Vinhas de Luz

Vinhas de Luz

sexta-feira, 26 de maio de 2017

"PORQUE REENCARNEI NESTA FAMÍLIA? PORQUE FUI CAIR NESTA...?"

Todas as famílias tem pessoas que pensam diferente e o nosso compromisso nesta encarnação é nos darmos bem, primeiramente, com essas pessoas. Você sabe qual é o seu papel dentro desta família? Como você acha que o está desempenhando? Confira o que disse Alexandre Caldini no Interpretando a Vida.

“A SEXUALIDADE DA ALMA”

Desde a sua criação, o Espírito eterno atravessou vários períodos em seu processo evolutivo, reencarnado em espécies inferiores no reino vegetal e animal, até atingir o grau evolutivo para reencarnar como o homem, a raça humana que conhecemos como o Homo sapiens. Durante as etapas iniciais deste processo evolutivo, nós vivemos as experiências reencarnatórias em espécies de animais irracionais dos sexos macho e fêmea e mesmo hermafroditas, adquirindo as experiências inerentes a cada um dos sexos. Na etapa mais avançada, reencarnando desde a idade das cavernas em corpos físicos masculinos ou femininos, até a atual, conseguimos então aprimorar os nossos sentimentos e a inteligência, entre outros atributos, todos necessários ao nosso processo evolutivo. Portanto, para todos os indivíduos existentes, trazemos em nossa alma os frutos das experiências em corpos masculinos e femininos, com as qualidades que cada uma delas pode apresentar. Por isto, na visão Espírita, a verdadeira sede de nossa sexualidade está em nossa alma, que nos acompanha em todas estas etapas evolutivas, e não no corpo físico, perecível, que nos serve apenas como uma vestimenta provisória durante uma existência aqui na Terra.
Na erraticidade, geralmente mantemos a forma perispiritual de nossa última encarnação, assim também como a nossa personalidade, predominantemente masculina se a experiência foi em corpo de homem ou predominantemente feminina, se o corpo escolhido foi de mulher. A desencarnação não nos torna assexuados. A nossa personalidade se mantém com todos os seus atributos.
Neste processo reencarnatório, o mais comum é o Espírito, por muitos séculos, reencarnar apenas como homem ou apenas como mulher até decidir que seja necessário para o seu processo evolutivo passar a reencarnar em outro tipo de corpo físico (inversão sexual), a fim de adquirir as qualidades específicas que o homem ou a mulher possibilitam para o nosso aprendizado. Para aqueles que possam ficar preocupados com a questão da inversão sexual, ou seja, reencarnar como homem e depois como mulher e vice versa, existe um consenso entre todos os estudiosos do assunto de que isto nenhum mal nos ocasiona. Ninguém se torna homossexual devido a esta inversão sexual, mas sim, quando ela ocorre, não foi devido à inversão sexual em si, mas ao processo de reeducação sexual para conter e disciplinar aqueles que fracassaram em sua sexualidade em existência anterior à presente, como o abuso de suas funções genésicas. Ou seja, o homem que nunca respeitou as mulheres e as explorou sexualmente, poderá em uma nova etapa reencarnatória, nascer em um corpo feminino como forma de aprender neste novo corpo a respeitar a mulher. De forma similar também a mulher, se destruidora de lares que explorou de forma irresponsável a sua sexualidade, poderá em uma nova existência, reencarnar em uma forma masculina para também aprender a respeitar o homem. Em ambos os casos, são experiências difíceis e devemos todos respeitar os irmãos e irmãs que vivenciam esta experiência tão dolorosa. Ser fraterno e solidário sempre, mas fazer entender que não existe um terceiro sexo. Só existem dois, de polaridades opostas. Recalcitrar no mal, nas práticas homossexuais, é retardar a ascensão espiritual.
Importante ressaltar que certos missionários preferem renascer em corpos físicos de polaridade opostas a sua característica sexual predominante, ou seja, uma alma feminina reencarnado em um corpo masculino ou vice-versa, como forma de suprimir a sua sexualidade e concentrar-se em tarefas que irão beneficiar toda uma sociedade. Mas estes são casos raros. Esclarecemos que em qualquer corpo físico recebemos uma dádiva de Deus, uma oportunidade de desenvolvermos a nossa espiritualidade e inteligência, o respeito ao próximo e as Leis que regem todo o universo. Aproveitemos, portanto, da melhor forma possível, esta existência!
Álvaro Augusto Vargas- União Espírita de Piracicaba.


“ESTAMOS PREPARADOS PARA DESENCARNAR? ”

Muitos de nossos companheiros ao desencarnarem têm decepções de não serem recebidos na espiritualidade como vencedores, mas como espíritos ainda com muito a aprender e principalmente a melhorar.
No Livro Atitude de Amor (Ermance Dufaux), vemos essa preocupação de líderes espíritas na entrevista com Eurípedes Barsanulfo. O Espírito mostra aos interessados e preocupados companheiros que o problema está na melhora íntima. Muitos reencarnam com um defeito e desencarnam novamente com ele. Não mudaram intimamente.
No livro Mereça ser Feliz (Ermance Dufaux), Eurípedes nos alerta de que Trabalhar e Estudar não é tudo. Eles são caminhos de descoberta e fortalecimento, todavia, diz, se o tarefeiro não se aplica ao serviço essencial da transformação de si próprio, buscando o autoconhecimento com pleno domínio do mundo interior, deixará de semear, no seu terreno pessoal, as sementes que vão conferir no futuro sua verdadeira liberdade.
E é isso que fez com que sentissem falta de melhora ao voltarem para o mundo espiritual. Trabalharam, estudaram muito, mas a melhora íntima ainda ficou a desejar. Isto nos faz lembrar um engenheiro no leito de morte que confidenciou a um amigo: - construí muito, mas esqueci de construir a minha vida. Veja-se aqui a vida íntima. A melhor forma de saber se estamos cumprindo esse dever de nos melhoramos é sempre nos avaliando.
E o modo de nos capacitarmos para isso é o estudo. O Espírito Verdade ao preparar a Codificação da Doutrina Espírita com Kardec deixou como base dois importantes ensinamentos: - Espíritas, Amai-vos e Espíritas, Instrui-vos.
O ensinamento da necessidade da melhora íntima já vem dos tempos mais remotos. E na época de Jesus temos dois grandes exemplos de transformações, o de Madalena e o de Paulo de Tarso. Kardec trata da melhora íntima na pergunta 919 do Livro dos Espíritos que deve ser lida muitas vezes por todos nós, até compreendermos o seu verdadeiro significado e o praticarmos. Cada um de nós tem responsabilidades a cumprir. Classificamos estas responsabilidades de dois tipos, a responsabilidade pessoal e a responsabilidade coletiva. A pessoal é a nossa melhora íntima, como espíritos imortais, para podermos prosseguir na evolução. A responsabilidade coletiva é a de que cada filho tem sua tarefa na obra do Pai. Jesus diz que o nosso maior testemunho diante de Deus, são as nossas obras.
Então, estudar, trabalhar, mas melhorar sempre. Este é o caminho. E como diz Eurípedes Barsanulfo, a receita de Jesus para isso, é o amor incondicional.
Toda a orientação de Eurípedes Barnanulfo, cujo resumo está no livro Atitude de Amor, foi trabalhada na frase de João, Cap. 3:30, - mostra-nos bem o sentir e o proceder de verdadeiros Cristãos:” – É NECESSÁRIO QUE EU DIMINUA, PARA QUE O CRISTO CRESÇA.”
Escrito por Jairo Capasso-União Espirita de Piracicaba


“VOCÊ SABIA QUE É NÓS QUE ATRAÍMOS OS ESPÍRITOS OBSESSORES?

