguamento e à renovação. Trazidos à reencarnação para os alicerces dos fenômenos sócio domésticos, não é somente a relação dos pais para com os filhos que assume caráter de importância, mas, igualmente, a que se verifica dos filhos para com os pais. "Os pais não conseguem penetrar, de imediato, a trama do destino que os princípios cármicos lhes reservam aos filhos, no porvir, e os filhos estão inabilitados a compreender, de pronto, o enredo das circunstâncias em que se mergulharam seus pais, no pretérito, a fim de que pudessem volver do Plano Espiritual ao renascimento no Plano Físico." (5)
Somos defrontados, em todos os departamentos da família humana, pelas ocorrências da aversão inata. Pais e filhos, irmãos e parentes outros, não raro, se repelem, desde os primeiros contatos. "Pais existem nutrindo antipatia pelos próprios rebentos, desde que esses rebentos lhes surgem no lar, e existem filhos que se inimizam com os próprios pais, tão logo senhoreiam o campo mental, nos labores da encarnação. Arraigado no labirinto de existências menos felizes, decerto que o problema das reações negativas, culpas, remorsos, inibições, vinganças e tantos outros está presente no quadro familiar, em que o ódio acumulado em estâncias do pretérito se exterioriza, por meio de manifestações catalogáveis na patologia da mente."(6)
A família, para determinadas religiões e sociedades, é algo indissolúvel. Tempos atrás, a manutenção dessas famílias era, somente, para manter aparências de respeito e felicidade. Hoje, observam-se famílias se desfazendo por trivialidades. O que é o ideal? A família de "porta-retratos" ou a família que se dissolve na primeira "tempestade moral"?
Cabe ao Centro Espírita dimensionar os serviços de suporte à família atual, mas não de forma isolada. Deve o Centro Espírita integrar suas ações com outras instituições, tanto de caráter religioso como social, na busca da melhor qualidade do atendimento individual e coletivo, naturalmente, sem perder sua identidade doutrinária, mas, objetivando o resgate da ordem moral, que deve alicerçar a família como espaço de convivência.
"O culto do Evangelho é uma forma de reunir a família em torno de um objetivo comum. A comunhão familiar, onde todos conversam, trocam idéias, falam de seus problemas, comentam suas atividades à luz dos ensinamentos de Jesus, representa o mais eficiente estímulo para o estreitamento das ligações afetivas, transformando o lar em porto de segurança e paz, com garantia de equilíbrio e alegria para todos".(7) Quem estuda o Evangelho, e se esforça por praticar seus preceitos, vê-se melhor instrumentalizado para a vida familiar nos tempos atribulados em que vivemos, encontrando conceitos lógicos e racionais para o entendimento da vida numa visão evangélica consciente. O espírita-cristão deve se armar de sabedoria e de amor, para atender à luta que vem sendo desencadeada nos cenários domésticos em geral, concitando à concórdia e ao perdão, em qualquer conjuntura anárquica e perturbadora da vida moderna, pois "quando a família ora, Jesus se demora em casa". (8) É verdade - "quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo." (9) Logo, é imprescindível praticarmos os Ensinos de Jesus no lar, contribuindo com a parcela de mansidão para pacificá-lo. O homem moderno ainda não percebeu que somente a experiência do Evangelho pode estabelecer as bases da concórdia, da fraternidade e constituir os antídotos eficazes para minimizar a violência que, ainda, avassala o ninho doméstico e deságua na sociedade.
Portanto, mesmo num ambiente familiar conturbado, onde existe a evidente reunião de Espíritos não afinados, quando se institui a presença de Jesus nesse lar, esse "(...) produz sinais evidentes de paz, e aqueles que antes experimentavam repulsa pelo ajuntamento doméstico descobrem sintomas de identificação, necessidade de auxílio mútuo." (10) "A prece proferida de coração é uma emissão eletromagnética de elevada potência. Por isso, ela se reveste de significativa importância na defesa mento-espiritual do indivíduo e do próprio lar. Os pais que possuem o hábito da prece devem insistir por transferir esse precioso elemento de equilíbrio e proteção psíquica para os filhos, pois necessitamos dessa realimentação vibratória com o Genitor Divino para manter o nosso psiquismo estabilizado nas esferas elevadas, e essa comunhão com o Criador se estabelece através da prece sincera e singela, principalmente, quando proferida e bem sentida no seio familiar, transformando qualquer sombra em alegria e bem estar de todos.
Fonte: Rede Amigo Espírita. Por :Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
FONTES:
(1) XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: FEB, 1995
(2) XAVIER, Francisco Cândido. "Caminhos de Volta" - Espíritos Diversos, SP: IDE 1976
(3) XAVIER, Francisco Cândido. Jesus No Lar ditado pelo Espírito Néio Lucio, Rio de Janeiro: FEB, 2001
(4) KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, cap. XIV
(5) XAVIER, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001
(6) Idem
(7) SIMONETTI ,Richard. Temas de Hoje, Problemas de Sempre, SP: ed. Correio Fraterno 1990
(8) FRANCO, Divaldo Pereira. SOS Família, ditado pelo Espírito Joanna de Angelis, Salvador: Ed. Leal, 2006
(9) XAVIER, Francisco Cândido. Conduta Espírita, ditado pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1996, cap. 5
(10)FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas, ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis, Salvador: Ed. LEA