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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

“GUERRA NA SÍRIA. AS GUERRAS À LUZ DO ESPIRITISMO”

Há mais de 6 anos temos acompanhado nos veículos de comunicação a situação dramática de conflito que envolve a Síria, uma guerra civil que já produziu números assustadores. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), são mais de 400 mil mortos e quase 5 milhões de refugiados desde o início da batalha.
Recentemente alguns fatos tensionaram ainda mais a situação. O governo Sírio golpeou os rebeldes com um duro ataque de arma química que acabou por vitimar 86 pessoas, dentre elas, 27 crianças inocentes. Imediatamente os Estados Unidos bombardearam uma base militar da Síria como retaliação ao uso de armas químicas e como se não bastasse, a Rússia se manifestou a favor da Síria e posicionou seus navios de guerra no Mar Mediterrâneo para defender seu aliado. Os olhos do mundo estão voltados para esse conflito que ganha status de guerra entre potências.
Entendendo o conflito na Síria:
Desde de o ano 2000, quando Bashar al-Assad assumiu o governo após a morte de seu pai Hafez, a população Síria vem enfrentando sérias dificuldades como o desemprego, a corrupção, o autoritarismo e a repressão por parte do governo. O estopim do despotismo se deu em 2011 quando um grupo de jovens foi preso e torturado pelas forças de segurança do governo por pintar frases revolucionarias em um muro de uma escola. A partir desse fato a população iniciou uma série de manifestações influenciados pela Primavera Árabe1, pedindo a saída de Assad. O governo respondeu com violência o que reforçou o entusiasmo dos manifestantes.
Simpatizantes de grupos antigoverno iniciaram uma revolta armada para se defender contra as investidas do poder, com isso a violência rapidamente tomou conta do país. Com o tempo os civis deram espaço aos radicais e jihadistas – partidários da “guerra santa” islâmica. Entre eles estão o autointitulado Estado Islâmico e a Frente Nusra, afiliada à al-Qaeda. A guerra deixou de ser uma simples luta pelo poder e passou também a abranger aspectos de natureza sectária e religiosa, com diversas facções que formam a oposição combatendo tanto o governo quanto umas às outras.
O EI com suas táticas cruéis, aproveitando-se da fragilidade provocada pela guerra civil, passou a atacar as diversas frentes de batalha que se estabeleceram, na perspectiva de instalar o seu califado, tornando o conflito cada vez mais devastador. A partir de 2014, tropas aliadas da França, Estados Unidos e Inglaterra iniciaram bombardeios na Síria com o objetivo de conter o avanço dos terroristas. Em 2015 a Rússia iniciou uma campanha de apoio ao governo sírio que havia sofrido derrotas importantes na luta contra os rebeldes, o que possibilitou a retomada da cidade de Aleppo, o mais importante centro depois da capital Damasco, que havia sido conquistada pelo EI. Como retaliação, os terroristas intensificaram de maneira desafiadora os ataques contra as potenciais mundiais envolvidas no conflito sírio através de atentados violentos. Os países aliados desde então investem cada vez mais em segurança e na luta contra o terrorismo.
É evidente que a guerra resiste a tanto tempo porque é alimentada por interesses escusos tanto de potências regionais como a Turquia, que fornece condições e armamentos para os rebeldes e o Irã que apoia incondicionalmente o governo Sírio, quanto de potências internacionais como a Rússia que tem interesse político naquele país. Desta forma, o risco de uma guerra envolvendo outros países aumenta, podendo transformar um conflito regional em uma batalha ainda maior.
Com todo esse contexto, a guerra na Síria passa a ser problema de todo mundo, uma vez que criou um êxodo de refugiados, talvez o maior da história moderna, que partem principalmente para a Europa buscando asilo, o que gerou uma crise nos países daquele continente. A ONU estima que são necessários US$ 3,2 bilhões para prover ajuda humanitária a 13,5 milhões de pessoas – incluindo seis milhões de crianças sírias. Cerca de 70% da população não tem acesso à água potável, uma em cada três pessoas não consegue suprir as necessidades alimentares básicas, mais de 2 milhões de crianças não vão à escola e uma em cada cinco indivíduos vive na pobreza extrema.
As consequências de uma guerra nos dias atuais
O planeta Terra, desde o surgimento do homem, já atravessou inúmeros conflitos em diferentes épocas e regiões territoriais. Evidentemente, a motivação, os objetivos e sobretudo os armamentos têm mudado muito a medida em que o tempo avança e o homem progride intelectualmente. O fato é que as guerras alteram significativamente o curso da história, pois acabam influenciando diretamente em civilizações, costumes e territorialização.