Não pensemos que só existem obsessores que nos procuram por vingança. Por outros motivos também. Um motivo que tem nos chamado à atenção, e dito pelos próprios obsessores, é que eles são chamados às nossas presenças por nós mesmos. Mas, como?
Vejamos os exemplos que nos esclarecem. Há alguns anos atrás dirigíamos uma reunião prática na cidade de Araçatuba, quando um médium ficou envolvido por um espírito muito agitado. E, entre outras coisas, dizia com muita convicção, que ele ia a muitos lares, incontáveis, pois “eles me chamam”. Querendo saber como, ele disse, pelos palavrões, pelos gritos, pelas brigas. Alimento-me destas vibrações, é como se uma força irresistível me puxasse para lá.
No final de outubro de 2006, orientávamos um espírito que fora trazido de um lar onde permanecia sem nenhuma razão, a não ser a de querer ficar no ambiente, por gostar simplesmente.
Perguntamos por que insistia em ficar lá e ele disse “porque ela me prende ali por seus pensamentos, seus sentimentos, suas ações e me sinto bem lá”.
É importante lembrar que os nossos pensamentos, sentimentos e atitudes geram energias. Se forem bons, energias boas; se forem ruins, energias negativas que compõem a nossa aura e impregnam o ambiente à nossa volta. No caso das vibrações negativas, elas formam um ambiente propício para os espíritos desequilibrados, doentes, perturbadores, desocupados, pois os semelhantes se atraem. Esta é a lei da afinidade e da sintonia.
No livro História do Espiritismo em Piracicaba e Região, de Eduardo Carvalho Monteiro, existe um relato que comprova tal fato (o fato de atrairmos os obsessores):
Numa das viagens de trem que fazia como palestrante espírita e representante do Jornal O Clarim e Revista RIE, de Matão, João Leão Pitta, alguém o interrompe em sua leitura e respeitosamente indaga se ele era o Sr. Pitta. Confirmado, o desconhecido pede-lhe que o ajude a conversar com um parente ali presente, “tomado“ por um espírito. Pitta, então inicia um diálogo com o espírito que envolvia o jovem. Perguntado por que estava assediando o moço, a Entidade dizia que “não queria aquilo, mas que o fulano era quem o atraia com seus vícios”. Pitta argumentou com o Espírito: mas se você corresponde ao chamado, é porque você está na mesma faixa mental que ele, porque semelhante atrai semelhante. Não o atenda quando ele o chamar, que você passará bem e ele também.
Bem, podemos ver, pelo exemplo, que nós encarnados também atraímos os espíritos infelizes, quando nosso comportamento se assemelha ao deles, e não somente eles nos procuram. Então a nossa responsabilidade é grande nas obsessões. Nunca algo ocorrerá nesse sentido se não estivermos com a nossa parte de responsabilidade.
Em O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap.XXVIII, diz: Os maus espíritos pululam ao redor da Terra, em conseqüência da inferioridade moral dos seus habitantes. Sua ação malfazeja faz parte dos flagelos dos quais a humanidade é alvo neste mundo...
Para se preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para se garantir da obsessão, é preciso fortalecer a alma; daí, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar pela sua própria melhoria, o que basta, o mais frequentemente, para livrá-lo do obsessor...

Escrito por Jairo Capasso-UNIÃO ESPIRITA DE PIRACICABA

“O CRIMINOSO SEMPRE VOLTA AO LOCAL DO CRIME “Se não mudamos por amor, mudaremos pela dor.

Este adágio popular, embora simples, reflete a mais pura verdade. Analisado apenas por uma visão materialista, não faria nenhum sentido. A própria história revela inúmeros casos de figuras que cometeram crimes terríveis, nunca foram punidos e nem regressaram a estes locais. Entretanto, na visão Espírita, as leis que regem o universo seguem a justiça Divina, que sempre coloca frente a frente o criminoso com o seu passado cruel.
Ao compreendermos um dos principais postulados espíritas, a reencarnação, passaremos a entender que voltamos ao teatro dos acontecimentos aqui na Terra, apenas revestidos de nova roupagem, o corpo humano perecível, mas revivendo situações onde muitas vezes apenas trocamos de papel. Por exemplo, o rico frio e cruel, pode reencarnar como um pobre operário, trabalhando de sol a sol para o seu sustento. Ele terá de aprender nas amargas lutas da vida, a respeitar melhor o ser humano, por saber-se muitas vezes, explorado e desrespeitado. Poderá, entretanto amenizar a sua experiência difícil, se souber sofrer com resignação, e procurar de forma digna e honesta mudar a própria situação em que se encontra. Ou então, optar pela revolta ou criminalidade, mantendo-se por muito tempo em um ciclo de reencarnações compulsórias (sem direito de escolha), repetindo as mesmas experiências amargas e dolorosas até que mude de comportamento. Temos o livre arbítrio, as escolhas são nossas. Embora o Espírito nunca retrograde, pode estacionar ou mesmo se endividar, contraindo débitos pesados perante a justiça Divina, que saberá encaminha-lo para as experiências dolorosas, mas educativas e reparadoras.
Nesta compreensão da justiça Divina, passamos a entender que na verdade toda a humanidade, em um grau variável conforme o nível evolutivo é criminoso no aspecto moral. Ao desrespeitarmos as Leis de Deus, passamos a fazer jus reencarnar em um planeta como a Terra, situado na escala de aferição moral como de “provas e expiação”. Qualquer dor ou sofrimento que possamos estar vivenciando nada mais é que um reencontro com o nosso passado culposo, onde o criminoso sempre regressa ao local onde cometeu o crime. Mesmo que hoje possamos ter uma vida pautada pela moral e pela ética, nas experiências pregressas, nem sempre soubemos nos comportar de forma digna. Uma reencarnação apenas na maioria das vezes não é suficiente para quitar todos os nossos débitos, conforme a natureza e grau de agressão que proporcionamos a sociedade. Em uma guerra, o criminoso não é apenas o soldado cruel que desrespeitou os códigos morais da vida e se excedeu nas suas ações. O jornalista e aqueles que apoiaram a ação bélica são igualmente culpados. Um político corrupto, não causa apenas prejuízo ao erário público, mas é igualmente culpado por ter lesado a educação de crianças, sem escolas, privando-as de um futuro promissor, e também de ter provocado à morte de inúmeras pessoas que não tiveram um tratamento médico adequado, pois os hospitais não tiveram os recursos financeiros disponíveis, já que estes foram desviados para fins escusos.
Assim, esta bagagem de iniquidades ainda nos acompanha como uma sombra maligna, que temos de compreender, e saber elimina-la. O apostolo Paulo nos fala em deixar morrer o homem o velho (Efésios, 4:20), ou seja, eliminar de nossa alma todas as tendências para o mal (ciúme, inveja, egoísmo, violência, etc.) e deixar nascer em nós o homem novo, repleto de virtudes cristãs. Não é uma tarefa fácil, pois ainda trazemos em nosso subconsciente profundo todo este lixo moral, mas é possível de eliminá-lo, desde que tenhamos perseverança, estudo e disciplina. A fórmula sugerida pelo apóstolo Pedro, é de termos a sabedoria suficiente para procurar sofrer menos na Terra. O pescador de Cafarnaum nos ensina que o amor lava uma multidão de pecados (1 Pedro 4:8). Em outras palavras, ao modificarmos o nosso comportamento, eliminamos da nossa alma os estigmas dos erros que provocam lições dolorosas ocasionadas pela Lei de Ação e Reação que rege o universo. Nosso carma então se torna mais brando, devido às ações cristãs agora praticadas, não havendo então a necessidade de um processo de reeducação doloroso.
Neste adágio simples então, devemos refletir de forma a despertar em nos a humildade, a compreensão de que temos muito a fazer em termos de reforma íntima. Se quisermos viver uma sociedade mais justa e cristã, importante que nós mesmos mudemos o nosso comportamento, passando a nos conduzir na vida dentro da mais perfeita moral conforme ensinada por Jesus.

Álvaro Augusto Vargas- União Espírita de Piracicaba.

"DEPOIS DO DESENCARNE" PALAVRAS DE ANDRÉ LUIZ QUE VALEM A PENA OUVIR"


quinta-feira, 25 de maio de 2017

"QUEM SÃO OS ESPÍRITOS?"

Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Todos nós somos espíritos. Os espíritos como nós, que atualmente habitam a crosta da Terra, são chamados de espíritos encarnados (pois estão envolvidos pela carne, matéria grosseira, que constitui nosso corpo). Os espíritos que já abandonaram o seu envoltório corporal (material), são chamados de espíritos desencarnados.
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimentos. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição. A felicidade eterna e pura é para os que alcançam essa perfeição. Através da reencarnação os espíritos se aperfeiçoam. O objetivo da reencarnação é a evolução, pois só através dela pode-se viver certas experiências, como os resgates de dívidas. Para uns é uma expiação; para outros é uma missão. A encarnação tem também um outro objetivo: dar ao espírito condições de cumprir sua parte na obra da criação. Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu aprimoramento. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Onde vivem e o que fazem os Espíritos desencarnados?
Os espíritos desencarnados povoam o universo fora do mundo material, ou seja, o mundo espiritual (ou das inteligências incorpóreas), que preexiste e sobrevive a tudo, e que constitui o mundo invisível para nós, que estamos momentaneamente encarnados.
Os espíritos desencarnados estudam, trabalham e desenvolvem diversas atividades no mundo espiritual (Ver Colônias Espirituais)
Estão sempre ao nosso lado, nos observam e agem entre nós de diversas maneiras, pois os Espíritos são uma das forças da natureza e os instrumentos dos quais Deus se serve para a realização de Seus desígnios.
Os Espíritos sabem de tudo?
Os Espíritos são as almas dos homens que já perderam o corpo físico. A exemplo do que observamos na Humanidade encarnada, o conhecimento que eles têm é correspondente ao seu grau de adiantamento moral e intelectual.
A “morte” é apenas uma passagem para a vida espiritual (na verdade é uma “volta”, pois a vida espiritual é a nossa verdadeira vida) e não dá valores morais ou de inteligência a quem não os tem.
Todos os Espíritos são iguais?
Não. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado:
Espíritos Puros – Espíritos que atingiram a perfeição máxima. Passaram por todos os graus da escala e se libertaram de todas as impurezas da matéria. Tendo atingido o mais elevado grau de perfeição de que é capaz a criatura, não têm mais que sofrer provas nem expiações, não estando mais, desta forma, sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis. Gozam de uma felicidade inalterável por não estarem mais sujeitos nem às necessidades, nem às variações e transformações da vida material. São os mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam todos os Espíritos que lhes são inferiores, designando-lhes missões e ajudando-os a se aperfeiçoarem. São chamados, às vezes, de anjos, arcanjos ou serafins.
Bons Espíritos – Espíritos nos quais o desejo do bem é o que predomina. Suas qualidades e poder para fazer o bem estão em conformidade com o grau que alcançaram. Uns têm a ciência; outros, a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, de acordo com sua categoria, os traços da existência corporal, tanto na forma da linguagem quanto nos costumes, entre os quais se identificam algumas de suas manias. Não fosse por isso, seriam Espíritos perfeitos. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem.
A esta ordem pertencem os Espíritos designados nas crenças populares pelos nomes de gênios bons, gênios protetores ou espíritos do bem.
Pode-se dividi-los em quatro grupos principais:
· Espíritos Superiores – Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade.
· Espíritos de Sabedoria – As qualidades morais do mais elevado grau formam seu caráter.
· Espíritos Prudentes ou Sábios – Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais têm mais aptidão.
· Espíritos Benevolentes – Sua qualidade dominante é a bondade; satisfazem-se em prestar serviços aos homens e em protegê-los, mas seu saber é limitado. Seu progresso é maior no sentido moral do que no intelectual.
Espíritos Imperfeitos – Espíritos caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores. Aqui há uma predominância da matéria sobre o Espírito, caracterizada pelos sentimentos como inveja, ciúme, orgulho, egoísmo e todas as más paixões que são as conseqüências dos maus pensamentos.
Nem todos são essencialmente maus. Entre alguns há mais ignorância, leviandade, inconsequência e malícia do que verdadeira maldade. Alguns não fazem o bem nem o mal; mas, apenas pelo fato de não fazerem o bem, já demonstram sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando encontram a ocasião de o fazer.
Pode-se dividi-los em cinco classes principais:
· Espíritos Batedores e Perturbadores – Parecem estar ainda, mais do que outros, ligados à matéria e ser os agentes principais das variações e transformações das forças e elementos da natureza no globo, seja ao atuarem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros ou nas entranhas da terra. Manifestam, frequentemente, sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, o movimento e o deslocamento anormal dos corpos sólidos, a agitação do ar, etc.
· Espíritos Neutros – Não são bastante bons para fazer o bem, nem suficientemente maus para fazer o mal. Inclinam-se tanto para um quanto para o outro e não se elevam acima da condição comum da humanidade, tanto pela moral quanto pela inteligência. Eles se prendem às coisas deste mundo e lamentam a perda das alegrias grosseiras que nele deixaram.
· Espíritos Pseudo-Sábios – Seus conhecimentos são bastante amplos, mas acreditam saber mais do que sabem na realidade. Sua linguagem tem uma característica séria que pode induzir ao erro e ocasionar enganos sobre suas capacidades e seus conhecimentos. É uma mistura de algumas verdades ao lado dos erros mais absurdos, no meio dos quais sobressai a presunção, o orgulho, a inveja e a obstinação das quais não puderam se libertar.
· Espíritos Levianos – São ignorantes, maliciosos, inconsequentes e zombeteiros. Comprazem-se em causar pequenos desgostos e pequenas alegrias, atormentar e induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e espertezas. Nas suas comunicações com os homens, a linguagem é algumas vezes espirituosa e engraçada, mas quase sempre sem profundidade. Compreendem os defeitos e o ridículo humanos, exprimindo-os em tiradas mordazes e satíricas.
· Espíritos Impuros – São inclinados ao mal e fazem dele o objeto de suas preocupações. Dão conselhos falsos, provocam a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as formas para melhor enganar. Ligam-se às pessoas de caráter mais fraco, que cedem às suas sugestões, a fim de prejudicá-los, satisfeitos em poder retardar o seu adiantamento e fazê-las fracassar nas provas por que passam. Quando estão encarnados, são inclinados a todos os vícios que geram as paixões vergonhosas e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a mentira, a hipocrisia, a cobiça e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo e, muitas vezes, sem motivos e por ódio ao bem, escolhem quase sempre suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a humanidade, seja qual for a posição da sociedade a que pertençam, e o verniz da civilização não os livra da baixeza e da desonra.
Fonte: O livro dos Espíritos.