A grande preocupação é que com o advento da tecnologia, as guerras alcançaram um poder bélico devastador. Os combatentes deixaram de lado as lanças e as espadas para dar espaço a pólvora e a espoleta e nos dias atuais, às armas químicas e nucleares, que detêm grande capacidade de dizimar civilizações inteiras. A última grande guerra por exemplo, conhecida como 2ª Guerra Mundial, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando em aproximadamente 70 milhões de mortes. O único até hoje com o uso de armas nucleares.
As consequências de uma guerra são inúmeras, desde problemas de ordem política e econômica até a morte de civis inocentes, passando por graves questões humanitárias. Não há de se pensar somente em mortes, mas também em pessoas mutiladas, em doenças disseminadas, em problemas psicológicos e traumas de todas as ordens, levando em conta que a maioria esmagadora das vítimas são seres humanos comuns que não estão preocupados com a geopolítica ou com as estratégias militares, que só querem que seus filhos vivam e cresçam bem. São pessoas que não se preocupam com a “segurança nacional”, mas com segurança pessoal, com alimentos, abrigos, cuidados médicos e paz.
Certamente, o grande temor desses tempos é de que aconteça uma guerra mundial envolvendo as maiores potências militares do mundo, com todo seu poder bélico de armas químicas e nucleares. Tomando por base o ataque atômico ao Japão no final da 2ª guerra mundial que vitimou instantaneamente 200.000 pessoas e outras milhares ao longo dos anos por consequência da radiação, podemos ter uma ideia do que seria um grande conflito armado hoje.
A Guerra à luz do espiritismo
Em algum momento, boa parte das pessoas de bem e principalmente àquelas que são as vítimas da guerra, já indagaram porque as batalhas existem, ou ainda, porque Deus permite que elas aconteçam. Para responder esses questionamentos sob o ponto de vista do espírita, devemos considerar três importantes aspectos:
1 – Livre-arbítrio: Ao homem é facultado o direito de pensar e agir. É o que chamamos de livre arbítrio. Sem ele, seríamos marionetes nas mãos de Deus, como explica os espíritos à Allan Kardec nas obras da codificação: “Pois quem tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.” 2 É pela liberdade de agir que cometemos equívocos, que por vezes causam sofrimentos a nós mesmos e a outrem. Se somos livres em nossas ações, não podemos responsabilizar o Criador pelas consequências de nossos atos.
2 – Progresso moral: A qualidade de nossas ações são diretamente proporcionais ao nosso progresso moral, quanto mais evoluído é o espírito, mais nobres serão seus atos. Espíritos moralmente desenvolvidos não provocam guerras, ao passo que espíritos ignorantes tendem a buscar os conflitos para resolver seus interesses. As guerras nada mais são do que o reflexo de instintos primitivos dos espíritos ainda em evolução.
3 – Lei de causas e efeitos: Como nada acontece por acaso, a providência divina se encarrega de fazer os ajustes necessários, mesmo em atitudes puramente humanas, desta forma, as guerras além de acelerar o progresso coletivo de espíritos reencarnados, também serve como expiação daqueles que foram os verdugos de outrora. Se analisarmos o conflito sírio de maneira superficial, podemos imaginar que os refugiados de agora foram os algozes que no passado expulsaram os nativos de suas terras através das guerras.
Allan Kardec fala sobre guerras em O Livro dos Espíritos, Vejamos:
Cap. 06 – Lei de Destruição.
III – Guerras
742. Qual a causa que leva o homem à guerra?
— Predominância da natureza animal sobre a espiritual e a satisfação das paixões. No estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte, e é por isso que a guerra, para eles, é um estado normal. A medida que o homem progride, ela se torna menos frequente, porque ele evita as suas causas e, quando ela se faz necessária, ele sabe adicionar-lhe humanidade.
743. A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?
— Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então todos os povos serão irmãos.
744. Qual o objetivo da Providência ao tornar a guerra necessária?
— A liberdade e o progresso.
O homem evolui intelectualmente a passos largos, mas não é capaz de aperfeiçoar a moral na mesma proporção. Utiliza a inteligência contra si próprio produzindo armas de destruição em massa com tecnologia de ponta, guiadas por satélites, que podem atingir longas distâncias e aniquilar comunidades inteiras. Por outro lado, ainda não conseguiu cultivar em si a tolerância, o amor e a compaixão.
Nesse momento em que o planeta Terra passa por transição, estaremos submetidos de maneira mais clara à Lei de Destruição. Muitos espíritos aqui reencarnados desfrutam da última oportunidade no orbe terrestre correndo o risco de permanecerem filiados a este mundo ou serem exilados para planetas compatíveis com seu grau de evolução, pois a marcha do progresso é contínua. Façamos a nossa parte cultivando o amor e trabalhando pela paz.
Fonte: Espiritismo em Cristo