“PARA ONDE VAMOS DURANTE O SONO? ” SUA ALMA ACORDA QUANDO SEU CORPO DORME! ”

Quando dormimos, nossa alma acorda. Não somos o nosso corpo, em essência, somos a consciência que habita nosso corpo.
Quando adormecemos o corpo, diminuímos o metabolismo físico, relaxamos a mente e com isso permitimos que nossa consciência – que está sediada na alma – se desligue temporariamente e viage pelos mais diferentes locais nas dimensões extrafísicas.
DIFERENTES ASSÉDIOS
Podemos viajar na presença de nossos amigos espirituais e seres de Luz, se estivermos sintonizados em vibrações positivas. Nessa condição, normalmente quando acordamos nos sentimos bem, realizados e felizes com a vida.
Podemos também ser obsedados por espíritos sombrios, por bagunceiros do plano espiritual, por desafetos de outras vidas e até por outros seres encarnados também em projeção astral. Isso tudo depende da condição na qual vamos dormir. E, no caso desses tipos de assédios – infelizmente muito comum – costumamos acordar com diversas sensações ruins, como dores de cabeça, mal-estar, desânimo pela vida, entre outros. 
Podemos ficar presos aos nossos corpos por conta da aceleração do metabolismo provocada por erros na alimentação e dessa forma, nem sairmos em projeção. Isso também acontece quando estamos hiperativos mentalmente. 
Nestes casos, o que ocorre é que o corpo físico relaxa parcialmente e com isso a nossa consciência não se liberta por completo. Normalmente nessas situações, após o período do sono, a pessoa relata que não conseguiu descansar direito e mesmo depois de ter dormido por várias horas, não encontra uma sensação de plenitude física e mental.
Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).
Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.
O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.
O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.
Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.
Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.
Verifiquemos três questões do Livro dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas: 400, 401 e 403.
P-400 “O Espírito encarnado permanece de bom prazer no seu corpo material? – É como se perguntasse a um presidiário, se gostaria de sair do presídio. O espírito aspira sempre à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.
P-401 “Durante o sono a alma repousa como o corpo? – Não, o espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços entre corpo e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra em relação com os outros espíritos sintonizados por ele.
P-403 “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono? – Pelos sonhos.
O sono liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte do seu corpo.
O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono. Podemos notar, que nem sempre sonhamos. Mas, o que isso quer dizer? Que nem sempre nos lembramos do que vimos, ou de tudo o que havemos visto, enquanto dormimos. É que não temos ainda a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes somente nos fica a lembrança da perturbação que o nosso Espírito experimentou.
Graças ao sono os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. As manifestações, que se traduzem muitas vezes por visões e até mesmo, “assombrações” mais comuns se dão durante o sono, por meio dos sonhos. Elas podem ser: uma visão atual das coisas, futuras, presentes ou ausentes; uma visão do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro. Também muitas vezes são quadros alegóricos que os Espíritos nos põem sob as vistas, para dar-nos úteis avisos e salutares conselhos, se se trata de Espíritos bons, e para induzir-nos ao erro, à maledicência, às paixões, se são Espíritos imperfeitos.
O sonho é uma expressão da vida real da personalidade. O espírito procura atender a desejos e intenções inconscientes e conscientes durante esse tempo de liberdade temporária. Conforme o grau, tipo de sintonia e harmonia gerada pela afinidade moral com outros Espíritos, direciona-se automaticamente para a parte do mundo espiritual que melhor satisfaça essa sintonia e suas metas e objetivos, ainda que não lícitos; e aí conta com amigos, sócios, inimigos, desafetos, parentes, “mestres” etc.
Contamos ainda com mais dois tipos de sonhos. O primeiro é o premonitório, quando se toma algumas informações ou conselhos sobre algum acontecimento futuro. O segundo é o pesadelo, ou seja, o sonho ansioso, em que entra o terror. É também uma experiência real, porém, penosa; o sonhador vê-se pressionado por inimigos ou por animais monstruosos, tem de atravessar zonas tenebrosas, sofrer castigos, que de fato são vivências provocadas por agentes do mal ou por desafetos desta ou de outras vidas.

Aluney Elferr Albuquerque Silva

quarta-feira, 24 de maio de 2017

DIVALDO FRANCO - "EU NUNCA VI TANTOS ESPÍRITOS COMO TENHO VISTO NOS ÚLTIMOS DIAS"


“FATALIDADE? NINGUÉM MORRE NA VÉSPERA. ”

Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme o sentido que se dá a essa palavra, ou seja, todos os acontecimentos são predeterminados? Nesse caso, como fica o livre-arbítrio?
– A fatalidade existe apenas na escolha que o Espírito fez ao encarnar e suportar esta ou aquela prova.
E da escolha resulta uma espécie de destino, que é a própria consequência da posição que ele próprio escolheu e em que se acha.
Falo das provas de natureza física, porque, quanto às de natureza moral e às tentações, o Espírito, ao conservar seu livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor para ceder ou resistir.
Um bom Espírito, ao vê-lo fraquejar, pode vir em sua ajuda, mas não pode influir de modo a dominar sua vontade.
Um Espírito mau, ao lhe mostrar de forma exagerada um perigo físico, pode abalá-lo e assustá-lo.
Porém, a vontade do Espírito encarnado está constantemente livre para decidir.
Há pessoas que parecem ser perseguidas por uma fatalidade, independentemente de seu modo de agir; a infelicidade não é um destino?
– São, talvez, provas que devem suportar e que escolheram. Mas definitivamente não deveis acusar o destino pelo que, frequentemente, é apenas a consequência de vossas próprias faltas.
Nos males que vos afligem, esforçais-vos para que vossa consciência esteja pura, e já vos sentireis bastante consolados.
As ideias justas ou falsas que fazemos das coisas nos fazem vencer ou fracassar de acordo com nosso caráter e posição social.
Achamos mais simples e menos humilhante para o nosso amor-próprio atribuir nossos fracassos à sorte ou ao destino, e não à nossa própria falta.
Se a influência dos Espíritos contribui para isso algumas vezes, podemos sempre nos defender dessa influência afastando as ideias que nos sugerem, quando são más.
Algumas pessoas mal escapam de um perigo mortal para logo cair em outro; parece que não teriam como escapar à morte. Não há fatalidade nisso?
– A fatalidade só existe, no verdadeiro sentido da palavra, apenas no instante da morte.
Quando esse momento chega, seja por um meio ou por outro, não o podeis evitar.
Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, não morreremos se a hora não é chegada?
– Não, não morrereis, e sobre isso há milhares de exemplos; mas quando a hora chegar, nada poderá impedir.
Deus sabe por antecipação qual o gênero de morte que terás na Terra e, muitas vezes, vosso Espírito também sabe, porque isso foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência.
Por causa da inevitável hora da morte, as precauções que se tomam para evitá-la são inúteis?
– Não. As precauções que tomais são sugeridas para evitar a morte que vos ameaça, são meios para que ela não ocorra.
Qual é o objetivo da Providência ao nos fazer correr dos perigos que não têm consequências?
– Quando vossa vida é colocada em perigo, é uma advertência que vós mesmo desejastes, a fim de vos desviardes do mal e vos tornardes melhor.
Quando escapais desse perigo, ainda sob a influência do risco que passastes, refletis seriamente, conforme a ação mais ou menos forte dos bons Espíritos sobre vós para vos melhorardes.
O mau Espírito, voltando a tentação (digo mau subentendendo o mal que ainda existe nele), pensa que escapará do mesmo modo a outros perigos e novamente deixa se dominar pelas paixões.
Pelos perigos que correis, Deus vos lembra de vossa fraqueza e a fragilidade de vossa existência.
Se examinardes a causa e a natureza do perigo, vereis que, muitas vezes, as consequências são a punição de uma falta cometida ou de um dever não cumprido.
Deus vos adverte assim para vos recolherdes em vós mesmos e vos corrigirdes.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS –ALLAN KARDEC – QUESTÕES DE 851 a 855



“DEZ COISAS QUE OS ESPÍRITOS OBSESSORES MAIS GOSTAM EM VOCÊ.”

1. Que você minta, que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e que jamais cumpra com sua palavra.
2. Que você tenha dúvida, que se sinta inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.
3. Que você não estabeleça uma conexão com Deus. Que você acredite que só se vive uma vida. Em especial, que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo. Principalmente, que você não dê atenção a evolução do amor e da consciência. Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada e facilita o trabalho dos obsessores.
4. Que você não se preocupe jamais com os outros. Que não pense em caridade, em bem-estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna, justa e elevada. Quanto mais você pensa unicamente nos seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho deles.
5. Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal. Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos obsessores, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.
6. Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais. Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho. Quanto mais alienado e cético você for, melhor!
7. Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado. Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá as estratégias dos obsessores.
8. Que você elimine da sua vida a prece, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual. De preferência, que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os obsessores a você.
9. Que a sua disciplina seja muito ruim e que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.
10. Que jamais acredite na sua intuição e que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidamente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.

Fonte: Revista Cristã do Espiritismo. 

"A MORTE É O RETRATO DA VIDA QUE TIVEMOS NA TERRA."

Depois da morte do corpo: A frase amiga que houvermos proferido no estímulo ao bem será um trecho harmonioso do cântico de nossa felicidade. A opinião caridosa que formulamos acerca dos outros converter-se-á em recurso de benignidade da Justiça Divina, no exame de nossos erros. O pensamento de fraternidade e compreensão com que nos recordamos do próximo transformar-se-á em fator de nosso equilíbrio. O gesto de auxílio aos irmãos de nosso caminho oferecer-nos-á farta colheita de alegria.
Mas, igualmente, além do túmulo:
A maledicência que partiu de nossa boca será espinheiro a provocar-nos dilacerações de ordem mental.
A nossa indiferença para com as amarguras do próximo nos aparecerá por geada desoladora.
A nossa preguiça surgirá por gerador de inércia.  
A nossa possível crueldade exibirá, na tela de nossas consciências, a constante repetição dos quadros deploráveis de nossos delitos e de nossas vítimas, compelindo-nos à demora em escuras paisagens purgatoriais.
A morte é o retrato da vida.
A verdade revelará na chapa do teu próprio destino as imagens que estiveres criando, sustentando e movimentando no campo da existência.
Se desejas alegria e tranquilidade, além das fronteiras de cinza do sepulcro, semeia, enquanto é tempo, a luz e a sabedoria que pretendes recolher, nas sendas da ascensão espiritual.
Hoje - plantação, segundo a nossa vontade.
Amanhã - seara, conforme a Lei.
Se agora cultivamos a treva, decerto encontraremos, depois, a resposta respectiva.
Se, porém, semearmos o amor e a simpatia onde nos encontrarmos, indiscutivelmente, mais tarde, penetraremos a luz e a beleza da imortalidade vitoriosa.

EMMANUEL - Livro Plantão de Paz - Chico Xavier

"A PASSAGEM"

A certeza da vida futura não exclui as apreensões quanto à passagem desta para a outra vida. Há muita gente que teme não a morte, em si, mas o momento da transição. Sofremos ou não nessa passagem? Por isso se inquietam, e com razão, visto que ninguém foge à lei fatal dessa transição. Podemos dispensar-nos de uma viagem neste mundo, menos essa. Ricos e pobres, devem todos fazê-la, e, por mais dolorosa que seja a passagem, nem posição nem fortuna poderiam suavizá-la
A insensibilidade da matéria inerte é um fato, e só a alma experimenta sensações de dor e de prazer. Durante a vida, toda a desagregação material repercute na alma, que por este motivo recebe uma impressão mais ou menos dolorosa. É a alma e não o corpo quem sofre, pois este não é mais que instrumento da dor: - aquela é o paciente. Após a morte, separada a alma, o corpo pode ser impunemente mutilado que nada sentirá; aquela, por insulada, nada experimenta da destruição orgânica. A alma tem sensações próprias cuja fonte não reside na matéria tangível. O perispírito é o envoltório da alma e não se separa dela nem antes nem depois da morte. Ele não forma com ela mais que uma só entidade, e nem mesmo se pode conceber uma sem outro. Durante a vida o fluido perispirítico penetra o corpo em todas as suas partes e serve de veículo às sensações físicas da alma, do mesmo modo como esta, por seu intermédio, atua sobre o corpo e dirige-lhe os movimentos.
A extinção da vida orgânica acarreta a separação da alma em conseqüência do rompimento do laço fluídico que a une ao corpo, mas essa separação nunca é brusca.
O fluido perispiritual só pouco a pouco se desprende de todos os órgãos, de sorte que a separação só é completa e absoluta quando não mais reste um átomo do perispírito ligado a uma molécula do corpo. "A sensação dolorosa da alma, por ocasião da morte, está na razão direta da soma dos pontos de contacto existentes entre o corpo e o perispírito, e, por conseguinte, também da maior ou menor dificuldade que apresenta o rompimento." Não é preciso portanto dizer que, conforme as circunstâncias, a morte pode ser mais ou menos penosa. Estas circunstâncias é que nos cumpre examinar.
A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado moral da alma. A afinidade entre o corpo e o perispírito é proporcional ao apego à matéria, que atinge o seu máximo no homem cujas preocupações dizem respeito exclusiva e unicamente à vida e gozos materiais. Ao contrário, nas almas puras, que antecipadamente se identificam com a vida espiritual, o apego é quase nulo. E desde que a lentidão e a dificuldade do desprendimento estão na razão do grau de pureza e desmaterialização da alma, de nós somente depende o tornar fácil ou penoso, agradável ou doloroso, esse desprendimento.
Em se tratando de morte natural resultante da extinção das forças vitais por velhice ou doença, o desprendimento opera-se gradualmente; para o homem cuja alma se desmaterializou e cujos pensamentos se destacam das coisas terrenas, o desprendimento quase se completa antes da morte real, isto é, ao passo que o corpo ainda tem vida orgânica, já o Espírito penetra a vida espiritual, apenas ligado por elo tão frágil que se rompe com a última pancada do coração. Nesta contingência o Espírito pode ter já recuperado a sua lucidez, de molde a tornar-se testemunha consciente da extinção da vida do corpo, considerando-se feliz por tê-lo deixado. Para esse a perturbação é quase nula, ou antes, não passa de ligeiro sono calmo, do qual desperta com indizível impressão de esperança e ventura.
No homem materializado e sensual, que mais viveu do corpo que do Espírito, e para o qual a vida espiritual nada significa, nem sequer lhe toca o pensamento, tudo contribui para estreitar os laços materiais, e, quando a morte se aproxima, o desprendimento, conquanto se opere gradualmente também, demanda contínuos esforços. As convulsões da agonia são indícios da luta do Espírito, que às vezes procura romper os elos resistentes, e outras se agarra ao corpo do qual uma força irresistível o arrebata com violência, molécula por molécula.
Quanto menos vê o Espírito além da vida corporal, tanto mais se lhe apega, e, assim, sente que ela lhe foge e quer retê-la; em vez de se abandonar ao movimento que o empolga, resiste com todas as forças e pode mesmo prolongar a luta por dias, semanas e meses inteiros.
Certo, nesse momento o Espírito não possui toda a lucidez, visto como a perturbação de muito se antecipou à morte; mas nem por isso sofre menos, e o vácuo em que se acha, e a incerteza do que lhe sucederá, agravam-lhe as angústias. Dá-se por fim a morte, e nem por isso está tudo terminado; a perturbação continua, ele sente que vive, mas não define se material, se espiritualmente, luta, e luta ainda, até que as últimas ligações do perispírito se tenham de todo rompido. A morte pôs termo a moléstia efetiva, porém, não lhe sustou as conseqüências, e, enquanto existirem pontos de contacto do perispírito com o corpo, o Espírito ressente-se e sofre com as suas impressões.
Quão diversa é a situação do Espírito desmaterializado, mesmo nas enfermidades mais cruéis! Sendo frágeis os laços fluídicos que o prendem ao corpo, rompem-se suavemente; depois, a confiança do futuro entrevisto em pensamento ou na realidade, como sucede algumas vezes, fá-lo encarar a morte qual redenção e as suas conseqüências como prova, advindo-lhe dai uma calma resignada, que lhe ameniza o sofrimento.
Após a morte, rotos os laços, nem uma só reação dolorosa que o afete; o despertar é lépido, desembaraçado; por sensações únicas: o alívio, a alegria!
Na morte violenta as sensações não são precisamente as mesmas. Nenhuma desagregação inicial há começado previamente a separação do perispírito; a vida orgânica em plena exuberância de força é subitamente aniquilada. Nestas condições, o desprendimento só começa depois da morte e não pode completar-se rapidamente. O Espírito, colhido de improviso, fica como que aturdido e sente, e pensa, e acredita-se vivo, prolongando-se esta ilusão até que compreenda o seu estado. Este estado intermediário entre a vida corporal e a espiritual é dos mais interessantes para ser estudado, porque apresenta o espetáculo singular de um Espírito que julga material o seu corpo fluídico, experimentando ao mesmo tempo todas as sensações da vida orgânica. Há, além disso, dentro desse caso, uma série infinita de modalidades que variam segundo os conhecimentos e progressos morais do Espírito. Para aqueles cuja alma está purificada, a situação pouco dura, porque já possuem em si como que um desprendimento antecipado, cujo termo a morte mais súbita não faz senão apressar. Outros há, para os quais a situação se prolonga por anos inteiros. É uma situação essa muito freqüente até nos casos de morte comum, que nada tendo de penosa para Espíritos adiantados, se torna horrível para os atrasados. No suicida, principalmente, excede a toda expectativa. Preso ao corpo por todas as suas fibras, o perispírito faz repercutir na alma todas as sensações daquele, com sofrimentos cruciantes.