espiritismoemcristo.blogspot.com/

Referências:
MAGNOLI, Demétrio. História das guerras. 3. ed. São Paulo : Contexto, 2006.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos: princípios da Doutrina Espírita. Trad. de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.
1 Primavera Árabe é o nome dado à onda de protestos, revoltas e revoluções populares contra governos do mundo árabe que eclodiu em 2011. A raiz dos protestos é o agravamento da situação dos países, provocado pela crise econômica e pela falta de democracia.
2 O Livro dos Espíritos  


domingo, 19 de novembro de 2017

“5 MANEIRAS DE EVITAR A ENERGIA NEGATIVA DOS OUTROS”

Independente de religião ou doutrina, você é o autor de seu próprio estado energético. Sabemos que empatia é a capacidade de reconhecer e sentir as emoções de outras pessoas. Simpatia, sentir compaixão por outras pessoas. Muitas vezes para ser um “empata” significa que você estará absorvendo grande parte da dor e sofrimento em seu ambiente, o que pode sacrificar sua capacidade de se expandir a um nível mais elevado.
Se você convive frequentemente com uma pessoa negativa, você sabe o quão tóxica a sua energia pode ser. Aprender a não absorver as energias de outras pessoas é uma grande habilidade espiritual a se desenvolver. Aqui estão cinco maneiras de parar de absorver a energia negativa de outras pessoas.
1) Lembre-se, você não pode agradar a todos
Se alguém lhe assediar moralmente, reclamando sobre você, ou desrespeitar você, não faça de sua missão tentar convencer essa pessoa a gostar de você. Isso só vai sugar você ainda mais o seu campo de energia e vai fazer de você energeticamente dependente da opinião deles.
Nem todo mundo vai gostar de você. Todos estamos, aqui na terra, vivendo com um propósito diferente. Ao amar a si mesmo em primeiro lugar, você irá criar um campo de força em torno de outras pessoas que irá protegê-lo de ser tão esgotado por suas opiniões.
Também lembre-se: você não pode mudar ninguém. Não faça de sua missão tentar corrigi-los nesse momento também. Às vezes, a melhor coisa que você pode fazer é não tentar mudá-los, pois, agindo assim, você não vai alimentar a energia que eles estão projetando em você.
2) Tenha cuidado com quem você convida para a sua vida
Seu corpo, sua mente e o seu ambiente são o seu templo. Quem você está convidando para eles? É um convite aberto? Será que as pessoas ainda limpam os pés antes de caminhar ao redor deles, ou arrastam-lhe a lama de sua alma?
No Brasil existe uma gíria chamada folgado. O significado direto é “solto” ou “preguiçoso”, mas que realmente significa “freeloader”. Não é exato no Inglês equivalente pois é mais uma mentalidade do que um estilo de vida.
Se você dá a uma pessoa um pedaço de pão, um dia, eles vão pedir pão todos os dias. Se você deixar alguém ficar em sua casa para um fim de semana, então eles vão tentar ficar a semana toda (ou duas!).
Uma vez eu pensei que minha esposa estava ficando fria e com um espírito mesquinho para com alguns dos nossos vizinhos. Depois que eu percebi que ela estava apenas respeitando a si mesma e a sua casa! Eu valorizava sua postura e adotei o estilo como meu, a partir daí.
É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue a trabalhar para que você você não seja pisoteado, assim, optando por ajudar aqueles que realmente precisam. Aprenda a dizer “não” é estar bem com isso.
3) Parar de prestar atenção
Um parasita precisa de um hospedeiro para sobreviver. Quando você presta atenção em alguém, você está dando-lhe energia. Ou seja, se você se concentrar em vampiros de energia, eles vão entrar em sua mente e vão roubar seus pensamentos, diminuindo drasticamente seus níveis de energia.
Algumas pessoas vão despejar sua energia em você e então dirigir para o próximo “pit stop“. Um ouvido amigo pode ser uma coisa maravilhosa, mas é, necessariamente, uma linha que precisa ser cuidado se se quiser manter a saúde de sua energia.
Talvez você encontrou-se como uma fonte de uma pessoa para retransmitir as suas frustrações no trabalho, um relacionamento ou mesmo realizações bem-sucedidas. Todas estas emoções podem drenar você de várias maneiras e fazer com que você comece a limitar a sua própria vida de maneiras não produtivas.
Ame-se o suficiente para ajustá-los, dizer-lhes para parar, ou dizer-lhes que você não pode lidar com isso agora. Não economize em rejeitar sua energia tóxica.
4) Inspire natureza
Vá para a natureza meditar, relaxar e respirar. Purifique a água dentro de você, exercite e flutue fácil.
Esteja como uma borboleta, flutue suavemente, mas mova-se rapidamente. A respiração aumenta a circulação do fluxo sanguíneo ao redor do corpo e ajudará a evitar que você absorva a energia daqueles que o rodeiam. Caminhe com confiança, mantenha a cabeça erguida e não permita que ninguém faça você se sentir inferior. A lagarta come tudo em torno dela e se torna gorda, imóvel.
Deve-se primeiro tornar-se luz, a fim de voar.
5) Tome 100% de responsabilidade por seus pensamentos e emoções
Como você se sente é 100% sua própria responsabilidade. O universo está enviando pessoas para a nossa vida para nos testar. A percepção que temos de nós mesmos é maior do que a percepção que os outros têm de nós.
Você não é uma vítima, ninguém tem poder sobre você.
Considere como seus pensamentos ou expectativas podem ter manifestado a situação que está incomodando você. E se a resposta estiver dentro de seu nível de paciência, irritabilidade ou compaixão? A menos que tomemos um tempo para nos observar, nós inconscientemente afirmamos nossa própria vitimização para o mundo que nos rodeia.
Uma vez que você se torna responsável pela maneira que você escolhe responder a algo, você se conecta com você mesmo a um nível mais profundo. Quando você está conectado a si mesmo a um nível mais profundo, você começa a não ser abatido nem projetado para fora de seu centro tão facilmente.
Coloque-se em situações que aumentam as suas próprias energias.
Esta pessoa faz com que você se senta bem? Você faz essa pessoa se sentir bem?
Você é merecedor de uma experiência brilhante e é hora de perceber isso! Aprenda a proteger-se contra as energias de outras pessoas e comece com o amor-próprio.
Lembre-se de que é importante para você estar feliz e em paz. Esteja pronto para dizer não.
Você é o autor de seu próprio estado energético.
Fonte: Alegria Sempre