Fonte: O Céu e o Inferno. “Allan Kardec”

terça-feira, 23 de maio de 2017

“IDOLATRIA NA VISÃO ESPÍRITA”

Os Judeus, saindo da dominação egípcia, um povo idólatra, tinham muita tendência à idolatria. Basta ver o que aconteceu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas da Lei e encontrou o povo adorando o "BEZERRO DE OURO" como se ele fosse uma divindade, um amuleto. Indignado, matou 3 mil homens, contrariando um dos mandamentos da lei das tábuas: ‘Não matarás.” Mas o mesmo “Deus”, que proíbe que sejam feitas imagens, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25, 18-20). Manda-lhe, também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima de uma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21, 8-9). Manda, ainda, Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6, 23-35 e 7, 29). Não é um incentivo a idolatria?
Os espíritas não adotam imagens, mas entendem que idolatria não é simplesmente adorar imagens de pedra, madeira, gesso, ouro, etc., mas qualquer coisa material. Por exemplo: há sim, quem idolatre "santos", "imagens" com interesse em fazer pedidos, sem buscar seguir seus exemplos de vida e pedidos; mas, há também, quem diga não ter tempo e dinheiro para dispensar à caridade, mas dispensam tempos e dinheiro iguais ou maiores para idolatrar cantores, atores, jogos, festas, etc.; há quem idolatre time de futebol a ponto de reagir violentamente aos que torcem para outros times; há quem idolatre a religião chegando a causar brigas, desentendimentos, inimizades e até guerras contrariando os preceitos morais pregados por ela; há quem reaja a um assalto, com intenção de matar ou morrer, por idolatrar bens materiais; há quem comete adultério escondido do(a) cônjuge ou com a conivência dele(a), em trocas de casais, etc., alegando “apimentar o relacionamento” por idolatrar o sexo; há quem idolatre o dinheiro, o ouro, a fama, etc., de tal forma que, muitas vezes, procuram alcançar o objetivo de maneira ilícita, indigna, imoral, etc.; há quem idolatre pessoas (político, de posição social abastada, etc.), por interesse pessoal; há espírita que alega várias desculpas para faltar uma palestra em sua cidade de um orador desconhecido, mas anda quilômetros e quilômetros em excursão, pagam estadia em hotel, para assistir aquele orador conhecido ou aquele médium “que faz cura” ou coisas relacionadas a fenômenos; há médiuns aceitando a idolatria e impedindo assim, a comunicação com os amigos do bem, no plano espiritual; há espíritas que querem ser idolatrados porque idolatra a vaidade; há espíritas idolatrando cargos e esquecendo os encargos; há quem desrespeite seu corpo físico, contrariando a saúde física, por idolatrar bebida alcoólica, cigarro, drogas em geral, excesso de alimentos. Como vemos, há vários tipos de idolatria. Quando apontamos um idolatra por "imagens", não nos damos conta que também somos idolatras de outras coisas que atrapalham nossa evolução espiritual.
Como disse Emmanuel: “É indispensável evitar a idolatria em todas as circunstâncias. Suas manifestações sempre representaram sérios perigos para a vida espiritual.”
Grupo de Estudos Allan Kardec

Texto de Rudymara

"TRANSPLANTE DE CABEÇA - VISÃO ESPÍRITA"

Neste ano de 2017 deverá ocorrer o primeiro transplante de cabeça da História.
Falar em transplante de cabeça é controverso: afinal, o que será transplantado: a cabeça ou o corpo?
Se considerarmos que a sede da consciência é a cabeça, poderíamos falar de um transplante de corpo; afinal, a sede da consciência receberia um novo corpo.
Mas as coisas não são assim tão simples. Nossa consciência não se manifesta apenas através da cabeça.
A consciência se manifesta através da mente (que é um programa); a mente se liga ao corpo astral através de centros de força; e os centros de força, através dos chacras, que se localizam no duplo etérico, fazem a conexão com os plexos e glândulas do corpo físico.
– Achou complicado?
Esse tema é tratado, dentre outras obras, nos livros Entre a Terra e o céu, Mecanismos da Mediunidade e Evolução em dois mundos, de André Luiz; Técnica da Mediunidade, de Pastorino; e Elucidações do Além de Ramatis – além de obras da Teosofia.
Um transplante de cabeça, então, seria, de alguma forma, a junção de dois seres.
Isso pode ser muito estranho se nós considerarmos a consciência apenas como essa consciência superficial que nós usamos numa comunicação escrita.
Mas nós temos vários níveis de consciência. Nosso subconsciente guarda tudo sobre nós – todos os nossos arquivos existenciais estão lá. E a contraparte física do subconsciente não está necessariamente na cabeça, pelo contrário: alguns autores chegam a falar em um subcérebro abdominal; há cientistas que afirmam que a estrutura do coração é semelhante à estrutura do cérebro, inclusive com neurônios.
Para nós compreendermos melhor o que aconteceria no caso de um transplante de cabeça exitoso, nós temos que analisar o pouco que nós já sabemos sobre transplantes de órgãos.
Existe um fenômeno que tem sido chamado de memória celular.
Há muitos casos de transplantados que herdaram gostos, comportamentos e até modos de pensar semelhantes aos dos doadores dos órgãos.
Os doutores Paul Pearsall e Gary Schwartz escreveram um livro contando casos assim relacionados especificamente a transplantes de coração. Não fica nenhuma dúvida de que as pessoas que receberam os órgãos receberam, juntamente com os órgãos físicos, emoções, gostos, predisposições e até sentimentos do doador.
Uma das transplantadas abordadas no livro, Sylvia Claire, escreveu um livro contando mais detalhes da sua história – este livro está traduzido para o português; se chama A voz do coração.
Para termos uma ideia: há relatos de pessoas que de um momento para o outro se tornaram vegetarianas; ou que nunca bebiam e de repente passaram a gostar de cerveja; pessoas que começaram a se interessar por um determinado esporte, ou por poesia, ou que mudaram a sua orientação sexual – e depois vieram a descobrir que seus doadores tinham exatamente essas mesmas características.
Há até o caso de um transplantado que era uma pessoa muito de bem com a vida e depois do transplante cometeu suicídio – mais tarde vieram saber que o seu doador tinha se suicidado.
É preciso ter em mente que nenhuma dessas pessoas sabia quem era o seu doador. Foram pesquisar mais tarde justamente pelo fato de terem sofrido mudanças bruscas de gostos e comportamento depois do transplante.
A teoria do Dr. Paul Pearsall é a memória celular. As células armazenariam a memória e carregariam essa memória consigo repassando-as ao receptor do órgão.
– Mas como o Espiritismo explicaria isso?
Se nos basearmos em Kardec, podemos dizer que os fluidos que circundam e perpassam nosso corpo estão saturados com nossos sentimentos e pensamentos e que eles permaneceriam, por algum tempo, ativos no corpo do receptor do órgão. Mas essa tese requer que a pessoa que recebeu o órgão esteja em sintonia com o doador, afinal, nós só captamos sentimentos e pensamentos com os quais temos alguma afinidade.
Outra tese seria a da psicometria.
Ernesto Bozzano tratou exaustivamente da psicometria. E André Luiz, no livro Nos Domínios da Mediunidade, trata a psicometria como “a faculdade de ler impressões e recordações ao contato de objetos comuns”. Na verdade esse entendimento é um desenvolvimento do entendimento de Kardec: os objetos ficam impregnados com os fluidos da pessoa que utiliza esses objetos, e até das vibrações do meio em que permaneceu a maior parte do tempo.
Se isso ocorre com objetos inanimados, com muito mais intensidade ocorreria com um órgão do corpo humano – mas, mesmo assim, isso dependeria da sensibilidade por parte do receptor do órgão para captar essas vibrações.
Mas existe uma outra maneira, muito mais lógica e satisfatória de entender essa questão.
Nós sabemos, desde Hermes Trismegisto, ou até antes, que assim como é o micro é o macro.
O átomo, pelo menos no modelo de Bohr, se assemelha muito ao Sistema Solar. É verdade que o sistema de Bohr tem falhas, mas também é verdade que o Sistema Solar não é uma estrutura tão regular como se pensava. O fato é que existem grandes semelhanças entre os modelos micro e macro, pois tudo obedece a Leis e as Leis são a manifestação de Deus – Deus é o grande conjunto de Leis que nos rege.
Se nós observarmos uma célula, que é a menor porção de matéria viva, ou melhor, a menor unidade de vida que nós conhecemos, vemos que ela apresenta organelas que exercem as mesmas funções básicas do nosso corpo humano.
Nós acreditamos em reencarnação. E nós também acreditamos, desde Kardec, que os animais são dotados do princípio inteligente, o mesmo princípio inteligente que ao se individualizar e se desenvolver dará origem ao que nós entendemos por espírito.
O primeiro estágio do princípio inteligente, portanto, é a célula.
Nós temos 100 trilhões de células. Essas células estão sob o nosso comando, sob o comando da nossa mente. O nosso corpo físico é formado por células. As células se agrupam e se especializam conforme o modelo comandado por nossa mente.
Nós sabemos que o plano físico é reflexo do plano astral, e que o corpo físico é reflexo do corpo astral. O corpo astral é o nosso modelo organizador biológico.
André Luiz, no livro Evolução em dois mundos, faz um longo estudo sobre o papel das células na manifestação da nossa vida e na manutenção da nossa forma.
André Luiz faz referência às células físicas e às células astrais. Nós temos, portanto, células físicas, que compõe o nosso corpo físico, e temos células astrais que compõe o nosso corpo astral.
Agora acompanhe o meu raciocínio:
Eu, neste momento, estou encarnado, ou seja, eu estou revestido de um corpo de carne.
Mas, mesmo encarnado, eu tenho um corpo astral.
O corpo físico é transitório, ele dura apenas uma reencarnação. Mas o corpo astral permanece enquanto nós permanecemos na Terra, neste astro – por isso o nome “corpo astral”, porque ele é composto com elementos do astro.
O corpo físico morre, mas o corpo astral permanece, e é o corpo astral que vai organizar, mais tarde, um novo corpo físico para a minha próxima reencarnação.
Quer dizer: nós reencarnamos, desencarnamos; reencarnamos, desencarnamos; mas é sempre o mesmo corpo astral.
O mesmo ocorre com as células. São sempre as mesmas células. Nós não trocamos de células. As células desencarnam e reencarnam.
– Você sabia que nós trocamos praticamente todas as células do corpo a cada 7 anos?
Claro que nem todas desencarnam e reencarnam no mesmo ritmo.
As células do estômago e dos intestinos são trocadas a cada 5 dias, mais ou menos; as células da pele a cada 2 ou 4 semanas; as células do fígado duram entre 150 e 500 dias – cada grupo de células físicas dura mais ou menos tempo de acordo com a função que exerce. Os neurônios que compõe o córtex cerebral não se renovam.
– Se as células estão sempre se renovando, como nós nos mantemos sempre os mesmos? Como nós mantemos a nossa forma, as nossas características físicas?
Por causa do DNA no interior das células. O DNA é a mente das células. Essa tese é do grande (e vergonhosamente desconhecido, no meio espírita) Carlos Torres Pastorino. Pastorino já defendia essa tese em 1969 – lembrando que o DNA foi descoberto em 1953.
Assim como nós temos uma mente que age sobre o corpo, a célula também tem uma mente que age sobre ela. A nossa mente comanda o DNA das células, informando todos os nossos sentimentos, pensamentos e energias no DNA.
Nós vemos no capítulo 13 do livro Missionários da Luz, de André Luiz, que o instrutor Alexandre e uma equipe de técnicos trabalhavam no planejamento reencarnatório do espírito de Segismundo. Alexandre tinha em mãos os mapas cromossômicos de Segismundo, onde podia decifrar todas as principais características que marcariam a nova existência física de Segismundo.
Esse livro foi publicado antes da descoberta do DNA.
Se meditarmos um instante na imensidão do Cosmos, é fácil concluirmos que existem seres incalculavelmente superiores a nós. Seres perante os quais, por comparação, nós não parecemos mais do que simples células. É possível – e até provável – que nós façamos parte de uma organização viva tão grande que nós não podemos nem imaginar.
Do mesmo modo, nós somos os mentores da evolução de 100 trilhões de minúsculas organizações biológicas que chamamos de células. Essas células nos acompanham, provavelmente, por toda a nossa evolução neste planeta.
– Como fica, então, a questão dos transplantes?
Nós sabemos que o órgão transplantado permanece com o seu DNA inalterado, ou seja, o receptor do órgão passa a abrigar na sua própria estrutura física o DNA do doador.
Uma pessoa morre. Um ou mais dos seus órgãos são retirados para transplante. As células que acompanham essa pessoa (espírito) desencarnaram; ela vai se manifestar, agora, só com as suas células astrais – mas as células físicas, com o seu DNA, passam a fazer parte da estrutura física de uma outra pessoa. O DNA das células do órgão transplantado deve passar a obedecer ao comando mental do receptor do órgão.
Nós vemos claramente que é preciso haver afinidade entre as programações mentais do doador e do receptor para que o DNA do órgão transplantado obedeça ao novo comando mental. Isso pode explicar a alta taxa de rejeição dos transplantes.
Vamos imaginar agora como seria um transplante de cabeça.
A cabeça de uma pessoa recebe um novo corpo. Será que a mente da pessoa que recebe um novo corpo é suficientemente forte para comandar trilhões de células habituadas a outro comando mental? Será que o DNA (que é a mente das células) de um corpo inteiro, que foi formatado por outra mente, que é o resultado de outra mente, será que ele é capaz de se adaptar a um novo comando?
Eu não acredito.
No transplante de um órgão importante (como um coração, por exemplo), se doador e receptor vibram numa frequência próxima uma da outra, é possível a adaptação – o comando da mente do receptor, que vibra no DNA das suas próprias células, provoca um fenômeno de indução no DNA das células do órgão transplantado.
Mas num caso assim, em que o transplante seria, na verdade, de um corpo inteiro, fora as questões técnicas da cirurgia, que não compete a mim falar, só poderia haver sucesso, talvez, se houvesse uma afinidade tão grande entre doador e receptor, a ponto de promover uma relativa adaptação de uma mente a outra.
Existe outra questão que deve ser considerada. Entre o corpo astral e o corpo físico nós temos o duplo etérico. Nas palavras de André Luiz, no livro Nos Domínios da Mediunidade, o duplo etérico é o conjunto dos “eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne”, “formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal, por ocasião da morte renovadora”.
O capítulo 13 do livro Obreiros da Vida Eterna, também de André Luiz, narra a desencarnação de Dimas, em que vemos o delicado trabalho de desfazimento dos laços energéticos que ligam o corpo astral ao corpo físico.
No caso do transplante de cabeça (que na verdade é um transplante de corpo), seria imprescindível a participação de uma equipe de médicos desencarnados para promover o desligamento dos laços energéticos que ligam o corpo físico a ser transplantado ao corpo astral do doador do corpo, e fazer a ligação desses laços com o corpo astral do receptor do corpo.
De qualquer forma, poderão sair daí grandes aprendizados.
Autor:Morel Felipe Wilkon
Fonte: http://www.espiritoimortal.com.br/transplante-de-cabeca-uma-visao-espirita/