Fonte: Mensagem Espírita
www.mensagemespirita.com.br/

"DIVALDO FRANCO MANDA UMA MENSAGEM PARA QUEM PERDEU UM ENTE QUERIDO."

O espírito é sensível às lembranças e às saudades dos que lhes eram caros na terra; mas uma dor incessante e desarrazoada, o toca penosamente, porque nessa dor excessiva ele vê falta de fé no futuro e confiança em deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o choram e talvez à sua reunião com ele.”
Da mesma forma os entes amados que partiram nos emitem pensamentos e vibrações de amor e de esperança. Acontece que muitas vezes, nos prendemos na dor, e não nos apercebemos da presença deles. Muitas vezes, eles têm que recorrerem às sessões mediúnicas, com a devida permissão dos seus orientadores espirituais, para pedir, que não soframos mais. Que nosso sofrimento excessivo, os fazem sofrer, que nosso apego as lembranças com dor os atingem e os afligem.
Muitos ainda impossibilitados de virem se comunicar, porque ainda estão de adaptando e se recuperando, (um dos motivos que a evocação não é recomendada) solicitam aos seus mentores que mandem noticias em seus nomes, para acalmar o coração dos familiares em sofrimento. A morte não é o mergulho no nada, é apenas a mudança de estado, e que eles continuam do lado de lá, recebendo de nós, os sentimentos de amor, ou de revolta que possamos emitir.
Joanna de Angelis nos alerta quanto nossa atitude perante nossos desencarnados entes queridos, na obra Rumos Libertadores.
Ela diz assim: “não digas, ou interrogues, antes os que desencarnaram: “deixaram-me, e agora? O que será de mim?
Estes conceitos, profundamente egoístas, atestam desamor, antes do que devotamento.
Nem te entregues ao desejo de partir, também sob a falsa alegação de que não pode continuar sem eles.
Esta atitude fá-los-ás sofrer.
Poe-te no lugar deles.