“A CADA UM SERÁ DADO SEGUNDO AS SUAS OBRAS”

Nessa sentença de Jesus estão sintetizadas todas as leis que regem as questões ético-morais.
Mas de que maneira essa justiça se estabelece?
Que mecanismo coordena essa distribuição, com justiça?
Primeiro é importante lembrar que a justiça dos homens está calcada na legislação humana, com base em códigos legais criados pelos próprios homens.
Quando há um litígio qualquer, um grupo de pessoas especializadas nesses códigos analisa o processo, julga e define as penalidades aplicáveis ao réu.
A duração das penas também é estabelecida pelo juiz.
Então podemos concluir que a justiça dos homens se alicerça no arbítrio, segundo a visão dos magistrados.
Mas com a justiça divina é diferente.
As consequências dos atos se dão de forma direta e natural, sem intermediários.
Em caso de uma falta qualquer, a penalidade se estabelece de maneira natural, e cessa também naturalmente, com o arrependimento efetivo e a reparação da falta.
Importante destacar que na justiça divina não há dois pesos e duas medidas. As leis são imutáveis e imparciais, e não podem ser burladas.
Um exemplo talvez torne mais fácil o entendimento.
Se alguém resolve beber uma dose considerável de veneno, as consequências logo surgirão no organismo, de maneira direta e natural.
Não é preciso que alguém julgue o ato e decida o que vai acontecer com o organismo do indivíduo. Simplesmente o resultado aparece.
Castigo? Não. Consequência natural derivada do seu ato, da sua livre escolha.
Os efeitos produzidos no corpo físico não fazem distinção entre o pobre ou o rico, o religioso ou o ateu, a criança ou o adulto.
As leis divinas não contemplam exceções, nem concessões. São justas e equânimes.
E essas consequências duram tanto quanto a causa que as produziu.
Uma vez passado o efeito do veneno, resta consertar o estrago e seguir em frente. Por isso a necessidade da reparação.
Nesse caso devemos considerar que a lei da reencarnação se torna uma necessidade, para que cada um receba conforme suas obras, segundo a justiça divina.
Se a pessoa bebe veneno e morre, as consequências do seu ato a seguirão no mundo espiritual, pois ela sai do corpo mas não sai da vida.
Por vezes, é necessário renascer num novo corpo marcado pelos estragos que o veneno produziu.
Castigo? Certamente não. Consequência direta e natural.
No campo moral a justiça divina se dá da mesma maneira, distribuindo a cada um segundo suas obras, sem intermediários.
Mas como conhecer essas leis?
Ouvindo a própria consciência, que é onde se encontra esse código divino.
Não é outro o motivo que leva a pessoa corrupta, injusta, violenta, hipócrita, a tentar anestesiar a consciência usando drogas, embriagando-se para aplacar o clamor que vem da sua intimidade.
Uma vez mais podemos considerar que Jesus realmente é o maior de todos os sábios.
Numa sentença sintética ele ensinou tudo o que precisamos saber para conquistar a nossa felicidade.
Sim, porque se as consequências dos nossos atos são diretas e naturais, podemos promover, desde agora, consequências felizes para logo mais.
E se hoje sofremos as consequências de atos infelizes já praticados, basta colher os resultados, sem se queixar da sorte, e agir com uma conduta ético-moral condizente com o resultado que desejamos obter logo mais.
Pense nisso!
Nas leis divinas não existem penas eternas. As consequências infelizes duram tanto quanto a causa que as produziu.
Assim, como depende de cada um o seu aperfeiçoamento, todos podem, em virtude do livre-arbítrio, prolongar ou abreviar seus sofrimentos, como o doente sofre, pelos seus excessos, enquanto não lhes põe termo.
Dessa forma, se você deseja um futuro mais feliz, busque ajustar seus atos a sua consciência, que é sempre um guia infalível onde estão escritas as leis de Deus.
E, se em algum momento surgir a dúvida de como agir corretamente: faça aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem, e não haverá equívoco.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em A Gênese, de Allan Kardec, item 32, cap. I.

“COMO FOI A CHEGADA DE CHICO XAVIER NA ESPIRITUALIDADE RELATADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS”

Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas. Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.
Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação. Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.
Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis. Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.
Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências. Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.
Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade. Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem.
Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido. Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas. As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.
A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade. Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém. Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.
Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa. Por isso mesmo, o seu foi mediumato incomparável...
E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe: – Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.

JOANNA DE ÂNGELIS (Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 2 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.) Texto extraido do Reformador - Agosto/2002 Especial - FEB