Divaldo Franco. 

sábado, 18 de novembro de 2017

“VIGILÂNCIA E FIDELIDADE DA ÚLTIMA HORA” ESTEJAMOS ATENTO, A GRANDE TRANSIÇÃO JÁ COMEÇOU”

Filhos, filhas, todos da alma!
Metamorfoseando-se, o materialismo penetra em todos os ramos do conhecimento humano e as religiões não escapam da sua habilidade camaleônica, permitindo-se os métodos perturbadores das necessidades corporais do ser humano no seu processo de evolução.
Indispensável a vigilância para não nos deixarmos engambelar pelas sereias sedutoras nos seus cânticos que fascinam, entorpecem e aniquilam a esperança.
Jesus, não poucas vezes, teve que enfrentar a argúcia do materialismo disfarçado, das manifestações farisaicas que se apresentavam vestidas de traje impecável quais sepulcros de branco caiados, ocultando cadáveres em decomposição.
Allan Kardec, não poucas vezes, viu-se sitiado pelas manobras maniqueístas do Mundo Espiritual inferior através de companheiros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sendo, no entanto, fiéis aos postulados do Espírito de Verdade.
Na atualidade, de sofreguidão e de tormento, o ser humano procura uma forma de escapar das provações necessárias ao seu processo evolutivo, e não raro são atraídas essas almas para as propostas equivocadas do deus Mamon, e Mamon deísta que fascina, embriaga os invigilantes e os precipitados.
Indispensável a nossa fidelidade aos postulados espíritas conforme exarados na Codificação. O mundo estertora, não pela primeira vez. Periodicamente, conjugam-se fatores cósmicos que se tornam sociológicos e ético-morais, sacudindo as civilizações e empurrando-as para o aniquilamento, para logo surgir um período de esperança e de paz.
Às vésperas da grande transição planetária já iniciada desde há muito, atingimos o clímax que nos pede sacrifício e honradez. Quantos desertam na hora do testemunho! Quantas almas fragilizadas pela sua constituição emocional e espiritual, atraídas pela doçura do Homem das Bem-Aventuranças, mas que não suportam o ferrete do padecimento humano e optam pela desistência mais uma vez!
Somos alguns deles que retornamos, ouvindo o convite de Jesus para a mansuetude, para a misericórdia, para a auto iluminação e tendo baqueado ontem, encontramo-nos necessitados da redenção, tropeçando nas próprias mazelas, correndo o risco da desistência perigosa. Tenhamos cuidado para que os encantos rápidos do mundo não nos distraiam tanto.
Algo temos que fazer e o Mestre Incomparável pede-nos fidelidade da última hora. A noite desce e a treva não se faz total porque as estrelas do amor brilham no cosmo das reencarnações.
Este é momento grave, filhas e filhos do coração, e vós tendes a oportunidade de O servir como dantes não lograstes.
Tornai-vos fortes ante a debilidade das forças. Sede fiéis diante das facilidades do comportamento. Por mais longa seja a existência física, ela se interrompe e o ser volta à realidade, à Casa Paterna, com os valores que acumulou durante a trajetória física.
Bendireis amanhã as dificuldades de hoje, as noites, quiçá indormidas, de preocupações e de zelo, porque o pastor se preocupa especialmente com as ovelhas que tresmalham e deveis estar atentos  para essas ou para aquelas que são lobos travestidos de cordeiros em nosso meio, ameaçando a estabilidade do rebanho.
Jesus recomendou-nos a vigilância para, depois, a oração. Sede prudentes como as serpentes, sábios como as pombas, parafraseando o Evangelho, e estai vigilantes, porque amigos vossos de ontem, que se encontram conduzindo as leiras do Espiritismo com Jesus abrem as portas imensas da Imortalidade para que as atravesseis em triunfo e em glória.
Bendizei, portanto, as dificuldades que também experimentamos quando estávamos na indumentária carnal. Ninguém em caráter de exceção. Quantas vezes choramos convosco, abraçando-vos e dizendo-vos: Bom ânimo, crede e perseverai, recordando-nos de Paulo, sob as ruínas da acrópole antiga em Atenas, renovada, ouvindo as vozes espirituais depois do insucesso da sua pregação aos gregos que ele tanto amava. E ele soube esperar, trabalhar, insistir e amar, fazendo que depois Atenas recebesse o divino pábulo do Evangelho e o legado sublime de Jesus.
Estamos em uma nova Atenas, que teima em não nos aceitar, em substituir Jesus pela tradição dos velhos deuses de Dionísio a Momo, de Baco às expressões mais vis do humano comportamento.
O triunfo, sem dúvida, é de Jesus. Ide e pregai com o exemplo, vivendo o Evangelho a qualquer preço, não conforme as teologias, mas de acordo com a ética moral de que se utilizou Allan Kardec para perpetuar esse modelo e guia da Humanidade que nos conduz!
Ide, amados! Antes, servos e, agora, irmãos do Mestre em triunfo, na Era de Luz que se iniciará em madrugada próxima, logo seja terminada a noite de trevas.
Mantende-vos em paz e amai, ajudando-vos uns aos outros nas suas debilidades e fraquezas, pois que são eles que precisam do vosso auxílio para também atingirem a meta.
O Senhor da Vida irá conosco.
Muita Paz, filhos do coração e filhas da ternura!
São os votos dos espíritos-espíritas, por intermédio do servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra de Menezes
Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, em Brasília, em 12 de novembro de 2017.

www.divaldofranco.com.br/


                                

“SENSAÇÕES DE FRIO RELATADAS POR UM MÉDIUM DURANTE COMUNICAÇÃO COM UM ESPIRITO.”

Em nossa reunião mediúnica, há um mês ou dois, estávamos em uma sala muito quente e abafada. O ventilador não conseguia, senão circular ar quente entre os membros, quando terminamos a parte de estudos e iniciamos as comunicações com os espíritos. Em pouco tempo, três comunicações simultâneas deram início.
Uma das comunicações despertou o tema deste texto. A médium começou a sentir frio, e o espírito relatou um acidente em um local muito frio, que provocou sua desencarnação. Como a médium pode sentir frio em um local tão quente? Se o espírito comunicante não está mais encarnado e também não se encontra no local em que desencarnou, por que relata sentir frio?
Nas pessoas encarnadas as sensações são frutos dos órgãos dos sentidos. Os olhos são uma espécie de transdutores de luz, que transformam as ondas luminosas de certa faixa de frequências em impulsos nervosos. Os ouvidos fazem o mesmo com ondas sonoras. Paladar e olfato transformam os sabores e odores; o tato transforma sensações de frio/calor, pressões sobre o corpo e movimentos. O sistema nervoso leva os impulsos ao cérebro. A teoria espírita entende que, no caso dos encarnados, estes impulsos são processados pelo Espírito, através do perispírito.
Os espíritos desencarnados não têm tato, porque se encontram desligados do seu organismo. Como podem sentir frio? Após conversar com diversos espíritos, Kardec concluiu que os relatos de sensações por espíritos são recordações, memórias (questões 256 e 257 de O Livro dos Espíritos), empregadas para descrever o estado em que se encontra. O fundador do espiritismo usa a expressão latina sensorium commune para deixar claro que não há no perispírito o equivalente aos sensores da derme ou da audição e que o Espírito sente como um todo. Em outras palavras, a consciência é uma faculdade espiritual, e não perispiritual. O Espírito desencarnado, contudo, ainda tem o registro das sensações que anteriormente eram recebidas do organismo, podendo trazê-las à consciência como evocamos uma recordação de infância.
Por que então, Espírito comunicante, e, por consequência, a médium, relatavam sentir frio? Por que o Espírito acreditava estar ainda em meio à neve. Ele não era capaz de perceber que se comunicava através de uma médium que estava em uma sala quente, porque se sentia ainda confuso após a desencarnação. O frio que a médium sentia é, portanto, uma percepção profunda da consciência um pouco perturbada do espírito comunicante.
Em situações como esta, dar a notícia da desencarnação é menos importante que dialogar com o comunicante. Ao nos relatar suas vivências, sentimentos e sensações, ele vai aos poucos organizando sua experiência e assenhorando-se dela. Ele pode passar de um estado de confusão, a um estado em que é capaz de se comunicar com outros espíritos em melhor estado, capazes de auxiliá-lo.
Autor: Jáder Sampaio
Fonte: Mensagem Espiritas

www.mensagemespirita.com.br/